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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Natal

Bom demais ficar em casa e fazer nada - exceto dar atenção integral para o menininho que anda um grude só com a mamãe.
E como tá levado, meu Deus! E desfila de um lado para outro da casa pulando como pipoca: "pula, pula, pula!". Para trocar de roupa tá um sacrifício danado!
Ontem para pegar uma bola embaixo da cama ele rastejou igual uma cobra e conseguiu se virar sem qualquer ajuda. Eu fiquei só olhando já prevendo que ele fosse entalar... quebrei a cara!
Já aprendeu a dar o repeat no windows media player, e por umas 447 vezes eu assisti ao vídeo que fiz da apresentação da escola - "Eião"  (leão) é como ele chama.
De Natal, como sempre, ganhou muitos brinquedos (peão luminoso, carros, jogos, lousa do filme "carros" e até um posto aquático que ele se esbaldou de brincar. E por conta disso sentamos ontem para separar alguns dos brinquedos usados para doação. Bom demais imaginar que faremos algumas crianças felizes. O que para a gente é tão pouco pode fazer tanta diferença para uma criança.
Minha intenção é levá-lo no próximo ano a alguma intituição para que ele mesmo faça as doações. Acho que até lá ele já deve ter algum entendimento a respeito.
E então nosso Natal foi assim.
De paz, em família e com muita comilança!
Teria como ser melhor?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Consulta

A última consulta aconteceu na semana retrasada e eu acabei não postando por conta da correria habitual.
Só para registrar, Arthur permaneceu na mesma linha de peso, sem bater os 13 kg - está com 12.855g e permaneceu nos 97 cm.
Pediu para mantermos o leite semidesnatado e mandou incluir farelos nas refeições.
Disse para ela que ele continua rejeitando o nescau mas que já aceita o nesquik e então ela mandou substituir pelo Nutren Active morango que é mais nutritivo.
Substituiu o beneroc pelo suplan (2 x ao dia) e continuou com o cewin (15 gts) + própolis (5 gts).
Do mais, conversas diversas sobre desenvolvimento, alimentação e peraltices.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

Ufa! Não poderia chegar no dia 25 sem passar por aqui e desejar a todos uma noite muito feliz!
Que Menino Jesus nos abençoe não só no dia de seu aniversário, mas para todo o sempre!
E que Papai Noel  traga muitos presentes! Ho ho ho!


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A festa de encerramento

As tias já diziam que a coreografia estava, literalmente, na ponta dos pés. Que no ensaio só dava ele. Que bastou o primeiro dia de ensaio para ele já estar ensinando para os outros amiguinhos.
Em casa também. Bastava imitarmos um leão ou simplesmente iniciar o refrão de "hatuna matata" e ele automaticamente iniciava o show. Lembram da música do filme "O Rei Leão", né? Essa mesma!
Só que assim... depois de tantas apresentações frustradas para mim, eu passei a não criar qualquer expectativa. O que viesse seria lucro.
De qualquer forma aceitamos a dica de nos esconder na hora da apresentação e foi a melhor coisa que fizemos. Ele deu um show!!!!
Pedimos um pai que sentou ao nosso lado para filmar e eu juro que não acreditava no que via... ele era o único que executava a coreografia de forma exemplar!
Reparem nos meus gritos ao fundo... hehehe


É muita emoção para uma mãe só!


É ou não é o leão mais lindo que existe?
Na continuação teve a chegada do Papai Noel, que é outro ponto alto da festa e ele ficou de olhos atentos para o barrigudo de barba branca.


Depois se sentou na plateia esperando sua vez de ser chamado pelo Bom Velhinho. Foi, recebeu o seu presente e ainda posou para as fotos.




E é por isso que eu acho que o Natal acaba se tornando mais colorido quando temos em casa uma criança. Até eu ando contando os dias para o dia 25 chegar... rs

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Carta para Arthur

Filho,

Tem dias que a mamãe ensaia em te dizer algumas coisas. Na verdade quase 4 anos!
Antes de você nascer, rascunhei uma carta, que sei lá porque motivo não chegou a ficar pronta.
Agora, com a proximidade de seus 04 anos de vida, resolvi arriscar...
É fato que você deixou de ser o meu bebê. Eu nem percebi... mas aconteceu!
Basta olhar uma foto sua e me espantar em como aquela fofurice de bebê ficou para trás. As perninhas grossas, o rostinho rechunchudo, as bochechas boas de apertar!
Basta ver que você já não cabe no meu colo - tudo bem que isso nem é muito difícil em se trantando da baixa estatura da mamãe... mas enfim!
Dia desses eu te aninhava nos meus braços e te ninava até que pegasse no sono.
Agora não. É dar banho, colocar pijama, escovar os dentes e você mesmo toma a iniciativa de correr para a cama (a nossa) e dormir...
Não sei quantas vezes na noite a gente precisa te devolver para o seu quarto. A gente insiste em te devolver. Você insiste em voltar. Determinado de que é ali, entre eu e seu pai, o seu lugar. É sim, filho. Seu lugar é entre a gente. Mas não durante a noite... e eu sei que você vai acabar compreendendo isso... mais cedo ou mais tarde!
Tá bom, tá bom! Eu confesso que é uma delícia dormir com você, sentindo sua respiração e seu corpo tão pertinho do meu. E eu acho que você é tão esperto que já percebeu o quanto eu gosto e por isso tá sempre voltando.
Sim! Você é muito esperto! E é tão inteligente que a gente acaba se espantando algumas vezes. As tias da escola já desistiram de se surpreender com suas façanhas! Reconhecer todas as letras do alfabeto, os números, as formas geométricas, as cores. A maioria delas nem trabalhadas na turma ainda...

Na consulta com a neuropediatra ela nos alertou ao fato de que devemos tratá-lo como um menino de quase 4, e não como um bebê. Quem disse que isso é fácil para uma mãe? Por mais que eu queira, me recuso a aceitar o fato de que daqui a pouquinho terei que te pegar a força para dar um beijo.
E eu te beijo muito, filho. Como gosto de te beijar. E torço sempre para que você esteja naqueles dias em que me pega pelo rosto e me dá vários beijinhos de leve, alternando as bochechas, dizendo: "outro, outro, outro"
De uns dias para cá você tomou gosto pelo abraço. Não é à toa que no relatório anual da escola, a última frase que tia Ju escreveu foi: "Sentiremos falta do seu abraço"
Não quero estar viva se tiver que dizer essa frase para você! Não sei o que seria de mim sem ele.
Aliás, quem eu era antes de você? Qual era a graça que havia em chegar em casa e não ser recebida com esses olhinhos brilhantes e esse sorriso iluminado?
Não me lembro, filhote... Juro como não lembro!
Você anda um grude só comigo. Não sei se pelo fato de andar muito ocupada com os trabalhos de decoupage - que tem me afastado de você durante a semana, é bem verdade. O fato é que ao me buscar na casa da Tia Rô com o papai, você gruda nas minhas pernas como que com medo de eu fugir.
Com o papai não é muito diferente, não. Basta ouví-lo ligar o carro para correr em sua direção. E ai dele se não tiver a intenção de levá-lo junto! Você já entra sozinho no carro e já senta na sua cadeirinha. Acho que não vai demorar muito para você mesmo se prender - ou se soltar - do cinto.
O problema tem acontecido quando precisamos nos separar. Eu e você, do papai. Ou você e o papai, de mim. Você simplesmente não aceita que sejamos dupla. O que por um lado eu acho bom, já que nos força a ser um trio full time.
Você iniciou tratamento com a fono e está num momento in love com a "tia poinha". Ainda que recente, a gente já percebe o seu progresso.
Ela pediu que eu separasse fotos de várias pessoas de seu convívio para ver como você as nomeia. E foi nesse dia que eu revi suas fotos de bebê...
Eu olhava aqueles álbuns, aquele tanto de fotos que registraram um momento nem tão distante assim, mas que já me deixa com tanta saudade. Quando foi que você deixou de ser o meu bebê, hein? Por outro lado, também olho para o presente com satisfação. Tem tanta coisa legal acontecendo. Você tem descoberto tantas coisas...
Você é um molequinho! Lindo e saudável!
Tem pouco tempo que aprendeu a chutar com mira. Até então chutava de qualquer jeito, jogava a bola para o alto, com as mãos. Agora não! Ensaia bem antes de dar o chute definitivo. E quer mesmo é fazer o gol!
Semana passada foi a festa de final de ano da escola. Eu já sabia que sua turma representaria o filme: "O Rei Leão" e bastava eu simular o som do animal e você imediatamente começava a dançar. Por vezes te peguei ensaiando sozinho, mas não criei qualquer expectativa, uma vez que você é tímido e não gosta mesmo de dançar em público. De qualquer forma, segui os conselhos das tias e procurei me esconder na hora da apresentação. E não é que você dançou? Filho, você não tem ideia do quanto emocionou a mamãe dançando para aquele monte de gente! E você foi perfeito! Arrasou na coreografia! Ouso dizer que você foi o melhor da turma. O leão mais lindo que eu já vi! rs.

