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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Das coisas que emocionam...

Ontem minha mãe amanheceu com crise renal. Como nem eu e nem Adriano sabíamos que desde o dia anterior ela já vinha sentindo dores leve, Adriano acabou levando Arthur de manhã para a casa dela, como já faz habitualmente.
Quando Adriano passou para levá-lo para a escola, no mesmo carreto a levou pro PS e foi quando ela contou pra ele, o que também me contou no final do dia. 
Que na cozinha falou pro Arthur: "Meu amor, vovó tá dodói..."
Que ele a abraçou bem forte ali mesmo na cozinha, depois a pegou pela mão, a levou em direção ao sofá e disse: "Deita vovó"...
Que ela deitou e ele deitou sobre a barriga dela.
Que fez carinho na sua barriga e foi falando: "Fica boa, tá vovó? Fica boa..."
Minha mãe disse que chorou de emoção... E eu também, quando ouvi.
Não é um fofo?

Em tempo, Quinha foi medicada e passa bem. E recebeu orientação de procurar um urologista o mais breve possível. E na falta de ter com quem ficar, Arthur hoje também ficou com ela. Espero que tome conta da vó de novo. rs

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Missão cumprida!

E aí que depois de uma semana inteirinha de corre-corre, e de agito, e de tensão e de ansiedade, e de corrida contra o tempo, eis que no final de semana tudo aconteceu:
No sábado conseguimos inaugurar a loja e no domingo aconteceu o churrasco em comemoração ao aniversário da Quinha.
E foi tudo um sucesso!
E foi tudo perfeito!
A loja ficou fofa, do jeitinho que sonhamos. Pequenina, porém aconchegante.


Recebemos muitas pessoas queridas na inauguração e Adriano estava igual pintinho no lixo, tamanha felicidade. para ele essa é a realização de um sonho, como se um filho estivesse nascendo mesmo. E como é bom poder compartilhar desse sonho com ele, viu?


Aí no domingo o dia amanheceu lindo de novo.
Aniversário da mulher da minha vida: Quinha!

Fazendo sessentinha e com todos os motivos do mundo para comemorar...

Então mal nos recuperamos do dia anterior, do cansaço, da correria, da ansiedade, e lá estávamos passando tudo de novo nos preparativos para dar-lhe o mínimo que ela merece: uma festa linda!

E também ela ficou igual pintinho no lixo. Recebeu os amigos. Ganhou presentes. Se esbaldou. Dançou. Foi até o chão. Ficou feliz.
Acho que minha mãe nunca teve uma festa como essa e vou me orgulhar para sempre por ter proporcionado isso pra ela.
Então, depois de uma semana totalmente atribulada, eis que conseguimos respirar.
Quer dizer, em termos né?
A segunda e a terça eu tirei para colocar a minha lavagem de roupa em dia (geralmente lavo tudo no sábado para a Lucia passar na segunda. Com a correria toda quem se deu bem foi ela, que não teve roupa essa semana para passar).
Ontem sim. Fiz janta e pude curtir com meu pequeno sua nova paixão: piu-piu e frajola.
Meu irmão conseguiu uns DVDs de brinde no mercado onde trabalha. São três: Piu-piu e Frajola/ Papa-léguas e Coiote/Pernalonga e seus amigos. Mas ele gamou no Piu-piu. Ri de gargalhar. A cada vez que o Frajola se dá mal a gente consegue ouvir de longe a gargalhada do menino. E que delícia é de ouvir. Melhor que isso é só ouvir o "piu" que ele aprendeu a falar quando que ver o DVD. O que inclusive me deixou confusa no início, pois eu achava que "piu" e "cocó" referiam-se ao mesmo desenho. Mas não. Ele sabe muito bem quando quer ver Piu-piu ou Cocoricó. Não é lindo?
Aliás ele anda ensaiando falar. Por enquanto a maioria são coisas que (ainda) não entendemos. Conseguimos fazê-lo pedir "batata" (uma outra paixão) depois de muita insistência. Então eu acho mesmo que não falta muito para soltar a língua de vez!
Amanhã tem festa das Avós e eu nem vou estar lá... snif
Mas estejam certos de que a minha máquina irá para registrar todos os momentos.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Caminhando e cantando

