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Lilypie Kids Birthday tickers

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Completamos!!!!

E nem foi tão difícil quanto eu achei que seria!
Bastou ir a um encontro na nossa cidade e ficaram faltando 39. Depois 31 com algumas pega daqui e outras dali.
Essa semana eu vim para o trabalho determinada a completar. Com o apoio do padrinho do Arthur, que também tinha dois álbuns com poucas figurinhas faltando, tiramos a segunda e a terça para resolvermos a questão. Perdemos (ou melhor, ganhamos!) nossa hora de almoço no troca-troca delicioso do centro da cidade. Ontem chegamos lá com apenas 10 faltando, dentre elas o time e o escudo da seleção brasileira que eu tinha certeza que ali não conseguiria. O time veio rapidinho, mas o escudo... Eu já tinha perdido a esperança e já estava perguntando o preço para a compra (R$2,00) quando me aparece uma marrenta que tinha logo dois escudos!!! O meu e o do Zé, que também não tinha. Só para nos matar de susto ela não precisava de nenhuma das nossas e soltou um: "ah não... não troco por repetidas...". Antes que eu pulasse no pescoço dela, ela resolveu ceder... "tá bom, tudo bem!".  Já com o tempo esgotado conseguimos, como num passe de mágica, a última que faltava para o álbum do Arthur. Para ser sincera nem me lembro qual foi, pois para mim o dia já estava ganho depois de ter conseguido o escudo do Brasil. Muito bom!!!! Vìcio delicioso...Pena que acabou... Para o Zé ainda faltam 3. Acho que vou perguntar se ele quer ajuda hoje... :)
Cheguei em casa e o pai já me esperava com o álbum nas mãos. Doido para colar as últimas figurinhas.
Para disfarçar pediu ajuda ao pequeno e eu registrei, claro. Fico imaginando quando ele crescer e colecionar sozinho e puder rever que o ajudamos na primeira coleção.
Aqui o vídeo dos últimos momentos:




E aqui em fotos, a última figurinha a ser colada!
 
[pose para a foto]
[concentração]
[prontinho!]

terça-feira, 22 de junho de 2010

Festa Junina da escola

Aconteceu na última sexta feira.
Pela primeira vez nesses quatro anos de escola eu não gostei.
Primeiro que a escola não escolheu um lugar legal. Foi em um galpão cujo piso desnivelado fazia as cadeiras sambarem. Optei por ficar de pé mesmo. Mas ao ficar de pé eu disputava espaço com as trocentas pessoas que circulavam pelo lugar. Não entendi por que liberaram 05 convites por aluno se não existia espaço suficiente no lugar. Eu não levei ninguém. Fomos eu, Dri e Arthur. Mas sei de pessoas que levaram as cinco permitidas e ainda pediram os convites extras de quem não usaria. 
Não havia luz nos banheiros. O som não estava legal.
Enfim...
Acho que ando mesmo numa fase chata. Culpa da TPM, talvez...
De bom mesmo só a empolgação das crianças. Isso sim é contagiante!
Arthur brincou de pescaria, argola e acertou a boca do palhaço.         
E dançou! E foi tão lindo! E isso sim me fez não criar um problema com o que aconteceu:
Por falta de espaço as tias colocaram ele em uma outra parede, sozinho. Foi coincidência, eu sei. Mas foi desconfortável ver justo ele (a criança que elas tanto reclamam não interagir com os amigos) separado das outras... Na minha visão de mãe, qualquer outra criança poderia ser colocada ali do lado, exceto ele, que precisa dos estímulos da interação. Não é isso? Ou estou errada?
Enfim... Preferi acreditar na coincidência da falta de espaço a acreditar que houve realmente uma separação, como acredita o Adriano. E ele nem estava de TPM... rs
Para resolver o impasse, na hora do bis chamei uma das tias e pedi que o colocasse junto aos outros.
Aí embaixo segue o vídeo e vocês podem conferir o show que meu filho deu!
E isso sim, só isso, salva a noite de uma mãe a beira de um ataque de nervos... Por que até a avó de uma das crianças resolveu encher a minha paciência por que, segundo ela, eu deveria continuar sentada durante toda a dança. Observe no final do vídeo eu falando para ela que havia um espaço do meu lado, mas quem disse que ela queria se mover?  
Eu devo mesmo estar merecendo, viu? hahaha


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Triglicerídeos, a nova batalha.