Agora você pegou gosto pela piscina. Basta ver seu pai aspirando e tratando a água que já corre na gaveta e escolhe a sunga que vai colocar.
Também compreende que só pode entrar se estiver com a bóia. E acho que não vai demorar muito para estar entrando sem elas também.
Está num vício danado de "batavinho" (ou qualquer outro leite fermentado) e tem sido difícil te convencer de que só pode tomar 01 por dia.
Enrolamos um bocado para montar a árvore de Natal. Ora não tínhamos tempo. Ora não estávamos com saco. Enfim... montamos!
Você arrastou sua cadeirinha e colocou na frente dela... Coisa mais emocionante presenciar o seu encantamento com as luzes piscando! E diferente dos anos anteriores, não tem mexido em nada. Apenas aponta com os olhinhos brilhantes: "bolinha, ursinho, anjinho, Papai Noel..."
Daqui há alguns dias você completa os seus 04 anos. Esses que você já conta com tanto entusiasmo nos dedinhos das mãos. Junto com você, também eu comemoro.
Comemoro por ter comigo esse menininho lindo que me transformou no que eu mais sonhava na minha vida: ser mãe!
Filho, não tenha pressa de crescer não! Aproveita sua infância. Faça muita bolinha de sabão. Se não tiver um pula-pula disponível, aproveite a cama da mamãe. Jogue muita bola. Pule muito naquela piscina. Dance muito ao som de Diego e Dora. Curta essa fase tão importante de viver sem se preocupar com nada além de ser feliz e brincar.
O resto? Ah, filho! O resto é só o resto. Deixa que mamãe e papai cuidam disso por você!
Ah sim! Mamãe te ama, viu? Muito.
Você não tem ideia do quanto!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Neuropediatra

Semana passada consegui marcar para sexta feira (27/11) a consulta com a neuropediatra, Dra. Claudia Miranda.
Muito boa, enquanto ouvia o que nos levava até ali, já pestava atenção em todos os movimentos do Arthur.
Perguntou como era nosso relacionamento como casal. Se brigávamos. Se ao chegar em casa dávamos atenção para ele ou íamos pra computador, TV, cozinha, etc. Se tinha alguém na família que o mimava além da conta. Se tinha alguém na família que tenha falado tarde. Se ele é atento. Se é disperso. Se tem contato com outras crianças, etc, etc, etc.
Fez testes com Arthur. Fez perguntas do tipo "onde está seu nariz, sua cabeça, sua boca, seu pé..." e ele mostrou tudinho. Perguntou se poderia comer um de seus biscoitos e ele prontamente respondeu: "nãão". O chamou diversas vezes pelo nome e com a falta de resposta dele eu falei: "Arthur... a tia tá falando com você" e ela me censurou: "Deixa ele falar, mãe... ele tá me ouvindo..."
E então, depois de fazer os testes e de ouvir nossas respostas, explicações  e nosso "desabafo" de não entender, até aquele momento, o que estávamos fazendo ali, ela começou a falar:
Disse que de fato não via nenhuma indicação para tratamento neurológico. Nenhuma!
Disse que de cara via ali uma criança tímida, mas que nada tem de surdo. Inclusive disse que era desnecessário até ter feito o bera.
Que a adenóide nunca, jamais, em tempo algum, seria motivo para atraso de fala.
Disse que nossa ansiedade em ouví-lo, acaba sendo maior que a dele em falar.
Que chegou a hora de o tratarmos como um menino de quase quatro anos e não como o bebê da casa. Só porque ele não fala, não significa que tenha a mentalidade de bebê.
Que talvez seja a hora de dividirmos a atenção com outro bebê. (oi?)
Que precisamos deixar que ele se vire sozinho. Que corra riscos. Que leve castigo, se necessário.
Que precisamos tampar ouvidos para opiniões alheias. Que muita gente falando o que fazer acaba atrapalhando. Principalmente as opiniões dos não profissionais. Leia-se: família.
Que ele vai falar, mais cedo ou mais tarde. Mas que a ajuda da fono é altamente necessária.
E então assim. Algumas das coisa que ela falou eu simplesmente ignorei, como ter outro filho, por exemplo. Também não acho que o trate como bebê, ainda que o vigie enquanto está no quintal - não vou deixá-lo solto em um quintal cheio de escadas e piscina. A atenção extra que dou não vejo como mimo, e sim como compensação de passar o dia inteiro fora. E nem é sempre, já que em tempos em que nem empregada eu tenho, os afazeres de casa são feitos por mim, at night.
Agora concordo sim, que muita opinião alheia acabou me deixando ansiosa.
Até os três anos eu segui o mantra de que era normal o atraso por causa da adenoide. Os três anos vieram e a fala não. E com isso todo mundo falando: vai ver isso... fulaninho é menor que ele e já fala tudo... tem que levar pra fono... tem que fazer isso... e aquilo...
E nisso eu concordei com ela: a partir de agora meus ouvidos estão tampados.
Minha parte eu fiz - levei em TODOS os médicos solicitados.
E minha parte continua - ele vai continuar com a fono e os estímulos em casa continuarão como antes. Embora não pareça, ele é muito estimulado sim.
Mais do que isso, eu não posso fazer...
Para finalizar ela pediu que retornemos com ele daqui a seis meses, quando, segundo ela, ele já estará falando e conversando de um tudo.
Tomara!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Fresquinha

Ontem teria fono, mas era aniversário da avó da Paulinha e ela me pediu para alterar a sessão para hoje.
Então cheguei em casa e Arthur ainda estava elétrico.
Pausa
É incrível como ele chega com as baterias recarregadas da escola. Conheço muitas crianças que chegam e apagam. Arthur não! Ele vem com a corda toda!
Despausa
Correndo de um lado pro outro. Pulando sem parar. Foi para a beira da piscina e eu achei justo ficar um pouco lá com ele, já que ando meio "ausente" dele por causa da decoupage.
Então ele pegou uma bola  e jogou dentro da piscina. E me chamou:
- Mamãe, a bola tá na piscina!
E não tinha ninguém perto da gente pra me beliscar e confirmar que do nada ele disparou, sozinho, sua primeira frase inteligível!
Depois de pegar meu queixo no chão, comecei a fazer frases simples para ele repetir:
  • O papai está trabalhando.
  • A Deidei está no computador.
  • A vovó está costurando.
  • A manga está no lixo.
E ele repetiu tudinho.
Acho que não pagarei muitas sessões de fono, não... rs

*Pausa/despausa by Lu Brasil.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fonoaudióloga - a primeira sessão

O nome dela é Ana Paula. Ou Paulinha, para a gente lá de casa. Ela é filha de uma prima de minha sogra e só para se ter ideia, nos seus quinze anos eu estava lá (abafa que eu estou mesmo ficando velha! rsrsrs) ainda como namorada do Dri.
E então ela cresceu e fez fonoaudiologia. E desde que começou essa lenga lenga de fono eu já tinha o nome dela como minha primeira opção.
E na comodidade dela estar pertinho, e melhor, ir em casa, nem pensei em procurar outra.
Na semana passada ela foi lá em casa só para preencher a ficha de anamnese (identificação e questionário sobre o estado de saúde) e estabelecer um primeiro contato com arthur. E marcou a primeira sessão para ontem.
Sinceramente não achei que o primeiro dia fosse ser tão fácil como foi.
Ela chegou com desenhos e tinta gouache e no momento que ele viu tratou de largar a bolinha de sabão e foi se sentar com ela na sua mesinha.
Iniciaram a sessão perto de mim, que estava com a Rô trabalhando na área de serviço. Depois ela achou melhor continuar no quarto dele, mais calmo e confortável.
Não fiquei bisbilhotando (até porque não tinha tempo), mas em nenhum momento ele "pediu pra sair" - rs. Ele adorou tudo o que ela trouxe e nem quis saber do seu próprio material (que eu havia separado antes do inicio da sessão - livros e brinquedos didáticos), quis mesmo foi fuçar o que ela tinha. Rs
No final ela me passou a primeira impressão:
1. Disse que ontem trabalhou apenas com os animais e que ele reconheceu todos;
2. Achou interessante o fato dele ter se referido a vários jacarés no plural: jacaréS;
3. Disse que percebe nele a dificuldade em dizer as palavras com bilabiais (As consoantes que têm o som formado pelo encontro dos lábios: /p/, /b/, /m/.);
4. Pediu que eu cole os desenhos que ele pintou em um caderno de desenhos.
E foi isso. Semana que vem tem mais!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mudando de assunto

E voltamos à programação normal desse blog!
Enquanto estamos a volta com agendamento de neuropediatra e entrevista com a fonoaudióloga já marcada para amanhã lá em casa mesmo, deixa eu registrar aqui as ultimas novidades.
De bolinhas para ser mais rápido, tá?

  • Arthur desapaixonou do Discovery Kids. Achei que nunca fosse acontecer, mas bastou ele conhecer o Nick Jr (que não tem lá em casa, só na vó Quinha) que passou a desprezar a turma dos Backyardigans, Hi-5, Charlie e Lola e até o Mister Maker!

  • A culpa é toda de um casal de primos: Diego e Dora. Tá numa paixão avassaladora. Tia Rosana resolveu meu problema em não ter Nick Jr e o presenteou com 3 DVDs que estão, literalmente, quase furando de tanto que tem rodado no aparelho lá de casa. Estando na casa da avó é melhor ainda, pois além do Diego e da Dora, tem ainda os Super Fofos.
  • Para me sacanear, sempre que eu chego em casa ele vem ao meu encontro com a cara mais marota do mundo: "chiclete quer...." só para me ouvir repreendê-lo: "chiclete nããããão pode!" e morre de rir!

  • Aprendeu definitivamente o significado da palavra "não". "Arthur vamos tomar banho?" "Não!" "Vamos jantar?" "Não!" "Vamos dormir?" "Não!" "Me dá um beijo?" "Não!" E é um "não" em tom decidido, como se não tivesse volta... Ah garoto!

