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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Algumas coisas sobre eu e ele

Sobre mim:
Incentivada pela amiga blogueira Simoni (a mesma do bazar on line, lembram?), entrei numa paixão louca por esmaltes.
Numa única semana adquiri 7 vidrinhos novos... ainda estou me perguntando para que tantos se durante a semana eu só posso usar 01 cor... enfim! Quem é mulher sabe do que estou falando! rs
E para mim está sendo ótimo voltar a cuidar de minhas unhas, uma vez que essa história de decoupage acabaram, literalmente, com elas.
Nas últimas semanas eu já nem as pintava mais, o pensamento era: "Para que se daqui a dois dias a tinta acabou com o esmalte todo?" e com isso a unha enfraqueceu...
Agora não...
Sou uma nova mulher! hahahaha
E por falar em decoupage, a própria Simoni "reclamou" que eu não avisei aqui no blog que faço artesanato...
Pois bem, vocês também me encontram aqui:
E no próximo dia 15 comemoro 10 anos de casamento. Preciso pensar em algo no melhor estilo BBB (bom, bonito e barato).
E no dia 18 serei madrinha de casamento da minha querida Jacque. Conhecem, né? Amiga/irmã/comadre... então... Vai ser A FESTA!  

Sobre Arthur:
Semana passada eu consegui escapulir para assistir mais uma aula de natação. Coisa mais fofa, mais gostosa de se ver a paixão louca que ele desenvolveu pelo Tio Paulinho.
E fala demais a aula inteira... são 30, 40 minutos repetindo tudo o que o tio fala. 
No sábado Adriano precisou ir pra loja e seria a primeira consulta (agora oficial) com a Kenia. Acordei Arthur e falei: "Vamos de ônibus pro consultório da tia Kenia". Nunca vi tamanha empolgação!
Ele foi de casa ao consultório (em outra cidade, necessitamos pegar 2 ônibus) pulando e repetindo: "...de ônibus na tia Kenia...".
Abre parenteses:
Ele simplesmente AMA andar de ônibus!
Fecha parenteses.
Chegamos um pouco mais cedo que o horário marcado e eu bem que tentei ficar lá embaixo, olhando as vitrines das lojinhas da galeria, mas quem disse? Ele me puxou forte para a portaria e apontou: "Tia Kenia, mamãe!". Então tá, né? Subimos e Kenia ainda não havia chegado. Na frente do Arthur já tinha uma criança aguardando. Para passar o tempo, dei-lhe corn flakes. Nisso ela chegou e ele rapidamente lhe deu a mão. Docemente ela falou: "Oi, Arthur. Olha só, a Jéssica está na sua frente... Come seu biscoito que vai ser o tempo da tia falar com a Jessica, tá bom?"
Mais que depressa ele devorou o pote de corn flakes e ao terminar me puxou pra porta dela, como quem diz: "ela falou que quando eu terminasse de comer me atenderia..." rsrsrs
E lá vou eu explicar que a gente tem que esperar, que ainda não é a nossa vez, etc, etc.
Ao terminar a consulta com a menininha, Kenia já saiu rindo do consultório: "E aí, Arthur? Vamos?" e nem finalizou a frase - ele já estava lá dentro!
Consulta de 45 a 50 minutos que passou voando. Do lado de fora não dá pra ouvir muita coisa. Do que entendi é que ela trabalhou o som de algumas sílabas - sa, se, si, so, su, por exemplo. 
Ao invés de irmos pra casa, fomos bater perna com Vovó Quinha no centro comercial da cidade. Definitivamente, já dá para sair sozinha com ele na boa! Sem estresse! Cresceu o meu moleque!
E ele está num fase de recortar/colar incrível, que só não é mais divertida por conta do trabalho que dá para limpar depois... rs
Está bem falante também. Estou me policiando a fazê-lo criar frases e não acatar um pedido com apenas uma palavra: "biscoito", por exemplo, não é acatado. Ele tem que dizer: "mamãe, quero biscoito" ou "me dá biscoito, mamãe!" e então a gente solicita e ele fala.
Outra coisa legal é que ele já está puxando o assunto... se vamos numa festa, no dia seguinte ele se lembra de fatos: "foi na festa da Giovana, foi no pula-pula, comeu pizza, comeu bolo..." sem que a gente pergunte nada.
No sábado demos nossa contribuição ao Mc Dia Feliz e ele devorou TODAS as batatas fritas da mesa... a dele, a minha, a do pai e até a da tia Belina... hehehe. E então amanheceu no domingo: "Foi no McDonalds (claro que falou de um jeito que demoroooou para entendermos... rs), comeu batatinha..." 
Vale lembrar que, apesar da dieta, em dias especiais eu fecho meus olhos e libero as guloseimas. Ele vai comendo e eu vou rezando... rs   
No domingo eu tive que rir sozinha... ninguém para testemunhar...

