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Lilypie Kids Birthday tickers

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

De cuca fresca

Não tanto quanto eu gostaria, mas pelo menos já desgrilei dessa estória de não ser uma boa mãe.
Eu hein! Da onde foi que eu tirei isso? rs
Meu filho é tão apaixonado por mim quanto sou por ele, e isso é fato! Basta ver a felicidade dele a cada vez que me encontra depois de um longo dia ausente.
E ponto.
Obrigada pelo apoio, pelas dicas e até pelo oferecimento da tia Andrezza, a professora do Arthur, que agora é nossa leitora também. Ela disse que se eu precisasse de ajuda com Arthur era só falar - hahaha. Ela deu sorte do meu momento down ter durado muito pouco, porque senão era bem capaz de eu gritar por ela mesmo!
Ontem adiantei um bocado a minha vida, graças a um dia de folga que ganhamos para fazer as compras natalinas. Acho que os chefes ouviram minha lamentação referente a falta de tempo, rsrsrs.
Escolhi ontem porque aproveitaria para passar o dia ao lado do aniversariante do dia, meu marido, tão maltratado por mim algumas vezes. E ontem ele deu show! Passou o dia para cima e para baixo e não reclamou nem um minuto! E olha que andamos, viu? Mas também comprei praticamente todos os presentes.
Além do Dri, também a Bia (minha sobrinha/afilhada) comemorava aniversário, então à noite fomos todos a um restaurante próximo de casa que tem daqueles brinquedões enormes que 10 entre 10 crianças são loucas. Arthur no mesmo caminho. Descobriu onde ficava a escada que dava acesso ao escorrego e fez o mesmo trajeto quarenta e sete vezes. E eu atrás.
Por minha livre e espontânea vontade liberei Adriano, que ficou o tempo inteiro na mesa com os amigos. E sabem que eu nem me cansei tanto? Meu único trabalho foi ficar olhando pois o molequinho a cada dia que passa está mais independente. Falta muito pouco para que ele fique sozinho, com a orientação apenas das monitoras do local. Aleluia!
Com relação ao 2º aniversário, voltei a estaca zero. Ainda não defini onde vai ser. O local onde eu faria que seria custo zero não tem mais data disponível, so... tenho que partir para um segundo plano mas aí preciso refazer minhas contas e saber se terei a verba necessária.
Ainda hoje defino isso, se Deus quiser!
Estou totalmente em falta com as visitas aos blogs amigos, perdoem-me tá?
Como não sei se volto aqui nos próximos dias, deixo aqui nosso cartão de Natal:

Créditos:
Christmas Doodles by Lili @ Scrapartist
Staple - Unadorned by KsharonK @ Artistic Musings
Frame - In memory of Miles @ Christina Renee designs
Overlay Two Soon @ Shabby Princess
Fontes - BettysHand, FanciHand e Trebuchet MS

domingo, 16 de dezembro de 2007

Quando o cansaço fala mais alto...

e a gente perde o controle!
Ontem foi assim comigo. Tenho passado por dias muito tumultuados. Não tenho conseguido fazer minhas coisas. O aniversário do Arthur ainda nem saiu do papel. Já decidi que vai ser algo pequeno: bolo, brigadeiro, trem de lanche e no máximo a cama elástica. Mas quem disse que eu sei sequer onde será. Não quero (e não posso) pagar salão de festas, mas também não tenho espaço aqui em casa. Os quintais disponíveis que temos são abertos, sem cobertura, mas tenho medo da chuva de janeiro. Então preciso de um lugar fechado, mas qual? Sem saber onde vai ser a festa eu não consigo fazer mais nada. Nem convite eu fiz ainda. Enfim...
Ainda não comprei um item sequer para o Natal. A árvore continua vazia.
Os únicos presentes que consegui comprar foram os de Amigo Oculto e dos quase mil aniversário desse mês de dezembro. E teve também o da nova membra da família Carvalho, Maria Clara, que nasceu no dia 28 de novembro e ainda nem fomos visitar. Culpa do tempo, de novo!
Só hoje temos o aniversário da Mariana (amiguinha da escola) e depois o Amigo Oculto da turma. Nem sei ainda o que vou fazer com o Arthur já que a farra vai ser "at night". Tentarei deixá-lo com minha mãe, isso se ela não tiver algum compromisso. Sábado passado me animei em sair com a turma para comemorar o aniversário de uma amiga em uma danceteria (ando precisando taaaanto), mas antes que eu perguntasse para minha mãe se ela poderia dormir lá em casa com ele, descobri que ela tinha um aniversário para ir. Nem falei nada. Simplesmente não fomos. Culpa? Não, nenhuma. Foi a escolha que eu fiz. Mas sinto que ser mãe em tempo integral tem me deixado meio esgotada e minha identidade mulher está deixando de existir. Não consigo fazer minhas unhas. Não consigo ir ao salão. Ando mal humorada com o Adriano porque acho que ele poderia fazer mais do que já faz. Enfim...
Ontem foi o café da manhã de confraternização da minha empresa. Arthur correu de um lado para outro o tempo inteiro. Queria fica abrindo e fechando um portão de ferro enorme e se enfiando no meio das mesas, onde não conseguíamos alcançá-lo. Ele está ligado no 220v em tempo integral. Só pára na hora de dormir. Quando chegamos em casa, quase 14:00h eu já estava pra lá de Bagdá de tão cansada, e ainda tínhamos um aniverário de 15 anos para ir à noite. Ele está na fase de não querer ficar sentado em mesa, o que é mais do que natural na idade dele, mas na nossa... é cansativo. Acho que pelo dia agitado que teve, já chegou na festa enjoado. Cismou com o portão da casa. Queria ficar abrindo e fechando (Céus! Será que ele vai ser porteiro?) e como a gente o tirava de lá ficava chorando. Sinais de sono, eu sei, mas quem disse que ele queria dormir? E aquele choramingo no ouvido, somando com o meu cansaço físico e psicológico já estava me deixando mal humorada também. Porque ele não queria outra pessoa que não fosse eu. Ele até ia com o pai, dava uma volta, mas quando voltava na mesa o choro era para meu lado. Sabe aquele momento de pensar: Vou embora porque não adianta ficar aqui e não curtir? Pois é. Só que no caso, como a festa era um bocado distante, fomos em um carro só: Eu, Dri, minha sogra, minha cunhada e Roger. E o carro era o nosso. Vir embora implicava acabar com a festa de todos, so... teríamos que esperar mesmo. Adriano o levou pro carro e ele não dormiu. Lá fui então, pra rua, fazê-lo dormir nos meus braços. Depois de meia hora balançando de um lado para o outro ele dormiu. Na volta, como tiramos a cadeirinha para liberar um espaço a mais no carro, ele veio no meu colo. Se acordado ele pesa 10 kilos, dormindo pesa quase o dobro. Isso numa viagem de mais de uma hora. Chegando em casa lá vou eu trocá-lo, e tentar que ele tome a mamadeira que rejeitou na festa. Pronto. A criança despertou e não quis dormir. Ninei e botei no berço a primeira vez. Acordou de novo. Voltei lá, ninei outra vez e voltei ele para o berço. Acordou de novo. Na terceira vez o Adriano foi. Foi com ele na cozinha, deu água e colocou no berço, sem niná-lo, e o deixou lá, chorando. Se ele não quer dormir depois de ser acalentado, imagina se vai dormir chorando... Lá fui eu de novo, já mal humorada com Adriano, que provavelmente não estava pensando se eu estava cansada ou não, ou tanto quanto ele. Ele simplesmente estava cansado e queria dormir. Eu também estava. Mas Arthur não deixava, e depois de colocá-lo pela quarta vez no berço, já sem braço tamanha a dor que eu já sentia, ele acordou de novo. Aí eu perdi a cabeça e falei alto com ele: "Deita Arthur!" e ele chorou sentido. Deitou e chorou... e eu chorei junto. Aí o peguei de novo e Adriano levantou como se pudesse salvar a pátria: "Me dá ele um pouquinho..." e eu não deixei. Por que não podia deixar Arthur dormir com o susto que levou com minha bronca, porque era a mim que ele queria, porque ele teve duas horas para levantar e perguntar se eu queria ajuda, mas só o fez porque me viu no desespero. Levei Arthur pra sala, expliquei que estava cansada e precisava dormir, que ele precisava dormir também, e pronto. Ele dormiu. Como se tivesse entendido que eu tinha realmente chegado no meu limite. Deitei às 03:15h, mas devo ter levado mais uns 40 minutos para dormir. Esgotada fisicamente, com uma puta dor na coluna e nos braços, culpada, pensando um monte de besteira, se não sou uma boa mãe, se as boas mães podem perder o controle algumas vezes, se o cansaço me faz ser uma pessoa chata e exigente, enfim...
Hoje ao acordar meu bebê chamou a mim "mã-mã-mã" e o pai foi buscá-lo no berço e o trouxe pra nossa cama: "deixa a mamãe dormir" ele disse, mas Arthur não obedeceu e me deu aquele abraço gostoso e aquele sorriso delicioso que só ele sabe dar. Ele me perdoou por ontem, eu sei, mas EU ainda não me perdoei. Tô aqui pensando em como fazer para não deixar o cansaço físico influenciar no meu emocional. Alguma sugestão?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A festa de encerramento