  • No último sábado teve festa de uma amiguinha da escola e tia Dri estava lá. Foi agarrá-lo e ele: "Sai fora!" O Detalhe é que foi ela quem lhe ensinou a respostinha que é sempre dada para as outras tias que tentam tirá-lo dela.

  • As camas lá de casa viraram pula-pula. E de fato depois que passou a treinar nelas seu desenvolvimento tem sido cada vez melhor. Ainda na festa de sábado ele deu show!
  • Também aprendeu a soprar as bolinhas de sabão. Até então era a gente quem fazia para ele. Graças a Deus passou a nos poupar... Em compensação, haja detergente!

  • No último feriado fomos para Mangaratiba e Arthur curtiu muito entrar na praia e brincar na areia. De quebra, muitos picolés!

  • Eu e Rosana entramos num curso de decoupage e estamos amando! Já já divulgo o endereço do blog que criamos. Agora, além de amigas, comadres, e madrinhas de casamento uma da outra, somos também sócias! Não sei ainda da onde vou tirar tempo, mas que vamos produzir muito, isso vamos! Já temos até encomendas! :)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Só mais um pouco sobre isso

Noooossa!
Estou impressionada com a quantidade de cometários no último post. Só me dá a certeza de que minha meia dúzia de leitoras estam sempre por aqui mesmo. Não cometam sempre, mas estão por aqui. Bom saber disso, viu?
E então relendo as últimas postangens, vi um cometário que ainda não tinha visto.
Foi da Eva, uma leitora nova cujo blog também gostaria de acompanhar (me manda seu e-mail, Eva?)
E então. Na tentativa de ajudar, ela levantou uma hipótese que em nenhum momento eu sequer havia cogitado.
Leiam:

"Oi Sandra, desde que descobri o seu blog tenho passado sempre por aqui. Não lembro bem como cheguei, mas simpatizei muito com vocês. Tenho acompanhado essa tua luta de um consultório a outro, procurando o melhor para o Arthur. Recentemente passei por processo semelhante por razões diferentes, mas sei bem como é os médicos não darem atenção ao coração de mãe. Afinal quem passa o dia com eles e sabe de todos os detalhes da vidinha dele somos nós, as mães.
Eu tenho um blog que se você quiser acompanhar basta enviar um e-mail para mim que vou adorar ter sua visita.
Por tudo que você comenta dá para perceber que o Arthur não é surdo nem tem problemas nessa área.
Estou escrevendo tudo isso para perguntar se vocês já pensaram na possibilidade de autismo. Algumas atitudes do Arthur me pareceram compatíveis. Claro que só tenho uma pequena janela do que você relata. Então é uma mera suposição minha. Como o encaminhamento e a estimulação fazem toda a diferença, se esse for o caso dele, eu achei que deveria comentar. Desculpe se de alguma forma estou me intrometendo.
Um abraço"

De forma alguma você está se intromentendo, Eva. Muito pelo contrário. Eu acho que o que eu espero realmente do blog é isso, trocar informações com outras mães. E tanto é que corri no google para saber as características de uma criança autista para ver se reconhecia ali as caracterísiticas do Arthur. E vou falar: fiquei mesmo com a pulga atrás da orelha. Principalmente quando cita o fato de um autista preferir ficar isolado e em determinados momentos parecer surdo, apesar de não ser. E lendo isso num dia em que a gente escuta do otorrino que ele não tem nada de surdo, já viu né? Fui para casa pensando numa forma de levantar essa questão com Adriano e ouvir a opinião de minhas cunhadas (pedagogas) e antes de eu falar com o Dri, ele mesmo foi relatando o papo com o otorrino, que disse para ele: "pela minha experiência eu sei reconhecer cada criança que entra aqui: se é autista, se é surdo, se é hiperativo... e seu filho não tem caracterísitica de nenhum deles... seu filho não tem nada além da timidez! Eu só pedi o bera para realmente descartar qualquer possibilidade" E então ouvir isso foi como um banho de água morna, sabe? Um novo alívio num dia já tão cheio de emoção! Porque mãe é bicho esquisito. Eu sei que ele não é autista. E ponto. Mas a gente gosta de procurar problemas até onde não existem! Se existisse essa hipótese, remota que fosse, já teria sido levantada por algum dos tantos profissionais que já o acompanharam até aqui.
De qualquer forma eu te agradeço, Eva. Por ter se preocupado e tentado ajudar da forma que pôde, como você mesma disse: com a uma pequena janela do que eu relato.
De qualquer forma, como esse blog também tem o intuito de informar, seguem as características comuns do autista:
- Tem dificuldade em estabelecer contacto com os olhos,
- Parece surdo, apesar de não o ser,
- Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente ela é completamente interrompida.
- Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros,
- Por vezes ataca e fere outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso,
- Costuma estar inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas,
- Não explora o ambiente e as novidades e costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas,
- Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se,
- Cheira, morde ou lambe os brinquedos e ou roupas,
- Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente
Etc.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Bera - decifrando o laudo

E então hoje o Adriano madrugou no consultório do otorrino para que ele decifrasse o laudo do Dr. Simpatia da José Kós.
E ele não poderia me trazer notícias melhores do consultório do Dr. Marcelo Sessim:
"Arthur está escutando melhor do que a gente, se bobear."
O que se lê no 2º parágrafo da conclusão - presença de distúrbio da condutibilidade dos potenciais auditivos ao nível do tronco cerebral, à estimulação do ouvido esquerdo - foi traduzido pelo médico por: "cera e/ou catarro" o que se resolverá com cerumim e cefaclor.
Quanto às sugestões ele acatou as 3 primeiras:
1 - Indicou uma neuropediatra;
2 - Pediu maior contato com crianças da mesma idade, inclusive finais de semana;
3 - Indicou tratamento fonoaudiológico.
Disse que pela experiência dele, esse atraso de fala nada mais é do que timidez e pelo que viu e ouviu (já que na sala dele Arthur danou a conversar naquela linguagem que ninguém entende) ele está prestes a soltar a língua.
E, para finalizar, contrariando o que ele próprio havia afirmado algumas semanas atrás, a cirurgia está DESCARTADA! Pelo menos por enquanto.
Disse que tudo indica que esse aumento da adenóide possa regredir e que prefere aguardar maaaaaais lá pra frente para reavaliar a real necessidade de operá-lo. Assim evita-se um eventual trauma na criança (e na mãe que vos fala também, claro! rs)
Se por um lado eu já estava até torcendo para que essa cirurgia fosse logo feita e esse assunto encerrado de uma vez por todas, por outro é óbvio que meu coração de mãe pedia que não fosse necessário encarar um centro cirúrgico e um pós operatório que com certeza não deve ser fácil para uma criança na idade dele.
Sendo assim, só tenho a agradecer a Deus que nos 47 minutos do 2º tempo fez o médico repensar sua decisão e a todos os que nos acompanharam e torceram junto com a gente para que o melhor fosse feito.
E é isso!
Alívio - esse é meu nome hoje!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Bera