Não bastassem as preocupações existentes, uma nova tinha que aparecer...
Deve ser algo assim... Lei de Murph, sacam?
Então...
Em outubro do ano passado Arthur realizou um hemograma que detectou um índice elevado de colesterol: estava em 195 mg/dl, quando 200 mg/dl seria o limite da normalidade. Ou seja, estava alto, mas dentro do limite permitido.
Tanto que a pediatra não pediu dieta, apenas que trocássemos o leite comum para o semidesnatado e que evitássemos gorduras (o que sempre fizemos).
Pausa para a história do leite:
Quando ele teve a primeira consulta com a Kenia (a fono especialista) ela pediu que tirássemos a mamadeira dele, porque o movimento de sucção ajudava no atraso da fala, e fazia com que ele regredisse mentalmente na idade, e blá, blá, blá. E assim eu fiz. No fim de semana seguinte preparei o leite e coloquei no copo. Ele não quis. Nem com canudo, nem sem canudo, com válvula, nada. De jeito nenhum.
E o impasse apareceu: retornar com a mamadeira, correndo o risco disso prejudicar mais ainda seu desenvolvimento ou não voltar com a mamadeira e buscar formas de suprir a falta do leite (essencial na alimentação dele). Optei pelo segundo e desde então seu café da manhã tem sido 01 copo de suco Adess (com 01 colher de Nutren) e pão de leite com requeijão. Ou, ao invés do pão de leite, biscoito de leite. Todos os dias dou um iogurte (e incluo mais uma colher de Nutren) e vinha esperando pelo dia da próxima consulta para saber se estou procedendo de forma correta.
Despausa
Na última consulta a pediatra passou novo hemograma para ser realizado assim que ele tomasse as duas doses de remédio para verme e mais as doses da H1N1.
E então ele fez o exame e o resultado saiu na última sexta feira, com a inesperada surpresa. O colesterol subiu de 195 mg/dl para 209 mg/dl e o triglicerídeo, que no último exame estava em 100 (dentro da normalidade), passou para 399! Podem imaginar meu susto?
No mesmo dia Adriano passou no consultório e deixou o exame pra pediatra analisar e à noite a secretária me ligou para passar as instruções:
CORTAR do cardápio ARROZ, MASSAS, PÃES e BATATA.
Fazer EXERCÍCIOS FÍSICOS
Levar em NUTRICIONISTA
E dar Noripurum (15 gts 2x ao dia) por + ou - 4 meses, pois o exame também acusou um pouquinho de anemia.
Já viram, né? Meu final de semana foi péssimo. A criança querendo comer coisas que sempre comeu e eu escondendo dele os biscoitos, os pães, tudo. Até inhame eu não deixei ele comer porque na internet diz que não pode, mas que por outro lado seria bom para a anemia...
Confusa, esse era o meu nome!
No sábado coloquei no seu prato um pouco de arroz, purê de abóbora e feijão. Ele não quis. Eu, nervosa, insisti, forcei, me estressei, mas ele não comeu... Foi meu sogro quem solucionou o caso: não adianta tirar de uma vez o que ele comeu a vida inteira, e então eu dei arroz puro com feijão e ele comeu tudo.
À noite fomos comemorar o niver de nossa amiga Petinha/Dia dos Namorados em um rodízio de massas. Tive que deixar meu pequeno na casa da avó porque ele simplesmente ama pizza mas não poderia comer...
Eu continuei dando o arroz mas me sentia culpada a cada refeição. E preparei na agenda da escola um testamento pedindo que elas não dessem bolos, doces, frituras, nada além de legumes e frutas.
Eu estava completamente perdida.  E então na segunda feira liguei pra pediatra e conversei com a secretária. Expliquei que não conseguia vizualizar um prato de refeição para uma criança de 4 anos que não levasse arroz... Expliquei a história do leite, que a pediatra ainda não sabia... Expliquei que só consegui marcar nutricionista para o final do mês e que não sabia como proceder até lá.
Na frente de tantos questionamentos e dúvidas ela me garantiu que passaria o caso pra pediatra e que pediria para ela me ligar. E assim foi.
Dra. Mônica me ligou e disse que na verdade só cortou o básico do básico. Que na opinião dela não convém repetir o exame agora, apenas daqui a 01 mês, pelo menos. Que quem passaria a dieta definitiva seria a nutricionista, que provavelmente passaria arroz integral e outros itens em substituição ao que ele está acostumado. E que até o dia da consulta eu poderia dar tudo o que sempre dei, exceto os 4 itens, que no ponto de vista dela, são os maiores inimigos dos triglicerídeos.
Bem, como eu continuo sem conseguir visualizar um prato de comida para ele sem o montruoso arroz, a gente continua dando. Hoje vamos experimentar dar a ele, por nossa própria conta, arroz integral.
Semana que vem levaremos ele para a avaliação na escolinha de natação. Isso sim foi até bom, pois tem tempo que ensaio em ligar para pegar informações e hoje descobri que o preço nem é tão cabeludo quanto pensava...
Enfim...
Mal saímos de uma luta e entramos em outra. Mas não é disso que a vida é feita?
A propósito ele teve a segunda consulta com a Kenia na semana que passou. Como da primeira vez, entrou numa boa na sala dela, enquanto Adriano esperava do lado de fora. No final da consulta ela foi só elogios pra ele e disse que estava muito animada com as perspectivas favoráveis a ele. Falou do quanto ele a vem surpreendendo. Ela assistiu aos vídeos que a escola fez e pelo que o Adriano falou, parece que ela já tem uma opinião formada. Que provavelmente será necessária mais uma consulta para ela fechar o relatório que será encaminhado à escola.
Hoje terá consulta novamente. Talvez a última. Volto amanhã, se conseguir.  

