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Lilypie Kids Birthday tickers

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sobre o medo

Arthur tem medo.
Medo de barulho. Medo de parabéns.
Na verdade eu não sei se é um medo só. Nâo sei se ele associa algo na hora do parabéns que cause muito barulho. Aqueles fogos de papel, por exemplo. A gritaria das pessoas, não sei...
Tento puxar da memória mas não me lembro muito bem quando tudo começou.
A lembrança mais próxima vem do seu próprio aniversário, em JAN/11, que tirei-o contra a vontade do pula-pula para que cantasse parabéns e ele fez um baita escândalo. Algo nunca visto antes, mas que achei justificativa pois ele tinha acabado de entrar no pula-pula, sua brincadeira preferida em qualquer festa que vá, e eu fui lá tirá-lo.
No mesmo ano, mais precisamente em JUL/11 passamos a comemorar o mesversário do Téo. Um ambiente pequeno, muita gente em volta e na hora do parabéns ele correu para o quarto mais próximo e começou a chorar. O que seguiu nos mesversários seguintes.
A justificativa na ocasião era o sono. Como ele sempre foi reloginho para dormir, era bem mais "fácil" colocar a culpa no horário.
Os aniversários seguintes passaram a ser um tormento. Começamos então a tirá-lo do ambiente na hora do parabéns, pois se ficava era choro alto na certa.
No mesmo ano passamos a ter problemas com os fogos de final de ano. Foi muito, muito choro.
Em JAN/12, no seu próprio aniversário, em que fizemos uma festinha íntima para os mais próximos no quintal da casa de minha cunhada, não tivemos problema com o seu próprio parabéns. Foi a festa do Super Mario, ele participou de tudo e dividiu a hora do parabéns com o Renan, que nasceu no mesmo dia que ele. Cantou parabéns, sorriu, tirou fotos... como entender?????
Na semana seguinte foi a comemoração do Renan, em um game do shopping que disponibiliza um pequeno salão de festa para a hora do parabéns. Ele se esbaldou de brincar, mas na hora do parabéns, em que os games são fechados, novo "ataque".
Ele não tem medo de barulhos corriqueiros, esses não o incomodam. O que incomoda mesmo são estouros em geral como fogos, estalinho e bola de gás estourada, esses são seus maiores inimigos.
Como explicar uma criança que sempre brincou de estalinho, de uma hora para outra passar a ter pavor?
Conversamos então com a pediatra e a fonoterapeuta.
A pediatra indicou psicólogo.
Nas palavras dela: "Pode ser que passe de repente, da forma como surgiu. Mas vai que isso siga com ele e cause um problema lá na frente?"
A fono disse que parecia sinal de pirraça. "Se fosse algum problema ele não cantaria parabéns no próprio aniversário." E orientou: "Que tal dizer que se não cantar parabéns, não vai poder ir à festa, e sem ir à festa não poderá usufruir do que ele gosta: brinquedos e pula-pula?"
E a gente passou a usar esse diálogo a cada festa, na expectativa de que o choro fosse embora.
Em algumas festas, ele realmente não chora. Eu acho quer tem a ver com o fato de estar entertido com alguma coisa, geralmente brincando.
Em outras festas, se fecham a parte de brinquedos e ele é "obrigado" a participar do parabéns, aí ele pede pra sair.
Se não tem pra onde sair, se o parabéns é daqueles rápidos e simples ele só tampa os ouvidos. Agora, se é daquele parabéns "estrondoso", não tem jeito... choro na certa!  
E então no meio desse comportamento alternado (ora chora, ora não), e para não correr o risco de lá na frente me arrepender, lá fomos nós conversar com a psicóloga indicada pela pediatra.
Duas horas para falar da vida dele desde que nasceu. Relembrar todo o histórico do atraso de fala, da falta de interação, do "quase" autismo, do santo relatório final da fono, enfim... tudo que eu queria que ficasse no passado... Não que não goste de falar do meu filho, mas tem uma hora que cansa, sabe? Cansa repetir as mesmas coisas para pessoas diferentes. Mas lá estava eu, tentando convencer a psicóloga a atender meu filho para SOMENTE tirar o medo de barulho/parabéns. O resto já estava resolvido. Para que futucar?  
Depois disso, ela tinha que avaliar o Arthur sozinho para saber o tratamento a ser seguido. Seriam 4 consultas. À noite. Único horário na sua agenda.
As duas primeiras semanas foram tranquilas. Arthur adorou a sala dela, com muitos jogos, ambiente lúdico, ela atendeu na hora combinada, tudo certo.
Na semana seguinte ela não tinha horário logo após a saída da escola. Ele saía às 17h da escola e ela tinha horário tipo 20h. Como o consultório fica próximo da escola, Adriano o levou direto pra lá na esperança de desistência de algum paciente, o que não aconteceu. Arthur ficou cansado da espera e quando entrou na sala a consulta não rendeu. Ela me ligou na semana seguinte explicando que não havia sido proveitosa aquela consulta, ela mesma entendeu os motivos, mas disse que a última consulta seria crucial e que para isso o atenderia no horário de outra criança, logo após a aula, para não correr o risco dele estar cansado.