Foi na terça, 04/12.
E foi linda, do início ao fim.
Super organizada, toda a equipe em sintonia e as crianças bem preparadas.
A escola usou o tema Meio Ambiente e antes do início das apresentações a coordenadora pedagógica fez uma palestra a respeito da conscientização que foi feita com as crianças durante todo o ano letivo e fez um apelo de que tal conscientização continue em nossas casas.
Em todas as crianças era fácil perceber a alegria de estar ali. Eu comentei isso com o Adriano, como todas as crianças ali são tão felizes, tão a vontade com as tias e entre si. Tratam-se como irmãos, como velho conhecidos. A cada momento vinha um e outro dar um abraço apertado no Arthur, como se ele fosse o irmãozinho mais novo. Isso me deixou muito tranquila porque me dá a certeza de que fiz a melhor escolha.
Para abrir as apresentações, a Turma da Alegria - que é composta por todas as crianças que fazem parte do integral, e que Arthur faz parte. Usaram a música Aquarela e cada criança que entrava representava algum objeto da música. Muito lindos! Arthur representou a Aquarela.
A apresentação do Ninho foi mais lá na frente e ele representava um peixinho. Ficou tão encantado com o violão da tia Carol (de música), que não tirou os olhos dela e se esqueceu de fazer a coreografia, rs. Mas ele ficou lá, firme e forte, não chorou e nem saiu do palco. Querer coreografia já é pedir demais, né? No final da apresentação me achou na platéia e aí sim, veio correndo na minha direção e me deu um abraço tão apertado... Oh, delícia de abraço!
A musiquinha que eles apresentaram foi a do peixinho (que eu não sei o nome), mas vou registrar a letra aqui, para que lá no futuro eu me lembre da 1º musiquinha com coreografia que ele aprendeu.

Peixinhos no mar
Aves a voar
Eu quero amar
com o amor que existe em mim
Por isso eu amo
A natureza assim
Alô, alô - Eu gosto de você
Tchibum, tchibum, sha-la-la-la-lá
Quando mal eu faço à Criação
Fica em pedaços o meu coração
Por isso eu amo
a natureza assim
Alô, alô - Eu gosto de você
Tchibum, tchibum, sha-la-la-la-lá
E para finalizar, teve a tão esperada chegada do Papai Noel, que distribuiu presente para todas as crianças presentes, inclusive Bernardo e Bia.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