... e seguindo a canção!
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Por aqui tudo se enquadrando nos devidos lugares.
Arthur totalmente recuperado. Ainda tomando antibiótico, mas sem febre, sem tosse, sem nada além da costumeira sapequice.
Como há males que vem para o bem, na quarta feira fui na dermatologista ver (dentre outras coisas) meu furúnculo. Ela achou que ainda estava inchado e pediu que eu fizesse em média três compressas de água quente por dia. Para isso, me deu a quinta e a sexta de repouso.
Além disso passou um exame a ser realizado por mim, Arthur e Adriano, já que vez ou outra alguém lá em casa adquire a citada ziquezira.
Sendo assim, realizamos o exame na sexta e no fim do dia eu ainda pude ir na exposição dos trabalhinhos na escola, que eu já estava conformada em não poder ir.
A turminha apresentou um repente. Todas as crianças tocavam (ou deveriam tocar - rs) um instrumento musical. Arthur estava munido de um pandeiro que em nenhum momento balançou (hahaha).

Depois das apresentações pudemos conferir a exposição. Muitos bichinhos espalhados pelo pátio. Cartazes lembrando os cuidados que devemos ter com o nosso meio ambiente. E arranjaram até um coelho de verdade, que foi a sensação entre as crianças.
Mas o melhor de tudo é receber o abraço gostoso da criança que te encontra no meio daquele mundo de gente. Faz a gente se sentir enorme. Gigante. Única.
Só ter tido essa oportunidade já teria valido a pena eu ter ficado em casa. Mas além disso eu ainda pude agilizar T-U-D-I-N-H-O referente ao niver da Quinha.
Salão alugado;
Mesa/decoração alugada;
Bolo e torta salgada encomendados;
Doces comprados;
Descartáveis comprados;
Convites entregues.
O que falta agora são detalhes menores, que posso resolver à noite, durante a semana.
Acho que uns dois dias mensais, assim, em casa, não seria de mal tamanho não... :)
Ah sim... Mas com Arthur indo normalmente para a escola, sem precisar ouvir o mesmo repertório dentro de casa. Porque ontem à noite eu já estava pedindo arrego de não aguentar mais ouvir Cocoricó...
Meu Pai! Ele havia enjoado (trocou pelos Carros que via cinco, seis, sete vezes seguidas) mas o enjôo passou. Só ontem eu assisti Cocoricó umas dez vezes! Já num guentava mais! rsrsrs
Adriano passou o dia quase inteiro na rua e quando voltou (por volta das 18h) eu tive que pedir "pelamordedeus, me tira daqui!".
O dentinho ainda não foi restaurado, pois além da minha ziquezira, Adriano também acabou por cair doente, gripadão.
Veremos se nessa nova semana conseguimos marcar com a Marcela.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Muitas coisas