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Arthur foi ao teatro

Foi sua estréia no mundo dos palcos.
Eu queria que tivesse sido comigo, até para que eu pudesse perceber suas impressões, mas acreditem, eu nunca movi uma palha para levar meu filho ao teatro... :(
Então a escola organizou o evento, já faz algumas semanas, e ele foi. A peça em cartaz era O Rei Leão. Foi no teatro do SESC, na nossa cidade mesmo.
E então aconteceu exatamente o que eu não queria que acontecesse: eu não sei se ele curtiu e nem se foi legal... rs
Segundo as tias ele curtiu, mas eu queria ouvir dele, entendem? E ele nem tchum pra me falar nadica de nada...
Enfim... só hoje consegui "roubar" umas fotos no orkut e ver como meu filho se torna independente...

Faltam 73!


E troca daqui, e compra dali, e faz rolo acolá!
O fato é que ontem fechamos a conta em 73 figurinhas faltantes!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

E o vício nos pegou...

Na verdade o álbum já estava lá em casa a várias semanas mas nem eu e nem o Adriano havíamos dado muita importância e por isso não o "apresentamos" ao seu dono, a criança da casa.  
Na véspera do feriado meu chefe mandou 6 pacotinhos de figurinhas pro Arthur e desde então o vício nos pegou. É... eu disse "NOS"... hahahaha
Na verdade Arthur até que tenta se apoderar do álbum (que é dele, por direito!), mas toma-lhe o meu "cuidado para não amassar" daqui, o ciúme do pai dali e então ele tem que se contentar em apenas "vamus coar figu-inha?". E ele cola direitinho, o danado. Mas não pode curtir sem que estejamos juntos... rs
O fato é que das 638, precisamos de 190 figurinhas, mais ou menos. Uma média muito boa para quem começou a coleção a menos de 10 dias.
E eu não sei se foi o fato de ter um filho menino com 4 anos, mas eu não me lembro de ter presenciado um círculo vicioso tão grande em volta de um álbum.
É tanta gente do meu convívio trocando figurinhas pra lá e pra cá que até eu e Rô paramos com nossas obrigações artesanais (o acúmulo de pedidos de decoupage tá grande devido a fatídica semana que passou) para "ajudar" nossos pimpolhos a preencher seus respectivos álbuns... rsrsrsrs
Ontem ficamos de 21h às quase 23h organizando, colando, trocando, vendendo... 
Isso porque antes de chegar na casa da Rosana para me buscar, Adriano já tinha adquirido mais de 100 cromos do primo e já tinha colado tudinho. 
É... acho que estamos todos viciados!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Notícias