UMA SOLIDÃO SOLTEIRA

Por Fabrício Carpinejar (www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br)
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O QUE É SER MÃE? É nunca precisar responder a essa pergunta. Diferente de pai, que sempre se explica e gosta de se explicar. Mãe parece que nasce sabendo, não importa a idade, não importa a disposição. Julga-se como um dom natural e um desejo de vida, desde o momento em que brincava de boneca na infância e formava uma família imaginária no quarto. Que menina, quando pequena, já não sonhava em trocar a roupa do filho ao vestir e desvestir sua Barbie? Ser mãe não é encarado como profissão nem deve, mas é tão estafante quanto um início de carreira. O papel é visto como prazer e dádiva. Para alguns homens, é reconhecido como o cumprimento de um ideal. Um sonho. Mas não significa que será fácil. E não é. Responde a um dos períodos de maior aprendizado, nervosismo e tensão. Durante a gravidez, a mulher se multiplica. Espiritualmente é duas. Ganha atenção dobrada. Seus pedidos mais estranhos são atendidos. Cavalheirismo e educação exagerados batem à sua porta. Não me refiro aos assentos vermelhos do ônibus e do metrô e dos guichês do banco, reservados a gestantes. Muito além disso: abrem-se os caminhos do entendimento e da cordialidade. Ela encontra uma paz de bosque, uma quietude social. Não é contestada, criticada, desafiada. Nada que prejudique o andamento da gestação. Sua fragilidade a ilumina de carícias.
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DEPOIS DO NASCIMENTO, desconfia de que sua barriga serviu para um aluguel de luxo, que os familiares se importavam com a criança a vir, não com a criança adulta que se transforma em mãe. Paparicam o bebê e ela acaba de canto, alheia, sequiosa por um aconchego que não chega. Na hipótese de atravessar uma cesariana, dolorida e custosa, não receberá sequer algum questionamento sobre sua saúde. Andará sozinha, bem lenta, atrás do cortejo. A depressão pós-parto não é uma miragem, sinaliza desvalia.
De uma hora para outra, a mulher não é mais responsável pela sua existência, é responsável por duas vidas. Não poderá se dar ao luxo de pensar somente em si. Pensará em si por último, caso sobre tempo. Aliás, vejo que não é casando que a mulher deixa de ser solteira, ela muda efetivamente de estado civil ao gerar um filho. A dependência é substituída pela independência, no sentido de orientar e educar a criança.
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POR MAIS QUE ESTEJA ACOMPANHADA de um marido companheiro e atento, é como se mandasse no campinho. É ela que deverá responder - ou acredita que deve responder - no surgimento de dúvidas e impasses. O homem ainda goza da regalia de coadjuvante, com atenuante de que não precisa conhecer tudo. Pai está aprendendo a ser pai, mãe está ensinando a ser mãe. A crença é que a mulher tem uma enciclopédia embutida no ventre.
Licença-maternidade não é uma licença poética. Não é apenas estacionar o filho na vaga preferencial do seio. Mal se recuperou do parto e enfrenta a multiplicidade de atividades. Não dorme pelo medo de dormir e deixar escapar um apelo do bebê e ser incriminada por omissão. A insônia é o de menos. Até encontrar a posição certa de segurar o nenê para não ter cólicas, até encontrar a melodia adequada que tranqüiliza o choro, até encontrar a postura confortável para não sofrer com dor nas costas, é uma arte.
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ENTRE CUEIROS E TIP-TOPS, entre fraldas e lençóis, dificilmente será reconhecida em família pelos seus pequenos e imprescindíveis feitos. De que modo contar a terceiros e ao próprio marido o que fez? Que deu leite, arrumou as roupas, limpou o cocô, deu papinha e que essas operações tomaram o seu dia? As energias gastas em 24 horas serão reduzidas a um relato de três minutos. Dirão que é exagero. Começa a cobrança e a sensação de que não é compreendida.
O marido aparecerá em casa, leve e lépido, mais disposto (é claro), e brincará descansado com o filho, imitará sons de bichos, desfrutará da organização e de uma companhia para dividir as tarefas. Ele curte o que desejava para você. O pai é o parque, a mãe é dia útil. Resta assistir à alegria como se fosse sua.
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IMAGINE UMA PROFISSIONAL HIPERATIVA mergulhar de repente nesse mundo em que nada aparenta acontecer e tudo acontece sem jeito de demonstrar? Ter a rotina reduzida a dez quarteirões do bairro, na faixa que compreende a quitanda, a farmácia, a praça e o mercado, como um exílio em sua cidade? Uma mãe recente é uma ótima crítica da televisão à tarde. Pela primeira vez, é capaz de opinar com fundamento sobre a qualidade dos programas.
De um comercial a outro, o filho cresce mais rápido do que supunha. O que adiava para fazer continuará adiando. Se nos preparativos, demorava séculos para definir a cor do enxoval, as decisões agora são rápidas e fulminantes. São para ontem. O filho largou o peito, deve então acertar a temperatura do leite, preparar a comida, optar pelas peças da gaveta. Será que ponho casaco ou não? Está quente ou frio? O ponto mais visitado é a bunda rosada da criança, para verificar assaduras. As mãos cheiram a hipoglós e não é de estranhar que a pasta branca fique nos vãos dos dedos no momento de dormir. E, quando toca o telefone, a mãe se envergonha de dizer que está segurando o filhote no colo e faz o impossível para que a voz na linha não note o incômodo. Um malabarismo para acalmar os gritos do pequeno, entender a conversa e ser educada. Mãe carrega muita culpa desnecessária. A maternidade é uma solidão desproporcional, uma solidão solteira em cama de casal.
A libido fica em baixa, não se tem a mesma vontade louca de transar. Nem é vontade, é disposição, condicionamento físico. Após desbotar o tapete do corredor no vaivém, não há como se arrumar. Arrepende-se dos espelhos no quarto adquiridos para projetar posições eróticas. O homem se aproxima dengoso e amoroso e a dor de cabeça é a saída menos explicativa. Existe um cansaço inclusive para DR (Discutir o Relacionamento).
A mulher se vê acima do peso, com os seios estranhamente grandes (talvez o homem goste da protuberância, esquece que o aumento é inchaço, dói e não é para ele) e a cintura se equilibrando com a transformação. Pela primeira vez, um maiô não é uma idéia insuportável. O corpo está longe da rigidez e para recuperar as formas antigas só com muita ginástica, musculação e sorte.
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ELA ESTÁ DISTANCIADA DO NÉCESSAIRE, substituída pela sacola forrada de plástico, com pomadas, panos, bicos e o restante infinito do arsenal infantil. O máximo a fazer é paquerar a sinaleira. O único jeito de avançar no sinal vermelho é ali, com o carrinho de bebê na faixa de segurança.
Se não está aprontando e ordenando as coisas, está limpando a bagunça. Se não está encaminhando a criança ao sono, está dormindo junto. O banho de banheira da criança que encharcará o piso será o raro momento em que se ausentará, ouvirá novamente sua respiração e buscará informações atualizadas da rua.
Falei do trabalho, porém é o isolamento que mata. O pai age, na maioria das vezes, como um porteiro das visitas, cumpre a convenção social de mostrar o bebê para em seguida continuar suas conversas. Um elogio pra lá, um elogio pra cá, a criança abandona a cena e a mãe corre atrás, para atender as chamadas noturnas. Não há como acompanhar os papos entusiasmados e eufóricos. Escuta-se as risadas do quarto, com receio de que a criança seja acordada e tenha que recomeçar o acalento. Torce para que as visitas saiam cedo.
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OS AMIGOS E AMIGAS DA MULHER, de contato freqüente, de repente desaparecem. No início, podem rodear o bebê, propor bilu-bilu e esganiçar dublagens. Exaltam o nascimento. No instante do socorro e exaustão, nenhuma alma por perto. Acontece uma segregação silenciosa e terrível. Alguns se afastam para não incomodar, outros para não serem incomodados.
Durante essa fase, os relacionamentos escasseiam também devido à exclusividade materna. Quem não tem filho pode achar esquisito, mas pais discorrem na mesa sobre quantas vezes a cria foi aos pés e a cor das idas e vindas! Ela encontrará dificuldade de conversar de outros assuntos que não os relativos ao seu filho. Afinal, seu universo gira em torno dele. Vai se aproximar de outras mães para dividir suas dores e delícias. Um dos motivos para que as reuniões das creches sejam longas. É um momento de desafogo e de cumplicidade.
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A MÃE QUER SE SENTIR OUVIDA, falar do que incomoda na hora em que sente. Não depois quando já se confortou. Ou antes quando não entende. Tal jornal – mãe é para ser lida no dia. A pior coisa para ela é estocar sentimentos e apreensões, como quem guarda inutilmente papel velho. Mãe deve dizer o que a confunde de pronto e ser respeitada em silêncio até o fim, para que a preocupação não seja convertida em recalque.
Quando não está ao lado da criança, mãe padece com severa intensidade. Uma saída para se distrair – ou ao retornar ao trabalho –, e está ligando apavorada para a babá, solicitando relatos minuciosos dos últimos movimentos do rebento. Pavor de que não há quem cuide melhor do que ela. Ou pavor de que alguém cuide melhor do que ela.
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O QUE É SER MÃE? É nunca precisar fazer essa pergunta. O que se experimenta em segredo, o esforço hercúleo, o afeto pontual serão recompensados com a telepatia. A mãe notará que é possível esconder seus sentimentos de qualquer um, menos de sua criança, que alisará seus cabelos no desalento com o pente das unhas e nadará com alegria em seu corpo em cada abraço. E basta observar que a criança imita seu trejeito, basta reparar que a criança segura os objetos com a sua firmeza, basta reconhecer na voz dela o galho florido de seu timbre, basta cheirar o cangote e descobrir quantas fragrâncias não foram criadas, basta vê-la caminhar longe do apoio, balançando como um pingüim, basta ouvi-la dizer “mãe” com a pausa de uma reza, basta ser surpreendida com as repetições de suas idéias, basta que ela invente novas possibilidades para linguagem, basta que ela ponha a digital em um cartão, que ela retribua o “eu te amo”, e as adversidades serão esquecidas. As adversidades já serão amor.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Procurando o tempo

