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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Adaptação, consulta e outros

É, voltei ao trabalho... Descansada, desacostumada e sem dinheiro no bolso! hahaha
Mas voltei no pique... já que não tinha outra escolha! :)
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Antes de voltar, no sábado, teve o 1º Encontro entre Pais e Mestres. Primeiro uma reunião entre todos os pais e toda a equipe (professoras, auxiliares, coordenadoria, diretoria, etc) para falar das normas, da mudança, enfim, assuntos diversos de toda a escola. Depois seguimos para a reunião específica de cada turma, com as professoras. Tias Andrezza, Adriana e Átila falaram de nossa parceria, da adaptação de cada um, que não devemos nos preocupar se essa durar mais do que planejamos, nem devemos estranhar se eles passarem o ano inteiro resistindo em ficar. Além disso traçaram perfis individuais. Falaram do desenvolvimento do Arthur que é visto a olhos nus. O pequeno tá arteiro, bagunceiro, foge o tempo inteiro para o pátio! Um tremendo mal exemplo para os mais novos! rsrsrs
Essa "reclamação" já havia sido feita durante a semana, quando fui buscá-lo. Como já somos amigas (né, Tia Andrezza?) ela disse em tom bem humorado: "Olha, vou mandar recadinho na agenda, hein? Esse menino tá impossível!" Eu morrendo de rir e a coordenadora: "Isso mesmo, tia! Se não der jeito, dá-lhe 03 dias de suspensão!" rs
Esse clima de descontração eu acho ótimo. E elas dão detalhes de tudo o que as crianças fazem. Segundo ela, Arthur passa por baixo das pernas das tias e quando elas percebem e o chamam de volta, ele sai correndo, olhando para trás e dando gargalhadas. Vocês podem imaginar a cena? Aí ela complementa: "Eu esperando que como mais velho ele vá dar o exemplo, não... Ele ainda ensina as artes pros menores..." rs
Como ele só completou 02 anos em janeiro, teve que continuar na turma do Ninho, então eu digo que ele ficou reprovado. As crianças que entraram agora são todos menores que 02 anos, então ele se tornou o veterano da turma.
Por outro lado, é notável o carinho que os maiores têm por ele. Basta ele chegar e é um tal de "Oi, Arthur!" pra cá, "Vem, Arthur!" pra lá... É um menino popular entre todos! Não vai demorar muito e estará liderando os grêmios estudantis! rs
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Na segunda-feira, ele teve consulta com a pediatra. Suas novas medidas são: 10.490 gramas e 86,5 cm (um aumento de 200 gramas e 1,5 cm em relação à consulta anterior), o que foi muito bom levando-se em consideração os quatro dias de diarréia que teve no Carnaval. Dra. Mônica aprovou o tratamento a base de Pedialite e disse ser normal essas alterações fisiológicas dentro de uma mudança de ambiente. De qualquer forma passou remédio para vermes (Annita - suspensão) e exames de sangue para detectá-los, e aproveitando a ida ao laborátorio, pediu também o estudo da alergia, ainda que o resultado não seja 100% confiável. Para os moluscos das axilas, ela receitou o verrux, já que ele não nos deixa espremer. Para as brotoejas que vez ou outra aparecem, indicou o uso de maisena. E já sinalizou que o período para a vacina de gripe será em abril (vamos ver se darei ou não...)
Do mais, tudo na perfeita ordem. Ou melhor, na desordem! Levando-se em consideração que Arthur futucou todos os cantos do consultório e tirou tudo do lugar! rsrsrs
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Saímos do consultório às 11:30h e o levamos para a escola (para aproveitar a bóia que seria servida às 12h - hahaha). Dessa vez não entrei com ele, deixei que Adriano o fizesse para termos noção de como seria o dia seguinte (e todos os outros) sem minha presença. Segundo Adriano ele foi direto pro colo da tia, mas acho que estava com tanto sono que nem sentiu nossa falta. Depois vi na agenda: dormiu de 13h às 15h.
Na terça, segundo Adriano, ele grudou. Puxou o pai para o pátio e o fez sentar para brincarem juntos (exatamente como estava fazendo comigo). Então Adriano esperou a primeira distração para se retirar. Como sempre ele procura, procura e desiste, juntando-se então aos amigos e tias para brincar. Acho que vai ser assim por algum tempo. Não vou cobrar que ele nos dê tchau e beijo. É demais para um menininho de apenas dois anos.