E não adiantou ficar com medo, reclamar com a pediatra, ligar para médico, nada disso. O Bera foi feito!
Como solicitado pela pediatra, ligamos pro otorrino para saber a real necessidade do exame. Ele, daquele jeito que todo médico adora: nem que sim, nem que não, talvez, porém, quem sabe.
E só em pensar na possibilidade de começar um "tudodenovooutravez" com outra médica, já que corria o risco de chegar lá e ela querer começar tudo do zero, já me sentia cansada. Porque cansa sabe? E só em ter que explicar todo o passo-a-passo que já demos até aqui....
Desisti.
E então acordei na segunda feira já contando os dias que faltavam até a sexta feira chegar... dia em que o exame estava marcado na José Kos.
Chegamos lá atrasados e fomos logo atendidos.
Primeiro um papo com a anestesista. Muitas perguntas sobre alergias, doenças, medicamentos...
Depois outro papo com o médico que realiza o Bera.
Dr. Aziz Lasmar.
Tô para conhecer no mundo sujeito mais arrogante, mais soberbo, mais... aff!
Primeiro que sequer deu bom-dia, e quer saber? Se fosse só isso dava até pra relevar.
Vou colocar abaixo o pouco do que me lembro de um diálogo frio e traumatizante. Acrescente apenas um tom arrogante nas falas do doutor que Deus há de me fazer esquecer até o nome.
- O que te traz aqui?
- Foi indicação do otorrino...
- Não foi isso que perguntei... qual é o problema do seu filho?
- Bem, ele tem o aumento da adenóide e...
(antes de eu terminar a frase)
- Não é isso que quero saber! Ele tem o que? Não fala, não escuta...
(se já estava nervosa com o exame, a essa altura já estava apavorada, mas engoli a vontade de mandá-lo para a ponte que o partiu!)
- Ele está com atraso na fala. Até fala, mas fala pouco...
(ele soltou uma respiração como que querendo dizer: - Ô gente chata que quer ficar dando detalhes!)
- Tem problemas de relacionamento? Tem contato com outras crianças?
- Está na creche.
(me limitei a dar a resposta seca)
- Com quantos meses firmou a cabeça?
- Não sei. Não me lembro.
- Não se lembra com quanto tempo ele ficou com a cabeça firme?
(fazendo cara de espanto. Como se eu fosse obrigada a ter anotado a data exata em que isso aconteceu)
- Com quantos meses engatinhou?
- Acho que com seis, sete meses talvez... não tenho certeza.
- Com quanto tempo andou? Disso você se lembra?
(Sim! Falou desse jeito!)
- 1 ano e 3 meses.
(Disso eu lembrava!)
- Se andou nessa idade com certeza não engatinhou com 7 meses...
(e minha vontade de falar: -Então pra que me perguntou?!)
- Se está num cômodo, e em outro tem tv ligada em que passa anúncio de brinquedos, ele se interessa em ir até lá?
- Ah sim! Inclusive corre para assistir abertura de novela...
- Não foi isso que perguntei, mas tudo bem... Na família alguém teve o mesmo problema de atraso de fala?
- Nem eu, nem meu marido...
- Tô perguntado da família...
(como se eu e Adriano não fossemos da família...)
- Que eu saiba, não.
Deve ter feito outras perguntas que meu inconsciente bloqueou e após alguns segundos olhando para o prontuário em silêncio, ele me liberou do martírio.
- Só isso.
Ódio. Esse era meu nome ao sair da sala dele. Saí totalmente abalada e desestruturada. E chorando, claro.
Que direito uma pessoa tem de tratar as outras como lixo?
Expliquei pro Adriano porque eu estava nervosa e perguntei para a enfermeira que nos encaminhava para o quarto (e que havia presenciado a sessão de tortura) se ele era assim com todo mundo. Ela sem querer se comprometer se limitou a dizer: "É o jeito dele..."
Não posso negar que o atendimento da clínica em um todo é excelente. Atendentes, assistente social, enfermeiras, maqueiros, todos muito atenciosos. Então foi nisso que me apeguei para não catar meu filho e sair correndo de lá.
Arthur a todo momento era chamado pelo nome o que faz com que a gente se sinta gente e não apenas mais um paciente.
Ainda no quarto deram um xaropinho que, segundo a enfermeira, poderia fazê-lo dormir, ou deixá-lo grogue ou nenhum dos dois. Demorou a surtir efeito, mas depois de uns trinta minutos a gente já percebia Arthur sonolento.
Quando a enfermeira veio buscá-lo com o maqueiro ele ainda estava acordado e por isso foi no meu colo até a porta do centro cirúrgico. Lá dentro, um enfermeiro grande de braços fortes que o chamou: "Vamos lá, Arthur?" E ele foi. Sem olhar para trás.
Ele entrava e ao mesmo tempo saía de lá uma menininha menor que ele, que também fez o Bera, totalmente apagada na maca. Sensação horrível. Ela respirava forte e babava também.
E nesse cenário, a enfermeira (que parecia estar sabendo da minha ira com o médico) tentou me tranquilizar: "Mãe, não precisa se preocupar. O Dr. Lasmar tem esse jeito mas é um excelente profissional. É um dos mais requisitados no Brasil. É chamado no exterior para realizar esse exame. É assim porque está velho. Não leva em consideração a forma como lhe tratou não. E blá-blá-blá." Me limitei a dizer: "Tomara que ele seja bom mesmo! Porque o fato de ser velho não lhe dá o direito de tratar as pessoas como me tratou."
A mãe da menininha disse que ele lhe tratou da mesma forma.
Será que a clínica sabe disso? Ou será que por ele ser tão bom, a clínica acaba relevando? Porque esse filho da mãe é o único a realizar esse exame naquele lugar?
Voltei para o quarto, chorei um bocado e depois de 30 minutos voltei para a porta do Centro Cirúrgico para esperar meu pequeno sair.
E exatos 40 minutos depois dele ter entrado, a porta do centro cirúrgico se abria e no colo de uma médica vinha meu menino, meio grogue, mas acordado. "De quem é esse lindo aqui?" perguntou ela. Trouxe para o meu colo e perguntei se havia chorado. Ela disse que não.
Alívio para o coração materno e a confirmação de que cada organismo realmente reage de uma forma...
Voltamos para o quarto e ele dormiu por uns 30 minutos. Tempo que levou para sair o resultado do exame. Quando acordou já estava bem. E teve alta.
Segue o resultado:
Conclusões:
O quadro é sugestivo de audição nos limites da normalidade, em ambos os lados, para clicks;
Observa-se a presença de distúrbio da condutibilidade dos potenciais auditivos ao nível do tronco cerebral, à estimulação do ouvido esquerdo.
Sugestões:
1. Avaliação e orientação com neuropediatra;
2. Manter estimulação global (creche, parquinhos);
3. Terapia fonoaudiológica, se julgada necessária pelo médico assistente;
4. Peavaliação dentro de 01 ano, a critério do médico assistente.
Amanhã, 05/11, levaremos o resultado no otorrino para que ele nos decifre exatamente o que diz o laudo. E para sabermos qual o próximo passo a ser dado.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

3º Encontro de Pais e Mestres

Na quarta-feira foi dia de Encontro e Pais e Mestres. Mais uma vez não pude comparecer. Adriano foi no meu lugar.
Nada de muito diferente das outras reuniões: piolhos na cabecinha da galera, festa de final de ano, construção da quadra de esportes e assuntos diversos.
Sobre Arthur a tia foi só elogios. Tem interagido mais com os amigos. Tem comido como um leão. E continua muito carinhoso com as tias.
Segue a avaliação bimestral (deixei as anteriores para servir como parâmetro):

ASPECTOS AVALIADOS:
.
Linguagem Oral
Organização de idéias e pensamentos
Relata fatos já acontecidos: N - N - N
Repete palavras e sons emitidos anteriormente: ED - ED - S
Pronuncia corretamente as palavras: ED - ED - ED
Reconhece e nomeia pessoas de seu convívio: N - ED - ED
.
Linguagem Escrita
Coordenação motora
Segue movimentos direcionados: ED - S - S
.
Iniciação à Matemática
Noções de números
Interessa-se por atividades com números: ED - ED - S
Cores
Identifica objetos quanto à cor: ED - S - S
Associa objetos quanto à cor: ED - S -S
Formas geométricas
Identifica objetos quanto à forma: ED - ED - S
Associa objetos quanto à forma: ED - ED - S
Noções de tamanho
Identifica objetos quanto ao tamanho: ED - S - S
Associa objetos quanto ao tamanho: ED - S - S
.
Natureza e Sociedade
Temperaturas
Reconhece temperaturas distintas: NT - S - S
Estímulos odoríferos
Reconhece odores distintos: NT - NT - S
Percepção Gustativa
Identifica alimentos doces e salgados: NT - NT - S
Corpo Humano
Reconhece partes do corpo: ED - S - S
Datas Comemorativas
Participa ativamente das datas comemorativas: ED - ED - ED
.
Artes Visuais
Criatividade
É capaz de criar objetos com materiais recicláveis: ED - ED - ED
Percepção Visual/Coord. Motora
Amassa, bate e fura a massa de modelar: ED - S - S
Amassa e rasga papéis: ED - S - S
.
Iniciação Musical
Executa movimentos próprios de acordo com a pulsação da música: ED - ED - S
Respeita o momento de iniciar e parar de tocar os instrumentos: ED - ED - ED
Identifica alguns instrumentos de percussão: ED - ED - ED
.
Educação Física
Executa os movimentos de coordenação motora ampla
Lança, arremessa objetos: NT - ED - ED
Corre: ED - S - S
Vira o corpo: ED - ED - ED
Salta para cima: ED - ED - ED
Salta para baixo: ED -ED - ED
Percorre trilhas simples: ED - S - S
.
Atitudes Gerais
Entra na escola com tranquilidade: ED - S - S
Relaciona-se bem com a professora: ED - S - S
Aceita os limites da rotina escolar: ED - ED - ED
Participa das atividades livres: ED - ED - ED
Participa das atividades dirigidas: ED - ED - ED
Aceita, com facilidade, as situações novas: ED - ED - ED
Apresenta reações de medo: S - S - S
Relaciona-se bem com os amigos: ED - ED - ED
Divide seu material ou objetos pessoais: ED - ED - ED
Apresenta reações de medo diante de determinadas situações: S - S - S
Atende às solicitações da professora: ED - ED - ED
Encontra, sozinho, soluções para dificuldades na rotina escolar: ED - ED - ED
Segura objetos de uso diário: S - S - S
.
E, além da avaliação, o relatório de observações:

"Nosso gatinho participa de algumas atividades em grupo sendo estimulado continuamente pelas professoras. Suas habilidades cognitivas e psicomotora estão em pleno desenvolvimento.
Arthur é uma criança carinhosa com todas as professoras. Seu relacionamento com a turminha ainda está sendo trabalhado pelas professoras através de intervenções e atividades direcionadas.
Neste bimestre percebemos que ao modificarmos a rotina nosso príncipe apresenta insatisfação, mas através de intervenções das professoras temos conseguido contornar as situações.
Arthur, somos felizes com sua presença em nossas vidas!"
É isso. Daqui a pouquinho venho falar do Bera - buscando inspiração!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Semana de consultas