Nossa!
Muitas coisas acontecendo...
Sabe quando você precisa de um dia com 30 horas, pelo menos? Estou desse jeito...
Eu e Dri estamos com uma nova impreitada, na verdade a realização de um grande sonho dele, e isso está nos tomando os últimos finais de semana.
Algumas poucas pessoas já sabem (nossos pais, irmãos e alguns familiares) mas como o combinado é que todos os amigos saibam ao mesmo tempo não demora muito e eu divulgo aqui tá bom?
Também estou às voltas com a comemoração do 60º aniversário da Quinha... meu Deus, 60 anos!
Óbvio que não temos como não comemorar... Temos obrigação de comemorar e agradecer muito a Deus pela vida dela.
E ela tá toda boba, né? Já fez listinha de convidados e tudo!
Aluguei um salão de festas pertinho de casa mesmo (um achado na verdade!): lindinho, baratinho e com piscina e tudo!
Será um churrasco durante o dia. Acho mais prático e econômico!
Que mais...?
Ah! Estou organizando todos os scraps que consegui fazer até hoje e dando os devidos créditos para colocar na minha galeria. Oh trabalho chatinho, viu?
Aí eu caio na asneira de abrir cada scrap e sempre chego a conclusão de que ainda tenho tempo de mudar um detalhe aqui e ali... e nisso lá se vão algumas semanas tentando colocar ordem na bagulhada toda! Tenho fé que consigo ainda essa semana lançar os primeiros.
Que mais, que mais?
Arthur enjoou do Cocoricó! Acho que foi caso de overdose... rsrsrs
Quando eu digo que ele quer assistir d-i-r-e-t-o, é sério! Ele não deixa trocar...
Agora descobriu o "Carros". Perdi a conta de quantas vezes assisti nesse final de semana.
E como sempre, ele sempre se escancara de rir numa determinada cena ou com determinado personagem. No Carros ele gosta do caminhão Mac. Sabe aquela cena em que ele morre de sono na estrada? Pois é, o menino ri de se acabar... Não sei qual a graça que ele vê, mas a gargalhada é tãããão gostosa, que a gente ri junto com ele...
Só para se ter uma idéia eu estou me lembrando, e rindo aqui sozinha...
O problema é que estou sem idéia para o próximo DVD, pois se ele seguir no ritmo de como foi com o Cocoricó, não demora muito e Carros já vai voltar pra estante. Aff!
Continua apaixonado por giz de cera. No final de semana retrasado tínhamos festas na sexta, no sábado e no domingo. Como eram festas de adulto tive a brilhante idéia de levar algumas folhas e o giz de cera na mochila. Perfeito! Ele ficou boas horas pintando, sentado e pasmem, quieto! Acreditam? Óbvio que não pensei duas vezes e repeti a dose para a festa do sábado, um churrasco em comemoração do niver da Dinda Jacque. Só que lá a estratégia durou pouco já que ele tinha trocentas opções de entretenimento: parquinho, espaço para correr ao ar livre, muito verde. Tirando o frio que fazia, foi uma tarde perfeita.
Ainda no sábado tínhamos outra festa para ir à noite. Iríamos se Arthur não tivesse capotado na cadeirinha às 18h (hora que voltamos da Jacque) e só ter acordado para mamar às 21h, dormindo novamente até o dia seguinte.
Ufa! Acho que é isso...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Quinha, a dona do dia de hoje!

Como já havia falado essa semana, hoje o dia é dela: da sapeca e arteira Quinha!
O post anterior fala de minha sorte nessa semana, mas não poderia deixar o dia acabar sem citar a minha sorte maior de todos os dias: a Quinha.
O pior que me aconteceu em maio foi a possibilidade de perdê-la. Quando cheguei no hospital e recebi a notícia da transferência para o CTI foi como se meu mundo tivesse dado uma pausa. Não lembro ao certo o que pensei, só me lembro do nó na garganta, no aperto no peito e na vontade de entrar lá no CTI e ordenar que ela reagisse, que ela não podia fazer aquilo comigo.
Não foi preciso, graças a Deus!
Quando pude vê-la, com aquela carinha de sapeca "Tô fazendo o que aqui?" tive que conter a vontade de pular no pescoço dela, de alegria (é claro!)... Ah, Quinha! Isso não se faz!
Deus sabe o quanto tenho agradecido todos os dias e o que eu puder fazer, eu juro que eu faço... Mas não quero (pelo menos pelos próximos anos) passar por aquele nó na garganta outra vez...
Mas o dia hoje é alegre, muuuuito alegre! Somente de comemoração!
A danada tá completando 5.9, não com tanta saúde como no ano anterior, mas VIVA!
E como nunca é demais repetir: Quinha, eu te amo!!!!!!!!!!
Já encomendei a torta, faremos cachorro quente e cantaremos o tradicional "parabéns pra você". Nada muito grandioso como ela realmente merece, mas com o sentimento de amor fluindo por todos os lados...