"O que é isso?" ele perguntou por alguma coisa que eu não lembro o quê. Depois que eu disse o que era ele repetiu a palavra e acrescentou: "huum... legal!"
Tããããão bom, enfim, presenciar o desenvolvimento dele...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dia dos pais na escola

Acabei deixando passar um tempão pra postar sobre a festa do dia dos pais na escola. Mas também... é difícil relatar emoções quando não se está presente... Na escola do Arthur não é permitida a entrada de mães na festa dos pais. E vice versa.
Fiquem então com as fotos e o vídeo.
[Adorei o desenho... o papai tá bem claro aí, e eu, será que sou um desses?]
[entregando o presente]

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Bem vinda à Holanda

“Esperar um bebe é como planejar a fantástica viagem com que você sempre sonhou para Itália. Você compra um monte de guias e faz planos maravilhosos.
O Coliseu. O David de Michelangelo. As gôndolas em Veneza. Você pode aprender frases úteis em italiano. Tudo é uma festa.
Depois de meses de expectativa, finalmente chega o dia da viagem. Você entra no avião e algumas horas depois a aeromoça diz: bem vinda à Holanda. Holanda?! Como assim, Holanda? Você se espanta. Meu vôo era para Itália, sonhei a vida inteira em ir para Itália! Mas houve uma mudança no plano de vôo. Aterrizaram na Holanda e este é seu destino agora. O importante é que não te levaram a um lugar horrível e desagradável, cheio de epidemias, fome e doença. É só um lugar diferente.
Então você tem que sair e comprar novos guias. E aprender uma língua nova. E conhecer pessoas que você jamais teria conhecido. O ritmo é mais lento que o da Itália; a luz menos brilhante. Mas depois de estar lá por algum tempo, toma fôlego, olha em volta e começa a notar que a Holanda tem moinhos... e a Holanda tem tulipas. A Holanda tem até rembrandts. Mas todo mundo que você conhece foi e voltou da Itália contando maravilhas do tempo passado lá. Pelo resto da vida você dirá: era para lá que eu deveria ter ido. Era isso que eu tinha planejado. E a dor do seu coração nunca, nunca mesmo, irá embora completamente... porque, afinal, a perda desse sonho é muito significativa. Por outro lado, se você passar a vida inteira lamentando o fato de não ter ido a Itália, talvez não possa descobrir e aproveitar o que existe de tão especial em todas as coisas adoráveis que há na Holanda".
Emily Perl Kingsley – quando questionada como é ser mãe de uma criança especial.
***
Foram 6 consultas. Duas comigo e Adriano. Quatro com o Arthur.
Na segunda feira foi a última. Somente eu, Adriano e ela – Kenia.
Papo longo de quase três horas. Mas não para ouvir uma temível conclusão. Essa, graças a Deus, ela já havia me dado por telefone.
O papo era para falar como foram os quatro encontros com ele; o que ela percebeu de avanço; como foi seu progresso; o que ela sentiu ser a maior dificuldade dele; o que devemos fazer para ajudá-lo...
Enfim, o relatório de avaliação dela diz tudo:
Arthur, com 4 anos e 5 meses de idade, cursando o Jardim 1, veio encaminhado para fins de diagnóstico preciso; justificado por desenvolvimento tardio da fala, além de socialização inadequada.
Foi, neste Centro, submetido a período de avaliação (04 sessões, mais entrevista com os pais), a partir da qual concluí tratar-se de Atraso de Linguagem, sem comprometimento simbólico; caracterizado por defasagem linguística oral, tanto compreensiva quanto expressiva; sendo esta última a mais comprometida.