Na segunda levamos Arthur para a consulta que deveria fazer com o profissional da Clínica José Kós antes da realização do Bera.
A meu ver, consulta desnecessária, uma vez que ele só fez olhar os exames (que já foram vistos por outros médicos) e solicitar o Bera. Só.
Como ganham dinheiro fácil, meu Deus...
Saímos da sala e fomos atendidos pela assistente social da clínica que agenda o procedimento, nos entrega a guia de internação e dá as informações burocráticas do procedimento. Senha a ser passada com antecedência, cheque para anestesia, o que levar de exames, etc.
E eu saí de lá assustada em como pode a ausência de um exame tão simples (audiometria) se transformar em algo tão complicado... É quase a cirurgia propriamente dita. Ele será internado às 7 da manhã em jejum total. Será anestesiado e irá para o centro cirúrgico realizar o procedimento. Sozinho. Sem o pai e sem a mãe. E só terá alta na parte da tarde.
E na guia de internação (não é guia de exame simplesmente) vem a indicação: má audição aparente.
Como?????
O otorrino dele em nenhum momento levantou essa hipótese. Como um médico que nunca o viu antes pode levantar essa possibilidade?
Tô apavorada, devo confessar. Só quem passa o dia aqui comigo no trabalho percebe.
Então ontem ele teve consulta com Dra. Mônica, a pediatra.
E foi com ela que desabafei.
Arthur não é surdo. Disso eu sei. Tenho certeza. Não preciso de exame nenhum para provar. Mas quem sou eu para ir contra o que diz um médico? Desconhecido que seja...
A Dra. Mônica me ouviu atentamente e me deu toda a razão com meus questionamentos sobre a realização desse exame, uma vez que também ela concorda que é muito desgastante (e perigoso, e etc) submeter uma criança tão pequena a uma sedação. E disse o seguinte, nessas palavras e nessa ordem:
1- Volta no Marcelo (otorrino oficial) e pergunta se o bera é obrigatório para a realização da cirurgia.
* Se não, diga que eu (Mônica) orientei que deixasse mais para frente. Quem sabe até tentar fazer a audiometria em outra oportunidade;
* Se sim, uma vez que pode ser que ele detecte algo nesse exame e já queira aproveitar a cirurgia para resolver, você tem o direito, como mãe, de recorrer a outro profissional para ouvir uma segunda opinião. E então me indicou outro otorrino.
De qualquer forma, já pedi autorização para a internação e somente amanhã o otorrino estará no consultório. De antemão, ao explicar para a secretária dele do que se tratava, ela já adiantou que é de praxe ele solicitar esse exame (ou a Audiometria) antes da cirurgia. Vamos esperar então até amanhã e ouvir da boca de quem sabe de verdade.
Fora isso, restante da consulta seguiu normal.
Aumentou quase 300 gramas e cresceu 2 cm. Tá com 97 cm agora. Um magrelo super alto! Será que completa os 4 anos com 1 metro? rs
Com relação ao colesterol que está em 195 mg/dl (200 mg/dl é o limite da normalidade) ela somente pediu para trocar o leite para o semidesnatado. Ou seja, ele vai sair do Ninho (em pó) e passará para o leite de caixinha, de adulto que faz dieta. Chega a ser estranho.
Fora isso não passou dieta. Pediu apenas que fiquemos atentos com a quantidade de gordura que ele tem consumido. Só.
Pediu para permanecermos com o beneroc e a vitamina c+própolis e passou uma pomada para picadas de inseto, já que o bichinho foi devorado noite dessas por um infeliz de um mosquito e de tanto coçar virou machucado. Pior que isso é a criança que não deixa o machucado cicatrizar, de tanto que futuca com as unhas que a gente faz questão de cortar dia sim e outro também.
Enfim. É seguir o mantra: "um dia após o outro" e ver o que o otorrino dirá amanhã...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O dia das professoras

Confesso que esse ano eu não estava lá muito inspirada para criar qualquer coisa que fosse.
A única que eu já sabia o que daria era a tia Adriana, pois há tempos havia feito um scrap para ela e já tinha decidido que lhe daria de presente.

Mas para as outras eu não fazia ideia... Até que passei numa feirinha de artesanato e vi umas necessaires lindas, feitas de retalho com um coração aplicado. Achei perfeito! E sem pensar muito encomendei as 10 que precisaria. Sim! Meu filho tem 10 professoras! rs
Comprei fita de cetim e sacos celofanes e criei um cartão personalizado para cada uma.
Aí veio na agenda uns dois dias antes um papel lacrado, onde a coordenadora informava e convidava para uma festa surpresa para as professoras. Adorei! Assim poderia ver a carinha de cada uma delas ao receber o presente.



E então na quarta feira, 14 de outubro, lá estava eu comemorando com elas e agradecendo uma a uma pelo carinho com que tratam meu filho.


Dia das crianças

Não adianta falar que esse é um daqueles dias criados no único intuito de comercialização, o fato é que eu curto esperar pela chegada dele, sim. E fiquei louca tentando acertar no presente do Arthur e das outras crianças da família.
Para ele, a princípio, pensei em dar a 1ª bicicleta, mas aí analisei o quanto de meios de transporte ele já tem - velotrol, um outro carro que se locomove com os pés dele, a moto motorizada - e achei que a bicicleta seria apenas mais uma.
E então vi na TV a propaganda do Super Massa - brincando de escola, que facilmente achei na loja que fui.
Acho que nunca dei um brinquedo tão acertado para ele... que ficou da hora que ganhou até o final da tarde agarrado com a massinha e seus componentes!

Ganhou vários outros brinquedos. Ainda na sexta ganhou carro de fricção iluminado e mais um dinossauro que anda e mexe partes do corpo de meus chefes Nauri e Orlando, que ele amou e ficou o sábado inteiro brincando. No domingo ganhou do padrinho um balde lotado de lego, que imediatamente nos fez sentar com ele para montar.
Da Deidei Beth ganhou um quebra-cabeças de números também super educativo que só não fez maior sucesso porque veio seguido da Super Massa - concorrência desleal! hahaha.
Ganhou ainda brinquedos da Tia Belina, do Tio Roger, e além de brinquedos ganhou um moletom belíssimo da Tia Berna e mais meias e cuecas de Ziza e Tia Belina, que eu amei, claro!
A intençao do dia 12 era sair com ele para algum lugar que tivesse atividades voltadas para ele. A princípio pensamos no Sesc que haviam me falado que teria o dia inteiro de programação. Entrei no site e não vi nada de ais. O que seria interessandte aconteceu muito cedo - o show de mágica.
Depois a Ziza falou da festa que teria na rua vizinha com pula-pula e brinquedos para a criançada. Mas acho que a desorganização não deixou a festa acontecer como no ano passado.
Então optamos por ficar em casa mesmo. Meu alívio estava em saber que na quinta feira passada ele curtiu uma tarde inteira numa casa de festas contratada pela escola e que o gatinho foi super independente com os amigos, de van.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O risco cirúrgico

Estava marcado para a segunda, 05/10.
Sabe aquele dia em que tudo tá indo errado e você insiste em não ler os sinais?
Começou de véspera. Adriano amanheceu com um pêlo encravado no joelho que no final do dia já tinha virado um abscesso. Na segunda feira o joelho dele estava enorme mas por ser a perna direita ele disse que dava para dirigir.
Saí cedo do trabalho, nos encontramos no caminho, buscamos Arthur na escola e de lá partimos para Madureira - clínica CARPE, segundo indicação da pediatra.
No meio do caminho Adriano começou a sentir mal, com ânsia de vômito e cólica intestinal. O mal estar foi tamanho que ele não aguentou e parou para vomitar. Parou 01 vez. Parou de novo. E de novo. E mais uma vez. Foram 4 paradas. E eu sem muito como ajudar. O que eu podia fazer, fiz: comprar remédio em uma das paradas e insistir para que voltássemos para casa, o que ele não quis. Já era um dia perdido de trabalho de ambos. E fora o lugar que demorava a ter data disponível para a consulta. Tanto que esperamos 03 semanas por essa. Então ele dizia a cada parada que já estava melhor e seguia adiante.
Por fim, já em Madureira, paramos em frente ao Corpo de Bombeiro. Depois de alguns minutos parados ali, um homem parou ao ver o Dri passando mal. Eu falei que estávamos com criança no carro e por isso eu não podia sair para pedir ajuda. E então ele se identificou como sargento da corporação (ele estava à paisana) e indicou o quartel para dar atendimento médico adequada. Adriano levou o carro para frente do quartel e de lá já saiu amparado pelos soldados. O tempo que levei para tirar Arthur do carro, trancar tudo e chegar no interior do quartel já tinha sido suficiente para Adriano tomar plasil na veia e já estar bem melhor.
Só para simplificar: eu nunca vi atendimento tããããããão bom, gente tão humana e atenciosa.
Dos soldados aos paramédicos.
Foi Deus quem nos fez parar ali, tenho certeza!
Café, água, cadeira na sala com ar-condiconado para aguardar, balão feito com luva descartável para Arthur e até oferecimento para tirar foto do pequeno (que estava com a corda toooooooda!) no caminhão dos bombeiros - que eu realmente não tirei porque estava sem cabeça para amenidades (e depois me arrependi! rs).
Arthur ficou louco naquele espaço todo e queria correr de um lado para outro, quase me fazendo arrancar meus cabelos. Eu não sabia se corria atrás dele, se acompanhava o atendimento do Dri, se ligava para as pessoas da família para avisar, para a clínica que Arthur tinha hora marcada, uma confusão danada!
A médica colocou Adriano no soro para evitar removê-lo para um hospital (oi?) o que só não fazia porque estávamos com o Arthur. Mas disse que depois do soro ele estaria novinho em folha.
Com isso, liguei para a clínica para avisar do imprevisto e perguntar se poderíamos chegar com um pouco de atraso. E foi aí que eu vi a diferença tããããão grande entre um atendimento e outro.
A atendente, em tom seco, frio e calculista: "Senhora, se seu marido está passando mal é melhor a senhora ir pra casa e me ligar durante a semana para marcar a consulta outro dia". Expliquei que já havíamos esperado por essa consulta por três semanas. Que vínhamos de longe. Que dali a meia hora estaríamos lá. E ela foi taxativa: "Mas a médica não pode esperar!" Então tá, né! A gente pode esperar 2, 3 4 horas por um atendimento. O médico não pode esperar 30 minutos por um paciente. E é pago, hein!
Tão diferentes do Corpo de Bombeiros!
É claro, óbvio e evidente que nunca mais ligaria para aquele lugar.
No dia seguinte tive a brilhante ideia de ligar para o cardiologista da minha mãe para pedir uma indicação. A atendente: "3 anos que a criança tem? Acho que ele mesmo faz!" e confirmou com o Dr. Marcelo. E então no dia seguinte levamos Arthur lá.
Não levamos meia hora na sala de espera e menos ainda com o próprio Dr. Marcelo. Ele viu os exames que já foram feitos e nos explicou no que consistia o risco cirúrgico e como funcionava a sedação tanto para o Bera quanto para a cirurgia. Auscultou o peito do Arthur. Não precisou fazer eletrocardiograma por ele ser muito pequeno e não ter nenhum histórico de doenças cardíacas. E pronto. Menos de 01 hora e já tínhamos em mãos o risco cirúrgico assinado por ele.
E eu estou até agora me perguntando o que eu fui fazer lá em Madureira...
Próximo passo: Bera!
Mas vou deixar para ligar para a Clínica José Kós semana que vem, depois dos Dias das Crianças.
Agora deixa eu ir ali curtir 03 dias com meu filhote. Feriadinho é bom, né não?
Feliz Dia das Crianças para as que você tem em casa tá!
A minha há de ter um dia bem feliz tb!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mudando de assunto (ou não)

