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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Das últimas notícias

Eu já falei aqui que Arthur está com mania de roer unhas?
Aí eu segui a técnica dada pela pediatra quando ele ficou com uma outra mania - de pigarrear o tempo todo (era para ignorar porque quanto mais alertássemos, mais ele faria).
E então eu fiquei até a consulta ignorando a roeção de unhas. Quando cheguei no consultório e falei (crente que tava bafando) que tava ignorando direitinho, a Mônica me fala: "É... mas não se usa essa didática para essa mania não... Porque se viciar, danou-se! Tem que intervir, Sandra! Mandar tirar a mão da boa, nem que isso custe meses repetindo a mesma coisa pra ele..." Viu só como não existe fórmula? E como cada caso é um caso?
E ele já tava entrando na fase de enfiar o pé na boca, pois não tinha mais unhas para roer nas mãos.
E a intervenção já está dando resultados. Quando ele enfia a mão na boca e nos passa despercebido, ele mesmo nos lembra: "Tira a mão da boooooca..." e já fala rindo...
Sim, ele tá muito falante.
E já é capaz de relatar fatos específicos que acontecem na casa da avó ou na escola. O que comeu, o que lanchou, do que brincou com o Cauã, qual a letrinha que a tia está trabalhando...
Ainda não é capaz de manter um diálogo longo, mas só em me deixar saber como foi seu dia já me dá tranquilidade.
Estamos colecionado o álbum "Carros 2" e ele vasculha minha bolsa todo santo dia a procura de figurinhas. "Trouxe figurinha, mamãe?" e ainda que eu diga que não, ele faz o favor de revirar o bolso interno da bolsa (que foi onde ele viu que eu guardei quando comprei na primeira vez) e complementa: "Ah, não trouxe..."
Eu ganhei o DVD da Paula Fernandes e coloquei para tocar enquanto trabalhava no computador no quarto. No dia seguinte ele tá cantarolando: "Apaixonados pela lua, lua, luaaaaaaaaaa... cheia de mistérios...". Eu quase o matei sufocado de tanto que apertei quando identifiquei qual era a música. E agora pronto! Virou o nosso DVD porque basta me pegar sozinha no quarto que ele me faz colocar e me obriga a deitar com ele pra assistirmos juntos. É muito amor!
Já vai ao banheiro sozinho, sem que eu precise ficar vigiando se ele tá sambando com a preguiça maior que a vontade de ir. Raramente, muito raramente escapa um #1 ou #2.
Está numa fase muito apaixonada pelo primo Cauã. Dá gosto vê-los brincando de lego, construindo escadas gigantescas, estradas ou foguetes com as peças. E interagem. E criam histórias. E sei lá porque eu me emociono com uma coisa tão simples do mundo infantil...
Semana retrasada ele ficou dodói. Vômito e febre. Fomos ao PS, seguiu direitinho a orientação do médico para abrir o bocão e ficou furioso com a injeção de plasil no bumbum. Diagnóstico: Garganta inflamada e sinusite. 14 dias de antibióticos para o tratamento que acabou na semana passada. 14 dias de briga para dar o CLAVULIM BD cujo sabor ele detestou.   

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A semana em resumo

A Páscoa foi ótima. Coelhinho passou na casa da sogra e deixou pegadas... Só lá ele achou 3 ovos! Entre eles o do Cars e do Charlie e Lola.
  
Lá em casa ele também passou e deixou dicas para Arthur, Bernardo e Hellen... E depois de muita procura com a ajuda do primo mais velho, ele encontrou o da Era do Gelo.