Créditos:

Kit: Adorable Mommy @ Scrapkut / Fonte: BlackJack

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Colocando ordem na casa

Parece que uma semana afastada fez com que esse cantinho aqui virasse uma zona total.
Primeiro esqueci de citar a última consulta do Arthur, porque a dito cuja aconteceu no meio da internação da Quinha. Não falei do meu niver. E também esqueci de citar a 1ª consulta que a Quinha teve com seu simpático Cardiologista. Também esqueci de falar dos dias de aula do pequeno, que já incluiu o seu 1º evento socilal. Vixe... vamos por parte! Por ordem de data!

Em 16 de maio Arthur teve pediatra. Tudo bem que falamos mais da escolinha e do caso de minha mãe do que qualquer outra coisa, mas no meio de todo aquele turbilhão de preocupações é muito bom ouvir elogios de seu pimpolho e saber que todo esse "meu melhor" que estou dando pra ele tem valido a pena. Ela disse que é muito difícil entrar uma criança tão alegre no consultório. Arthur é literalmente uma criança "dada"! E com todo mundo! Com a pediatra não seria diferente. Não cresceu, e só aumentou 295 gramas (Ainda não chegou aos 10 kg), mas sem motivo para preocupações. "Ele está numa fase de liberar muita energia! Como vai engordar se não pára quieto um minuto?!" Ela sempre me tranquiliza e eu realmente não me estresso com isso. Como está ingressando na escola, passou o asmax para tomar por uns três meses. E foi ela a maior incentivadora para esse ingresso (precoce que seja!). Disse o que eu já ouvi de várias pessoas: "Você vai ver o desenvolvimento dele como vai dar um pulo!".

Em 17 de maio foi meu niver. Nunca passei um aniversário tão apático como o desse ano. Adriano não foi trabalhar porque tínhamos que visitar as outras escolinhas da lista. E eram 06! E entre uma escolinha e outra, visita rápida ao hospital para ver minha mãe e tentar falar com o médico (o que não conseguimos!). Íamos almoçar fora, mas quando finalizamos a última visita escolar, já eram quase 15 horas, e Arthur não tinha tirado ainda uma soneca decente. E fora de hora de almoço, eu já estava era sem fome. Fomos para casa e dormimos por 01 hora. No início da noite voltamos ao Hospital e ficamos por lá até às 20 horas (e nada do médico!). Saímos de lá com tudo marcado com alguns amigos mais próximos, para comer alguma coisa fora. Eis que o carro ferveu! "Não, não era o meu dia!" e lá ficamos por mais quase uma hora. Depois de "socorridos" deixamos o carro em casa e seguimos de carona. Chegamos no restaurante às 21:30h: cansados, famintos e com um Arthur sonolento a tira colo. Só comemos. Minha comemoração só aconteceria mesmo no dia da alta hospitalar de minha mãe. Porque o presente que pedi foi justamente ter minha mãe ao meu lado, em casa, e isso só aconteceu na semana seguinte.