A última consulta aconteceu e então fomos chamados para o "veredicto".
Ela falou das duas primeiras excelentes semanas. De como ele interagiu com ela. De como respondeu ao que foi solicitado. Que foi tudo ótimo, e blá, blá, blá. Mas... (sempre tem um "mas" e isso me irrita profundamente) as duas últimas semanas foram de um Arthur que não respondia ao seu chamado, que ele só respondia quando queria, como se fosse surdo ( ...e tudo aquilo que eu já ouvi antes, como se quisesse achar um outro problema que na minha opinião não existia... ).
E lá fui eu dizer que o pai era da mesma forma quando criança, que o pai brincava horas com um barquinho no ar, ou mesmo com um jornal amassado, e que não adiantava ninguém chamar, ele não atendia... e que o pai é assim até hoje...
Não adiantou. Era como se a genética não tivesse peso algum. Como se as duas primeiras semanas - tão excelentes - não tivessem peso algum.
E ela continuou: para seguir um tratamento, precisava descartar o "déficit de atenção". E para descartar, era necessário que ele passasse por uma junta médica, com um encaminhamento dela, mas que dentre os médicos da junta tinha de ter um médico específico que ela super indicava, mas que somente atendia na Santa Casa de Misericórdia (espera na fila por um ano ou mais) ou no CNA - Centro de Neuropsicologia Aplicada, que é uma clínica particular com valores acima do que podemos pagar.
E eu pagaria. Eu juro que pagaria. Venderia carro, faria empréstimo, faria qualquer coisa que fosse desde que me dissessem que dessa vez seria a última palavra.
Mas e o risco de inventarem o déficit de atenção?
Quem sou eu para discutir com um médico que meu filho é tão desligado quanto o pai? E que mesmo assim o pai é normal?
Quem sou eu para discutir com um médico que meu irmão também sempre teve poucos amigos? E é normal...
Quem sou eu para dizer para um médico que barulhos muito altos também me assustam, me perturbam? E eu sou normal...
E então criança hoje em dia não pode ser muito espoleta que é hiperativo. E se é calmo demais, tem déficit de atenção...
E isso cansa...
Só em pensar em ter que explicar tudo de novo me dá um desânimo tão, tão, tão grande...
Custava a psicóloga ajudá-lo com esse problema específico?
Eu tenho consciência que posso estar privando Arthur de um tratamento contra esse inimigo que ele tem, o bendito barulho. Sei que pode piorar. Sei que isso pode prejudicá-lo no futuro.
Mas é o que tenho para hoje.
Outro dia liguei pra psicóloga, sei lá, me bateu o peso na consciência. "Vamos agendar na Santa Casa e ver o bicho que vai dar!"
Mas só a dificuldade em falar com ela já torna o processo cansativo.   
Aí alguém deve me perguntar: "Procura outro psicólogo e acaba logo com isso, ora bolas!"
Então... tô esperando bater o peso na consciência de novo.
Por enquanto, ficamos assim:
Quando ouve fogos ele pergunta: "Que barulho é esse, mamãe?" e eu respondo: "São fogos de festa, filho!" "Foi gol do Flamengo!" e acabou-se o assunto.
No desfile cívico da escola em que ele desfila desde bebê (que tem banda de música no meio das crianças e soltam fogos de artifícios durante todo o percurso), no ano passado ele desfilou de ouvidos tampados e a gente viu o quanto ele sofreu com aquilo. Esse ano optamos por não levá-lo. E descobrimos que como ele, algumas crianças da escola também não curtem aquele barulho todo, e já não vão desde anos anteriores.
Em festas em que o barulho é muito forte e ele não tem nada para desviar a atenção, tiramos ele do ambiente. Se tem pula-pula ele nem se incomoda, no máximo tampa os ouvidos.
Outro dia fomos numa festa em que o som estava muito alto e o animador gritava demais (incomodando até a mim) e não tinha nenhum atrativo para ele... o pai o levou pro carro e ele dormiu. Simples assim.
O sono pode ser uma fuga? Sim, pode. Mas quem não tem uma fuga para as adversidades da vida?
O que me mantem confiante é ouvir relatos de várias pessoas que também se incomodavam quando crianças (tem algumas que até hoje...) e nem por isso viraram adultos problemáticos.
E então é isso...
Eu sei que o post ficou enorme, mas eu precisava colocar tudo que me vinha na memória aos poucos para que o assunto fizesse sentido. Foram cerca de 10 dias para conseguir finalizar.
Engraçado que relembrando todo o processo fui fazendo uma análise dos fatos e cheguei a conclusão de que nesses dois anos e tal (em que o problema passou a acontecer) ele melhorou bastante. Acho que entender o tempo dele é o principal. Sem forçá-lo a fazer o que não quer.
Não é uma questão de concordar com uma pirraça, ou de contribuir para piorar um eventual problema. Hoje, eu acho que é questão de respeitá-lo. E só.
Pelo menos por enquanto. Até sentir necessidade de procurar a psicóloga de novo, se for o caso.
Último aniversário que fomos, do Oliver.
Ele não chorou, mas não saiu de onde estava, no portão de saída da casa.   