Fora esses, menininho ganhou muuuuuitos outros e, como diria minha amiga blogueira Monalisa, "eu achei que nunca fosse dizer isso, mas não aguento mais ver chocolate na minha frente, hahahaha". Tem ovo que nem abrimos ainda... Acho que até o final do ano damos conta de tudo! rs 
O primeiro chocolate do dia, um coelho da lacta, foi devorado em menos de dez minutos. Resultado: Na segunda feira evacuou quatro vezes, uma delas, já de noite, foi absurdamente gigante... e quem limpou???? Eu! aff!
Por outro lado, ainda no final de semana, fui contemplada com dias felizes de um rapazinho obediente que me deixou perceber que era hora de fazer nº2. Levava ao banheiro e inacreditavelmente ele fazia... Que o sonho não acabe com esse próximo final de semana!
Terça feira, como muitos cariocas, fiquei presa no trânsito e não consegui chegar ao Centro do Rio. Voltei para casa após 5 horas dentro de um ônibus e nem tinha ideia do quanto estava sofrendo a Cidade Maravilhosa e Niterói/Saõ Gonçalo. Em 33 anos de vida eu NUNCA vi nada parecido acontecendo. Eu vejo as imagens na televisão e me emociono com tanta tristeza, tanta gente que perdeu o que conquistou numa vida inteira de luta, ou, pior que isso, gente que perdeu seu bem mais valioso, sua família. Enfim... que Deus possa confortar cada um deles e dar força para seguir adiante. E que o Governo tenha a sabedoria de juntar os cacos que sobraram.  
Quarta feira foi aniversário do pequeno Davi, meu afilhado caçula. Não fosse o caos da cidade no dia anterior e no próprio dia, já que a chuva não dava trégua, a comemoração teria sido muito melhor. Ainda assim, curtimos muito e agradecemos a Deus pelo seu primeiro ano de vida.     

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sobre o nº 2

Não adianta explicar, conversar, brigar, nada disso! Ainda não descobri como fazê-lo pedir pra ir ao vaso fazer o nº 2. Ou, menos que isso, como perceber que ele está querendo fazer... Sabe aquele olhar, aquela concentração? Nada disso! Quando a gente vê, já está lá... o dito cujo na cueca!
Final de semana foi um estresse só... uma leve prisão de ventre nos levou pro banheiro umas 5 vezes por dia. Porque ele incorporou um cabrito, tadinho, e foram muitas vezes fazendo só 1 bolinha (Aff! sem detalhes, né?)...
O máximo que consegui foi um "seu cagão" pra me avisar que já tinha feito.
E eu acho que o fato de muitas pessoas envolvidas no cuidado diário dele acaba atrapalhando, porque quando é comigo eu repito sempre a mesma ladainha que nem eu mesma estou mais aguentando ouvir: "Filho, tem que chamar a mamãe... Lugar de cocô é no vaso e não na cueca... pra gente dar tchau pro cocô... e blá-blá-blá!" Adriano não! Acaba sendo agressivo só que Arthur encara mais como brincadeira! "Seu cagão! Fez na cueca! Que feio! e blá-blá-blá!" E na escola eu nem sei mais porque já tem umas duas semanas que ele não faz no período da aula...
Como o Adriano acaba ficando mais tempo com ele durante a semana e nos horários de "pico" ele aprendeu a se denunciar depois que já fez, e o "Huuum, seu cagão" é dito meio que de forma marota já que ele não interpreta como bronca do pai.
Na sexta feira passada eu estava passando roupa e o pai consertando um aparelho. Ele fez uma vez e eu dei banho. Dali há menos de uma hora ele fez de novo e então eu o coloquei sentado no vaso e disse pra ele fazer mais. Deixei lá e saí do banheiro e continuei passando roupa. E ia lá de minuto a minuto e ele continuava sentado e quando me via ria para mim. Então minha cunhada chegou e perguntou por ele e eu disse onde ele estava. E ela foi vê-lo. Quando chegou ele já tinha descido do vaso, borrado o mesmo e estava no box me esperando. E a cueca? Dentro do vaso! Suja!
A cena teria sido hilária (e foi, pelo menos pra Beth) se não tivesse sido eu a responsável pelo resgate da cueca.
E ele achando engraçadíssimo!
Sério, preciso de dicas...
Preciso achar o ponto! 

segunda-feira, 8 de junho de 2009

E quanto ao desfralde...