Considerando seu grau de “empatia”; condição plena para subordinar-se às intervenções verbais do “outro”; pré-disposição para contatos: verbais; lúdicos e sócio-afetivos e capacidade de manter atenção conjuta; podem ser descartados quadros mais severos, conforme já suspeitado, de Transtorno Invasivo do desenvolvimento (sendo o autismo uma delas).
Há indicativos suficientes de que sua qualidade auditiva, justifique o início tardio da fala; alteração esta ocasionada pelos inúmeros acometimentos de ordem alérgica; afetando diretamente as estruturas (nariz, ouvido e garganta) e funções (respiração; deglutição e fonação) do sistema estomatognático. Este fato, somado ao não estabelecimento de estratégias de mediação, entre ele e o “outro”, concorreram significamente, para o quadro em que se encontra.
Cabe acrescentar, que seu potencial cognitivo é íntegro; o que o coloca apto a prosseguir nas séries escolares, sem restrição; desde que com a intervenção especializada cabível.
É imprescindível que seja dado prosseguimento ao trabalho fonoaudiológico, em paralelo ao processo escolar, até que os níveis de estruturação lingüística (sintaxe, semântica e morfologia) estejam plenamente equiparados, tanto à idade cronológica quanto á escolar. O que, no caso do Arthur, é totalmente viável, tendo em vista sua integridade intelectual.
Aferições auditivas periódicas, devem ser mantidas, uma vez que ainda há muita suscetibilidade neste sentido e, sem dúvida, será este um dos fatores determinantes do seu desenvolvimento de linguagem e, conseqüentemente, da sócio-afetividade.
Fica recomendada a manutenção do tratamento fonoaudiológico, inicialmente com 01 (uma) sessão semanal, por um período estimado, inicialmente, em 06 meses, com posterior avaliação.
Sem mais.
Kenia Fraga”
***
Arthur não é autista. Ponto.
Por que eu citei o texto de Emily Perl Kingsley? 
Bem... eu sempre soube que ele não era. Meu coração de mãe não poderia se enganar!
Mas ter essa hipótese levantada abalou sim minhas estruturas e embora eu tivesse certeza do contrário fiquei semanas analisando meu próprio filho. A ponto de uma brincadeira comum entre meninos - fazer de qualquer objeto um avião e colocá-lo para voar - me fazer refletir se aquilo seria ou não um sintoma. E meu menino não podia mais brincar de juntar pedrinhas. Nem podia fazer qualquer birra. Nem se mostrar concentrado. Porque ali eu também via os sintomas.
Olha que loucura! Eu mesma coloquei meu filho à prova o tempo inteiro - embora tivesse certeza de que tudo aquilo era normal em qualquer criança. Imagina as pessoas em volta? Duvido se até os mais próximos não levantaram a hipótese... Claro que sim! Mas não posso culpá-los já que eu fiz o mesmo. Imagina na escola? "Será que ele é? Será que não é?" Imagina se não teve gente que disse: "Coitada! O filho dela é autista e ela não quer aceitar..."?
Eu já estava na Itália, já era feliz lá e sei lá por que motivo me mandaram passar uns dias na Holanda. Com que direito?  Eu achei injusto ir, mas fui. Sofri na ida. Conheci pessoas pela internet que são tão felizes lá e tentei me colocar no lugar de cada uma delas.
Mas eu voltei. Felizmente voltei. E tirei um lado tãããããão bom disso tudo.
Eu amo meu filho. Do jeitinho que ele é. Independente de como e onde a gente vá estar. Seja na Itália. Seja na Holanda. E ponto.
E que não haja mais ninguém para duvidar disso e me mandar de novo para terras desconhecidas. 

