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terça-feira, 31 de março de 2009

Nas nuvens

Sexta feira foi um dia super-hiper-ultra-mega estressante. Tudo culpa da bendita TPM.
Passei o dia inteiro com raiva não sei de quem, querendo chorar sei lá por que motivo, enfim... Se me chamasse de bonita era capaz deu morder... rs (Ainda bem que, no meu caso, só dura 01 dia).
E então cheguei em casa... demorou horrores, mas cheguei. Tomei um banho e me entreguei ao meu filho. E assim... nada melhor do que um menininho de 03 anos, elétrico, correndo de um lado para outro atrás de você, te "ensinando" a simular um volante com qualquer objeto redondo, para te fazer lembrar do quanto é bom relaxar, do quanto é bom ser e ter uma criança dentro de casa.
"Brum-brum-brum.... bi-biiiiiiiiiii" era o som que fazíamos correndo da sala para a cozinha e de lá para os quartos. E com a empolgação até o papai se juntou a nós dois. Depois se cansou (leia-se, eu me cansei... rs) e iniciamos nova brincadeira, dessa vez um colocando a mão na cintura do outro formando um trem de três vagões: "Piuíííííí, tic-tac-tic-tac-tic-tac"... e como nos divertimos e interagimos... os três... como nunca tínhamos feito antes!
E só com isso eu já teria ido dormir feliz, revigorada, sem nem me lembrar do dia inteirinho de tensão...
E então, depois do banho, já na hora de tomar o leitinho para se entregar aos braços de Morfeu, ele me olhou bem de pertinho e começou a falar: mamãe, papai, e eu, para incentivar, resolvi prolongar: vovó, vovô, titia, titio, Deidei, Bia, Bê e ele foi repetindo...
Já estava na plenitude da felicidade, né? Imaginem...
E então veio o papai: (como se aquela notícia não merecesse ser a primeira coisa a ser falada assim que eu cheguei... hahaha - tudo bem, pelo menos ele lembrou de me contar... rs)
"Ah filho! Fala pra mamãe o que você aprendeu hoje!" e iniciou a frase só para ele se lembrar: "Eu..." e meu pequeno completou: "... ti aaaamoooooo" e ele repetiu, repetiu, repetiu! Eu pedia e ele repetia... O mais lindo "Eu te amo" que já ouvi. A mais importante declaração de amor que eu poderia receber...
Preciso falar mais alguma coisa????
Ah sim! Créditos para a tia Adriana! Que foi quem o ensinou a falar e o ensina diariamente a praticar o amor. Valeu Tia Dri! Eu deixo ele te amar também, tá bom? :)

quinta-feira, 26 de março de 2009

A dois passos do paraíso

Na quinta feira-passada minha cunhada ligou perguntando se queríamos curtir o final de semana em Cabo Frio. Um amigo ofereceu o apartamento e ela não queria ir sozinha.
Oportunidade rara de curtir um final de semana relax, então... como negar? Fomos, né? Óbvio!
O tempo não colaborou muito, no domingo até choveu. Mas quer saber? Pra que sol quando temos 05 crianças que pouco se importam com a cor do céu? De noite até banho de piscina tomaram... E curtiram, viu? Nossa!
Além do banho de piscina...

Que a Hellen também curtiu...

Correram no parque... Arthur, por exemplo, não sabia o que fazer com tanto espaço.

Fomos ao "deck" que já existe em Cabo Frio há anos e ainda não conhecíamos. Ar puro e paisagens lindas... de tirar o fôlego!

Paisagem tão linda que Arthur se recusava a olhar para a câmera...

Explorou o barco do pescador...

Por vezes precisou de carona, tamanho cansaço...

Pegaram peixinho na praia (que a correnteza trouxe pra beira d'água), pularam onda, cataram conchinhas...

Enfim... Final de semana único! Tem mais fotos aqui.

terça-feira, 24 de março de 2009

Para que servem os amigos?