...vai tudo indo, obrigada!
Coisa boa é comprar apenas 01 pacotão de fralda para o mês inteiro! Céus! Achei que essa época nunca fosse chegar... Só sabe quem passou (ou passa) por isso!
Porque comprar alimentos, remédios, roupas, sapatos é uma coisa... Você faz o sacrifício numa boa e fica até feliz quando vê a criança saudável, forte, arrumadinha...
Outra coisa é pagar por algo que literalmente vai para o lixo! rsrsrs
Enfim! O alívio mensal é bom demais!
E então ele praticamente não deixa mais escapar o nº1. Tão logo o levemos ao banheiro ele já o faz e adora acionar a descarga e dar tchau pro xixi.
Percebo que o desfralde noturno também será tranquilo, porque com frequência a fralda amanhece seca. Basta que ele acorde e a gente o leva pro vaso e então lá vem aquele xixizão comprido. Ainda assim não quero atropelar etapas e pelo menos por enquanto prefiro que ele continue dormindo de fralda.
Com relação ao nº2, a grande novidade: ontem após o almoço fui lhe dar banho. Tirei sua roupa e resolvi fazer o teste (intimamente certa de que ficaríamos ali por longos minutos até que ele me convencesse a descer do vaso) e, como a gente nunca pode deixar de acreditar, meu menininho fez o cocô mais lindo e festejado de todo o mundo! E não foi um cocozinho mixuca não! Foi um cocozão! hahaha
Ele adorou, bateu palmas comigo, deu tchau pro dito-cujo e ficou feliz com a minha felicidade! Se tivesse um leitor de mente provavelmente captaria um: "Mamãe é louca, coitada! Tão feliz por causa de um cocô fedido!"
Enfim...
Um saco lavar cueca cagada (só no sábado foram 4!) e eu espero que daqui pra frente ele me presenteie mais vezes com o trono cheio!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

E o desfralde...

