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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Das coisas que emocionam...

Ontem minha mãe amanheceu com crise renal. Como nem eu e nem Adriano sabíamos que desde o dia anterior ela já vinha sentindo dores leve, Adriano acabou levando Arthur de manhã para a casa dela, como já faz habitualmente.
Quando Adriano passou para levá-lo para a escola, no mesmo carreto a levou pro PS e foi quando ela contou pra ele, o que também me contou no final do dia. 
Que na cozinha falou pro Arthur: "Meu amor, vovó tá dodói..."
Que ele a abraçou bem forte ali mesmo na cozinha, depois a pegou pela mão, a levou em direção ao sofá e disse: "Deita vovó"...
Que ela deitou e ele deitou sobre a barriga dela.
Que fez carinho na sua barriga e foi falando: "Fica boa, tá vovó? Fica boa..."
Minha mãe disse que chorou de emoção... E eu também, quando ouvi.
Não é um fofo?

Em tempo, Quinha foi medicada e passa bem. E recebeu orientação de procurar um urologista o mais breve possível. E na falta de ter com quem ficar, Arthur hoje também ficou com ela. Espero que tome conta da vó de novo. rs

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sobre a escola e sobre a fono.

Ainda na festa do dia das mães, eu perguntei Tia Adriana como andava a interação do menino.
Ela disse que vê melhoras, de forma tímida mas vê.
Que ele ainda não chama o amigo pra brincadeira, mas sempre que ela intervém, a interação acontece.
Que algumas coisas ela não entende:
- que quando a música está envolvida ele interage melhor.
- que ele às vezes ri do nada.
- que ele não tem obedecido a nova auxiliar.
- que ele tem essa "inteligência" acima do normal.
E na festa da escola eu pude presenciar que de fato o relacionamento dele com as crianças da escola é totalmente diferente do que eu vejo em casa.
É como se ele não se interessasse por aquelas crianças... como se todos eles já tenham seus próprios grupinhos e ele fique excluído, me entendem? Óbvio que não é proposital, eles são muito pequeninos para isso. E de repente nem são eles que excluem o Arthur. Pode ser o inverso também e eu não saiba identificar... Enfim... É algo que de fato eu não entendo. Porque chega na minha mãe e ele corre atrás do primo Cauã. Se ele não está, Arthur pergunta por ele. E brincam com o avião que o primo faz para os dois. E pintam desenhos juntos. E constroem cabana na beliche do quarto do meu irmão. E se escondem dos adultos e morrem de rir quando a gente os acha. E brincam os dois de pique esconde. De pique pega.
Com a prima menor, Hellen, a mesma coisa. Dia desses estavam se agarrando, brincando de dar susto um no outro. Ambos morrendo de rir. E eu rindo e chorando também. De alívio. Por achar linda a amizade deles. Por outro lado confusa. Não deveria ser assim também com os amigos da escola que ele tem até mais contato? Vai entender...
Ano que vem ele vai para o 1º ano, ano de alfabetização. Sinceramente tenho pensado seriamente se já não é a hora de experimentar novos ares. Novos amigos. Sei lá! De repente começando do zero com uma turminha nova aumenta a chance dele de fazer amigos. Alguém uma vez me falou dele já estar num círculo vicioso. Dele já ter sido rotulado pelos próprios amiguinhos: "aquele ali é o Arthur, o menino que não gosta de brincar com a gente..." mais uma vez repetindo: é óbvio que eu sei que não é de propósito. Que uma criança de 5 anos não vai criar esse tipo de estereótipo... 
Mas aí vem o medo. Medo de tirá-lo de um lugar que ele já tem segurança, onde ele já é conhecido para um lugar novo. E pior, que nada mude. Ou pior, que tudo piore. Aff! Muitos questionamentos....     
E então na última consulta a fono perguntou para o Adriano como andavam as coisas na escola. Como é muito complicado para a gente explicar o que a gente não presencia ou não consegue entender, eu acho que ela optou por ela mesma ligar, pois na terça feira a secretária dela me ligou pedindo o número da escola. Por enquanto ninguém falou nada.
Hoje tem consulta e Adriano está levando a última avaliação bimestral e alguns vídeos para ela dar uma olhada. Provavelmente ela deve falar se ligou (ou vai ligar) para a escola e o desmembramento do assunto.
E eu de antemão já vou pedir Adriano que agende um papo com ela, porque eu acho que só ela mesmo vai me dar as respostas que preciso. 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Páscoa... Dia das Mães