Tô tão aliviada...
Por Deus!
A gente cria blog no intuito de registrar momentos... pelo menos no meu caso é assim.
Tanto que nunca cobrei comentário de ninguém. Claro que a-d-o-r-o ver a caixinha cheia de comentários, mas quando não acontece não me descabelo não! Porque o intuito do blog é realmente guardar para o Arthur um tesouro, o passo-a-passo de sua infância.
Penso em daqui a uns 20 anos, ele abrindo esse blog, descobrindo tudo o que viveu - ou melhor, o que vivemos. Não vai ser fantástico?
Pois então.
Aí eu faço uso desse mesmo espaço e peço ajuda. De forma humilde. Sem qualquer pretensão de que fosse receber o tanto que recebi.
Foram 02 emails e mais 06 comentários por aqui. 08 carinhos. 08 formas de ajuda. De gente querida, sempre presente ou que há muito não comentava, de gente que nunca apareceu antes. E não foi só aquele comment "Oi. Passei por aqui. Bj, Tchau!" Foram comentários fantásticos. Dicas preciosas. De se imprimir e colocar na cabeceira para consultas futuras...
Enfim. Só tenho a agradecer. A Simone (do Renan), a Melissa (do outro Renan), a Claudia (da Luiza), a Karla (da Cath), a Karim (do Leo), a Luciana (do Gabriel), a Elisa (do Pedro Henrique e da Sofia), a minha xará Sandra (do Marcos)... Vocês não têm noção do quanto é reconfortante saber que não sou a única a passar por isso! :) E vou sim (pelo menos tentar), usar as dicas de cada uma...
Ah sim... vou repetir... eu não ligo para a quantidade de comentários, mas eles são muuuuuuito bem vindos, sempre!