...vai indo!
É cansativo, viu?
Um verdadeiro jogo de paciência!
Vamos por parte... o nº 1:
Quando colocado no vaso sanitário, ele até faz... do contrário, não pede.
Pior... não se incomoda em ficar molhado. E não dá sinais de que vai fazer. Nem segura o pinto, nem cruza as pernas, nada...
Aí vou jogando com a paciência mesmo, de hora em hora o levo ao vaso e na maioria das vezes ele faz. E eu continuo fazendo festa, ajudando-o a dar a descarga, dando tchau pro xixi, seguindo mesmo a cartilha do "um dia após o outro" e rezando para que não demore muito para ele pedir ou ir sozinho.
Agora o nº 2... Céus! Não houve uma vez sequer que ele tenha feito no vaso. E eu ainda não descobri qualquer sinalzinho de que esteja fazendo, seja ir para algum cantinho, seja fazer força, ou mudar de cor, sei lá! Nada...
Ele simplesmente não para o que está fazendo... faz no meio de qualquer atividade... seja assistindo TV ou brincando de carrinho.
Eu sei que ele costuma fazer após o almoço, mas isso pode variar...
Nesse último final de semana, por exemplo, a minha mãe tentou após o almoço e ele nada. Bastou sair do banheiro e ele fez. No domingo, idem. Era eu quem estava com ele e fiz questão de acompanhá-lo na tentativa. E ele nada. Bastou sair do banheiro com ele e uns cinco minutos depois... sinto o cheiro! Aí bate aquela sensação: "Se eu tivesse ficado com ele mais um pouquinho...", mas como vou saber?
Ontem a mesma coisa. Dei o almoço dele e em seguida fomos pro banheiro. Coloquei o redutor para ele ficar mais a vontade. Cantei. Brinquei com ele. Expliquei por que estávamos ali. Tentei deixá-lo sozinho. E contei no relógio: 40 minutos. E ele nada. Relutou, tentou sair algumas vezes, ficou caladinho em outras, mas o nº 2 que seria bom, nada.
Por fim vi que aquilo estava parecendo castigo, e como acho que esse não é o melhor caminho, desisti.
De fato ele não fez naquela hora, mas à noite... lá estava a cueca cheinha! Que raiva!
Não brigo com ele, mas é inevitável jogar o discurso básico que eu nem sei se ele entende... "Puxa filho! Não pediu a mamãe pra levar no banheiro... etc, etc, etc"
E vou seguindo o lema: "...um dia após o outro, e dentro de cada dia muitas cuecas lavadas!" Aff!
Tem que demorar assim mesmo? Eu cheguei a lavar, no mesmo dia, quatro cuecas!
Ah sim! E como se não bastassem minhas dificuldades em casa, ainda tenho que lidar com as da escola, que na semana passada pediu Adriano que o levasse para escola de fralda pois elas não estavam com nº suficiente de professoras para ficar levando-o ao banheiro de hora em hora, já que ele não pede para fazer...
Era só o que me faltava né? Depois de duas semanas fazendo xixi no vaso eu ter que regredir com a fralda porque lá elas não podem acompanhar como eu acompanho em casa! Imaginem o nó na cabeça dele?! "Em casa de cueca, na escola de fralda..."
Tudo bem, ele não pede... mas quando levado ele faz.
E outra, quando iniciei o desfralde fiz questão de ligar e falar com a coordenadora. Se elas não estão dando conta, se o número de professoras está pequeno, que reclamem com a coordenadora!
Na hora que o Adriano me falou, na quinta a noite, eu tive que me segurar para não dizer poucas e boas através da agenda. Depois pensei melhor e falei pro Dri mandá-lo na sexta de cuequinha e conversar na boa com a tia da manhã. Por sorte quem o recebeu foi a Tia Adriana que também explicou na boa os motivos delas, mas ainda assim se comprometeu a acompanhar o Arthur mais vezes ao banheiro.