Voltei. E fui até rápida, hein! rs
Levando-se em consideração o dia tão longo que passamos ontem...
Para resumir: Eu pude provar que existe realmente armação dos hospitais para ganhar dinheiro dos planos de saúde....
Depois de esperar por quase 6 horas por um urologista que não vinha nem a decreto (desde a hora que o clínico saiu do nosso quarto estaria em cirurgia) e ouvir do chefe da enfermaria que era certo que Adriano fizesse cirurgia mas que provavelmente só na quinta feira, eu resolvi chutar o balde e pedir a alta à revelia (onde eu assumo a responsabilidade pelo paciente caso ocorra algum problema fora do hospital). Claro que antes eu me resguardei: Adriano se sentia bem, urinava bem, o urologista da minha mãe poderia atendê-lo no dia seguinte (hoje) e um médico conhecido do meu cunhado (que concordava que aquela demora cheirava a armação do hospital) disse que se houvesse qualquer coisa a noite era só leva-lo para outro hospital.
Às 18:30 eu assinei o termo de responsabilidade e fomos embora, ainda que eu tremesse de nervoso e medo do que pudesse acontecer.
Mas Deus é muito bom. E disso eu não posso esquecer nunca!
Sou católica, sabe? Não muito praticante, eu confesso. Não sou muito chegada a pedir nada a Deus. Eu gosto mesmo é de agradecer! Sempre agradeço às pequenas e grandes vitórias que tenho na vida.
Eu penso assim... Deus já tem tanta gente que realmente precisa para atender que não vou ficar enchendo ele com mais pedidos... geralmente pedidos materiais... E então não peço!
Ontem, no meio da confusão, fala um daqui, outro dali, minha cabeça a mil por hora no que seria melhor fazer, e minha sogra sacou do meio de muitos papéis que estavam na bolsa dela um santinho desses que a gente pega em igrejas, no caso de Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Entregou a mim e falou: "Leia, filha!" E naquela confusão em que minha cabeça se encontrava eu me concentrei da forma que pude e li. Desconcentrei e li de novo. E consegui ir até o fim. E pedi. E quando fui devolver a oração ela não quis aceitar. Disse: "Deixa aí com você até que tudo isso se resolva" e eu deixei ali, embaixo do meu celular, na cabeceira da cama do Adriano, naquele hospital horrível.
A partir daí tudo foi clareando. O Helio deu a opinião do amigo dele. A secretária do urologista da minha mãe garantiu que ele teria o atendimento hoje. Eu me senti segura e fui lá assinar o termo.
Antes de irmos embora eu beijei a oração e entreguei para a minha sogra, que a guardou. E só.
E eu não pensei mais nisso.
Fomos pra casa. Arthur morrendo de saudades da gente, claro! Grudou em mim como um chiclete e bastava me perder de vista para me procurar de novo (com medo deu fugir novamente, devia ser... rs)
Depois que todos as visitas foram embora, tomamos banho e fomos dormir.
Eu agradeci a Deus. Arthur agradeceu tb.
PAUSA
Arthur aprendeu a rezar. Acho que foi na escola. Certo dia, antes de dormir, eu falei: "Vamos rezar, filho?" e ele sozinho iniciou: "Papai do Céu, obrigado pelo alimento e pelo... (algo que eu ainda não consegui entender... rs) Amém!". E então eu complementei, ensinando-lhe o sinal da cruz: "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!" e tem sido assim todas as noites.
DESPAUSA
Adriano começou a dar defeito e dizer que estava inchado. Que a cabeça pesava. Que o corpo estava estranho. Que as veias pareciam querer explodir... Mereço, né?
Eu só disse: "Tenta dormir, amor. Você está impressionado."
Mas quem acabou dormindo fui eu.
E então às 22:30h ele me acordou eufórico: "Saiu, amor. A pedra saiu!"
Poderia haver notícia melhor?
O que seria uma cirurgia após dias de uma internação super cansativa e estressante, simplesmente foi expelido sem qualquer esforço ou dor. E isso eu nem tinha pedido. Não é maravilhoso?
Só me faz confirmar que independente da religião que a gente segue (ou não), existe sempre um milagre a acontecer.
Eu passei o resto da noite tão extasiada com tudo: primeiro a preocupação com que poderia acontecer fora do hospital, depois o orgulho de mim mesma por ter tido a coragem de agir e por fim com o alívio da bendita pedra ter sido expelido naturalmente, que nem pensei no episódio da oração que a minha sogra havia me dado.
Isso só me ocorreu hoje pela manhã, assim, do nada! E eu fiquei arrepiada quando me dei conta da graça que recebemos. 
Olha ela aí:
Oração a "Nossa Senhora Desatadora dos Nós"