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Pintando o 7 - a festa!

E aí o aniversário dele foi se aproximando e a gente já tinha decidido que o levaríamos a um restaurante pertinho de casa onde tem playground e ele se divertiria da forma que ele prefere... brincando! Convidaríamos os amigos mais próximos e pronto!
Sem bagunça, sem barulho, sem parabéns... sem forçá-lo a fazer o que para ele tem sido um tormento...
Como fazer festa para a criança que não gosta de parabéns?
E como o aniversário dele cairía numa quarta feira, seria mais que perfeito.
Avisamos a todos e estava decidido...
E assim foi a comemoração do dia:
[ele brincando com os primos/amigos...] 
[e os adultos comendo!]
Só que no final de semana anterior, alguém, que sinceramente não me lembro quem, sabiamente me disse que eu deveria sim fazer uma festa, simples que fosse, para sentir a reação dele com seu próprio "parabéns"... e se ele não quisesse o "parabéns" era só não cantar, afinal a festa seria dele, faríamos nas condições DELE, no tempo dele, para ele!     
E foi assim que pintou a festa "Pintando o 7", no quintal de casa, com os primos e alguns amiguinhos, no final de semana seguinte.
O recorde de montagem de festa... rs
Festa que não aconteceria sem o apoio de sempre de pessoas queridas para a gente. Em especial da minha cunhada Berna que além de me ajudar com a parte prática, foi fundamental no processo de preparo psicológico para a hora "H".
Durante a semana inteira ela "ensaiou" com Arthur a música que seria cantada na hora do "parabéns":
"Passei os olhos pelo calendário
e vi que hoje é o seu aniversário,
Arthuuur ehhhh!
Parabéns pra você!".
Ele adora essa música e cantava repetidamente com ela, enquanto preparávamos tudo. Aliás, ele participou de tudo! Deu pitaco em todas as artes que foram feitas.
E então num determinado momento da festa colocamos a música do momento: Gangnan Style, que ele não só ama, como faz a coreografia. Então ele começou a dançar, depois dançou de novo, depois levamos ele para a mesa para tentar tirar as fotos - ele aceitou! E então Tia Berna emendou no parabéns citado acima. Ele cantou, curtiu, enfim! Ele estava radiante!!!!!
Por fim, puxamos o "Parabéns" oficial. Poderíamos estragar o que já estava perfeito, mas resolvemos arriscar. E que bom que arriscamos! Ele cantou, bateu palmas, soprou vela imaginária (que com tanto medo que eu estava, acabei nem comprando! rs).
E fez questão de entregar as lembranças e o ímã para todos os convidados. Inclusive posando para fotos com cada um deles.
Foi um dia muito feliz para ele, com certeza!
Para mim foi como um tapa na cara! No melhor dos sentidos! Olha o que eu deixaria de proporcionar a ele por um medo imbecil de arriscar?       
Vejam as fotos, elas falam por si!
[a mesa montada] 
[comprei tinta, pincel e papéis para a diversão ser garantida] 
[acho que deu certo!]
[reparem nos braços...]
[princesas]
[momento lúdico]
[resultado]
[lava, lava, lava...]
[teve até coreografia!]
[Oppan Gangnam style!]
[Ehh sexy lady, oh, oh]
[sensação da festa!]
[Vamos tirar foto?]
[venham os amiguinhos também!]
[Opa! Vamos cantar prabéns?]
[Sim! Ele quis!]
[Se me contassem, não acreditaria!]
[muito, muito, muito feliz!]
[e de quebra soprou a vela, ainda que imaginária! rs]
[será que ele curtiu a festa?]
[preciso responder?]
E foi assim que meu gatinho completou seus 7 anos! De forma única, como ele!
Todas as fotos estão aqui.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Da responsabilidade de se ter um blog...