Coincidência ou não, quando Adriano foi buscá-lo com máquina em punho para registrar o pequeno fantasiado de índio, o mesmo não estava na sala. Adivinhem onde estava? No banheiro!
Eu gosto muito da escola, gosto mesmo! E ficaria realmente muito decepcionada se não pudesse contar com elas nesse momento tão importante no desenvolvimento do meu filho.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Desfralde - o combate continua

Na segunda feira, conforme combinamos, Adriano o colocou para urinar antes de saírem para a escola, e lá avisou às tias dos nossos avanços no final de semana.
Como ele tem tias diferentes de manhã e de tarde, achei por bem ligar na parte da tarde para conversar com as outras.
Em tempo: Isso não seria necessário já que nossa comunicação com a escola é por meio da agenda. Só que justo nesse final de semana aconteceu o que nunca havia acontecido antes, a agenda dele não veio (no lugar da dele veio a de uma amiguinha). Conhecem a Lei de Murphy né?
Então... aí liguei e falei com a coordenadora que de tão constrangida (para não dizer p... da vida)com o fato da agenda ter vindo trocada, que pareceu não dar muito destaque para o motivo principal de minha ligação. Ouviu, concordou comigo que o nosso trabalho precisa ser em conjunto, e que que se for para tirar a fralda que seja feita totalmente, sem essa de colocar na hora que ele costuma evacuar ou para que ele tire a sonequinha da tarde. Só que quando Arthur chegou em casa as duas fraldas que eu havia mandado (para um caso emergencial) foram usadas. Na saída Adriano perguntou como havia sido esse primeiro dia de desfralde na escola e elas disseram que apenas 01 acidente havia acontecido e que colocaram a fralda somente para ele dormir. Ou seja, foram na contra-mão do que eu havia pedido.
Na terça-feira mandei tudo por escrito, pedindo inclusive que elas me detalhem a cada dia o processo de desfralde no horário escolar. Elas retornaram pedindo mais peças de roupas para o caso de acidentes, mas que ele estava aceitando bem o uso do vaso.
E em casa a gente já percebe o quanto ele está "íntimo" do banheiro. Basta colocá-lo no vaso e o xixi sai em menos de 01 minuto. Assim foi na manhã de segunda e na manhã de terça.
Ontem, quarta feira, eu fiquei em casa. Ele mamou, tirei a noturna e o levei no banheiro. Sentou e fez. Lindinho da mamãe!
Aí fui buscá-lo na escola e a tia Ju, antes que eu abrisse minha boca para perguntar, já veio toda boba me contar que ele havia pedido para ir ao banheiro! Segundo ela, ele a puxou pela blusa e estava com as mãozinhas na direção do pintinho. Ela correu com ele para o banheiro e então ele fez...
Fiquei tão orgulhosa, porque esse era um passo que eu achei que só seria dado depois de mais um tempo. A gente não pode mesmo prever, né?
Hoje não teve aula e então ele foi para minha mãe. Adriano se esqueceu de falar de mais esse progresso para ela e agora a pouco eu liguei e ela disse que aconteceu o acidente. Ele a puxou, ela não sabia o que ele queria, e então ele fez, bem ali na frente dela.
Fiquei triste, sei que um passinho para trás não vai ser legal. Tenho medo de na cabecinha dele funcionar assim: "chamei e não fui atendido... não vou chamar mais!"
Mas, enfim... Terei três dias com ele em casa. Vamos ver o que mais acontece!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O desfralde - primeiro round