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Resumindo

Vamos de rapidinhas:
Domingo retrasado passamos o dia no sítio de um casal de amigos, Társio e Rosana.
No meio de tanto espaço ficou difícil para o pequeno decidir se jogava bola, se andava de velotrol, se corria atrás das galinhas, se ia ver os peixinhos no lago, ou se simplesmente corria de um lado para o outro.
Fiquei apaixonada pelo pé de abóboras. Acho que nunca tinha visto um... Arthur com certeza não! rs
E com isso aumentou mais ainda minha vontade de ter uma casa com um quintalzão-ão-ão com muitas árvores para Arthur se trepar e uma hortinha lá no fundo, só minha.
Eu queria, sim...  Acho que ele também!
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Sexta feira passada Arthur teve revisão com a nutricionista.
Perguntinhas básicas dela: Ele se adaptou bem às mudanças? O que ele não aceitou? O que podemos melhorar?
E eu, claro, com minhas dúvidas: qual a diferença entre produtos light e integrais? Qual a preferência de utilização? O que fazer se ele não aceita o farelo de aveia no suco? Pode isso? E aquilo?
Como ela não conhece todos os produtos existentes no mercado, eu me comprometi a guardar as embalagens conforme for utilizando e levar para ela na próxima consulta.
Disse que o melhor é sempre optar pelos integrais, principalmente por causa das fibras.
Falei que ele não aceita outra fruta que não seja banana e maçã e ela falou para tentar dar em forma de salada de frutas. Eu já tinha pensado nisso... inclusive em colocá-lo pra me ajudar no preparo... talvez ele se anime em experimentar.
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Domingo foi Dia dos Pais. Passamos o dia no quintal da Tia Bina e Arthur se esbaldou de correr de um lado para outro. Da onde tira tanto gás???? Só de olhar para ele correndo eu ficava cansada. E então foi nesse dia que eu decidi qual será seu presente do Dia das Crianças.
***
Consegui convencer minha amiga blogueira Simoni a abrir um bazar virtual para vender as roupas/calçados que já não cabem mais no fofo de seu filhote, Hique.
Eu mesma penso em abrir um. Se ainda não o fiz é porque tem muita criança próxima que acaba herdando as roupinhas do Arthur.
Quem é mãe sabe como é caro vestir bem uma criança e algumas roupas acabam nem sendo tão usadas assim.
E então a Simoni se rendeu e criou o blog, e assim que o fez me mostrou em primeira mão. Claro que eu me dei muitíssimo bem! Depois de muita negociação, arrematei nada mais, nada menos que 11 peças e por um precinho digno.
Ainda tem peças disponíveis, corre!
***
Ontem eu consegui chegar a tempo de sua aula de natação.
Incrível como ele criou vínculo com o Tio Paulinho...
Quando chegamos o tio já estava dentro d’água e ele quase se jogou lá dentro (de roupa e tudo) tamanha euforia em revê-lo.
E foi emocionante ver o carinho com que o tio o trata e como ele responde de imediato aos comandos dados. O tio não só dá o comando, como incentiva e vibra a cada etapa cumprida: "É isso aí, amigão!", "Muito bem, garoto!". E ontem eu pude entender porque ele chega em casa sempre com uma nova expressão ou cantarolando uma musiquinha nova. Dia desses ele repetia o tempo todo: "Peixinho maluquinho, peixinho maluquinho...", claro que só podia ser coisa do Tio Paulinho. Acho que não vai demorar muito e ele sai das aulas individuais e passa para a turminha, e se antes eu reclamava dele estar nas aulas individuais, eu já não sei se quero vê-lo longe do Tio Paulinho.
Em turma o valor cobrado é inferior e o tempo de aula é de 50 minutos, mas o atendimento não é tão personalizado.
No individual o valor é maior e na teoria o tempo é de apenas 20 minutos. Porém na prática acaba sendo esticado para 30, 40 minutos. E com um atendimento totalmente personalizado. Então eu acho que no fundo quem está em vantagem somos nós... e fora que presenciar o relacionamento entre os dois, não há preço que pague! 

***
Hoje é a Festa do Dia dos Pais na escola.
Recarreguei a bateria da máquina e implorei ao Sr. Meu Marido que fique atento aos detalhes e que filme a apresentação para eu não ficar aguada como fiquei na Festa das Avós. Rsrsrs

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Creche - O fim de uma era

Pois é.
Depois de muito pensar, fazer cálculos, ponderar pós e contras, eu bati o martelo e passei Arthur para o horário regular da escola, meio período.
Foi simples, mas não foi.
Necessitava ver se minha mãe ficaria com ele pela manhã. Se o pai poderia levá-lo no meio do dia. Se a funcionária da loja poderia chegar mais cedo. Se ele ficaria bem. Se... se ... se.
Tinha o lado ruim... ao invés daquele quintalzão todo da escola pela manhã (à tarde ele segue direto pra sala de aula) ele passaria a ficar dentro de casa com minha mãe... e ele não teria a tia Adriana (que quase me matou quando eu levantei a hipótese)... e ele não teria o convívio com as crianças mais novas e mais velhas que ele... e... e...
Mas tinha o lado bom também... ele ia poder acordar um pouquinho mais tarde, ia ter mais tempo em casa, eu economizaria metade da mensalidade (que cobriria o investimento da fono e da natação), e, o que mais pesou na decisão, em casa poderíamos controlar melhor sua alimentação, uma vez que a alimentação da escola estava totalmente inadequada para a atual alimentação dele...