segunda-feira, 16 de março de 2009

A difícil arte de educar

Como mãe não sou melhor nem pior do que as outras... sou igual a todas!
Acerto, erro, aprendo... e tento a cada dia desvendar os mistérios que rondam a maternidade... querendo sempre melhorar, claro...
Confesso que ultimamente ando me questionando no que está faltando em mim pra conseguir dar andamento em algumas questões importantes no desenvolvimento do Arthur.
Não consigo desfraldá-lo;
Não consigo tirá-lo da mamadeira;
Não consigo fazê-lo falar;
Não consigo tirá-lo do berço (tudo bem que ainda nem comprei sua cama...);
Nada do que me proponho a fazer para o desenvolvimento dele vai adiante.
Eu vou seguindo o mantra... cada coisa no seu tempo... cada criança tem um ritmo... no momento certo ele vai fazer isso ou aquilo...
E vou esperando...
Eu assumo mesmo que deixo a responsabilidade do desfralde mais por conta da escola, já que é lá que ele passa a maior parte do tempo. Mas o que eu faço no domingo com relação a isso? Quase nada! Não houve um domingo sequer que eu tenha deixado ele só de cuecas o dia inteiro e ficasse controlando o seu xixi. O máximo que faço é sentá-lo no vaso (com redutor) e incentivá-lo a fazer o nº 1. Espero, espero, converso com ele e... nada. Ele não faz! Então eu desisto e coloco a fralda. E ponto para ele!
No sábado eu cheguei a ver um penico lindo, super colorido, mas acabei não comprando. Entre o "será que vai usar?" "e se não der certo?" optei por deixar o troninho lá na loja mesmo. Se eu tivesse certeza que ele usaria, pagaria os R$40,00 numa boa, agora comprar e ter mais um treco espalhado pela casa sem uso... fala sério!
E a mamadeira? Por umas duas (ou três vezes no máximo) eu coloquei seu leite noturno no copo com tampa (e com válvula - para não fazer lambança na cama). Ele não aceitou. Nem esperando ele ser vencido pela fome. Nem assim. Ele enrolou, enrolou. Troquei pelo copo de canudo, pelo copo puro, insisti, tentei dar de colher e... nada. Ele não aceita seu leite em nada que não seja a mamadeira. E dá uma dó, sabe? Porque ele usa mesmo a dita cuja como consolo para dormir (já que não pegou chupeta - e eu não fiz a mínima questão), mas ele já está com três anos e eu me pergunto se já não passou da hora de fazer a transição...
Assim como já passou da hora dele estar falando.
Tá bom. Eu entendo o problema da adenóide; que ele SÓ não fala, mas entende e reconhece tudo; que ele é muito inteligente pra idade dele, inclusive fazendo coisas que são da faixa etária acima da dele; eu entendo isso tudo! Mas não posso deixar de reconhecer que boa parte da falta da fala dele se chama mesmo PREGUIÇA (ou timidez - ainda estou tentando decifrar!)
Ele não é como as outras crianças, que falam por meio da repetição. Muito pelo contrário. Ele reconhece o objeto (ou a pessoa), e até pode falar por conta própria o que é... mas se a gente perguntar: "O que é isso, filho?" ele se cala! E é assim na maioria das vezes. Agora me digam... como vou incentivá-lo a falar sem perguntar para ele o que é? O fato é que eu não sei explorar toda a inteligência que ele tem...
Nesse ponto a lousa mágica é um enorme adianto. Ali a gente desenha e ele nomeia. Simples assim. E é na lousa que ele "lê" as vogais, os números de 1 a 10 e agora a novidade, as letras de seu nome.
Tá certo que a cada dia ele fala uma coisa nova, ontem mesmo ele soltava um "tchau vião!" sempre que uma aeronave cruzava o céu. E eu reconheço que é só uma questão de tempo, que ele não vai ficar "mudo" por muito mais tempo. Mas ando muito ansiosa com relação a isso e reconheço que estando assim posso atrapalhar todo esse processo de aprendizado.
Na semana passada por exemplo ele veio ao meu encontro na cozinha com seu copo vazio. Pegou minha mão e levou pra geladeira. Eu sabia que ele queria água mas me fiz de desentendida, para forçar que ele falasse "água" já que isso eu tenho certeza que ele sabe falar. Mas não falou. E eu não dei a água. Insisti com ele: "O que você quer? Fala pra mamãe..." Peguei a garrafa d'água, sentei-me no chão com ele e forcei a barra: "Mamãe só vai dar se você pedir... fala pra mamãe: á..." e não completava a frase na (vã) tentativa de que ele completasse. Ele chorou. Chorou. Chorou. E falar "água" que era bom, nada! Cunhada desceu achando que ele tivesse caído. Sogra desceu também. E eu fui firme e não dei. Então ele jogou o copo longe (de pirraça) e meus nervos (que já estavam à flor da pele) fizeram com que eu o fizesse catar o copo no chão da cozinha. Nova guerra (agora para pegar o copo) e cunhada encheu o copo de água para dar-lhe. Eu não deixei. Perdi meu foco, óbvio. Levei pro banheiro pra tentar acalmá-lo e como ele ficou mais nervoso não vi saída a não ser dar a bendita água (ainda que ele não tivesse falado). E estava com muita sede o meu pequeno, tomou o copo cheio. Depois sim, dei o banho e já sozinha com ele conversei, expliquei e espero (do fundo do meu coração) que ele tenha entendido que eu só queria o bem dele. Mãe sofre, viu? Como dormi mal por causa disso...
E eu falei da pirraça né? É que ele está nessa fase de pegar as coisa e jogá-las longe. Não conheço outra forma de corrigir que não seja brigar com ele e fazê-lo pegar de volta. Ainda que eu tenha que pegá-lo nas mãos, levar até o objeto e falar: "Pega!" (mesmo que tenha que repetir a palavra mágica algumas vezes...). E ele pega. Mas continua fazendo... e assim seguimos no mantra: "ele lança o objeto, eu brigo, faço pegá-lo de volta, e ele pega..."
Deus queira que não chegue a fase de se jogar no chão... Não vou aguentar... :(
E para finalizar, agora deu para acordar de noite e querer ir pra nossa cama (coisa que nunca aconteceu antes). Não sei se pelo calor e pelo fato de nosso quarto ser mais fresco. Não sei se por medo de estar sozinho. Não sei se simplesmente porque sabe que estamos em dois em um quarto e ele sozinho no outro. O fato é que ainda não encontramos outra alternativa senão levá-lo pro nosso quarto, esperá-lo se entregar aos braços de Morfeu e devolvê-lo ao seu berço. E isso nos leva a outra dúvida, tirá-lo do berço e fazer sua estréia numa caminha linda! Tá bom... Aí tiramos ele do berço e ao invés dele dormir na SUA cama, vai fugir toda hora para a NOSSA... hahahaha - Idéia adiada até que ele volte a dormir a noite inteira, sem interrupções!
Quem tiver dicas para os itens acima que têm me tirado justas horas de sono, pleeeeeease, não deixem de me dar: sandrilima@ig.com.br
Agradecimentos dessa mãe que vos fala!