Com relação ao desfralde, de tudo o que vocês me disseram, das dicas e opiniões, o fator predominante foi o tempo. O tempo certo dele. Nas palavras da Sandra, minha xará: "...o tempo!! somente ele te responderá quando seu menino estará pronto definitivamente..."
Mas também ficava martelando na minha cabeça a dica da Kika: "Quanto ao desfralde, tire a fralda um dia e nunca mais, isso mesmo, nunca mais a coloque!"
Em base nisso resolvi fazer uma média geral e chegar no "meu" comum acordo, no que eu sei que serei capaz de fazer.
E então, acordei no sábado determinada: deixar a preguiça de lado e fazer a minha parte!
Certeza? A única que eu tinha era que cruzar os braços e esperar que ele se desfralde sozinho é que não aconteceria mesmo!
E também jogar essa responsabilidade para a escola não era justo. E só em eu ter consciência disso já era um passo dado.
Como nesse sábado ele ficaria com minha mãe , pois era dia de eu ir pra loja com Adriano, deixei ela instruída a não colocar fralda, levá-lo ao banheiro de 2 em 2 horas, conversar, e não brigar caso algum acidente acontecesse.
Quando cheguei da loja o relato de minha mãe foi esse:
- Levou-o ao banheiro às 10h e ele não quis fazer. Ela sentou-se ao lado dele, conversou, abriu torneira e nada. Bastou tirá-lo do vaso e no minuto seguinte... o acidente no sofá da sala.
- Almoçou e antes que desse tempo dela levá-lo ele já havia feito o nº1 e mais o nº2. Cuequinha cheia! Tomou banho e foi dormir, sem fralda.
Quando ele acordou, às 16h, eu já estava lá. Levei para o banheiro, conversei de novo, mexi na altura da bexiga, simulei o som do xixi, abri torneira e de repente ele fez! Fiz festa, gritei "parabéns!", ele me ajudou a dar a descarga e demos tchau para o xixi.
Fomos pra casa e por volta das 18h Adriano o levou novamente e sem delongas ele fez. Nova festa, nova descarga, novo tchauzinho para o nº1.
Como tínhamos um casamento para ir, resolvemos não arriscar e então colocamos a fralda.
Ontem, um novo dia de combate.
Assim que ele terminou de mamar tirei a fralda e o levei ao banheiro. Ele fez. Simples assim. Como se já tivesse entendido que lugar de xixi é no vaso.
Coloquei cuequinha e marquei no relógio que antes de 12h teria que levá-lo novamente. Só que aí eu falhei. Comecei a fazer o almoço dele, minha sogra desceu e puxou conversa e dali a pouco vem ele, com a cuequinha molhada. Com raiva de mim mesma por ter dado mole, o peguei no colo falei aquele textinho meio que ensaiado, que eu nem sei se ele entende, mas que eu li em algum lugar que deve ser feito: "puxa... não deu tempo de ir no vaso... não tem problema... da próxima vez você avisa para mamãe, tá bom?... etc etc etc..."
Ele almoçou, tomou suco e antes de dar banho sentei-o no vaso novamente. E novamente fez...
E assim encerrei a operação desfralde do fim de semana, uma vez que dali fomos pra casa da Rô e como ele iria dormir lá, achei sensato colocar a fralda para não urinar na cama alheia... rs
E terminei o final de semana muuuuuito feliz, sabe... com a consciência tranquila de ter feito a minha parte, e de ter terminado o final de semana com um saldo pra lá de positivo. No final da noite orientei o Adriano a mandá-lo hoje para a escola sem fralda e avisar as tias do progresso do final de semana.
O próximo passo é que ele aprenda a pedir... mas aí já é um outro assunto... um outro tempo para o meu pequeno...