E então que na era de redes sociais, você passa a usar exclusivamente o facebook e o instagram e abandona o pobre do blogspot. Não que não queira mais falar de seu filho, ou que não tenha mais o que falar dele.. Como eu já falo lá, me parece suficiente para atualizar meus amigos, parentes e agregados com o que acontece na vida do molequinho...
Ledo engano...
Hoje de manhã acordei com esse e-mail na minha caixa de entrada:
" Bom dia, Sandra
Descobri seu blog sobre o Arthur ontem a noite.
Tenho dois meninos (gêmeos) de 2 anos que até agora não querem saber de falar.
Ontem voltamos do pediatra que pediu para levá-los para fazer alguns exames com dr Aziz Lasmar, quando joguei no google apareceu o seu blog onde conta sua experiência na clínica e toda sua história com o seu filhote.
Adorei o blog, alguns relatos me levaram as lagrimas, porque percebi que vc escreveu com o coração, e assim que somos temos que temos nossos filhos, somente coracao.
Já estou sofrendo só de pensar em leva los para fazer os exames.
Vc parou de postar sobre o Arthur... como ele esta? como está o desenvolvimento dele?
Vc conta a experiência com a neuropediatra, em que momento ela foi indicada, como foi a experiencia? Abraço,
Rosi (mãe de xxxxxx e xxxxxx) "
Então...
Quando eu criei esse blog, ainda na época da gravidez, jamais me passou pela cabeça influenciar alguém, embora tenha sido muito bem influenciada por vários blogs - em 2005 os blogs estavam em alta e 10 entre 10 grávidas seguiam vários e cada uma tinha o seu.
Hoje em dia não é mais tão comum. A gente vê blog de artesanato, de decoração, de viagem, mas de maternidade... huummm acho bem difícil..
Os que resistem ao tempo são os da minha época, mas pelo que percebo resistem ao tempo porque as mães não têm coragem de abandonar. Porque blog é como um filho, né? Pelo menos o Reinado do Arthur é assim para mim. Eu não venho escrever, mas venho matar saudade de meu menininho aos primeiros meses de vida, seus anos que foram se passando, enfim... é o meu tesouro!
É o arquivo da vida de meu filho!
Imaginem quando ele for famoso o quanto esse blog terá utilidade! hohoho
E aí você recebe o e-mail de uma pessoa que você nem conhece, depois de meses sem vir aqui, e fica feliz em ver que está ajudando alguém de alguma forma, ainda que não tenha sido a intenção, ainda que cada experiência seja única, ainda que cada caso seja um caso...
E além de felicidade, bate a culpa.
Caraca, por que cargas d'água eu parei de escrever aqui????
Quando Arthur completar seus dezoito anos e for mostrar seu blog para a namorada ela não vai saber o que ele fez após os 7 anos...
COMO ASSIM????
Será que ela vai conseguir recarregar a página de facebook da sogra ao início de 2013? Porque hoje, ainda em 2013, eu mesma não consegui... e vou ter de puxar da memória tudo o que aconteceu nos últimos meses para poder atualizar aqui.
Então é isso...
Obrigada, Rosi, pelo incentivo...
A gente se fala, viu?
Ah sim! Hoje ele está assim:
  

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

#7anos

Arthur, meu amor... há 7 anos Deus me mandou você.
7 anos... Tempo à beça, né não?! E já vivemos tanta coisa nesse tempo todo...
Qualquer mãe diria: “Nossa! Como passou rápido!” , mas vou quebrar o protocolo e dizer que não... passou devagarinho... calmamente... como tudo que diz respeito a você...
Sua dindinha Jacque disse algo dia desses que eu não pude deixar de me identificar: Depois de mãe, somos obrigadas a controlar nossas ansiedades e aceitar o fato de que cada criança tem seu tempo e mais ainda... que o nosso filho não tem que ser necessariamente igual ao filho do outro.
Houve um tempo em que todas as outras crianças falavam, menos você. Que todos interagiam, menos você. E houve até quem achasse que todos eram normais, menos você.
Veja bem, até o fato de você ter lido antes do tempo estimado, foi motivo de te rotularem como “o diferente”.
Essa página nós já viramos, filho. Com o tempo você falou, passou a interagir, e até seus amigos aprenderam a ler para você se tornar igual a eles.
Algumas coisas a gente ainda está colocando no lugar. Outras, a mamãe ainda não conseguiu entender. Mas o principal, filhote... é que você é único! Do seu jeitinho. Ainda que tenha medo de barulhos, de “parabéns”, de muvuca... 
E eu sei que com o tempo esses medos também vão passar. E sim! Eu estarei aqui, de camarote, vendo tudo acontecer, pois se tem algo que eu jamais vou me lamentar será o fato de você ter crescido e eu não ter visto. 
Nesses 7 anos em que tanta coisa já aconteceu, se tem algo que eu me orgulho é de poder dizer: Eu vi! Eu participei! Eu contribuí! 
Eu que já havia me despedido do bebê com a passagem pelo desmame, pela ida para a creche, pelo desfralde, vou preparando meu coração para o “adeus” ao meu menino que já está trocando os dentes de leite, que já pega na geladeira o que precisa, que já passa sozinho o protetor solar, que não precisa mais de mim para escovar os dentes ou mesmo para se vestir...
E peço a Deus que mais uma vez o tempo contribua e que não passe tão ligeiro.
Quero ter ainda mais alguns anos com você pegando no sono na minha cama. Ou voltando para ela, se enfiando no meio de nós e me acordando com o seu delicioso “Bom dia, mamãe!” às 7:00 nas manhã de sábado. 
Quero aproveitar o pouco tempo que ainda te agüentarei nos meus braços, no auge de seus 18 quilos. 
Quero sua solicitação para sentar ao chão e jogar “tapa certo” ou “adivinha quem?”, ainda que tenha almoço para fazer ou a roupa para estender no varal. 
Quero ser surpreendida com o seu “arroz, feijão e o quê, mamãe?” quando a sua fome chegar. E quero a sua ajuda para preparar o bolo da tarde.
Quero te beijar forte, ainda que com a sua preocupação de eu estar ou não de batom.
Quero seu questionamento de “tá feliiiiiiz????” ao me ver chateada. 
E quero o seu “Amo você” sorrateiro antes que eu descubra a arte que você acabou de fazer...
Ai filho.... É maravilhoso esse sentimento ambíguo de felicidade e tristeza ao te ver crescendo...
Eu rezo todos os dias para você se igualar ao que julgam ser normal na sua idade e por outro lado já me bate uma nostalgia doída porque eu sei que falta muito pouco para você criar asas e alçar vôo.
Vai entender? Só mãe entende... 
Você meu magrelo lindo que adora coreografias e ama me ajudar na cozinha ou a lavar o quintal.
Você que me admira, que é meu companheiro, me solicita, me ama desde que nasceu...
Você que tem o olhar mais doce e sincero que eu já vi na vida...
Você, que repete o tempo inteiro “mamãe... mamãe... mamãe...” só pelo prazer de repetir que sou sua mãe.
Pode chamar filho, pelo tempo que quiser.
Ainda que eu deixe de ser a “mamãe” e passe a ser somente “mãe”, ou “coroa”, ou o que você quiser que eu seja...
E eu vou ser, e eu vou estar, e vou continuar aqui... com você... por você.
Feliz aniversário.
Te amo. 
De novo, ainda e para sempre.
Mamãe.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sobre os dentes