Ontem cheguei em casa com muita vontade de scrapear. Esperei Arthur dormir para fazer, e em menos de 01 hora saiu esse:

Créditos:
Frame In memory of Miles @ Christina Renée / Paper by Lisa Whitney @ Scrapartist / Elements by Jofia Devoe @ The DigiChick / Fonts: CoronetI, PR8 Charade e Typewriter

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Lerê, lerê... lerêlerêlerê

Esse foi meu dia... só faltou ser açoitada! hahahaha
Levei Arthur na escola e parti pra casa com a firme propósito de dar uma geral na casa (já que a "secretina semanal" resolveu não vir na segunda, prometendo vir na quinta e tendo furado novamente).
Então lá fui eu:
Aproveitando que sonhei com Nando Reis na noite anterior (Aimeudeus, eu amo esse ruivo magrelo!) onde ele cantava para mim e me fazia juras de amor (sonhar pode né? - hahaha), mas considerando que ele sequer sabe da minha existência, coloquei o som beeeeem alto e eu mesma cantei. Noooooossa! Quanto tempo não fazia isso! Faxinar cantando... E que sorte a sua não morar por aqui hein!? rsrsrs
"Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia...
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...
Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara não é minha
Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava desse tamanho...
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar..."
Além de Nandinho Reis, passaram também pelo DVD Emerson Nogueira, Luiza Possi, Bee Gees e Jorge Vercilo.
Enquanto isso limpei fogão, tirei pó, arrumei umas gavetas, dobrei as roupas lavadas, troquei os lençóis da cama, lavei cozinha, área de serviço e quintal, e coloquei na máquina todas as toalhas que estavam fedidas no armário do banheiro.
Arrumei o quarto do Arthur (guardei o trocador - que embora já não esteja sendo usado por ele continuava na cômoda - arrumei a cômoda, organizei o armário, tirei cortinado para lavar) e arrumei os brinquedos.
Quer saber de uma coisa? Nem fiquei cansada! Que delícia trabalhar com prazer! Não, não vou dispensar a Lucia, não! Mas confesso que me senti muito bem arrumando minha casa depois de tanto tempo...
Terminei de fazer tudo e me deitei no chão fresquinho da sala para curtir o final do show do Nando (já na sua 3ª exibição). Vocês não têm noção de quanto tempo eu não me dava a esse luxo... de simplesmente ficar de pernas pro ar... totalmente desligada do mundo, dos problemas, do que tenho ainda por fazer...
As férias estão se acabando, retorno na próxima terça. Não fiz tudo o que planejei, não fiz todos os scraps que desejava, não li nenhum livro e nem fiz meu curso de decoupage, mas quer saber? Volto ao batente com vontade!
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Arthur está (quase) totalmente adaptado à escolinha. Quando chega ri para todas as tias, corre para os amiguinhos, mas ainda fica à minha procura o tempo em que estou por perto. Continuo esperando ele se distrair para sair do pátio, e quando ele percebe minha falta já não chora como chorava na semana passada. Apenas fica me procurando.
As tias são unânimes em dizer que ele deu um pulo de desenvolvimento durante as férias. Em todos os sentidos. E segundo as tias está bem arteiro também. Ontem quando fui buscá-lo a tia Andrezza falou: "Olha, vou mandar recadinho na agenda hein?! Arthur está impossível!" rs
Segundo ela, ele foge da sala o tempo inteiro em direção ao pátio. Espalha todos os brinquedos da sala e vez ou outra cata algum e sai correndo e quando elas chamam por ele, o danado ainda fica olhando pra trás esperando que elas corram na direção dele! Pode?
Também falaram que está um comilão, que além do dele ainda come dos outros.
Em casa, percebo que ele está interagindo cada dia mais com a escola. Basta ver que vez ou outra ele aparece com uma nova coreografia (que eu custo a decifrar de qual música se trata). Uma delas é a da oração. A musiquinha diz algo semelhante a "Passa cola na mãozinha, passa cola nos olhinhos, passa cola no joelho, pra fazer a oração" e então ele passa a cola direitinho nas mãos, juntando-as e em seguida balança pra lá e pra cá onde a música continua "Papai do Céu toma conta de mim, do papai, da mamãe e do nosso jardim... Hoje já é sexta-feira, que dia feliz! Quantas coisas bonitas a tia nos diz!" Não é lindo? Ele não canta, mas entende e faz (quase) direitinho a coreografia...
Amanhã tem o 1º encontro de pais e mestres, vamos ver do que falaremos...
E na segunda feira ele tem pediatra. Tentarei voltar antes da terça para contar as novidades.
Agora deixa eu ir ali deitar no chão mais um cadinho até que dê 16:40h, hora de buscar pimpolho e voltar para a minha atual realidade: Hi-5, Lazy Town, Backyardigans e Roary - o carrinho de corrida (atual paixão do Arthur que simplesmente gargalha quando escuta o motor do carrinho italiano).
Enquanto isso vou assistindo Roupa Nova "Te dou meu coração, queria dar o mundo..."
Bom final de semana.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O retorno às aulas