Virgem Maria, Mãe do belo amor,
Mãe que jamais deixa de vir
em socorro a um filho aflito,
Mãe cujas mãos não param nunca
de servir seus amados filhos,
pois são movidas pelo amor divino
e a imensa misericórdia
que existem em teu coração,
volta o teu olhar compassivo sobre mim
e vê o emaranhado de nós
que há em minha vida.
Tu bem conheces o meu desespero,
a minha dor e o quanto estou amarrado
por causa destes nós.
Maria, Mãe que Deus
encarregou de desatar os nós
da vida dos seus filhos,
confio hoje a fita da minha vida em tuas mãos.
Ninguém, nem mesmo o maligno
poderá tirá-la do teu precioso amparo.
Em tuas mãos não há nó
que não poderá ser desfeito.
Mãe poderosa, por tua graça
e teu poder intercessor
junto a Teu Filho e Meu Libertador, Jesus,
recebe hoje em tuas mãos este nó.........
Peço-te que o desates para a glória de Deus,
e por todo o sempre.
Vós sois a minha esperança.
Ó Senhora minha,
sois a minha única consolação dada por Deus,
a fortaleza das minhas débeis forças,
a riqueza das minhas misérias, a liberdade,
com Cristo, das minhas cadeias.
Ouve minha súplica.
Guarda-me, guia-me,
protege-me, ó seguro refúgio!
Maria, Desatadora dos Nós, roga por mim

PS.:  Agora só falta a Hellen, que já saiu da UTI e está no quarto com alta prevista para a próxima sexta feira.  

terça-feira, 1 de junho de 2010

Boletim médico

E então Adriano saiu da observação direto pro quarto. Internado da Silva.
Só o tempo de eu ir em casa e arrumar nossas coisas. E parti pra morada das próximas horas. Ou dias.
Depois de 24 horas o médico deu sinal de vida aqui no quarto. Cálculos renais confirmados.
Agora esperamos a boa vontade do urologista para ver se resolve por aqui mesmo ou se dá alta e buscamos o tratamento fora da prisão... rs
Ele está bem. Quem vê não diz que esteve em crise. Mas se for para resolver logo, que assim seja.
Só espero não esperar mais 24 horas para ouvir o urologista...
Arthur está em casa com a Vovó Quinha. Dormiu bem. Tem comido bem. Não sei se entendeu nossa ausência na noite (foi a primeira vez que dormi longe de meu pequeno... aff! sem comentários...) mas já liguei pela manhã e tive que me contentar com o "bom dia mamãe!" mais delicioso do mundo.
Hellen continua internada mas parece que terá alta da UTI nas próximas horas. Tomara que não precise passar pelo quarto...
Davi já está em casa, são e salvo.
Graziani também.
E é isso....
Volto com novidades assim que der!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sai uruca!

Na terça eu vim aqui e pedi orações pro davi, meu afilhado lindo, que foi internado com pneumonia e aguardava vaga para a CTI de qualquer hospital, uma vez que onde ele estava não havia vaga..
Graças a Deus não houve necessidade de remoção e muito menos de CTI. Da emergência transferiram ele para a enfermaria do mesmo hospital.
No dia seguinte quem foi internada? A Hellen, minha sobrinha/afilhada linda. Minha puiuca. Ficou no quarto por 2 dias e depois trasferiram para a UTI. Caso mais grave. Infecção urinária que interferiu no funcionamento do intestino. Enfim... algo complicado até para explicar mas que já está sendo combatido.
Na sexta feira ligaram da escola dizendo que Arthur havia vomitado e que estava amuado, querendo somente o colo da tia. Fui correndo para lá. Ao chegar em casa ele evacuou muuuito, mas jantou bem e dormiu a noite toda.
Acordou no dia seguinte inquieto só melhorando após colocar tudo pra fora. Por cima e por baixo.
Continuei observando, mas no terceiro evento repetido corri com ele para o mesmo hospital em que estão meus outros dois pimpolhos.
Graças a Deus a emergência não estava muito cheia e rapidinho fomos atendidos.
Diagnóstico: gastrointerite.
A médica disse que é coisa comum em crianças, causados por troca de alimentos, mãos sujas que vão a boca, alimentos mal lavados, etc. E que até uma febre pode aparecer nos próximos 3 dias. E sim! Disse que provavelmente eu e Adriano pegaríamos por termos um contato direto com ele.
Indicou que ficasse no soro em observação (com digesan e dipirona) e assim foi.
Arthur não deu um pio com a picada (enfermeiro excelente) e se comportou como um príncipe durante toda hora e meia em que ficamos lá.
Fomos liberados com a receita de bastante soro, água de coco, sucos diversos.
Digesan se necessário. Novalgina se necessário. Floratil por 3 dias para regularizar a flora intestinal. E só.  
Passou or esto do sábado bem. Domingo idem.
Ontem Adriano começou a se sentir mal. Já fiquei esperando os vômitos e a diarréia, mas nada veio.
Hoje ele acordou foi com dor nos rins e depois de tanta dor acabou vomitando.
E agora tá lá no hospital. Em observação. A médica desconfia de cálculos renais.
Pensa que acabou? Ainda não.
Nem eu e nem o Dri apresentamos os sintomas do Arthur. Sobrou para quem? Graziani. Primo do Dri. Que ontem ficou pra lá e pra cá pela nossa casa....
Eu tô aqui querendo saber qual é meu número nessa lista:  serei a próxima? a última?
Tá brabo, viu?
Mas tivemos uma notícia boa hoje: Davi teve alta agora pela manhã!
A próxima tem que ser a Hellen!
Obrigada às orações e elas continuam sendo muito bem vindas!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Senta que o post é longo!