Pausa
Ele fazia três refeições na escola: colação, almoço e lanche da tarde. Quando ele entrou em dieta e eu apresentei o cardápio da escola para a nutricionista, ela levou um susto (e eu também): cachorro quente, pizza, empadinha, pastel frito e brigadeiro são alguns dos itens que me lembro e que constavam no cardápio que eu mesma autorizei (todo início do mês elas mandam para aprovação). Passou despercebido por mim, sabe? E eu assumo a MINHA falha. Não é o tipo de lanche que eu ofereço para ele em casa normalmente e acho muito errado que a escola sirva isso de lanche. Comer nos finais de semana esporadicamente, tudo bem. Mal algum. Mas na escola? Porém não podia reclamar, uma vez que eu assinei aprovando. Fui relapsa esses meses todos e sei lá se não foi isso que contribuiu para esse aumento de triglicerídeos.
Enfim...
Como previsto, a nutricionista condenou a alimentação da escola e eu passei a mandar arroz integral, biscoitos integrais, corn flakes sem açúcar, enfim... coisas que nem são tão caras mas que a escola não teve a iniciativa de oferecer (só para ele?). Falei na reunião escolar e tive apoio dos pais que também recriminaram a alimentação, mas acho que ninguém quis se comprometer e ficou por isso mesmo. Na semana seguinte passei meu desapontamento para a coordenadora com relação aquela alimentação e as respostas que tive foram: "mas sempre foi assim... "mas as crianças gostam...". Sim. Eu sei que gostam. Eu também amo pizza mas jamais vai fazer parte do meu lanche da tarde... ainda que eu não esteja com o triglicerídeo alto. Por que as crianças que não tem, com certeza terão a probabilidade de ter.
Pior que isso é eu imaginar o lanche em conjunto, todos comendo cachorro quente e Arthur não podendo comer porque a mãe chata dele não quer que ele coma... Ela pediu que eu escolhesse: ou deixava arthur vendo os outros comendo o que ele não poderia comer. Ou tirariam ele da sala do lanche (no melhor estilo: o que os olhos não vêem o coração não sente). Optamos juntas em não separá-lo e que nos dias dos lanches "deliciosos e proibidos" eu mandaria algo que ele gostasse muito mais, como corn flakes, por exemplo.
E assim eu pagaria pelo que ele deveria ter direito e ninguém cogitou sequer um desconto por isso. E eu também não pedi. E assim as semanas se passaram. Eu mandando o cereal e vários tipos de biscoitos para serem dados na medida que aparecesse algo "proibido" na mesa. E achando injusto. E só.
Perguntei para a dona da escola se poderia passá-lo para o meio período, como experiência somente, e ela perguntou o motivo. Eu falei do controle da alimentação e ela falou "tudo bem". Não senti uma "vontade de ajudar", sabe? Dizer que reavaliaria a alimentação das crianças, sei lá. Como se não fizessem muita questão. E aí isso influenciou muuuuito para a minha tomada de decisão.
Despausa

Então...
Aí eu ainda fiz outro cálculo... o horário de entrada na escola é 8h mas raramente Adriano conseguia chegar com ele na hora certa, ou seja, menos 01 hora de aula. Após o almoço ele dormia por 1h 30 a 2h, ou seja, menos duas horas de aula. Sendo que em casa ele nem dorme durante o dia, então já não é uma soneca tão necessária assim. Cheguei a conclusão que o horário da manhã na escola não rendia tanto e isso também influenciou.
Aí durante a última semana de colônia de férias eu só avisei pra dona da escola e pronto, estava tudo resolvido. Desde 02/08/10 meu menino estuda em horário escolar, na parte da tarde. É aluno do jardim I. A mochila está levando roupas extras mas somente para uma eventualidade. Não há mais banho antes da saída. A sujeira na roupa do corpo vai indicar suas atividades naquelas 4 horas... se ele brincou de massinha, ou de tinta, ou se esfregou no chão.
E vai levar lanche todos os dias. Ganhou até uma lancheira minúscula do Hot Wheels! Vou ter o trabalho delicioso de imaginar toda a noite o que ele vai gostar de comer no dia seguinte, e para evitar ficar de olho no lanche servido pela escola, estou preparando o dele de acordo, sempre que possível.
Vou até me esforçar para fazer um bolo nas quintas feiras, já que toda a sexta a escola oferece bolo.
Ah sim, e teve uma coisa mais positiva ainda!
Não sei se por minha causa, ou se mais alguém reclamou, o fato é que o cardápio da escola desse mês veio totalmente modificado. Nada mais de cachorro quente, pizza, empadas e brigadeiros.
Engoli a minha lamentação "puxa... não podiam ter feito isso antes?" e fiquei feliz deles terem aceito a crítica e feito as modificações. Bom para os que permanecem e para o Arthur que não vai se sentir diferente vendo os outros comendo e ele não.
E então é isso. O sentimento é de que acabou mais uma etapa na vida dele. O próximo passo será passá-lo para uma escola maior, definitiva. Da onde só sairá para a Universidade. Mas deixemos isso para um pouco mais a frente!