Eu ia fazer um post diferente do tema que tenho usado ultimamente - saúde - mas tô achando que vou falar dela dinovoemaisumavez!
Para quebrar esse clima tenso, vou falar do quanto meu pequeno tem esbanjado a dita cuja. Graças a Deus, óbvio!
Tem dias que ele chega da escola com a pilha tão carregada que eu desconfio se não deram algum energético junto com o lachinho...
E pula de um lado para outro. E dança. E requebra. E é um tal de contar como foi o dia numa linguagem única que eu fico minutos tentando entender (e na maioria das vezes não entendo, o que é pior! rs)
Está numa fase in love com os Super Fofos - desenho do Nick Jr que só tem na minha mãe. Aí eu caí na asneira de encontrar um vídeo no You Tube e mostrar para ele. Para quê? A cada vez que chego perto do micro agora sou obrigada a colocar no bendito: "Super fofos, super fofos, em harmonia..."


Também está encantado com o Bob Esponja, que lá em casa é mais conhecido como "poli pontas".
Picoca (pipoca) também virou vício e eu preciso ter pulso firme para ele não consumir todos os dias, uma vez que ele já conhece e sabe onde ficam panela, milho e potinho. Chegou a acordar um belo dia de sábado e ir direto pra cozinha de onde voltou com o potinho nas mãos e foi para o nosso quarto: "picoca quer..." Isso às 7:30h de uma manhã sonolenta!
E fazer pipoca agora também é um barato. Bastou eu fazer movimentos circulares uma única vez ao som de "mexe, mexe, mexe..." e agora tenho que rebolar junto ao movimento de mexer a panela. E ele mexe comigo, tão engraçado...
Outro dia ele ganhou um kit jardinagem em um aniversário que fomos. Sentei com ele e juntos plantamos as sementes e regamos com água suficiente. Ele adorou! Nos dias que seguiram a plantinha cresceu de forma absurda e ainda que eu tenha tentado explicar que tinha que dar pouca água para ela (já que ele queria regar a cada vez que passasse ao lado dela) ele tanto regou que a bichinha morreu afogada...
Na semana passada ele trouxe da escola aquela experiência que todo mundo já fez do feijão no algodão. Passamos para um vasinho com terra e a cada dia tem crescido um pouco mais. Por enquanto tenho mantido o pé de feijão a salvos... rs
Outra coisa marcante nessa fase é o quanto ele gosta de conversar com plantas. Na minha mãe ele passa horas conversando com a mesma planta e o mesmo na casa da minha sogra... me faz pensar seriamente em comprar umas plantas para a nossa casa...

Ah sim! Tem a cama! Ele curtiu muito sair do berço. Tem curtido à bessa seu quarto de menino. Chega da escola e vai direto pra lá, onde pode espalhar brinquedos, brincar de massinha e ver seus desenhos favoritos, esse último geralmente debruçado na cama ou dançando numa coreografia ímpar de balançar os braços de um lado para outro, lindo de doer. Agora, para dormir... não rola a caminha dele, ainda que a gente esteja junto. Só dorme se estiver na nossa cama. E aí sim, depois que ele apaga a gente o leva para a cama dele. Mas o pior nem é isso. Se acordar na dele, foge para a nossa. Qualquer que seja o horário. Tantas vezes for. A gente tira a parte engraçada de vê-lo vindo como um sonâmbulo e se encaixando exatamente no meio da gente, para manter a parte sensata de que eli não é o lugar dele, e por isso a gente sempre o devolve. Mas já aconteceu de o cansaço falar mais alto e ele permanecer na nossa até a manhã seguinte. E eu assino embaixo quando dizem: "Falar é fácil... quero ver na prática" E é por isso que eu aceito dicas de como corrigir isso.
Assim como aceito dicas de como tirá-lo da mamadeira. Já tentei copo com canudo, com válvula, copo puro e ele não aceita nada. Por outro lado também nem tem curtido muito a própria mamadeira, mas quem tira o vício de dormir agarrado com ela? Ou acordar?
A pediatra insiste que ele precisa tomar leite pelo menos 2 vezes ao dia mas ele não aceita tomar nescau, por exemplo.
Enfim, dicas por favor.
Dicas também de como fazê-lo me chamar para fazer o nº 2 (antes de já ter feito! rs).
Para fechar esse post vou contar as novas de ontem. Deliciosas.
Faltou luz e fomos pra minha sogra munidos de velas. Acendemos umas três e ele cantou "parabéns pra você" umas vinte vezes. Dali a pouco papai tb subiu munido de violão e começou a tocar no escuro. Ficamos tanto tempo sem luz que por fim já estávamos cantando músicas infantis. De Xuxa à Cantiga de Rodas. E Arthur curtiu tanto! Tanto!
Juntos, eu e ele, cantamos e rodamos ao som de "atirei o pau no gato" e que delícia me jogar com ele no chão e ouvir aquela voz linda a gritar: "miauuuuuuuuuuuuu"
Uma hora e meia depois a luz voltou e ele continuava com a pilha carregada.
Descemos e ele descobriu (acho até que demorou) como é legal pular na cama! E eu me vi a trinta anos atrás, pulando na cama de meus pais. Imaginando se minha mãe também ficava tãããão feliz ao ver um filho curtindo um momento tão corriqueiro da infância...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Um dia após o outro

E então que existe uma lista do passo-a-passo até a realização da cirurgia.
E a cada passo um procedimento a ser feito, que em se tratando de uma criança sempre é problemático.
A impressão que tenho é que o trajeto é muito longo até que o final chegue (com a cirurgia) e a cada item resolvido eu respiro aliviada com "menos essa preocupação".
Na semana passada Adriano esteve no consultório da pediatra e ela pediu hemograma completo e raio-x de tórax e indicou o cardiologista para o risco cirúrgico.
Ontem o levamos para fazer os dois primeiros itens. Saímos de casa embaixo de chuva com uma criança em jejum de 12 horas e para tirar sangue vocês bem podem imaginar né? Sofre ele, sofre o pai, sofre eu.
Três tubos de sangue e mais uma espetada no dedo.
Meu menino até que foi forte. Olhava para o sangue que saía sem entender o que era e para quê... e chorou, claro! Mas não esperneou...
E eu dou crédito a quem merece... a profissional foi excelente! Demos muita sorte com ela. Achou a veia do Arthur em questão de segundos e foi muito rápida para fazer todo o resto.
Ele ficou puto mesmo foi com o band-aid que disseram para deixar por meia hora mais ou menos - ele arrancou bem antes disso.
Depois de dar um lanchinho para ele, partimos para a clínica que faz o Raio-x.
Atendimento rápido. Profissional também especializado. Nem foi preciso repetir.
De lá fomos pra casa. Muito paparico para meu bebê que ontem só me deu orgulho.
Menos dois itens da lista.
Próximo passo: cardiologista - já marcado para 05/10.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A audiometria, o bera e as fonoaudiólogas