Em 18 de maio depois de achar que tinha conseguido fazer a escolha da escola, tivemos a surpresa de que eles não tinham a estrutura para um aluno da idade do Arthur. O mundo caiu de novo, e sem tempo para pensar (já que ele TINHA que começar na segunda, pois eu PRECISAVA voltar ao trabalho) tive que recorrer àquela primeira escolinha, que o Arthur chorou para sair. Graças a Deus deu tudo certo, e acho realmente que essa foi a melhor escolha! A adaptação foi um sucesso e sequer aconteceu, pois ele simplesmente ficou a vontade desde o primeiro dia de aula.
Em 21 de maio minha mãe teve alta, e em 23 de maio teve consulta com o Cardiologista. Ele se chama Marcelo Nogueira e na verdade é o Chefe da Cardiologia do hospital em que ela ficou internada. Tive ótimas referências dele, e pude comprovar que realmente ele é "o cara"! Não tem toda a humildade do mundo, se acha mesmo o bam-bam-bam, mas para mim a personalidade dele pouco importa. Foi muito atencioso e me explicou direitinho o que aconteceu com minha mãe, e isso sim, valeu muito mais. Bem, minha mãe pode sair da redoma e ter vida normal. Cortando, claro, os excessos! De sal, de gordura, e seguir todo os procedimentos que já havia falado aqui. Pediu que ela faça caminhadas leves e que retorne depois de 15 dias para acompanhamento. O resultado do exame de Doença de Chagas ainda não saiu, mas como para ele era novidade o fato de que minha mãe fumou até o dia em que foi internada (essa informação não constava no boletim médico dela!) ele já adiantou que o resultado será negativo, pois o fumo se tornou a causa mais provável. "Isso muda tudo!" foi o que ele disse. "Antes eu não tinha a causa da doença, por isso a investigação. Mas a causa existe sim, e é o FUMO!" Oh Quinha! Eu te pedi tanto para parar de fumar.... Menina travessa!

Em 24 de maio Arthur já ficou sozinho na escola em período integral. Eu, com o coração apertadinho durante o dia inteiro. Ele, feliz da vida! Nem aí...

Ontem, 27 de maio, já participamos do seu primeiro evento como estudante. Uma exposição de trabalhinhos artísticos em parceria da escola com a Barsa (aquela das enciclopédias, lembram?). E lá fomos nós ver seu desenho. Lindo! Como se tivesse sido ele mesmo a fazer sem ajuda de ninguém! rs

Encontramos três das cinco tias que ele tem: tias Adriana, Andrezza e Samira, e Arthur logo foi se jogando para a tia Adriana, como se já fosse íntimo dela! E ela, com toda a paciência do mundo, deu-lhe a mão e foram passear pelo salão. "Tá bom, tia Adriana! Devolve meu filho que hoje é meu dia de ficar com ele!" tive vontade de dizer... Por outro lado fiquei ainda mais satisfeita em ver o quanto ele fica tranquilo com elas...