Tempo, tempo, tempo...
Não vou nem repetir que ele está voando que todo mundo já está careca de saber!
No meu caso, esse final de ano está sendo sinônimo de falta de tempo...
É a festa de final de ano aqui na empresa que consumiu quase que uma semana inteira de trabalho, elaborando os convites, imprimindo-os, etiquetando-os, os brindes que serão sorteados que tiveram de ser relacionados e etiquetados, as confirmações que tive de fazer...
Na semana passada tivemos um almoço de confraternização com uma grande empresa com quem temos contrato, e o dia também pareceu não existir. Ah! Na mesa ao lado estavam Bruno e Marrone (pequetitos assim como eu, rs) e na de frente Zeca Pagodinho que de tanto olhar pra nossa mesa me obrigou a lhe mandar um beijinho, hahaha - O danado é carismático de verdade! Foi na nossa mesa e cumprimentou todo mundo - graças a mim! rs
Mas, voltando ao tempo... Acho que outro responsável para que ele corra está sendo na quantidade de festas... Na quinta teve aniversário do Matheus (filho de amigos nossos), na sexta o da Tia Bina, no sábado de tarde teve a do Breno (amiguinho da escola) que emendamos com a inauguração da churrasqueira da Rô e Alê. Cheguei em casa no bagaço da laranja! E então para finalizar a semana, ontem tivemos churrasco do Helio Negão (amigo do Dri) e também emendamos com a formatura do Bê (nosso sobrinho). Ufa! E a semana acabou! Agora imagina eu ter comparecido a todas essas festas com uma dor enorme no meu pé esquerdo... pois é!
Passei semana passada inteira com muita dor no meu tendão de aquiles. Somente hoje fui ao ortopedista e ele diagnosticou o que eu já sabia: tendinite. Passou um anti-inflamatório e uma USG para verificar se o problema é degenerativo, já que volta e meia eu tenho essa dor que some da forma que vem, do nada!
Com isso fiquei super enrolada com a estória do presente das tias da escola, e somente hoje consegui resolver. Não foi o que eu queria, acabei comprando chocolate pra todo mundo e no mesmo embrulho vou colocar o calendário que fiz do Arthur, que também não teve o retoque final necessário, mas que enfim... não tive tempo! A festa já é amanhã!