E então aconteceu assim...
Enrolei, enrolei e não liguei pra tal fono excelente super indicada pela coordenadora da escola.
No dia da festa das mães, 06/05, 01 semana depois da nossa conversa, eu perguntei pra ela o sobrenome da tal Mônica. E ela respondeu: “Aciolly”.
Chego na empresa no dia seguinte, sexta-feira, e jogo no google: Mônica Aciolly.
O que aparece? Fonoaudióloga, fundadora/diretora/coordenadora do projeto Mão Amiga, que ajuda pais de crianças AUTISTAS.
Como?
Li direito?
Sim. Li. E gelei dos pés à cabeça. E minha cabeça girou. E eu senti raiva. E senti desespero. E tive vontade de chorar. Sozinha.
E tive vontade de ligar pra coordenadora e perguntar se era mesmo aquilo que a escola achava. Se havia uma desconfiança que me falasse claramente, não nas entrelinhas da indicação de uma “excelente profissional” cuja palestra que ela assistiu certamente foi sobre o tema. Mas não liguei. Nem para dizer que infelizmente ultrapassaria o prazo limite que ela havia me dado, dia 21.
E tive vontade de saber a opinião das pessoas próximas.
E tive vontade de simplesmente ignorar.
E...
Bem, depois de sentir o coração bater novamente, liguei pro Adriano.
E depois liguei pra Rô.
E só.
Fim de semana passou. Dia das mães passou. E eu observando meu filho. Tentando achar nele os sintomas. Será que isso é? Não, isso não é...
Enfim. Coisa pior do mundo. Como saber se aquela birra que no meu ponto de vista é normal para qualquer criança, é um dos sintomas de autismo?
E a casa cheia não me permitia falar com cunhadas, pedagogas, que poderiam acabar com minha aflição silenciosa. Eu não queria que TODOS soubessem e acabassem fazendo o que eu já fazia, olhando para ele tentando achar os sinais.
Na segunda feira, 10/05, conversei com a Paulinha, a fono atual, que disse que eu deveria ouvir sim opinião de uma especialista (ela não é) para tirar a dúvida, mas me apoiou em levar em outra, não a indicada pela escola. Até porque conhece crianças que já passaram pelo Mão Amiga e, segundo ela, eles não fazem uma triagem, já vão integrando no projeto, sendo ou não um autista. Como ela trabalha na APAE já viu crianças vindo de lá, cujas mães não gostaram do tratamento. Como ela conhece vários profissionais, disse que me passaria no dia seguinte o telefone de alguma especialista.
No dia seguinte, antes de receber a ligação da Paulinha, me lembrei da Kenia, namorada de um amigo da Rô. Como a Rô é da mesma opinião da Paulinha, de que eu devo ouvir a opinião de especialista, ligou pra Kenia e perguntou se ela conhecia alguém. “Eu sou!” disse ela.
E pronto. Kenia me ligou. Agendou consulta sem a presença do Arthur. E pelo telefone mesmo já me ouviu atentamente e aliviou me coração: “O que mais existe é gente chegando aqui no consultório com a indicação errada. Se a criança é muito agitada, é hiperativa. Se é muito tímida, é autista. Atraso de fala e falta de interação, sozinhos, não fazem um autista...”.
E de fato, ele não tem qualquer outro “sintoma”.
Aí os três mais longos dias se passaram e na sexta feira, 14/05, lá estávamos eu e Dri, para uma conversa de 2 horas e meia com a Kenia, um anjo em nossas vidas.
E para resumir, os fatos importantes que aconteceram na vida dele e que jamais imaginei que pudesse ter qualquer ligação:
Arthur teve refluxo.
Arthur teve vários resfriados que foram tratados, por muitos meses, como alergia, lembram?
E antibiótico em cima de antibiótico.
E depois, já com dois anos, ao ser encaminhado para o alergista e descobrirmos que não era alérgico a nada, foi que descobrimos o aumento da adenóide.
E teve a otite (ou as otites) tratada com antibiótico.
E teve o rompimento do tímpano, que eu achei que seria algo gravíssimo e pediatra ou otorrino (não me lembro quem) disse não ter problema uma vez que o tímpano regenera.
E...
E...
Enfim.