terça-feira, 22 de maio de 2007

De volta

Voltei! E graças a Deus com tudo mais ou menos organizado!
Óbvio que não da forma como gostaria de voltar, com tudo como era antes, mas a vida não é assim mesmo, cheia de altos e baixos? Então... a gente prova para a vida que a gente consegue contornar as adversidades, já que quem está no controle é Ele, e só Ele sabe exatamente a hora certa para tudo!
Vamos aos fatos...
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Sobre a Quinha:
No dia das mães carreguei a Quinha lá pra casa, exatamente para que ela não tivesse que fazer almoço, para descansar da tal dor no nervo ciático (lembram?) que seria causado por uma hernia de disco (que ainda seria estudada através de ressonância magnética). Senti minha mãe meio cansada, meio triste, sei lá, diferente. Eu perguntava e ela dizia que não era nada. Não sei porque motivo eu estava muito apegada a minha mãe. Fiz aquele post do dia das mães totalmente emocionada, e nem percebi que era meio que um aviso de que tinha que cuidar mais ainda dela. A cada comentário que vocês colocavam, eu me sentia orgulhosa de ser eu a privilegiada de ter a Quinha, e sequer imaginei a possibilidade de não tê-la mais comigo. Não consigo visualizar minha vida sem a minha mãe por aqui, e tenho certeza que todos vocês vão me entender, seja porque ainda tem sua mãe por perto, seja porque já não a tem mais por perto. Minha mãe sempre foi minha companheira. Como tive um pai muuuuuuito rígido, ciumento aos extremos, era ela quem segurava a minha onda. Mentia para meu pai se preciso fosse, só para que eu tivesse momentos "normais" com minhas amigas. Tive muitos conflitos com meu pai, mas hoje consigo entender que na verdade ele tinha muito mais razão do que eu imaginava, mas enfim! Eu era uma adolescente, e por mais que ele dissesse que um dia eu o entenderia, eu não aceitava seus argumentos, e foi assim que minha mãe se tornou minha melhor amiga... porque sempre me entendeu, sempre me deu razão e sempre confiou em mim.
Eis que na terça pela manhã o Dri me liga dizendo que meu irmão havia ligado, pedindo que não levasse o Arthur, pois minha mãe estava com falta de ar e ânsia de vômito, e que estaria indo pra emergência do hospital. Saí daqui como uma flecha e em menos de uma hora estava chegando no hospital. Chegando lá, minha mãe tinha acabado de ter nova crise de falta de ar, e sua pressão arterial tinha ido a 24x10, motivo pelo qual precisaram encaminhá-la ao CTI. Meu mundo desabou, ficou tudo preto, e acho que só não desmaiei porque precisava ouvir da médica que a atendeu o que realmente havia acontecido. Então depois de longos 30 minutos fui atendida pela médica do PS que me disse que no estado da minha mãe o melhor para ela naquele momento era estar sendo socorrida e tendo aquele atendimento personalizado da CTI. Não poderia vê-la e isso me fez sentir impotente, pois sou eu quem estou SEMPRE com ela. De 10:00 às 13:30 tive de esperar para vê-la (e por apenas 15 minutos). E lá estava ela, tão frágil... mais preocupada com todo mundo do que com ela mesma, e dizendo que já estava bem. Conversei com a médica do CTI que não tinha muito a me dizer pois ainda faria os exames cardíacos, mas que de cara adiantava que a glicose de minha mãe estava em 400! Quando a três meses atrás estava 102 (totalmente dentro do normal, que vai até 110 se não me engano...)
Na visita da noite, a bomba. Minha mãe "tem um coração enoooorme!!!!" nas palavras da médica. Bem, seria cômico se não fosse trágico, e tive vontade de dizer: "Disso eu já sei dona doutora! Só não sabia que ter um coração grande implicava em ter que parar no hospital!" Tinha que ser coisa de Quinha! Eu até riria, se não fosse a gravidade da situação. Ela explicou que as medidas do coração de minha mãe são bem acima do normal, e que não é caso cirúrgico, mas que estranhava ela nunca ter tido qualquer sintoma: Tem certeza que ela nunca teve falta de ar? Nunca se sentiu muuuuito cansada por simplesmente pentear o cabelo? etc, etc, etc. E as respostas para mim eram negativas, pois tirando eu tê-la achado desanimada nos últimos dias, ela não reclamava de nada. Muito pelo contrário, sempre foi muito ativa!
Enfim... para resumir: No dia seguinte minha mãe já estava no quarto e teve somente outra falta de ar que foi rapidamente controlada, e depois disso, ficou no hospital como se fica num spa: comendo, descansando e dormindo...
O 3º médico (agora o chefe de cardiologia do hospital) a questionou se na infância ela morou em casa de... ah! sei lá o nome! É que no Nordeste é comum esse tipo de habitação e é onde se esconde o barbeiro, trasmissor da Doença de Chagas e como a resposta dela foi positiva, ela fez um exame (de resultado demorado) para saber se ela é portadora da tal da doença, cuja uma das características é o aumento do coração.
Ontem, depois de quase 01 semana internada, ela teve alta. O 4º médico (clínico geral de plantão) disse claramente que o prognóstico não é bom. Que o resultado do exame sendo positivo ou não não vai fazer muita diferença para o tratamento: visita mensal ao cardiologista, dieta total com a ajuda de um nutricionista, nenhum esforço, cigarro zero e 06 medicamentos diários para controle da evolução da doença. Que seguindo o tratamento ela pode viver por 20, 30 anos, sem precisar voltar ao hospital... mas que não devemos estranhar se mesmo seguindo todas as recomendações, ainda assim ela tenha algumas crises e precise voltar...
Enfim... A vida de minha mãe (que até então era uma fortaleza) se tornou muito frágil. É como se a Quinha agora fosse meu bibelô de cristal, e precise estar na minha estante, num lugar seguro, às minhas vistas de preferência, mas que ainda assim, com todos os meus cuidados, um vento pode bater, e ela cair... mas pode cair e voltar ilesa, e isso é o mais importante!