Créditos: Kit Tis the Season by Retrodiva @ Digital Freebies
E por falar em festa, a menos de 02 meses para a festa do meu pequetito e eu ainda não sei o que vou fazer... preciso fazer umas contas, levantar alguns orçamentos, fazer umas ligações, enfim! Também preciso achar tempo pra isso! Daqui a pouco estamos em janeiro e eu nem sei onde vai ser a festinha ("inha" de verdade). A única coisa que decidi é que vai ser bem pequena, sem bebida alcóolica, provavelmente um trenzinho de lanches, um animador (talvez um mágico já que o tema vai ser Circo) e uma cama elástica que é o que as crianças têm curtido ultimamente... e só! Mas tudo vai depender das minhas contas! hahaha
A otite já foi controlada, e agora tenho que levá-lo ao otorrino para revisar, só que parece que os médicos estão sofrendo do mesmo problema que eu... Não têm horários disponíveis! Então na próxima quinta lá vai Adriano com o pequeno a tiracolo para tentar um encaixe. Além disso precisamos levá-lo ao homeopata, aimeudeus! Mais uma luta para encontrar o bendito tempo...
Estou super em falta com as visitas, mas prometo que colocarei todas em dia, viu? Assim que o tempo aparecer...


Créditos

sábado, 24 de novembro de 2007

22 meses


Foi ontem, mas com a correria do dia não tive tempo de vir aqui...
Segundo o site Minha Vida:
A criança nesta idade pula, atira objetos com as mãos ou pés, consegue chutar uma bola para a frente. Imita comportamentos e atitudes de outras pessoas, consegue montar quebra-cabeças simples. Desenha uma linha reta e identifica muitas partes do corpo. Coloca e tira a roupa. Segue comandos simples e dois pedidos ao mesmo tempo, como por exemplo: pegue seu carrinho e traga-o para mim. Nesta fase gosta muito de falar “não”, mesmo quando a resposta é sim. Entende palavras com sentidos contrários (quente e frio) e pode estar pronta para ir para uma cama maior (com grades laterais). Necessita de atenção constante nesta fase.
Nem precisavam ter relatado tudo isso, era só ir direto ao final: Necessita de atenção constante nesta fase. Céus! A criança não pára um minuto!!!! rs
Incrível que a quantidade de brinquedos espalhados pela casa parecem não ser suficientes pois ele sempre insiste em subir no sofá, abrir e fechar todas as portas possíveis (e gavetas também), ir para o banheiro mexer com a água do vaso sanitário, tirar todos os mantimentos do armário, mexer no ventilador, ligar/desligar o estabilizador do computador, tirar todos os seus sapatos e sandálias da sapateira e espalhar pelo quarto, enfim... chega a ser engraçado pois se eu o tiro de algum lugar, do armário da cozinha por exemplo, ele sai e fica rodando na cozinha procurando por outra coisa para bagunçar...
Mas não estou reclamando não, viu? Mil vezes ele ligado no 220v!
A carinha de sapeca que ele faz não tem preço no mundo que pague!
Está super independente. Hoje eu forrei uma toalha de mesa no chão da sala para ele lanchar e coloquei seu copo de suco e um pote plástico com um bocado de biscoito. Comia o biscoito, bebia o suco... sem a minha ajuda! Até para tomar banho... Lavo a cabeça, esfrego tudo o que tenho que esfregar e depois me sento no vaso sanitário só para olhar. Ele fica lá, sozinho, brincando com a água. E quando eu desligo o chuveiro ele segue a mesma rotina: espera a água do chuveirinho cessar, depois se abaixa e bate na pocinha d'água, se levanta e bate palmas! "Êêêê!" Como se o banho fosse um espetáculo! Na verdade não deixa de ser... aos meus olhos pelo menos!

Essas fotos foram tiradas alguns dias atrás, quando fomos ao shopping e nos sentamos num café. Ficou super comportado e comeu direitinho o pão de queijo que pedimos especialmente para ele.
Nos últimos dias está bem apegado ao velotrol e ao bibi (carrinho de buzina que ele monta e empurra pra frente e pra trás). Não pode ver na área de serviço que já quer andar.
Outra novidade está por conta de pegar nossa mão e nos levar para o quê (ou para onde) ele quer. E puxa com força, com vontade!
Também aprendeu a soprar a comida. Basta ver que estou soprando para me imitar.
Ah! Cismou com a estorinha do livro de pano, e basta encontrar o bendito livro que vem ao meu encontro (ou de quem esteja disponível) e me faz contar a mesma estória mil vezes. É uma gracinha porque ele seeeeempre escuta como se fosse a primeira vez, aponta os personagens, vira as páginas (são apenas 04) e já identifica o final (quando todos dormem e eu coloco o dedo na boca em sinal de silêncio), e então ele seeeempre dá um suspiro, abre o sorrisão e bate palmas: "Êêêê!!!!!" como se aquela tivesse sido a estória mais linda que ele já ouviu! Semana passada a bola da vez foi o Mateus que passou a última terça feira aqui conosco. Ele tem onze anos e Arthur adora ficar com ele... Coitado! Chegou a ponto de esconder o livro embaixo do travesseiro! hahahahaha
Graças ao Mateus nossa árvore de Natal foi montada e mesmo contando com a ajuda do pequeno mexilão que cismava em espalhar todas as bolas, a árvore ficou linda!

Ah! Também foi no final de semana passado que o tão ansiado "mãe" saiu... É! Saiu! Ainda é só um "mã" mas é meu, referente a mim... Tão lindo!!!
Foi pra tia Bina com o padrinho e ficou o tempo todo puxando o Zé e falando "mã, mã, mã", chamando por mim... e quando eu cheguei, nossa! Ficou todo feliz!
Ontem foi a mesma coisa. Tia Belina e minha sogra o levaram para a janela para me esperar chegar do trabalho e ele ficou me chamando: "mã, mã"! Ai, ai... tô tããão apaixonada! :)
Ah! Voltando a saga dos pedidos da escola, essa semana será a última e então eles estão programando um amigo oculto de R$1,99 para o dia 27 (Arthur tirou a Ana Clara) e a Ceia de Natal para o dia 28 (Arthur terá que levar 300 gramas de croissant que eu ainda não sei onde vou comprar no dia anterior).
No dia 03/12 é a festa de encerramento que será no mesmo salão de festas em que comemoramos seu 1º aniversário, e vai ter direito a apresentação, Papai Noel entregando presentes e, segundo as tias, algumas surpresas. Depois férias!
Com relação ao leite de soja ele aceitou super bem. Os biscoitos também, está comendo numa boa. Aliás, fiquei satisfeita em ter encontrado o biscoito recheado. Ia ser um peninha não vê-lo pelos próximos meses abrindo as bandas do biscoito e comendo primeiro o recheio... exatamente como eu fazia! rs
Ainda não comprei o iogurte batavo, dica da Juleide que comentou no post anterior. Aliás, Juleide, muito obrigada pelas dicas! Gostaria muito de trocar umas figurinhas com você, me manda seu e-mail!
Ufa!
Acho que é isso!
* Scraps - ambas com QP de KsharonK @ Artistic Musings