"T" de tatu

Arthur tem verdadeira paixão pela lousa mágica dele. Adora rabiscar, assim como adora que a gente desenhe para ele.
No Dia das Crianças do ano passado ele ganhou uma do padrinho que além da caneta veio com três carimbos em formato de coração, círculo e triângulo. Ocorre que a caneta sumiu e ele passou a nos pedir para desenhar com algum dos carimbos. E então, cansada de tentar, em vão, desenhar pipas, carros e afins com aqueles carimbos, resolvi comprar uma lousa nova e amarrar aquela caneta para que ele não me peça mais o que é impossível.
Assim que pegou na caneta abriu logo aquele largo sorriso, e imediatamente se colocou a rabiscar. Óbvio que nos pediu os desenhos de praxe e em determinado momento aquilo se tornou meio básico para ele. Então Adriano passou a escrever. Primeiro de 1 a 10. Depois as vogais. E como isso ele também tem tirado de letra, Adriano partiu para as consoantes. E então ele se recusou a falar. Adriano desistiu. Então criancinha voltou pra mim. Escrevi a letra "t" e eu juro que não teria acreditado no que ouvi se não tivesse minha sogra e a Beth como testemunhas.
- Arthur, que letra é essa?
- "T" de tatu.
Beth agarrou e beijou. Sogra aplaudiu. E eu tentava pegar meu queixo que estava no chão. :)
E ele não repetiu o que disse, óbvio. Mas segundo o pai, naquele mesmo dia a tia Ju havia comentado alguma coisa sobre o fato dele estar formando palavrinhas com umas placas (ou blocos) de letras e desenhos. Sem detalhes, porque Adriano é péssimo nisso. E eu quase matei ele! "Como assim, formando palavras?????? E você não pede detalhes?????" Aff!
E então ontem, num momento todomundojunto em volta da piscina, coloquei novamente a letra "T" na lousa, e o que saiu foi:
- "T" de Arthur.
Eu acho que ele está associando as letras de seu nome já que na escola as cadeiras são identificadas, e então quando escrevemos o seu nome na lousa ele nomeia inclusive a letra "h". Não é fofo?

Vídeos do Carnaval

Eu tinha me esquecido desses videozinhos que fiz no Carnaval.
O primeiro mostra como ele curtiu todo o espaço que havia para ele;
O segundo foi uma das 427 abordagens que ele fez à carrocinha do Kai Bem.

sexta-feira, 6 de março de 2009

O Carnaval

Esse ano tivemos um Carnaval atípico, com alguns contratempos, infelizmente. Mais ainda assim, com certeza, o mais curtido pelo Arthur.
Primeiro que chegamos na sexta-feira com uma criança cheia de abcessos espalhados pelo corpo. O das costas, inclusive, só estourou durante a ida. Nem sei como ele não reclamou na viagem...
Os outros ainda vasaram no primeiro dia lá, mas no sábado, primeiro dia em que fomos a praia, eles já estavam bem sequinhos. Bem que a Dra. Mônica falou.
A princípio fiquei com medo da água de sal em contato com a pele, mas não sei como pode, ele não sentiu nada. A princípio ele ficou desconfiado foi com a areia. Não queria sair do meu colo por nada. Se agarrava no meu pescoço e levantava bem os pés para evitar o contato com a dita cuja. Não sei pra quê tanto doce se no minuto seguinte ele já tinha areia até na cabeça... rs
No domingo ele já reconhecia o caminho para a praia. Ia na minha frente pela calçada como se fosse um menininho de 07 anos, totalmente independente.