Graças a Deus por isso! Pela vida de minha mãe...
Agradeço tanto, tanto, tanto... porque com todas as restrições para a vida de minha mãe, ela está aqui conosco, e assim vai ficar por muito mais tempo, porque é assim que Ele quer!
Ah! Muitíssimo obrigada pelo apoio que tive... por aqui, por telefone, pessoalmente, vocês não sabem o quanto isso foi importante para mim...
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Sobre o Arthur
Com tudo isso, meu pimpolho precisa sair das asas da vovó já que está muito espoleta para o frágil coração da mesma... rs
Está terrível. Mal aprendeu a andar e já quer correr de um lado para outro. Já sabe que para ir pro quintal precisa calçar a sandália, e já conhece a função da escova de dente. Está lindo! mas isso vocês já estão carecas de saber...
Com a tempestade da internação de minha mãe, tive que correr para providenciar uma escola que trabalhasse com o sistema de período integral. Para quem nunca sequer pensou nessa possibilidade foi como caminhar às cegas num corredor de informações que eu precisava ter e não tinha. Que escola? Que método de ensino? Quanto custa? É confiável?
Na quarta, após a visita para minha mãe, partimos para uma escolinha que eu não conhecia, mas que tinha pego um cartão de visita em algum lugar e deixei na pastinha de documentos do Arthur. Fui sem conhecer, e de cara Arthur se enfiou no meio de outras crianças. A coordenadora me deu uma aula sobre o "método construtivista" que é o utilizado por eles. O preço não era tão alto como eu achava, mas ainda assim fora de minha atual realidade, pois não estava preparada para despesas extras até o final do ano, pelo menos. No caso, não é mais questão de ser despesa extra. É uma necessidade. E vou ter que dar um jeito, sei lá qual! Gostei da escola, mas achei distante. O acesso só é fácil se for de carro. De ônibus é contra-mão. Saí dali e parti para o pediatra, pois o pequeno tinha consulta marcada. Consultório lotado, e depois de 04 horas de espera fomos atendidos. Valeu cada minuto de espera, pois a Dra. Mônica tirou todas as minhas dúvidas sobre creche, e indicou a que visitamos como sua preferencial, mas nos orientou a visitar outras 05 só para que eu me sinta mais segura. Além disso, conversamos bastante sobre o caso de minha mãe, e ela me tranquilizou de que esses casos de "aumento de coração" é muito mais comum do que a gente pensa. Que a vó dela, inclusive, já tem noventa anos e também tem o coração grande (E depois disso já descobri que até meu sogro tem). Saí de lá bem mais tranquila com tudo o que ouvi: sobre a minha mãe e sobre o desenvolvimento de uma criança numa creche.
No dia seguinte lá fomos nós visitar as outras: uma perto de casa e as outras indicadas pela pediatra. Optamos pela mais próxima, pois a estrutura física nos pareceu melhor, o preço era menor, a prima do Adriano também trabalha lá e ficaria meio que de olho, e a dona da escola (que foi quem nos atendeu) colocaria uma das tias meio que como babá dele, já que não existe outra criança tão pequena quanto ele. Só que no dia seguinte, ao voltarmos prontos para matriculá-lo, quem nos atendeu foi a pedagoga (Graças a Deus!) e nos alertou que não tinham estrutura do ponto de vista pedagógico para aceitá-lo. Que ele até poderia ficar lá, com a babá, mas que seria muito tempo sem atividades voltadas para a idade dele, já que na verdade eles não trabalham com o sistema de creche. Se sensibilizava com nosso caso, mas que não podia nos omitir que o Arthur ia ser um caso "especial" caso insistíssemos em matriculá-lo (pois a dona da escola já tinha dado o aval). Óbvio que agradeci a sinceridade e fui sensata, saindo de lá e correndo para a primeira creche que visitamos, e que por acaso foi a única que o Arthur fez guerra para sair. Tirando o incoveniente da distância, é perfeita. As crianças alegres, receptivas, de cara chamando Arthur para brincar. O tempo que levei na secretaria fazendo a matrícula, questionando sobre tudo, preenchendo um questionário de toda a vida do Arthur, etc, lá ficou ele, na salinha que seria a dele, brincando, nem aí para a mãe que estava lá fora, como se já estivesse estudando.
E assim foi ontem, no primeiro dia de aula. Para iniciar a "minha" adaptação, apenas duas horinhas, que voaram. Arthur brincou no parquinho de areia, brincou de lego, lanchou (comeu bolo com as próprias mãos) e me foi entregue de roupinha trocada. Hoje quem foi na adaptação foi a Deidei Beth, e ele seria liberado às 12h, após o almoço. Na hora que liguei para ela, por volta de 11h ela tinha saído para dar uma volta, e disse que em determinado momento o Arthur a viu, e saiu correndo, acho que por medo dela levá-lo dali.
Acho que antes do previsto a "nossa" adaptação acaba, e ele já vai ficar no período integral, participando de todas as atividades que a escolinha propõe. Sua turma se chama Ninho, e dentre as atividades estão iniciação musical, educação física, horta e banho de borracha. O cardápio é de dar água na boca: massinha ao sugo, strogonofe, panqueca, carne assada, suflê de sei lá o quê, batatinhas coradas, etc. Ou seja, tudo voltado para a idade dele. Ele vai ter um dia inteiro de atividades e vai estar em contato com crianças na mesma faixa etária, o que vai fazer seu desenvolvimento galopar em questão de dias.
Na verdade, se eu pudesse optar, ele continuaria com minha mãe, claro. Mas me baseando pelo que presenciei ontem, e no que ouvi de minha cunhada hoje, acho que ele está muito bem. Meu bebê cresceu mesmo! E se mostra ser uma criança totalmente independente de mim. Isso me dá um alívio danado, em saber que quem precisa da adaptação sou eu, e não ele!
Amanhã volto com fotos.
Aff! Como escrevi!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Feliz Dia das Mães!