Ai gente, ando tão preguiçosa...
Estou há dias tentando fazer esse post, mas não sai... Pura preguiça! Acho que são as férias...
Na verdade a semana que passou foi um agito só... Adaptação escolar, compra de material, compra mensal para o lar-doce-lar, escolha de roupas para casamento da Rô e Alê (o qual seremos padrinhos), enfim, tudo que devia ter feito antes do Carnaval e não fiz... e com o horário da adaptação totalmente reduzido, a semana passou voando...
Na segunda, preguiçosos que só para sair da cama, só conseguimos chegar na escola às 10:30h. Arthur olhou, desconfiou, mas assim que viu o parque correu pra lá. Eu aproveitei para ir à secretaria pagar mensalidade, comprar novos uniformes e a agenda. E ele continuou na boa. Então aproveitamos para sair para resolver nossa vida: enquanto Dri foi resolver assuntos diversos, eu fui toda boba comprar, pela primeira vez, o material escolar. No ano passado embora tenha recebido a lista, a Ziza conseguiu praticamente tudo no 0800, e o que faltou Tia Belina deu de presente. Esse ano não, eu fiz questão de ir lá comprar tudo e lá fui eu pra loja, totalmente empolgada! Vixe... Eu só não contava que a loja fosse estar completamente l-o-t-a-d-a! E eu com aquela lista quilométrica, sem ajuda de ninguém, totalmente perdida no meio das tintas, papéis, trinchas, brochas, TNTs, emborrachados, penas coloridas, lastex, fitilhos e até lantejoulas... sem saber o que significava uma fita durex média larga, aff! Durex não é tudo igual? rs Passei umas duas horas mais enrolada que o novelo de lã que constava na lista e eis que uma funcionária de alma santa resolveu me ajudar (às escondidas, pois com a loja estava cheia eles não podiam pegar a lista e sair pegando as coisas, mas a santinha fez - acho que percebeu que eu passaria o dia inteiro na loja, rs) Enfim! Lição aprendida! Nunca mais esquecerei que brasileiro deixa sim tudo para a última hora, e no final desse ano já comprarei o material do ano que vem...
Depois da grande aventura que foi encarar a loja e o pagamento dos itens (a fila dava voltas dentro da loja), Adriano me buscou, fomos almoçar e por volta das 14h fomos buscar Arthur que já estava de banho tomado no colo da tia Andrezza e segundo ela ficou super bem. Alívio...
Chegou em casa dormindo e só acordou quase na hora do jantar. Enquanto isso identifiquei todo o material (que modéstia a parte ficou lindo com as etiquetas personalizadas que fiz!)
No dia seguinte chegamos na escola por volta das 09h. Diferente do dia anterior Arthur grudou em mim, não quis saber de ficar com as tias. Se não me via abria o berreiro. Eu aparecia e ele acalmava. Puxava minha mão para sentar com ele no chão. Não queria brincar com mais ninguém... Aff! Doloroso demais pra mim imaginar o sofrimento dele ao notar minha ausência. Imaginar na cabecinha dele como funcionaria o "Mamãe me deixou aqui". Eu sei que ele fica muito bem lá, mas é inevitável ter que contar até três para não ceder naquela sequência de chororô. Por outro lado eu tenho consciência de que não existe outra forma de fazer isso sem que seja doloroso. Tanto para ele, quanto para mim. Eu sei que poderia ficar ali o dia inteiro com ele (as próprias tias dizem para ficarmos o tempo que a gente achar necessário), mas se eu não resistir aos seus apelos, se eu sempre aparecer para ele a cada choro, ele não vai parar de chorar nunca, então eu tive que engolir meu sofrimento e o deixei chorar. Saí do pátio na primeira distração dele e passei a vê-lo através de um portão que tem na lateral. Como previsto meu bebê chorou muito quando percebeu que eu não estava lá... deve ter chorado por uns 10 minutos (infinitos no meu ponto de vista) mas bastou a tia levá-lo para o parque de areia para ficar bem, e segundo a própria tia, assim ficou até o final da aula, às 15h.
Nos dias que se seguiram foi a mesma coisa. Entrava com ele, brincava um pouquinho, tentava deixá-lo seguro. Não saía correndo logo no início... sentava com ele, participava da rodinha entre amigos (eles fazem uma roda linda e cantam várias musiquinhas), mas dali a 40 minutos + ou - eu começava a me afastar, deixava que me visse a distância, até que ele se distraisse e eu saísse para a lateral da escola (lá onde eu tenho a visão dele e ele não consegue me ver).
Sempre saía com a promessa de que me ligassem caso ele chorasse muuuito, mas isso não aconteceu em nenhum dia. Pelo contrário. Na saída as tias sempre falavam: "Viu só mãe, ficou super bem depois que vc saiu..." Arg! E o danadinho ainda saía sorrindo... Como se eu que fosse o estrago! rsrsrs
Acho grude mais do que natural já que ele passou os últimos dois meses em casa e a própria escola também se mudou, ou seja, o ambiente lá também é novidade para ele.
A partir de hoje já encara o horário normal, até às 17h. Chegamos às 08h, entramos com ele, fiquei com ele um pouquinho. Ele mesmo já correu para o parque de areia (santo parquinho!) e eu saí... Da lateral, durante os 20 minutos em que fiquei, não houve um pio sequer... Acho que já está totalmente adaptado.
Ai ai... o grude nem era tanto assim...
Agora estou aqui, sozinha. Incrível eu poder assistir o DVD que quiser, navegar na net o tempo que quiser sem ter aquela mãozinha me puxando o tempo todo, não ter que me preocupar com almoço de ninguém (exceto o meu, claro), e ainda assim sentir a maior falta daquele menininho espalhando todos os brinquedos pela sala...
É... quem estraga as crianças somos nós! rs