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Otite

Então...
Busco sempre achar o lado positivo de tudo, ainda que não seja um positivo muito bom...
No sábado após postar meu bebê grande (Dri) começou a dar indícios de que não estava legal. A garganta estava arranhando e o estômago embrulhado.
No domingo a desagradável surpresa: Adriano tinha vomitado de madrugada (e eu nem vi), estava com a garganta fechadinha e uma febre de 38,5º...
Arthur enjoado que ele só... não queria chão, não queria ninguém... e a febre voltou! Não tão alta, só 37,8, mas estava lá para deixar meu bebê pequeno caidinho.
Então fiquei aqui com duas crianças para cuidar: Arthur para acalentar e Adriano que sem conseguir se levantar tomou café da manhã na cama (dá-lhe tratamento vip da adorável esposa!)
Eu que tinha prometido que se Arthur tivesse uma nova febre o levaria ao PS, tive que adiar por mais um dia.
Como aqui em casa ainda tinha do antibiótico que eu tomei quando caí doente, foi ele mesmo que Adriano tomou e bastou criar coragem para levantar e tomar um banho que a cara dele mudou e passou a tarde bem melhor. Teve febre mais uma vez, mas que cedeu tão logo tomou o antitérmico. Repousou o resto da tarde e hoje acordou 99%.
Arthur passou o dia bem e como estava bem animadinho resolvi levá-lo a festa de uma amiguinha, Laís, aqui pertinho de casa. Pela primeira vez o levei a uma festa sem o pai, então sabia que seria cansativo para mim. E foi. Embora estivesse em companhia da minha mãe (que também está gripada) e de meus dois sobrinhos Bia e Bernardo. Só consegui trégua nos momentos em que ele foi na cama elástica. Ele curtia e eu descansava. Próximo ao fim da festa a febre voltou e viemos embora.
Chegamos, dei-lhe um banho e então a novidade: secreção no ouvido.
Putz! Já estava preocupada, fiquei mais ainda, mas por outro lado, uma provável causa para a febre me dava um certo alívio (esquisito, né?!)
E então fui dormir decidida a acordar hoje já ligando para um otorrino, tentando um encaixe, sei lá! Mas bastou eu levantar que tive um estalo de ligar para o consultório da pediatra. Foi desse jeito mesmo. Saí da cama às 6:40 e falei pro Dri: "Vamos ligar pro consultório da Dra. Mônica, vai que ela está atendendo hoje, já que passou a semana anterior em congresso?" Dito e feito! Telefone ocupado: sinal de consulta! Tentamos por uns longos 10 minutos e então a secretária atendeu. Após dar uma resumida no que vem acontecendo com Arthur ela pediu que chegássemos às 07:30h. Foi só o tempo de arrumar bebê (que já havia acordado e estava choroso), bolsa, colocar qualquer roupa e ir. Por sorte (êta que estava com saudade dessa palavrinha...) chegamos lá e não tinha ninguém! Apenas uma criança sendo consultada e que saiu dali a cinco minutos.
E então relatei tudo o que vem acontecendo desde o início de novembro: A tosse seguida de febre, a ida ao PS, os raios x e o antibiótico tomado, para dali a alguns dias a febre voltar, sem tosse, mas com uma secreção quase verde que até já feriu seu nariz e no final de tudo a secreção no ouvido...
Dra. Mônica muito atenta a todos os detalhes deu o veredicto: Otite!
Otite - é uma inflamação do ouvido médio: o espaço atrás da membrana timpânica. A otite média é muito comum na infância, e possui condições agudas e crônicas; todas envolvendo inflamação da membrana timpânica e geralmente associadas com o aparecimento de fluido no espaço atrás do tímpano, o ouvido médio.
Progressão - Tipicamente, a otite média aguda ocorre após uma gripe ou resfriado (no caso do Arthur foi causada pelo quadro alérgico): depois de alguns dias de nariz obstruído o ouvido se envolve e isso pode causar uma dor severa. Ocorre assim: as bactérias presentes na boca e garganta migram pela tuba auditiva até o ouvido médio, onde se multiplicam nas secreções acumuladas, causando a inflamação.
Sinais e sintomas - Dor severa, diminuição da audição, febre, choro constante (nos bebês), irritabilidade, desconforto, perda de apetite e secreção no ouvido se houver ruptura timpânica (perfuração do ouvido). Vômitos e diarréia podem ocorrer nas crianças pequenas. Pode também haver presença de pus na região externa do ouvido.
Dra. Mônica receitou Novamox 2x (3,5 ml de 12/12 por 14 dias) para combater a infecção. Orientou a permanência do decongex plus (07 gts por 10 dias) e lavar as narinas com rinosoro de hora em hora.
Após o término do antibiótico levaremos Arthur no Otorrino (ela indicou dois nomes) e pediu para voltarmos com a homeopatia.
Tá bom! Ela diagnosticou o problema, mas era preciso um culpado, e no caso do Arthur foi o seu quadro alérgico. Ah tá! Mas como acabar com essa alergia, se ainda nem sabemos do que é? Os testes de alergia só são feitos a partir de 02 anos, então ela nos propôs tirar o leite e todos os seus derivados para ver se haverá alguma melhora. Ela não afirmou que ele seja alérgico à lactose, mas disse que tem todos os indícios de ser. Principalmente por causa do peso, que não sai do lugar. Neste mês em especial ele perdeu: estava com 9.840g e passou para 9.750g. Disse achar muito estranho Arthur ser uma criança que se alimenta bem mas que não aumenta o peso, e ainda por cima tomando o PediaSure que é um complemento alimentar.
Se for para meu pequeno melhorar, vou tentar sim. Só não sei muito bem por onde começar.
Tudo o que ele ama tem leite na composição: danone, leite fermentado, biscoito trakinas e maisena (da piraquê). O único leite de soja que conheço, o Adess, ela cortou. Disse que é pouco calórico, e nesse caso Arthur perderia mais peso ainda. Passou então Aptamil soja 2, Nan Soy 2 ou Isomil, que já dei uma pesquisada e descobri que custam em média R$40,00 a lata.
Mas acho que tudo é uma questão de hábito. A própria Dra. Mônica me deu uma relação de biscoitos: Água e sal, cream cracker e maisena do Carrefour, maisena e recheado de um tal de Zabet, waffer da aymoré, e outros.
A propósito alguém conhece alguma marca de iogurte sem lactose?
Ah sim! Vocês devem estar se perguntando: "Mas cadê o lado positivo de tudo isso?! O marido também ficou doente, o filho está com otite, a pediatra cortou o leite e seus derivados, vai ter que arcar com um leite que custa em média R$40,00 a lata e ela vem falar de lado positivo das coisas..."
Pois é. O lado positivo é que eu sei contra o que estou lutando. Não há nada pior do que lutar contra o desconhecido. Ver uma criança doente e não saber a causa. Agora que sei o que ele tem, ele será medicado. E para que não volte a ter, faremos o possível. Descobrir o que não tem leite vai ser fácil (vou me tornar especialista no assunto!) e gastar 05 vezes mais do que já gastamos com o leite comum, vai ser o de menos. Deus há de ajudar!