E aí que na terça feira eu nem fui trabalhar.
Já comecei a me estressar antes mesmo de sair de casa. Já no carro, ainda na garagem, o telefone tocou. E eu saí do carro para atender.
"É a mãe do Arthur?"
"Sim"
"Bom dia, aqui é do consultório onde ele tem o exame marcado. É que a fonoaudióloga acabou de ligar dizendo que não vai poder vir... ela está grávida e vai pro médico, e blá blá bla"
É de rir né? Não da gravidez da fono, claro! (Eu também não ia trabalhar quando tinha consulta marcada com a obstetra), mas da desorganização. Não tem outra que a substitua? Qualquer um pode ter problemas, até aceito. Agora um exame que estava marcado para 11h ser adiado às 09:40h... não daria mesmo para aceitar. E é claro que eu tive que chutar o balde.
Ainda bem que bati pé, porque rapidinho deram um jeito e a fono disse que nos atenderia às 13h. Beleza! Meu dia de trabalho já estava perdido mesmo...
"Ah sim! Tragam ele dormindo..."
(Oi?) Como é que se convence uma criança a dormir para realizar um exame? Eu, pelo menos, ainda não sei.
Menininho obediente que só, realmente dormiu no caminho. Balanço do carro, ar ligado e ele apagou. Mas acordou, óbvio, ao ser retirado do carro.
E como eu já previa, ele não deixou o exame ser realizado. E eu nem o teria levado se soubesse que ele deveria ficar imóvel e não emitir qualquer som, já que o exame consiste em eletrodos colocados na cabeça e a criança não pode nem engoli saliva enquanto ele é realizado. Ora bolas, isso é difícil até para adultos!
Não posso negar, a fonoaudióloga foi muito atenciosa (retirem o que pensaram a respeito dela pelo fato de tentar adiar o exame) e eu saí de lá com uma outra visão do problema.
O que eu entendi foi que eles não estão desconfiados de uma possível surdez... é que para realizar a cirurgia a audiometria é realmente indipensável.
Ela também disse que a fonoaudióloga não precisa entrar em cena somente após a cirurgia. Ela pode inclusive ajudar na realização da audiometria com algumas sessões de adaptação ao fone de ouvido.
Mas que se o médico realmente batesse na tecla da realização do Bera (e aí nesse caso deveria ser feito com a anestesia) que não deveríamos nos preocupar, uma vez que a anestesia não é intravenosa e sim com inalação, aquele famoso cheirinho.
Que mesmo sendo por inalação, é necessário passar pelo risco cirúrgico. Mas o mesmo risco serve tanto para o exame quanto para a cirurgia, já que ele tem validade de 2 a 3 meses.
Para não perdermos viagem (e eu já nem considerava como viagem perdida) ela perguntou se não queríamos tentar fazer a audiometria. "De repente num outro ambiente, com outra profissional... quem sabe..." e resolvemos arriscar.
A sala já era outra e a fonoaudióloga também. Inclusive essa trabalha também no consultório do Dr. Marcelo, o otorrino.
Tão atenciosa quanto a primeira, quis saber detalhes do que estava acontecendo e também nos acalmou de igual forma com relação a tudo: Bera, anestesia, cirurgia, etc.
Tentou realizar a audiometria e teve muito tato com Arthur. Emprestou um microfone para ele e ele até permaneceu com o fone no ouvido, o que já foi a meu ver um grande avanço. Mas na hora de responder aos comandos dela... cadê que ele respondia? rs
Ô menino, viu?!
Ficou tão distraído com o microfone que não conseguia se concentrar...
So...
Ela disse que conversaria com Dr. Marcelo no dia seguinte e explicaria a dificuldade na realização do exame e pediu que o levássemos na próxima consulta.
Foi hoje pela manhã e o Adriano o levou.
E então ficou decidido:
Risco cirúrgico;
Bera;
Cirurgia.
Tudo para ontem!
Tô aqui agora tentando entrar em contato com a pediatra para ouvir a opinião dela e a indicação de cardiologista para o risco cirúrgico.
E é isso...
Rezar para que dê tudo certo. E vai dar, tenho fé!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Adenóide: a saga

E aí que após o pedido de comparecimento, na última quinta-feira fomos à escola para conversar com a Odenise (orientadora) e a tia Ju.
Bate papo tranquilo, amenidades ditas e entramos no motivo da reunião: a socialização do Arthur (exatamente como eu havia previsto).
Antes que elas falassem, eu entrei em defesa: Disse para elas que eu não tinha muito como resolver o problema, uma vez que ele não tinha acesso a outras crianças da idade dele. Que na minha opinião ele já melhorou e muito no convívio com crianças menores que ele. Que a fala também já estava em avanço visível. Que o tratamento com o otorrino havia reiniciado e que nos próximos dias teríamos a posição em relação à cirurgia (que no meu ver, sendo realizada, vai melhorar ainda mais o desenvolvimento dele) e/ou o auxílio de fonoaudiólogo.
E depois que eu falei tudo isso a Odenise meio que aliviada falou: "Acho que você já falou tudo o que eu precisava ouvir"
Seguinte: a escola trabalha em parceria com a família. Nas palavras da Odenise: "Chamamos vocês aqui porque somos parceiros e sabemos da confiança que vocês depositam na gente". Sendo assim, se alguma coisa não está bem, a escola se vê na obrigação de chamar a família e comunicar. No nosso caso ela não precisou falar nada, pois o propósito do convite era que encaminhássemos Arthur a um tratamento otorrino/fono, o que já havíamos providenciado.
E o "meio que aliviada" foi pela explicação que ela me deu: alguns pais não aceitam que seus filhos estejam com problemas, mas faz parte da obrigação da escola orientar e, se for o caso, até indicar o profissional. Não foi o nosso caso.
E então saímos de lá e fomos fazer o raio-x que o Dr. Marcelo pediu.
Arthur surpreendeu e o raio-x saiu de primeira. Diferente da outra vez que deve ter saído lá pela quarta tentativa.
Ontem, terça-feira buscamos o resultado e partimos rumo ao consultório do Dr. Marcelo onde também seria feita a audiometria.
A fonoaudióloga que realiza o exame foi muito atenciosa. Perguntou o motivo da audiometria e perguntou se ele falava. Falei que estávamos em tratamento da adenóide e que um dos problemas causados por ela era justamente o atraso da fala. Que ele já está falando, mas só quando quer. E então ela pediu que eu entrasse com ele na cabine e que colocasse o fone no ouvido dele. Como imaginei, Arthur se recusou a ficar com o dito cujo. E muito menos quis repetir o que o pai falava do lado de fora, tão preocupado estava com aquele treco no ouvido. Invertemos então os papéis: Adriano entrou na cabine para ficar com ele e eu saí, o que foi pior, pois aí ele acabou ficando mais irritado com a falta do meu colo.
Experiente, a fono disse que não ia insistir para evitar trauma, uma vez que ele provavelmente precisará entrar lá outras vezes (não entendi, mas tudo bem).
De lá, fomos chamados pelo Dr. Marcelo. E então eu falei inclusive da escola, que também já está preocupada com o desenvolvimento dele. Então ele viu o raio-x e disse: "Para mim está clara a necessidade de cirurgia, mas a adenoide sozinha não pode ser a causa do atraso da fala. Pode ter causa genética ou emocional envolvida. De qualquer forma preciso descartar qualquer problema auditivo (ainda que tenha quase certeza de que não há) e após isso indicar fonoaudiólogo, psicólogo ou até neuropsiquiatra, se for o caso"
Confesso que só isso já me deixou assustada, mas além disso, ele indicou outro exame (em substituição à audiometria simples) que se chama BERA, e pelo que pesquisei, a maioria das clínicas só fazem com anestésico geral (e para tomar anestesia até risco cirúrgico tem que ser feito), porém o Dr. Marcelo pediu que eu catasse alguma clínica que fizesse sem anestesia (o que me deixou mais aliviada) e eu só achei 01 lugar que faz.
Exame marcado para 08/09/2009.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Avaliação Bimestral

O Encontro de Pais e Mestres desse bimestre acabou não acontecendo por conta das férias forçadas. Por esse motivo, Adriano trouxe na sexta feira o recado de tia Ju pedindo uma reunião conosco ainda nessa semana. E, para adiantar, enviou a avaliação bimestral do menino.
Copiei a do 1º bimestre e só acrescentei a avaliação do 2º para ter uma melhor visão de como ele vem se desenvolvendo.
Tenho quase certeza que o assunto que ela quer conversar refere-se aos problema de relacionamentos com os amiguinhos menores, o que, sinceramente, não sei como resolver.
De qualquer forma agendei o encontro para quinta-feira, 27/08.

ASPECTOS AVALIADOS:
.
Linguagem Oral
Organização de idéias e pensamentos
Relata fatos já acontecidos: N - N
Repete palavras e sons emitidos anteriormente: ED - ED
Pronuncia corretamente as palavras: ED - ED
Reconhece e nomeia pessoas de seu convívio: N - ED
.
Linguagem Escrita
Coordenação motora
Segue movimentos direcionados: ED - S
.
Iniciação à Matemática
Noções de números
Interessa-se por atividades com números: ED - ED
Cores
Identifica objetos quanto à cor: ED - S
Associa objetos quanto à cor: ED - S
Formas geométricas
Identifica objetos quanto à forma: ED - ED
Associa objetos quanto à forma: ED - ED
Noções de tamanho
Identifica objetos quanto ao tamanho: ED - S
Associa objetos quanto ao tamanho: ED - S
.
Natureza e Sociedade
Temperaturas
Reconhece temperaturas distintas: NT - S
Estímulos odoríferos
Reconhece odores distintos: NT - NT
Percepção Gustativa
Identifica alimentos doces e salgados: NT - NT
Corpo Humano
Reconhece partes do corpo: ED - S
Datas Comemorativas
Participa ativamente das datas comemorativas: ED - ED
.
Artes Visuais
Criatividade
É capaz de criar objetos com materiais recicláveis: ED - ED
Percepção Visual/Coord. Motora
Amassa, bate e fura a massa de modelar: ED - S
Amassa e rasga papéis: ED - S
.
Iniciação Musical
Executa movimentos próprios de acordo com a pulsação da música: ED - ED
Respeita o momento de iniciar e parar de tocar os instrumentos: ED - ED
Identifica alguns instrumentos de percussão: ED - ED
.
Educação Física
Executa os movimentos de coordenação motora ampla
Lança, arremessa objetos: NT - ED
Corre: ED - S
Vira o corpo: ED - ED
Salta para cima: ED - ED
Salta para baixo: ED -ED
Percorre trilhas simples: ED - S
.
Atitudes Gerais
Entra na escola com tranquilidade: ED - S
Relaciona-se bem com a professora: ED - S
Aceita os limites da rotina escolar: ED - ED
Participa das atividades livres: ED - ED
Participa das atividades dirigidas: ED - ED
Aceita, com facilidade, as situações novas: ED - ED
Apresenta reações de medo: S - S
Relaciona-se bem com os amigos: ED - ED
Divide seu material ou objetos pessoais: ED - ED
Apresenta reações de medo diante de determinadas situações: S - S
Atende às solicitações da professora: ED - ED
Encontra, sozinho, soluções para dificuldades na rotina escolar: ED - ED
Segura objetos de uso diário: S - S
.
E, além da avaliação, o relatório de observações:
" É uma criança carinhosa com todas as professoras. Revela bom desenvolvimento cognitivo e psicomotor.
Nosso gatinho destaca-se por começar a participar de atividades em grupo. Com relação à sua fala e à interação com os amigos ainda apresenta algumas dificuldades. Com a parceria família e escola estamos tentando minimizar essa situação.
Gatinho, amo você."