Foi também no domingo que outro contratempo aconteceu. Mariquinha (leia-se: minha mãe) voltou na casa pois se lembrou que foi pra praia sem tomar os remédios. E passa o tempo, e passa o tempo, e nada. Uma hora depois (é muito tempo levando-se em consideração que estamos a dois minutos da praia) chega ela com a Beth, que me conta que ela foi atingida por uma moto enquanto atravessava na faixa de pedestres. Nada grave, tirando o enorme hematoma na bunda, mas que me deixou nervosa, principalmente quando soube que todos que estavam na praia ficaram sabendo, inclusive meu marido, mas que não me contaram para não me preocupar (Como?). Por acaso estou grávida, ou sou cardíaca, ou sou criança, ou qualquer coisa que não possa levar um susto? Marido sofreu as consequencias de ter me escondido algo que, segundo minha visão, diz respeito a mim. E depois de ter passado por chata para todos os presentes, quem ficou se sentindo mal fui eu, por não ter me colocado no lugar deles, já que a intenção deles era tão somente me proteger. Mas ainda assim continuei defendendo minha tese: Qualquer coisa com minha mãe ou meu filho eu TENHO que ser a primeira a saber. E tenho certeza que qualquer um vai pensar da mesma forma. Enfim. Depois que percebi que minha mãe começou a se sentir culpada, engoli a raiva e virei a página.

Melhor mesmo era curtir o dia lindo que Deus estava nos dando, e curtir com filhote toda aquela farra. E daquele mesmo jeito do ano passado, ele se sentava pertinho da gente, e num sopetão se levantava e partia rumo à água. E lá íamos atrás resgatar o fugitivo. Ou entrar na água junto com ele. Dependia de quem ia. Eu ou o pai. Nessa ordem.

Nunca fui chegada em ficar na água, gosto mesmo é de ficar no sol. Adriano detesta sol, gosta mesmo é da sombra. Arthur não gosta nem de um, nem de outro. Quer água. O tempo todo.

Na segunda-feira colocamos sua fantasia de Bambam. Ficou fofo. Engraçado como as pessoas gostam de ver criança fantasiada. Por uns ele foi chamado de Tarzan. Por outros de "filho do Barney". E até uma senhora disse: "aquele menininho loirinho dos Flinstones". Mas o que quero dizer é que por onde passava fazia sucesso, e o mesmo se repetiu na terça-feira, dessa vez na companhia dos primos, Bernardo e Hellen.

Acho que foi nesse dia que encontramos Tia Andrezza, no finalzinho da tarde, mas Arthur já não estava conosco, já que sua rotina era praia pela manhã, e soneca durante a tarde inteira (período em que voltávamos sozinhos para curtir a praia como gente grande, podendo sentar e relaxar). Deve ter sido lá pela quarta-feira que ele descobriu o Kai Bem. Na verdade ele já conhecia desde o ano passado, mas foi nesse ano que ele se tornou, segundo a madrinha dele, sócio da empresa. Bastava ouvir o chamado do vendedor "Olha o Kai Bem!!!" que ele ia atrás garantir o seu. Pelos meus cálculos ele deve ter chupado uns vinte "pedacinho do céu", nome do sabor (sempre) escolhido. Então ficou decidido que no próximo ano eu vou comprar uma carrocinha toda pra ele.... rs

A partir de quinta-feira era aquela praia linda, limpa, imensa e vazia... Arthur nem sabia o que fazer com tanto espaço sobrando... Sentar para brincar? Hahaha. Só por cinco minutos (e olhe lá!). Estou até agora tentando descobrir o porquê dele rejeitar tanto a sombrinha da barraca... Era levá-lo pra sombra e ele levantava e ia pro sol. Puxou a quem mesmo hein? :)

E ficou tão moreno o meu pequeno. A bunda tá tão branca!!!! Um gostoso!
E parece ter engordado mais um cadinho. Tá com o rostinho rechunchudo que só.