Como já falei aqui anteriormente, aos 3 anos (ou antes disso, não me lembro...) Arthur caiu e quebrou o dentinho da frente.
Tentamos restaurar, fizemos canal, a restauração caiu... enfim... muito sofrimento para um dente que ainda era o de leite, então resolvemos deixá-lo quebrado mesmo.
Com o tempo o dentinho foi se desgastando e quando ficou só um caquinho dele, levamos na dentista que o arrancou.
O do lado, com o trauma da queda, escureceu. E com o tempo ficou frágil, meio molinho... até aparecer um abscesso encima dele, na gengiva.
Levamos na dentista e ela sugeriu a extração. E então ele ficou com as duas janelas superiores abertas.
Três meses se passaram, e o dentinho de baixo, de forma natural, na época certa, começou a amolecer.
Foram três meses preparando o pequeno. Pedindo que ele o amolecesse. Avisando que quando ele caísse a fada do dente viria e deixaria uma surpresa em troca do dentinho, e blá-blá-blá!
E então, na úlima segunda feira, 23/07, o dentinho caiu (com a ajuda do pai, claro!).
Fizemos aqueeeeela festa, mamãe emocionadíssima com a ocasião tão importante na vida dele e criamos o ar de mistério sobre o aparecimento da fada durante a madrugada.
Adriano disse que ele acordou procurando a "surpresa" embaixo do travesseiro e ficou todo feliz quando encontrou o envelope com o $$ e ainda um bilhetinho de incentivo e felicitações por ele ter sido tão corajoso e esperto.
O projeto inicial era que ele ganhasse R$5,00 simbólicos e comprasse de balas, sei lá! Não queria incentivar consumismo algum... mas a surpresa veio porque o danado já sabia onde e como iria gastar o $$.
"Vamos na Hi Happy comprar o Uno de bichinho!"
Uno para mim é aquele jogo de cartas que custa R$10,00. Não é isso? Boa escolha!!! Era só ele dar os R$5,00 e eu interaria o valor escondido, sem que ele visse. E ponto. 
Na quarta feira ele foi ao cinema assistir A Era do Gelo 4 e eu fui direto do trabalho encontrá-los no fim da sessão.
Lanchinho básico no Mc Donalds e ele: "Agora vamos comprar o presente da fada".
"Mas aqui não tem Hi Happy, filho! Serve aquela outra loja?"
Claro que servia! E logo na entrada ele encontra um Robô, que acende luzes e repete o nome dele!
"Eu quero esse, mamãe!"
R$189,90 era o valor, Uno Roboto é o nome do brinquedo e eu, atônica: "Claro que não! Você quer o Uno do bichinho, esqueceu?"    
E parto para o setor das cartinhas, procurando o Uno que tivesse bichinhos...
Acho do Max Steel, dos Carros, mas nada de bicho...
A vendedora veio para ajudar (ou não!): "Ele quer o Uno Moooo, mas não temos no momento"
O preço? A bagatela de R$89,90!
"Ufa, não tem!" Eu penso. "Então vamos escolher um desses aqui ,filho!" No meio das cartinhas, onde a mais cara custava R$20,00.
"Não, mamãe! A gente vai sábado, uma e meia, lá na Hi Happy!"
E canta a bendita música do comercial que deve passar no Discovery Kids... "Férias, férias, férias  é na Hi Happy!"
E eu já liguei pra Hi Happy na esperança dela me dizer que não tem nenhum dos dois. Projeto fail, tem dos dois e a vendedora ainda ressalta que estão tendo muuuuita saída e por isso o estoque tá cheio! Até separaria para mim os dois, para ele mesmo escolher qual que vai querer...
Que maravilha! 
Cadê a época em que Uno era um joguinho de cartas que não custava mais de R$15,00?
Resumo da ópera:
Arthur: o esperto!
Eu: A mãe que não sabe negociar!
Fada do dente: A mão de vaca que sumiu e deixou o pepino nas minhas mãos!
PS: A fada só aparece quando cai o primeiro dente, né? #rezando
***
Como que para compensar, no mesmo dia (26/07) o dente de cima apareceu!!! É só uma serrinha, mas me deixou tão feliz quanto o primeiro dentinho na época de bebê...