segunda-feira, 16 de março de 2009

A difícil arte de educar

Como mãe não sou melhor nem pior do que as outras... sou igual a todas!
Acerto, erro, aprendo... e tento a cada dia desvendar os mistérios que rondam a maternidade... querendo sempre melhorar, claro...
Confesso que ultimamente ando me questionando no que está faltando em mim pra conseguir dar andamento em algumas questões importantes no desenvolvimento do Arthur.
Não consigo desfraldá-lo;
Não consigo tirá-lo da mamadeira;
Não consigo fazê-lo falar;
Não consigo tirá-lo do berço (tudo bem que ainda nem comprei sua cama...);
Nada do que me proponho a fazer para o desenvolvimento dele vai adiante.
Eu vou seguindo o mantra... cada coisa no seu tempo... cada criança tem um ritmo... no momento certo ele vai fazer isso ou aquilo...
E vou esperando...
Eu assumo mesmo que deixo a responsabilidade do desfralde mais por conta da escola, já que é lá que ele passa a maior parte do tempo. Mas o que eu faço no domingo com relação a isso? Quase nada! Não houve um domingo sequer que eu tenha deixado ele só de cuecas o dia inteiro e ficasse controlando o seu xixi. O máximo que faço é sentá-lo no vaso (com redutor) e incentivá-lo a fazer o nº 1. Espero, espero, converso com ele e... nada. Ele não faz! Então eu desisto e coloco a fralda. E ponto para ele!
No sábado eu cheguei a ver um penico lindo, super colorido, mas acabei não comprando. Entre o "será que vai usar?" "e se não der certo?" optei por deixar o troninho lá na loja mesmo. Se eu tivesse certeza que ele usaria, pagaria os R$40,00 numa boa, agora comprar e ter mais um treco espalhado pela casa sem uso... fala sério!
E a mamadeira? Por umas duas (ou três vezes no máximo) eu coloquei seu leite noturno no copo com tampa (e com válvula - para não fazer lambança na cama). Ele não aceitou. Nem esperando ele ser vencido pela fome. Nem assim. Ele enrolou, enrolou. Troquei pelo copo de canudo, pelo copo puro, insisti, tentei dar de colher e... nada. Ele não aceita seu leite em nada que não seja a mamadeira. E dá uma dó, sabe? Porque ele usa mesmo a dita cuja como consolo para dormir (já que não pegou chupeta - e eu não fiz a mínima questão), mas ele já está com três anos e eu me pergunto se já não passou da hora de fazer a transição...
Assim como já passou da hora dele estar falando.
Tá bom. Eu entendo o problema da adenóide; que ele SÓ não fala, mas entende e reconhece tudo; que ele é muito inteligente pra idade dele, inclusive fazendo coisas que são da faixa etária acima da dele; eu entendo isso tudo! Mas não posso deixar de reconhecer que boa parte da falta da fala dele se chama mesmo PREGUIÇA (ou timidez - ainda estou tentando decifrar!)
Ele não é como as outras crianças, que falam por meio da repetição. Muito pelo contrário. Ele reconhece o objeto (ou a pessoa), e até pode falar por conta própria o que é... mas se a gente perguntar: "O que é isso, filho?" ele se cala! E é assim na maioria das vezes. Agora me digam... como vou incentivá-lo a falar sem perguntar para ele o que é? O fato é que eu não sei explorar toda a inteligência que ele tem...
Nesse ponto a lousa mágica é um enorme adianto. Ali a gente desenha e ele nomeia. Simples assim. E é na lousa que ele "lê" as vogais, os números de 1 a 10 e agora a novidade, as letras de seu nome.
Tá certo que a cada dia ele fala uma coisa nova, ontem mesmo ele soltava um "tchau vião!" sempre que uma aeronave cruzava o céu. E eu reconheço que é só uma questão de tempo, que ele não vai ficar "mudo" por muito mais tempo. Mas ando muito ansiosa com relação a isso e reconheço que estando assim posso atrapalhar todo esse processo de aprendizado.
Na semana passada por exemplo ele veio ao meu encontro na cozinha com seu copo vazio. Pegou minha mão e levou pra geladeira. Eu sabia que ele queria água mas me fiz de desentendida, para forçar que ele falasse "água" já que isso eu tenho certeza que ele sabe falar. Mas não falou. E eu não dei a água. Insisti com ele: "O que você quer? Fala pra mamãe..." Peguei a garrafa d'água, sentei-me no chão com ele e forcei a barra: "Mamãe só vai dar se você pedir... fala pra mamãe: á..." e não completava a frase na (vã) tentativa de que ele completasse. Ele chorou. Chorou. Chorou. E falar "água" que era bom, nada! Cunhada desceu achando que ele tivesse caído. Sogra desceu também. E eu fui firme e não dei. Então ele jogou o copo longe (de pirraça) e meus nervos (que já estavam à flor da pele) fizeram com que eu o fizesse catar o copo no chão da cozinha. Nova guerra (agora para pegar o copo) e cunhada encheu o copo de água para dar-lhe. Eu não deixei. Perdi meu foco, óbvio. Levei pro banheiro pra tentar acalmá-lo e como ele ficou mais nervoso não vi saída a não ser dar a bendita água (ainda que ele não tivesse falado). E estava com muita sede o meu pequeno, tomou o copo cheio. Depois sim, dei o banho e já sozinha com ele conversei, expliquei e espero (do fundo do meu coração) que ele tenha entendido que eu só queria o bem dele. Mãe sofre, viu? Como dormi mal por causa disso...
E eu falei da pirraça né? É que ele está nessa fase de pegar as coisa e jogá-las longe. Não conheço outra forma de corrigir que não seja brigar com ele e fazê-lo pegar de volta. Ainda que eu tenha que pegá-lo nas mãos, levar até o objeto e falar: "Pega!" (mesmo que tenha que repetir a palavra mágica algumas vezes...). E ele pega. Mas continua fazendo... e assim seguimos no mantra: "ele lança o objeto, eu brigo, faço pegá-lo de volta, e ele pega..."
Deus queira que não chegue a fase de se jogar no chão... Não vou aguentar... :(
E para finalizar, agora deu para acordar de noite e querer ir pra nossa cama (coisa que nunca aconteceu antes). Não sei se pelo calor e pelo fato de nosso quarto ser mais fresco. Não sei se por medo de estar sozinho. Não sei se simplesmente porque sabe que estamos em dois em um quarto e ele sozinho no outro. O fato é que ainda não encontramos outra alternativa senão levá-lo pro nosso quarto, esperá-lo se entregar aos braços de Morfeu e devolvê-lo ao seu berço. E isso nos leva a outra dúvida, tirá-lo do berço e fazer sua estréia numa caminha linda! Tá bom... Aí tiramos ele do berço e ao invés dele dormir na SUA cama, vai fugir toda hora para a NOSSA... hahahaha - Idéia adiada até que ele volte a dormir a noite inteira, sem interrupções!
Quem tiver dicas para os itens acima que têm me tirado justas horas de sono, pleeeeeease, não deixem de me dar: sandrilima@ig.com.br
Agradecimentos dessa mãe que vos fala!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Algumas novas...