O outro contratempo que aconteceu foi meu marido ter inventado de futucar uma espinha que nasceu no seu queixo (ele jura que foi pêlo inflamado...). Limpou com água oxigenada. Tomou cataflan. Limpou com água oxigenada. Colocou azeite quente com farinha para puxar o que ainda nem existia. Resultado? Amanheceu na sexta-feira com o queixo do tamanho de uma bola de futebol. Tá. Podem cortar os excessos. Mas quem via, se assustava com o tanto que inchou. Então lá fomos nós para o PS, bem cedinho, para marido tomar uma benzetacil e ser orientado a fazer muuuuuuitas compressas de água quente. Ainda deu tempo de levar Arthur para a praia pela manhã, mas de tarde quem ficou de efermeira? Eu, claro. Ainda que estivesse P da vida do tanto que pedi pra ele não futucar...
Passou a sexta feira inteira entre compressas e novalgina para aliviar a dor que não cedia e no sábado pela manhã decidimos voltar ao PS para avaliação de outro médico, já que a benzetacil e as compressas pareciam não fazer efeito.
O outro médico plantonista, louco de pedra (é clínico mental, rs) foi excelente. Disse que benzetacil há muito tempo deixou de ter a eficácia de antigamente. Que só compressa quente não ia resolver, que o problema dele era tb de imunidade baixa, que o excesso de zelo pode ser prejudicial tb (quando dissemos que ele limpou com água oxigenada), e etc. etc. etc.
Passou Voltarem injetável para aliviar a dor, ibrupofeno para ministrar de 8 em 8 h, cefalexina (2 cps) de 12 em 12 h, e um medicamento para usar quando acabar a infecção para aumento de imunidade. Excelente. Aí lá foi ele para as mãos da enfermeira que aplicou a injeção e foi fazer a limpeza do local. Limpou com soro e, sem qualquer aviso, espremeu bem forte. Senti a dor por ele, coitado. Ou a dor que senti foi de sua mão apertando a minha. Coitado do meu marido. Tudo bem que no dia seguinte, domingo, ele já estava beeeem melhor... mas já era dia de voltar pra casa, infelizmente. Então para ele o Carnaval já tinha acabado... desde quinta-feira.
Ele ficava na casa se recuperando, enquanto eu me cansava levando Arthur pra praia. Sério! Como era cansativo ficar correndo atrás daquela criança... E ele, pra piorar, grudou em mim. Não aceitava ir na água com mais ninguém. Os únicos momentos de relax era enquanto chupava o Kai Bem, por incrível que possa parecer.


Também gostava de ler o que escrevíamos (ou desenhávamos) na areia. As vogais e os números de 1 a 10, ou simplesmente identificando desenhos. Um show de leitura! O que já não era surpresa para mim, mas que arrancava suspiros de quem ainda não o tinha visto contando de 1 a 10 ou repetindo as vogais de um lado pro outro, sem que ninguém pedisse.

Mas ele guardou surpresa para mim também. Certa noite alguém lhe deu um saquinho de confetes de chocolate cuja marca era disquete. De repente ele começou a soletrar d-i-s-q-u-e-t-e, sozinho, sem que ninguém pedisse. Juro que não acreditei, pois embora as tias da escolas já tivessem me dito que ele conhece o alfabeto todo, eu achei que houvesse ali um certo exagero... Exagero nenhum... Ele conhece sim! E só eu e o pai fomos testemunhas. Depois que coloquei meu queixo no lugar e tentei que ele soletrasse de novo, humpf! Quem disse que ele obedeceu?????


Que mais, que mais?
  • Arthur assistiu, pela primeira vez, uma apresentação de marionetes. Ficou atento do início ao fim, alterando momentos de concentração com altas gargalhadas. Difícil foi tirá-lo da frente dos bonecos.
  • Rô (gravidinha do Davi) e Alê nos fizeram companhia na praia do início ao fim da semana e foi ótimo estar na companhia deles também.
  • Foi a estréia da Hellen na praia.

  • Tomei muito açaí (que amo, mas não consigo achar aqui tão bom quanto o de lá!).
  • E consegui ficar morena!