“Existe a ética profissional, né? Minha ética é com meus pacientes. O que eu vejo até aqui é uma sucessão de equívocos”. Foi como a Kenia iniciou o seu discurso após perguntar pela vida do Arthur desde bebê.
Do mais importante e esclarecedor que ela disse:
"O nariz e o ouvido estão ligados. Se há qualquer problema no nariz, automaticamente o ouvido é afetado.
Se ele teve otite média aguda, ele teve perda temporária de audição.
Se ele teve o rompimento do tímpano, o que é pior, já que o mesmo leva até 6 meses para se regenerar, significa que ele ficou 6 meses sem ouvir direito. Isso para uma criança em fase de desenvolvimento da fala é crucial. Se ele não ouve, não fala. Não aprendeu a falar no tempo certo, só com a terapia fonoaudiológica para resolver. E isso demorou muito..."
A pediatra não viu. O otorrino não viu.
Enfim.
Não significa dizer que ele não é autista. Até porque ela se baseou nos fatos que nós passamos. Um ou outro detalhe pode ter ficado de fora. Mas ela também viu vídeos dele no meu celular (inclusive esse aí de baixo – Pop Pop) e ela dizia o tempo inteiro: “Como ele pode ser autista? Olha só... interagindo com a prima... buscando o olhar dela o tempo inteiro... posso estar errada, mas não vejo qualquer sinal”.
Outra coisa, nenhuma criança autista daria uma resposta tão rápida a um tratamento fonoaudiológico. No caso do Arthur, ele não tem nem 6 meses de fono, e os avanços são nítidos, motivo pelo qual ela incentivou que continuemos normalmente com as sessões semanais com a Paulinha.
Com relação à interação com os amigos ela pediu que eu solicitasse à escola um vídeo onde ele estivesse em grupo para que ela visse essa falta de interação. E foi bem clara: “É claro que o atraso de fala influencia muito. Mas se ele também tem conhecimento superior ao que está sendo dado em sala de aula, é óbvio que ele não vai ter estímulo ali. E o afastamento dos amigos acaba sendo o reflexo do tédio em que ele se encontra. A escola já levantou a possibilidade de mudá-lo para uma turma acima? Porque se existe mesmo essa inteligência acima do normal, é preciso ter muito cuidado em trabalhar isso nele. Porque o que pode ser ótimo para o futuro dele, também pode ser péssimo se não trabalhado corretamente. Se bem trabalhado ele pode vir a se transformar num grande profissional. Se não, ele vai ser tachado sempre como o CDF da escola, o egoísta, o arrogante”.
E olha que minha amiga blogueira Kika já tinha dado a mesma opinião no post em que falei sobre a reunião com a coordenadora:
“Oi Sandra. Posso dar meu pitaco?
Tive um problema bem parecido (eu mesma) não a Catharina. Porque vc não experimenta pular ele um ano na escola ? Pq se ele conhece letras (assim como a Cath),e tem conhecimentos que não são da sua faixa etária, pode estar ENTEDIADO dos colegas. A Cath faz 4 anos semana que vem e está no Jardim II. Não sou pedagoga, mas a minha filha também reconhece as vogais (como li num post aqui) e tem conhecimentos, pelo que li, no mesmo nível do Arthur. desculpe estar me intrometendo, mas pense com carinho nessa possibilidade.”
Enfim...
A Kenia disse que precisaria de pelo menos uns três encontros com o Arthur para fechar um diagnóstico e emitir um relatório. E o primeiro encontro foi na última quinta feira, 20/05. Sem eu ou o Adriano na sala. Aliás, ela indicou que eu nem o levasse. Apenas o pai.
Saíram de lá e foram ao meu encontro mas Adriano não sabia me dizer o que havia acontecido dentro da sala. Arthur também não me disse, óbvio! rs
Podem imaginar minha ansiedade né? Será que correu tudo bem? Será que ele chorou? Será que interagiu com ela? Quais as primeiras impressões que ela teve? Aff! Teria que esperar até a próxima semana...
Mas aí, no dia seguinte, sexta-feira, estávamos eu e Rô trabalhando na decoupage e quem chega? Kenia.
Nem acreditei! Desde o nascimento do Davi (há um ano atrás) ela não ia na casa da Rô!