sábado, 17 de novembro de 2007

Feriado, febre e cansaço... muito cansaço!

Achei que não fosse conseguir postar antes de quarta -feira (que é quando volto ao batente após seis dias de feriado prolongado aqui no Rio de Janeiro), pois bastou eu ficar alegrinha com o santo velox finalmente instalado aqui em casa para que um problema de servidor me desconectasse e me mantivesse de quarta a sábado sem net. Ok, ok... antes tarde do que nunca! So...
Cá estou!
Curtindo um feriadão ao lado de pimpolho, mas infelizmente totalmente dentro de casa. O tempo está feio desde o início da semana e aqui nós não temos feito outra coisa senão assistir Discovery Kids, XSPB, brincar de carrinho, montar lego e juntar todos os brinquedos que parecem brotar pela casa. Definitivamente moro numa brinquedoteca e nem sabia. Se acordo de madrugada e preciso ir na cozinha fatalmente esbarrarei em algum carro, isso se não tropeçar em alguma bola , de preferência naquelas pequetitas que deveriam estar dentro da piscina de bolinhas mas que por algum motivo sempre vão parar no corredor. Acho que Arthur ainda não entendeu que o lugar delas é lá dentro... enfim! Chega uma hora que eu canso de juntar e elas ficam lá, esperando por alguém que tropece nelas.
E ando cansada mesmo... passo o dia numa correira danada e quando vejo o dia acabou. Infelizmente Arthur voltou a ter febre desde quinta feira sem motivo aparente e também isso está me cansando... Poxa, não faz vinte dias que meu bebê teve essa febre repentina, foi pro PS, bateu RX de tudo quanto foi canto e nada foi diagnosticado. Tomou antibiótico, melhorou 100% e agora a estória se repete. Tentei ligar para a pediatra mas a mesma está em uma Convenção. Estou achando muito estranha essa febre. Ela vem, administramos com Novalgina e então vai embora, para somente retornar à noite. Estou muito resistente em levar ao Pronto Socorro, mas amanhã se tiver febre durante o dia não vou ter como fugir de lá, pois quatro dias de febre não pode ser normal e além disso está expectorando um catarro quase que verde. O nariz do pequeno já está ficando ferido e com isso eu agora fico para cima e para baixo limpando o narizinho dele com meus dedos molhados. Tudo para evitar o contato com toalhinha fralda ou lenço de papel descartável.
Embora assim não perdeu o apetite. Continua comendo como um leãozinho, e pelo menos isso me deixa aliviada.
Nos momentos que a febre vem chegando ele muda totalmente o humor... Fica enjoado, pedindo meu colo, choroso... aff! De dar dó! Aí basta tomar os 4 mls de novalgina que começa a suar e se alegrar novamente! E é nesse momento que ele pinta o saci! Com as baterias recarregadas!
Hoje por exemplo... ele teve febre por volta de 20:30h. Mediquei e dali a pouco dei a mamadeira. Ele suou e ao terminar de mamar tive que dar outro banho, e com isso despertou mas continuou deitadinho na minha cama cama assistindo Discovery Kids. A pizza que pedimos chegou e nós fomos para a sala de jantar, e dali a pouquinho vem ele, com o sorrisão arreganhado como quem diz: "Olha eu aqui! Também vim participar!" Sentou no meu colo e comeu a beirada da pizza em segundos! Depois ficou pra lá e pra cá no corredor, feliz da vida, dando tchau e retornando no momento seguinte, como se a febre não tivesse por ali momentos antes... vai entender! Com isso, só foi dormir às 23:00, e ainda assim porque eu fui ninar no braço, já que ele estava no berço conversando com o coelho de pano.
Prometo voltar em breve e espero que com notícias de que não houve necessidade de levá-lo ao PS. Se Deus quiser!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Pedem, pedem e pedem