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

De volta!

Promessa é dívida e cá estou!
Feliz, bronzeada e (só um cadinho) cansada!
Amo fazer malas para viajar, mas arrumar tudo na volta, aff! Ninguém merece!
Chegamos ontem por volta das 15h e eu só parei às 22h. Desfaz mala, necessaire, coloca roupa pra bater, faz comida pra criança que chegou faminta, troca lençóis, estende roupa, coloca outras para bater, estende de novo, janta comidinha gostosa que marido foi comprar em restaurante, bate mais uma máquina de roupa, estende e ufa! Toma banho quentinho para relaxar e cair exausta na caminha gostosa que ficou aqui sozinha por uma semana.
Porque cá entre nós, por melhor que seja o lugar, não há nada melhor que nossa caminha quente, ainda que você esteja num hotel 5 estralas (o que também não foi o meu caso...), mas enfim, a viagem foi excelente, mas que eu estava com saudades do meu canto, ah eu estava! Principalmente do meu banheiro... só MEU! rs
Mas vamos à viagem:
Ainda na sexta, 01/02, Dri me pegou no Centro da cidade por volta da 15h e partimos rumo à Região dos Lagos, onde chegamos às 19h.
No início dia seguinte, 02/02, fiquei meio jururu pois meu pai estaria completando 65 anos caso estivesse entre nós, mas bastou irmos à praia para que eu guardasse a lembrança de meu pai no cantinho do peito e curtisse o encantamento do Arthur nas areias de Cabo Frio. Ele adorou a areia, mas a água... Na única tentativa de levá-lo até ela, ele encolheu as perninhas com medo da água fria. Então ficou sentadinho na areia, comportado, enchendo e esvaziando por mil vezes o baldinho e espalhando os cacarecos que levei para ele. E eu não insisti, já que eu amo me tostar no sol, ficar entre amigos batendo papo, beber (só um cadinho) de cerveja, mas não me chamem para ficar dentro d'água que certamente não vou aceitar. Detesto. No máximo entro para molhar o corpo e ainda assim com baldinho, se tiver. Então estaria no lucro se Arthur resolvesse passar os 09 dias de praia sentadinho, brincando na areia.