Tá bom, tá bom... TODOS OS DIAS são Dias das Mães!
Mas se criaram um dia especial para que não tenhamos que ir pra cozinha (tá bom, tá bom! Aos domingo eu NUNCA vou pra cozinha) então vamos aproveitar e fazer desse domingo um dia especial... Para mim e para você!
Aproveitando o gancho, quero dedicar aqui meu amor todinho para uma pequena criatura.
Ela se chama Maria José.
Para mim, ela é simplesmente a Quinha. A minha Quinha. Minha amiga, companheira, a quem devo minha vida.
Se perde no meio do povo (porque é pequenina mesmo!), mas eu a acho porque para mim é única!
Pronta para ajudar, sempre! Mas não gosta de ser ajudada. Prefere esconder dores para não ter que incomodar os outros (a mim principalmente). Ontem por exemplo, só no fim da tarde descobri (pelo tom de sua voz) que estava com fortes dores causadas pelo nervo ciático, e é óbvio que saí daqui correndo para levá-la ao hospital.
Cuido dela como cuido de meu filho. E ela nem sabe que se sou assim, é porque ela mesma me ensinou...
É isso! A Quinha é meu maior e melhor exemplo de mãe...
Meu maior tesouro. Meu amor verdadeiro. Me amou desde o início de minha vida, e nem sabia se eu ia prestar ou não.
Quinha, eu amo você para sempre!
Obrigada por tudo o que você representa de bom e construtivo na minha vida!
(Ah! E pára de esconder doenças de mim, senão te pego e te ponho de castigo mesmo, hein! rs)