Nunca vi escola pedir tanto durante o ano letivo.
É abrir a agenda e está lá: "Mamãe, favor mandar isso!", "Mamãe, vamos precisar daquilo..."
Bem que haviam me avisado, mas não tinha idéia de como era verdadeira a afirmação de que seria necessário reservar, além do valor da mensalidade, mais uma quantia para os extras... Tá bom, tudo bem! Tirando os passeios, as cotas extras para alguma coisa, na grande maioria das vezes não é nada tão oneroso. O meu problema é que tenho tirado hora de almoço pra comprar as coisinhas que as tias pedem. Esse semana por exemplo a agenda veio TODOS os dias com recadinho.
Segunda-feira: Como eles vão fazer uma oficina de culinária com as crianças, eu precisava mandar no dia seguinte uma receita curtida pelo Arthur, mas simples e de fácil preparo. Eles reuniriam as receitas recebidas e escolheriam entre as crianças quais seriam preparadas. Eu já sou um negação na cozinha e assim... sob pressão... já viu né? A única coisa que faço bem (e muito bem) é pudim de leite, mas acho que não seria uma receita legal para se fazer entre crianças. Por mim, ia lá no meu caderno de receita e copiava aquela básica de bolo comum que só fiz uma vez (e por causa do Arthur, que adora mesmo comer bolo), mas aí a Beth simplificou o negócio e na mesma hora escreveu a receita dela de pizza.
Terça-feira: Escolheram as receitas e a nossa não entrou... Aff! Fiquei frustrada! E lá vinha na agenda para mandar até 08/11 (ontem) 01 kg de farinha de rosca para o preparo do pé-de-moleque (e isso lá é de fácil preparo?) e do bolo de banana (com farinha de rosca?!).
Quarta-feira: Estão preparando muuuuita surpresas para a festa de encerramento e para uma delas vão precisar de 01 camiseta adulto P, a ser entregue até 09/11 (hoje). E lá fui eu ontem pro Saara atrás de camiseta branca P, tendo que me desdobrar entre almoçar, pagar conta, dar a caminhadinha básica de pelo menos 10 minutos até que chegue lá, e ainda ir à caça da tal camiseta. Em uma hora de almoço. Mole, né?
Quinta-feira: Para as festividades do fim de ano solicitam 01 enfeite natalino a ser entregue até 12/11 (segunda-feira). E lá vou eu passear na lojinha de R$1,99 na hora do almoço de novo!
Almoçar? Pra quê?
Amanhã tenho aula de scrap. Ando bem animada. Modéstia à parte, venho percebido minha evolução a cada novo scrap.
Tô gostando bastante de colocar minha mente para funcionar nesses cursinhos.
A partir de dezembro tenho planos de engatar com o curso de decoupage. Acho o máximo também!
Vejam meus novos trabalhinhos. Tia Mic gostou!


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O lado bom de tudo!

Parece que a bruxa andou solta lá em casa nos últimos dias.
Primeiro Adriano me aparece com um furúnculo no joelho. Sofreu o pobre. Passou uma semana com a dor até que criasse coragem para espremer... aí melhorou! rs
Na quarta Arthur começou (voltou) a ter febre sem motivo aparente. Teve por duas vezes na escola. Na quinta amanheceu com febre de novo, então Adriano me ligou e concordamos que seria melhor levá-lo ao PS (já que aquele não era dia da pediatra no consultório) pois na sexta seria feriado e caso a febre continuasse ficaríamos no desespero, pois PS em dias normais já não é muito bom, em feriado então... Enfim! Arthur foi logo examinado (pelo mesmo pediatra que o atendeu da última vez, bonzinho por sinal), fez vários raios X (tórax, seios da face e sei mais lá o quê) e segundo o médico, tirando a secreção que ele já está expectorando, está tudo bem. Nada de bronquite, sinusite, ou qualquer outro "ite". Passou Amoxil e um xarope (que esqueci o nome) e nebulização 03 vezes ao dia. Batata! A febre sumiu e meu pequeno voltou a dormir bem e está com o apetite de leão de novo.
Aí na sexta quem não amanheceu legal fui eu. Um enjôo estranho. Um aperto no peito. O corpo pesado. No fim da tarde fomos na casa da Paty e nossa! Minha cabeça parecia que ia explodir. Não curti quase nada. Nem o cachorro quente, nem as bebidas, nem a farra com as meninas!
Na madrugada de sábado o veredicto: 38,2º de febre e a garganta totalmente fechada.
E assim foi o dia inteiro. Febre que não cedia com o paracetamol, garganta que não melhorava com fonergin, corpo dolorido e Arthur tomando conta de mim (já que o pai foi trabalhar e só chegou às 15:30h).
Tia Belina foi quem me salvou e trouxe o Amoxil que a Ziza tomou na semana anterior também para a garganta e ontem pela manhã eu já estava beeeeem melhor. Tirando a garganta que ainda incomodava a febre sumiu e a dor do corpo também.
E acabou a urucumbaca lá em casa, graças a Deus!!!!!
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Agora vamos falar do lado bom das coisas!
Foi só eu falar da minha ansiedade em relação à fala do Arthur, que ele resolveu me desmentir para todo mundo.
Já tinha iniciado com um tal de "ti" ao nos entregar algo. Eu identifiquei como sendo "aqui", mas há os do contra (rs) que dizem se tratar de "tio (a)". Hahaha, se assim fosse até eu seria tia (imagina se ele vai me chamar de tia! Éclaroquenão!!!! É óbvio que o tal do "tiii" significa "aqui"! rs)
Também fala "goool" quando está brincando de bola.
Em determinados momentos dana a falar "áua" que eu acho se tratar de "água", mas ele só fala quando quer. Uma vez saiu do banho repetindo "áua". Eu falava e ele repetia. Mas não pensem que ele pede "áua" quando está com sede, na-na-ni-na-na-não! Então eu ainda não sei se ele realmente identifica a água.
Quando está comendo algo e quer compartilhar (leia-se: enfiar na nossa boca por livre e expontânea pressão) é um tal de "á-á-á" abrindo o próprio bocão como que nos ensinando como é que se faz...
Ah! Como na quinta-feira não foi pra escola (foi o dia que ficou de molho) passou o restante do dia com a Beth, e segundo ela foi um tal de "ua, ua, ua", puxando-a pela mão. Já viram né? Terei um belo de um rueiro em casa...
Fora esse enooooorme vocabulário que a gente vem conseguindo decifrar, tem aquele outro que é só dele e esse sim, ele fala pelos cotovelos! Nesses quatro dias em casa então... era um tal de conversar com a gente, de andar pelo corredor reclamando de sei lá o quê, muito engraçado...
Então meninas, obrigada pelo apoio, pelas dicas, mas acho que num futuro muuuuito próximo meu menino estará mais do que comunicativo! Inxalá!