E então, antes que eu pudesse pensar "pergunto ou não pergunto?" ela já foi falando que iria me ligar pra falar do quão impressionada ficou com ele, que ele não chorou, que ele interagiu e pediu sua ajuda em determinados momentos, que em outros momentos ele sorriu pra ela, que ele realmente é muito inteligente, que os prognósticos são bem favoráveis a ele, mas que de qualquer forma ela estava falando de uma "1ª impressão".
E me cobrou o vídeo dele na escola, para ela poder analisar o comportamento dele junto com os amigos.
Eu já tinha marcado para ontem, 24/05, uma nova reunião com a coordenadora da escola, porque precisava explicar tudo o que estava acontecendo. A minha decepção, o motivo de não ter procurado a profissional que ela me indicou, enfim! Lá fui eu ontem...
Ela me ouviu atentamente, disse que percebeu que eu estava chateada, que uma das professoras leu aqui no blog sobre nossa última reunião e falou com ela sobre minha opinião (onde eu dizia estar cansada do assunto, de ser chamada pela escola, etc) e ela veio aqui no blog também, e no meio de uma coisa e outra fez o mesmo que eu fiz, jogou o nome da profissional no google e levou o mesmo susto que eu levei. Nas palavras dela: "Sandra, a palestra que eu assisti foi sobre interação. E foi só por isso que eu a indiquei para você. Eu também não sabia que ela é especialista em autismo. Se soubesse, é óbvio que te prepararia..."
Acho que no momento realmente não cabe mais o "sabia ou não sabia". Questionamentos a essa altura do campeonato nem me interessam mais. O fato é que ele já está sendo analisado e acho que vai ser bom mesmo descartar a dúvida. Ou não. Pode ser que novos fatos aconteçam. Novos profissionais podem ser solicitados. Algo está errado, eu sei. Ainda que seja só uma timidez muito grande e que precise de uma intervenção psicológica para ele passar a interagir com os amigos da escola.
Com relação a mudar ele para uma turma superior ela disse que não pode. Por lei. Regras do MEC. Ou algo assim.
Com relação ao vídeo, ela também disse que não tem autorização dos responsáveis das crianças para liberação desse tipo de material. Mas que de qualquer forma conversaria com a Karla (dona da escola) sobre a possibilidade.
E foi isso. Saí de lá tranquila e com o coração aliviado. Nada como um desabafo sincero.
Porque eu demorei a postar sobre isso?
Bem, primeiro que o tanto que eu li e ouvi a respeito me deixaram totalmente tonta.
Se eu tenho dúvidas se ele é? Não. Eu tenho certeza que ele não é. Mas (de novo esse “mas”) como não é a primeira vez que esse assunto é abordado e essa pulga se instala atrás da minha orelha, eu acho mesmo melhor que alguém que realmente tenha estudado a respeito me diga: “Ele não é!”
E se ele fosse? Faria diferença?
Com certeza não. Eu continuaria amando-o como sempre amei. Talvez até mais, se é que ainda é possível esse amor aumentar... mas enfim!
Como disse minha amiga Pati (que passou a vida inteira ouvindo a respeito já que a mãe, psicóloga, estudava sobre o assunto – e eu nem sabia disso!) caso ele fosse, seria num grau tão baixo, mas tão baixo, que só o que eu já tenho feito por ele seria suficiente para ele crescer e se desenvolver normalmente.
Nas palavras dela: “Autista não é o menino do filme. Não é o que a gente está acostumado a ouvir por aí”. E nisso a Kenia concordou: “A Internet ajuda e muito, mas o tanto de informação que a gente encontra – e na maioria das vezes só aparecem as negativas - só serve para nos deixar mais confusos”.
Nessa quinta feira ele tem a próxima consulta com ela e eu volto aqui para relatar as suas novas impressões, caso eu tenha acesso a elas.
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Hoje, terça feira, o que eu quero mesmo, é que Papai do Céu esteja olhando pro Davi, meu afilhado lindo, filho da minha amiga/irmã/comadre/madrinha/sócia Rô, que foi internado ontem com a descoberta de uma pneumonia e está no hospital esperando vaga para um CTI infantil. Isso porque tem plano de saúde...
Senhor, olhai por ele!