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Fatos em fotos

Dia desses na casa da Rô. Ele ama essa rede! (e o Davi tb... rs)

Sábado passado passamos o dia na casa da Jacque. Como o apartamento não é dos mais apropriadas (por enquanto!) para receber uma criança, Arthur ficou com a vó.
Foi me buscar com o pai de noitinha, na casa da Rô. E de lá partimos para o 10º mesversário da Hellen. E grudou em mim. Menininho mais apaixonado pela mãe...

Com a volta às aulas, aconteceu na última sexta-feira a festa em homenagem aos pais.
Adriano não conseguiu chegar a tempo para a apresentação, então nem sabe qual a música ele dançou - e sim! ele dançou... e provou que o problema está na nossa presença!
Mas ainda que ele tenha chegado após a apresentação, teve tempo de sobra para curtir o filhote na continuação da festa.
Acho que estavam felizes!

E então que eu tirei o final de semana para fazer um faxinão nos armários da cozinha. Resolvi mudar tudo de lugar dentro dele e Adriano foi incubido de me ajudar.
De um lado para outro ficou Arthur, sem entender muito bem o porquê de tanta bagunça...
Nun determinado momento ele sumiu de nossas vistas. A escada de três dregaus da cozinha também.... Ops! Limpem os armários que eu limpo meus dentes!

E, para fechar o final de semana, festa de dois anos da amiga Giovanna. Bernardo e Hellen também foram convidados.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Consulta

Ontem foi dia de pediatra.
Passamos na escola para buscá-lo (Ah sim! As aulas recomeçaram na última segunda feira e pimpolho já segue feliz na companhia das tias e dos amigos. Segundo Adriano ele foi recebido com um abraço caloroso da Tia Dri, seguido de uma boa porção de álcool gel nas mãos e aulinha rápida de como esfregar as mãozinhas para espalhar...) e a carinha que ele fez quando me viu já pagou todo o preço da correria que é pra mim deixar tudo pronto para sair cedo e estar lá...
No consultório já é tranquilo deixá-lo solto na sala de espera. Ele interage bem com as outras crianças e também sabe se defender quando necessário.
Já com a pediatra, a primeira pergunta que me fez foi com relação ao fatídico encontro com o novo otorrino. Fui sincera, falei que não senti segurança no homem e ela imediatamente concordou comigo: "Nem precisa continuar... se não gostou dele não volte!" e apoiou nossa permanência com o otorrino anterior, Dr. Marcelo.
Questionei novamente o fato dele não estar aceitando o leite e ela disse que ele pode realmente estar enjoado do gosto. Eu disse que já tentei dar o Nescau e que ele simplesmente não gosta. Nem na mamadeira, nem no copo, nem no canudo. Basta ele ver a cor escura que me devolve. Falou para eu tentar continuar então com a farinha (mucilon ou láctea) mas passando a dar o mingau no prato, de colher. Vamos ver...
Falei da fase ótima de encanto com frutas (está no momento maçã e banana - adora!) e de como está comilão para as outras coisas. Falei inclusive da paixão arrebatadora por pizza e ela prontamente rebateu: "E quem não é?" rs
Infelizmente perdeu uns 200g, o que ela atribuiu à redução do leite e por isso voltou com Beneroc Junior - complexo B (15 gts 2x ao dia).
Em compensação, aumentou 1 cm.
Além do Beneroc, voltou com a vitamina C (15 gts 1x ao dia) e com o própolis (5 gts 1x ao dia) para ajudar na prevenção à gripe A. E também passou uma receita manipulada para a prevenção da mesma gripe.
Sua PA foi 80 x 50 mm Hg. Igualzinho estava na consulta anterior.
E foi assim... Daqui a dois meses estaremos de volta.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pit-ta!

Ontem, depois de muito tempo, resolvi assar uma pizza (nem me lembro quando foi a última vez que fiz pizza em casa).
Da última vez que comemos, no Shopping, Arthur não estava conosco.
Então foi surpresa para mim quando ontem, ao perguntar para o Adriano o que ele achava de comer pizza ao invés de jantar, não tenha sido ele o primeiro a dar resposta, e sim Arthur:
- Êhhhh, pit-ta!
Eu nem sabia que ele tinha consciência do que era pizza!
Óbvio que depois da festa dele nem adiantaria Adriano se opor... e lá fui eu preparar a pizza.
O problema foi explicar pro pequeno que antes da pizza ser comida, ela precisa ser assada. E que o processo de assar não é tão rápido assim.
Depois de me observar colocando a pizza no forno ele se pôs de cócoras na frente do forno (como cachorro magro na frente daquelas máquinas de frango) e ficou repetindo por uns bons segundos: "pit-ta, pit-ta, pit-ta"
Para evitar que se empolgasse e levasse a mão ao forno pedi que se sentasse na mesa, e em menos de um minuto ele já estava instalado na cabeceira, ocupando o lugar que até então era do pai, segurando seu prato do Nemo e seu garfo do cebolinha.
A pizza demorou uns 30 minutos para ficar pronta, na verdade acho que precisaria até de mais tempo, mas quem conseguia conter a ansiedade da criança?
A pizza nem era das melhores, mas a satisfação dele era imensa! A cada pedaço que ele terminava, ele estendia o prato para mim e falava: "Pit-ta, mais..."
Da onde ele tirou esse gosto por pizza?
E foi muito bonitinho ver, pela primeira vez, ele sentado à mesa da sala de jantar comigo e com o pai, comendo, sozinho, a sua pizza (somando os pedaços que eu colocava (já picados) no seu prato, deve ter dado uma fatia inteira!).
Não que ele nunca tenha comido sozinho, e nem que ele não se sente à mesa. O que acontece é que na casa da vó quem dá a comida sou eu (ou quem quer que seja) para evitar demora e bagunça. Seja na mesa ou não. E lá em casa ele geralmente come na mesinha de plástico (a mesma que ele usa pra desenhar) mas a única coisa que deixo ele comer sozinho é danoninho, que é mais durinho e ele não deixa cair no chão.
Sentar à mesa e comer sozinho, foi realmente a primeira vez!
E me levou a lembrar o que disse a tia Ju numa das últimas reuniões que compareci: Não dê comida pra ele, mãe! Na escola ele já come sozinho... A coordenação motora dele só vai ficar 100% se você deixar ele se sujar bastante durante o processo de aprendizagem.
Acho que está na hora de seguir à risca o conselho da Tia Ju.

Por causa da gripe

E eis que essa semana não teve aula.
Na segunda feira seria o retorno das férias para os alunos que não ficaram em Colônia.
Eu penso assim: Arthur não teve contato com ninguém de risco, uma vez que não saiu de férias. Assim como ele, as outras crianças que permaneceram em colônia.
Mas... e as crianças que saíram de férias? E aquelas cujas mães desavisadas tenham viajado, indo de repente para lugares de risco?
Eu estava achando estranho o retorno, uma vez que nas escolas públicas já havia sido anunciado o adiamento da volta, mas na sexta-feira passada, último dia de colônia, Adriano perguntou se haveria retorno na segunda, e a tia informou que a orientação, até segunda ordem, era de que permanecessem em casa aquelas crianças que tivessem como ficar, ou seja, aquelas que não estudam em período integral. No caso do Arthur, ele poderia ir que elas estariam lá.
[Explicando:
Ele não estuda no período integral porque eu quero. Quando houve o problema de saúde com minha mãe essa foi minha única opção. E como ele fica muito bem lá, e os horários se encaixam ao do Adriano, ele foi ficando... Dois anos se passaram e minha mãe vai muito bem, obrigada. E hoje em dia Arthur não dá mais o trabalho que dava, motivo pelo qual a partir do ano que vem ele passa para o meio período, a tarde, e de manhã vai passar a ficar com minha mãe de novo.
Pronto, explicado!]
E então na segunda feira mandei o pequeno normalmente para a escola.
Na saída Adriano me liga dizendo que haviam suspendido as aulas a partir de terça. A princípio só essa semana. Talvez na semana que vem também.
Achei sensato e acatei sem problemas, uma vez que tenho minha mãe, minha sogra e minha cunhada (que é professora do Estado e também teve férias prolongadas) para revezar com o pequeno, mas fiquei imaginando o que seria de mim se não as tivesse nesse momento.
Como medida de precaução estamos evitando lugares públicos fechados. Passeios em shopping, por exemplo, só quando esse momento crítico passar.
Não estou histérica, mas pelo que estou lendo e ouvindo por aí, o que a mídia tá divulgando não é nem um terço do que realmente está acontecendo, motivo pelo qual não custa nada ter o mínimo de precaução.