Own! Meu menino virando rapaz...
Mamãe boba já tá achando que tanta felicidade numa mesma semana está compensando a facada que vai levar no sábado!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Estudante de verdade!

E então que Arthur esse ano entrou em definitivo na vida de estudante... e agora é de verdade! E agora ele tem responsabilidades! E agora ele faz provas!
O 1º bimestre já passou e ele tirou de letra.
(lembrete de mãe: preciso lembrar de postar o boletim!)
Semana passada ele começou com as provas do 2º bimestre.
Por ser 1º ano, a escola pega leve, e Arthur ainda não entende o que isso significa de verdade... Não sabe que perderá unhas e cabelos... enfim...
De qualquer forma, todos os dias, eu pergunto como foi e me parece que o dia seguiu normal, como um dia de aula qualquer... que bom!
Eis que ontem, ao chegar em casa após mais um dia “árduo” de provas, o diálogo foi diferente:
- Oi, filho! E a prova, como foi?
- Eu chorei... e perdi o direito de brincar no parquinho... e de ser secretário da tia PRA SEEEEEMPRE... #sofrimentomaster
- O que aconteceu filho?
- Eu olhei a prova do amigo...
[esforço para não rir... quem nunca colou na vida? sempre há a primeira vez... rsrsrs]
- Mas filho... não pode colar! (poder, até poooode, mas a tia não pode ver... cof cof)
O pai chega logo depois e esclarece:
- Colou, nada! Ele foi o PRIMEIRO a terminar a prova e ao invés de ficar sentado, comportado, como a tia pediu, queria ficar zanzando pela sala olhando o que os outros faziam e dando pitaco!
E foi só isso...
E por isso ele perdeu o direito...
Só porque quis ajudar...
#espíritosolidário

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A festa do Super Mario Bros

Sim. O aniversário.
Eu havia prometido que não faria festa. Surgiu até a ideia de fazer um pacote para umas 10 crianças no Game do Shopping e ele passaria o seu dia (a sua noite, na verdade) exercitando o que mais tem feito em casa... jogar vídeo game. Mas aí não tinha horário para o dia 23/01 e para mim aniversário tem que ser comemorado no dia, ainda que caísse numa segunda feira... :(
Mas aí o dia foi chegando, e a cada ida no mercado eu comprava umas coisinhas (para o caso de alguém aparecer no dia, né?), e faz arte para outras coisinhas (pq o “alguém” certamente vai ter uma criança que precisa levar um agrado para casa), e encomenda um bolo (para ele soprar as velinhas, né? rs). E aí minha cunhada ofereceu o quintal emprestado, e comprou mais um monte de doce, e fez centro para as mesas que meu sogro também arrumou emprestado e para fechar o pacote, o padrinho arranjou um pula-pula emprestado, e pronto! Fechou o pacote do que não ia ser festa, mas que no fim até convite virtual teve. O tema? Super Mario Bros! Tinha de ser o que ele curtia no momento.
E já que ia ter festa, havia de ter uma mesa montada. E se teria mesa, haveria de ter personalização. E como foi gostoso vê-lo me ajudando, opinando, me dizendo quem era quem naquele jogo que até então eu só conhecia o Mario, o Luigi e as estrelas, que eu desconfiava serem pontos, ou vidas, ou qualquer algo bom... rs
E foi assim que nasceu uma festa em menos de 15 dias e embora tenha sido uma das que menos gastei, foi uma das mais lindas que ficou... modéstia a parte. Acho que esse sentimento tem a ver com o nível de satisfação dele... enfim...
Mais uma prova de que não é preciso pagar um buffet caro e badalado para dar a seu filho uma festa de príncipe.
Meu único lamento foi realmente não poder convidar os amigos da escola, mas fiquei na esperança de conseguir fazer a festinha dele lá. Eu em casa e de férias, tudo propício para a festa acontecer, mas cadê tempo? O Atelier começou a bombar num grau 10 (Thanks God!) e a festinha para os amigos da escola só ficou na promessa mesmo.. :(
Em compensação, o Renan (menininho que nasceu no mesmo dia que ele e os papais Dri e Alexandre fizeram amizade no berçário e até hoje a gente mantém contato) nos deu a honra de comemorar conosco o seu dia (a festa dele aconteceu alguns dias depois, no Game, e tb tivemos o prazer de estar com eles... :)
As fotos estão aqui:
e aqui:

O Natal

E foi nesse ano que ele de fato entendeu que Papai Noel existe e que pode trazer presentes. Basta pedir. E ele pediu. Acordou no dia 23/12 dizendo que queria escrever uma carta pro Papai Noel. Isso depois do bom velhinho já ter providenciado o presente dele... aff!
Ligo desesperada para o pai da criança.. “Dri, Arthur está aqui querendo escrever pro Papai Noel... dá tempo de vc mandar uma cartinha pra ele pedindo o DVD do Patati Patatá Volta ao Mundo?”.
Vai que ele escreve a carta e o pai não encontra o DVD a venda? Ops... não consegue contato com Papai Noel...
O pobre pai moveu fundos e mundos e me retornou a ligação meia hora depois: “Achei! Pode escrever a carta que eu entrego!” rs

E vocês não imaginam a felicidade dele quando encontrou o DVD na árvore da casa da Tia Berna...
Não teve Pula-Pirata, nem Imagem e Ação, nem relógio do Toy Story 3 (com 5 pulseiras diferentes) que trouxessem tanta alegria quanto o DVD... aliás não foi isso... Ele ficou sim muito feliz por cada presente que o bom velhinho trouxe para ele “de boa vontade”. Mas a reação quando viu o DVD foi diferente... era um encantamento do tipo: “Nossa... é verdade... ele leu a minha cartinha...”
E eu juro que até para mim o bom velhinho passou a existir de novo... E como é bom conseguir enxergar o mundo pelos olhos dele...
Naquela noite ele dormiu agarrado com o DVD. E o vinha assistido diariamente, como num rito sagrado. E de forma muito rápida ele já conhecia todas as falas, todos as músicas, todos os extras...
Aí, já nas férias, ele passou a assistir os clipes do Palavra Cantada no Discovery Kids, e descobriu que se colocasse “P+A+L+A” na busca do You Tube, o site já dava vários resultados para os clipes do Palavra. E eu, que sempre achei essa dupla o máximo (mas achava que Arthur já tivesse passado da fase) corri para comprar e dar de presente no seu aniversário de 06 anos. E ele amou né! E ouviu tanto, tanto, tanto que enjoou. E eu dei graças a Deus! Porque nem os mais apaixonados aguentam ouvir a mesma coisa 24h por dia, né?

Voltando (ou pelo menos tentando...)

Sabe o que eu decidi? Vou vir aqui e não vou olhar o tempo que levei para atualizar... virei sem pressão... sem a obrigação de relatar fatos que já foram só para manter uma ordem cronológica de fatos... Nada de ordem!
A ordem é relembrar o que aconteceu de bacana.
Arthur se formou e fechou o juramento da turma com uma fala muuuuito importante: “... e a ser um cidadão... assim eu juro!”
[os formandos]
[concentradíssimo]

[juramento]

[Papai Dri fez uma bela homenagem com as tias Adriana e Pâmela - na foto]

[todo orgulhoso do papai]

[Colação, Deidei como madrinha, sempre!]

[nosso maior orgulho!]

[Vovó também baba!]

E aí depois da formatura, seguiram para as apresentações.
A escola havia passado o ano trabalhando as regiões do Brasil. A turminha do arthur representou o Centro-Oeste/Tocantins.
Reparem que boiadeiro mais lindo!





Depois teve chegada de Papai Noel, que levou presente.

E foi também momento de despedida, dessa mãe preta tão querida e que foi tãããão importante para o desenvolvimento galopante do nosso pequeno no ano de 2011.
Tia Dri, muito obrigada por tudo!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Eu juro que tenho muito pra contar... juro!