Depois de um breve momento sem ter apetite alguma, eis que Arthur voltou a ser o comilão de sempre.
Engraçado como a criação de certas rotinas ajudam. Basta me ver com o seu prato na mão que corre para a sua mesa, se acomoda na primeira cadeira que vê pela frente (ele tem 03) e já fica prontinho me esperando servi-lo. Come sozinho, mas eu prefiro ajudar, para não corrermos o risco de ficar ali por umas duas horas. Exceto o danoninho, que ele não deixa nem eu encostar a colher.
Continua apaixonado por macarrão. Se ele já estiver mamando e eu aparecer na frente dele com um prato de miojo, por exemplo, com certeza ele vai largar a mamadeira e vai se colocar a postos na minha frente aguardando a sua garfada.
Continua seletivo e faz cara de nojo para determinados legumes, em especial os de cor. O jeito continua sendo camuflar no feijão.
Tem umas duas semanas que decidi que vou tirá-lo da mamadeira. Ele ganhou um copo com canudo e eu comprei um copo com válvula. Ele não quis. A água ou qualquer suco ele sempre aceitou. Bastou eu colocar a vitamina lá e o próprio leite com mucilon que parecia que o copo tinha pimenta. Ofereci em um, em outro, e nada. Esperei dar bastante fome e nada. Já eram quase meia noite quando eu desisti e dei a mamadeira. Tá. Eu sei que não deveria ter cedido. Mas pensa bem... foi a primeira tentativa. Relevem.
Por outro lado, a mamadeira da tarde, com vitamina, eu já cortei.
Da mesma forma como o leite noturno, tentei dar no canudo. Recusou. Tentei no copo. Recusou. Dei de colher e como a fome já era negra, aceitou.
No último final de semana ao invés da vitamina como lanche da tarde, inovei com um prato de mingau de farinha láctea. E então me convenci que o problema do Arthur é genético. Como eu, ele é altamente avesso ao novo. Como pode rejeitar um prato de farinha láctea? O que tem de mais delicioso na face da Terra? Pois é. Bastou ver o prato com o mingau que torceu o nariz. Insisti, insisti, enfiei à força uma colherada na boca dele e pronto. Raspou o resto que ficou no prato!
Também tem sido assim com sopa de legumes. Olha, faz cara de nojo, torce o nariz. Eu "enfio" a primeira colher, ele descobre que é bom, e como o resto com gosto.
Vai entender...
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***
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Tem um tempinho que comprei o redutor de assento para ele usar o vaso. Nada. Ele fica lá horas e não faz. Nem uma gota de urina sequer. Desisto, coloco a fralda e pode contar... um minuto e ele urina na fralda.
Ainda não me aventurei a deixá-lo só de sunga e vou explicar o porquê. Não faz sentido eu tentar desfraldá-lo sozinha. Não faz sentido eu tentar desfraldá-lo se ele ainda não aprendeu que xixi se faz no vaso. Ele não fala. O xixi ou o próprio nº2 ainda não o incomodam. Ele não sabe avisar. E eu só estou com ele o dia inteiro no domingo. Não vou passar a única manhã que tenho com ele sentada na sua frente no vaso sanitário. Vai acontecer naturalmente. Tenho fé.
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***
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Está naquele momento "in love" por Patati Patatá.
Engraçado que no ano passado fomos numa festa em que eles foram contratados e ele não deu a mínima. Tava mais preocupado em acabar com as batatas fritas da festa (rs). Agora eu mostro as fotos que tiramos com a dupla e ele abre o maior sorrisão.
Duas, três, quatro, cinco, quantas vezes eu repetir o DVD ele estará lá, na frente da TV, morrendo de rir dos palhacinhos simpáticos.
Bem que a Mel me avisou. :)