Então...
Seguindo a ordem de acontecimentos, aproveitamos a Semana Santa e viajamos para a Região dos Lagos.
O propósito era me desligar (um cadinho) do trabalho e até teria dado certo se eu não tivesse levado na minha bagagem, além de roupas e biquines, tesoura, moldes e feltros para eu continuar produzindo os Srs. e Sras. Cabeças de Batata. Adiantei um bocado e eles voltaram relaxados e bronzeados como eu. rs
A manhã do domingo de Páscoa foi animada e coelhinho foi até lá nos visitar. Generoso que só, deixou 3 ovos para o Arthur!
Em casa ele também passou e quando chegamos à noite, exaustos com a viagem de 5 horas (bendito engarrafamento!) mais um batalhão de chocolate nos esperava.
O saldo? Dois potes imensos com pedaços dos ovos que quebrei e mais um baleiro lotado de bombom.
Bom receber visitas nessa época que não resistem e devoram o pote antes de você. Eu adoro! Todos engordando no meu lugar... rs
Após o final de semana de relax quase total, uma semana pauleira para ninguém botar defeito. Saindo de casa às 05:40, trabalhando até às 16:30h, indo pra casa da sócia fazer Batata até às 22:00, seguindo pra casa pra fazer os IR dos que deixaram pra última hora e indo dormir depois das 00:00 com o relógio agendado para despertar novamente no mesmo horário no dia seguinte. E desses cinco dias punks, dois ou três eu nem vi meu filhote acordado. De doer na alma. A parte ruim, negra, de acabar com o humor de qualquer um. Mas foi escolha minha né? É para o nosso bem ($$), financeiramente falando.
A parte boa? Cumprir o prazo! Terminar! Saber que o Atelier será visto em dois novos estados e meu esforço vai trazer alegria a pelo menos 100 crianças.
Depois disso, três dias de folga. Pra chegar em casa sem compromisso com nada. Só pra agarrar muito moleque magrelo que, segundo minha cunhada, é outra criança perto de mim. É feliz. É falante. Tem bom humor. E o coração aperta mais um cadinho pela semana que mal acabou e eu prometo tentar fazer diferente na próxima grande encomenda... Antes de respeitar o tempo alheio é preciso respeitar o meu. Tem coisas que não há dinheiro que pague... mas enfim... há de se achar um meio termo.
Partimos para o Dia das Mães. Arthur aplicado que só já ensaiava aos quatro cantos da casa a coreografia que dançaria na esola. Como que uma afronta pelos dias em que ele foi dormir se me ver, ele cantarolava: "Não dá, não dá, pra ficar, pra ficar, sem te veeeeeeeer... sou 100% você!" #miemociono
E lá fomos nós para uma sexta feira super animada no pátio da escola onde eu descobri que tenho um chicleteiro embaixo das minhas asas e mais uma vez meu coração bateu "orgulho - tun - nun - nun"
100% você
Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê...
Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê...
Um céu sem estrelas
Uma praia sem mar
Amor sem carinho
Romance sem par
Carnaval sem festa
Um jardim sem flor
É assim que eu me sinto
Longe do seu amor...
Como enganar o coração
Tão ligado nesse amor
Como viver a minha vida
Sem teu jeito sedutor
Não dá mais prá segurar
Tô viciado em você...
Não dá...Não dá...
Prá ficar
Prá ficar
Sem te ver
Já estou ficando louco
Não dá...Não dá...
Prá ficar
Prá ficar
Sem te ver
Sou 100% você!
Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê...
Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê...
Estrada sem rumo
Saudade sem dor
TV sem novela
Arco-íris sem cor
Chiclete sem Nana
Verão sem calor
É assim que eu me sinto
Longe do seu amor...
Como enganar o coração
Tão ligado nesse amor
Como viver a minha vida
Sem teu jeito sedutor
Não dá mais prá segurar
Tô viciado em você...
    
Gente, essa música foi de propósito... Só pode ter sido.
 Ele cantava e dançava me olhando como se estivesse dizendo "tá entendendo né, mamãe? que isso nunca mais se repita!". E pulava feliz da vida porque sabia que eu entenderia o recado!