Juro que queria ter tempo de vir aqui e contar tudo o que tem acontecido.
Contar que tem mais de um mês que ele fez um novo exame de sangue. Que foi um sofrimento, tadinho, porque ele já conhece o lugar. Que bastou colocarmos os pés lá dentro pra ele pedir para ir embora... “vamos pra casa mamãe...” “...pro outro lado...” indicando a saída. Que dó, viu? Não houve promessa de nada que fizesse o desespero dele amenizar. Nem de pipoca, que ele ama de paixão. Sorte ele entrar na prioridade e o tempo de espera ter sido reduzido. Entramos e o choro sofrido foi trocado pelos berros e para piorar a situação pegamos uma profissional lerda lerda....
Na semana seguinte o resultado. Triglicerídeos controlados... em 96! Mas o colesterol está pedindo nossa atenção. Não tá muito alto não, mas tá acima do limite permitido: 202 se não me engano.
Quase um mês depois tivemos consulta com a pediatra e como eu previa ela não indicou Nutricionista dessa vez, apenas pediu que controlássemos em casa. Principalmente o leite que trocaremos pelo semidesnatado e seus derivados que serão substituídos pelos lights. Continua com o Fortini (sem sabor) nos alimentos, bem como com o amaranto.
Ah sim! Teve também o dia em que fomos parar no PS por conta de vômitos e febre de 39º sem motivo aparente. Nada na urina. Nada no sangue. Nada na garganta. Ficou no soro com Plasil na veia e foi liberado 3 horas depois. Como os sintomas não voltaram no dia seguinte, concluímos que foi alguma porcaria que ele deve ter comido. Culpa do Dia das Crianças, já que no dia 12 ele ganhou trocentos sacos de doces e eu permiti que naquele dia ele comesse o tanto de guloseima que quisesse.
Teve também a avaliação bimestral, que continua comprovando seu desenvolvimento (ver abaixo).
Também queria contar da nova mania feia, pra que ele veja isso no futuro e sinta vergonha (e me perdoe por ter batido em sua mão com vontade pela primeira vez). A mania? Enfiar o dedo no nariz e lamber depois. Eu sei que toda criança já fez isso na vida. Eu mesma me lembro de já ter feito. Mas não é saudável, pelo contrário, é nojento. Então eu vi uma vez, duas, três... chamava atenção e ele ria. Da última vez trouxe para bem perto de mim, olhei no fundo dos olhos dele e com voz bem firme disse: “Eu já disse que não quero que faça isso...!” e dei um tapa (com vontade mesmo!) na palma de sua mão. Todos em volta olharam (porque nunca me viram fazendo isso) e provavelmente alguns recriminaram. Era na casa de minha cunhada e a família estava toda em volta. Ele fez bico mas não chorou... mas parece ter entendido o recado. Coincidência ou não, nunca mais fez.
E tem também as coisas maravilhosas que vem acontecendo.
O papai Dri e a tia Adriana estão ensaiando um número para apresentação da escola no fim de ano. A música será a da Jamille - Conquistando o Impossível, e como os ensaios são após a natação do pequeno, ele acaba participando dos ensaios também. Então, como ele sabe que eu fico toda orgulhosa, ele já chega em casa cantando o refrão:
“Campeão, vencedor...
Deus dá asas, faz teu vôo...
Campeão, vencedor...
Essa fé que te faz imbatível
te mostra o teu valor!”
Já vi que o dia 17 de dezembro reserva grandes emoções para o cuore dessa pobre mãe.
Ah sim! É ano de formatura! Já viram né?
Queria contar também que ele virou fã de Paula Fernandes. Primeiro cantava a música: “Apaixonados pela lua, lua, luaaaaaaaaaaaa... cheia de mistérios...”
Depois foi conhecendo o DVD todo e vê-lo empolgado com as músicas mais agitadas em que no palco um músico toca sanfona, só me faz confirmar que a música tá mesmo na veia dele. E puxa, como meu pai ficaria orgulhoso em ter um neto forroseiro...
(Algo me diz que Papai Noel trará algo relacionado à música para ele no Natal, ho ho ho.)
Aí no último final de semana, ele me "tirou" do notebook para jogar e eu (derrotada) fui para meu quarto assistir ao DVD da própria. Quando ele ouviu o início do Show largou tudo e veio correndo se juntar a mim. Quando eu digo "veio correndo" entendam dessa forma mesmo, literal. Achei que fosse cair pelo corredor!
A gente percebe que ele AMA de verdade. Virou fã mesmo.

E então eu percebi que exatamente nessa música, que já era a minha preferida, ele faz questão de se aproximar de mim de alguma forma. Seja apertando minha mão, me abraçando, enfim... Virou nossa declaração de amor recíproca. Eu não sei se ele entende o que diz a letra, mas "eu quero ser pra vc a confiança, o que te faz, te faz sonhar todo dia sabendo que pode mais e mais e mais", “... e a cada novo sorriso seu serei feliz por amar vc...” e “... se eu canto é pra vc, se eu vivo é pra você, pra vc...”  é exatamente o que eu quero ser pra ele sempre, assim como: "eu quero ser pra vc a alegria de uma chegada, clarão trazendo o dia, iluminando a sacada...”, " ...eu quero ser sua paz, a melodia capaz de fazer vc cantar” e “quero acordar todo dia pra te fazer todo o meu amor” é exatamente o que ele significa pra mim... querendo ele ou não... rs 
Então... eu ia continuar o post colocando aqui a avaliação dele, mas fiquei sem condições emocionais depois da Paula Fernandes, rsrsrs.
Eu volto depois, juro que volto.
Porque eu ainda tenho muita coisa pra contar...