Não é lindo?

Mas como alegria de pobre dura pouco, no domingo - 03/02, ele descobriu como era bom entrar no mar e bastou a descoberta para que fizesse de lá seu lugar preferido. Aí começou o x da questão. Ele não queria ficar na beirinha comigo e eu não queria encarar o mar de 02 em 02 minutos. E quando eu procurava pelo pai da criança era certo encontrá-lo numa partidinha de sueca. Errado? Não, claro. Todos estávamos ali para nos divertir, mas se não fosse ele a entrar no mar teria que ser eu, e depois da décima entrada, eu já estava cansada e mal humorada, e aproveitando o gancho do horário do almoço fui embora p da vida, sozinha, deixando marido para trás. No dia seguinte conversamos e ele entendeu que tínhamos que dividir o tempo, que Arthur ainda não é tããão grande assim para ficar solto e muito menos ficar na praia até às 15h, como ele queria e eu acabei cedendo no dia seguinte de praia, que não foi no dia 03/02 - segunda feira - pois choveu a manhã inteira e ele foi pescar, mas no dia 04/02 - terça feira - quando fez um dia lindo e papai Dri se comportou muitíssimo bem. Vinha de 10 em 10 minutos na beirinha da praia, me trazia uma geladinha e levava filhote para pegar umas ondas. Para mim, não há nada de melhor do mundo do que ficar do lado de fora observando a farra dos dois. E até entrar na farra, em família, com prazer. Sem me preocupar com todas as ondas que podem bater em mim (e consequentemente no pequeno).

Foi nesse dia que eu também tentei fazer minha parte tentando deixar Arthur na praia até um pouco mais tarde, mas também não adiantou. Embora tenha levado o almoço dele pra praia, todo o arsenal para ele se alimentar direitinho, quando deu 14:30h ele já estava pelas tabelas de tanto cansaço e sono, e aí não foi por falta de vontade, mas tivemos que voltar para a casa de qualquer forma para que ele dormisse. Aproveitamos o cochilo do pequeno e fomos sair pela cidade, só nós dois, de mãos dadas e sorvete pelo caminho. Tem coisa melhor?
Na quarta, 05/02, como toda quarta-feira de cinzas choveu. O dia inteiro. E para passar o dia, os homens na sueca e as mulheres entre a preguiça do quarto e os quitutes da cozinha. Fazendo nem me lembro o quê, mas comendo... e muito!

Da quinta até o final da semana só dias de sol. Muito sol.
A cidade já estava vazia, a praia mais limpa ainda e Arthur mais esperto nas areias de Cabo Frio. Estava muito bem, sentadinho, brincando e... de repente... partia! Ia rumo às águas sem olhar para trás e muito preocupado em tirar nossas mãos dele. Sim! Ele queria independência, como se já tivesse dez anos de praia!

Acho que as pessoas se sensibilizaram com meu pavor pela água e bastava o anúncio: "Arthur partiu!" para que alguém se levantasse e fosse atrás dele. Milena, Berna e até Raphael, se revezavam e iam quando o Dri (e até eu mesma) já mostrava sinais de cansaço.
Infelizmente apareceu uma diarréia sei lá de onde e por isso passamos a levá-lo de fralda para a praia. Após entrar 47 vezes no mar com a fralda essa perdia a proteção e com isso ele ficou assado, como nunca ficou antes. Controlamos com a própria hipoglós mas no terceiro dia a assadura cresceu de tal forma que tivemos que entrar com o Oncilom A M, segundo orientação da mãe da Lohane (namorada do Vitor) que é pediatra. Ligamos e ela orientou passar a pomada, dar Pedialite de minuto em minuto e cortar a diarréia somente com alimentação: batata, cenoura, gelatina e etc. Fizemos mas a diarréia não desistiu. No início eram 05 evacuações líquidas por dia. No sábado eram 03. Então resolvi seguir meu instinto materno e seguir a recomendação das mães presentes no local: administrar o floratil 02 vezes por dia. Iniciamos na noite de sábado e ontem ele tomou o último envelope.
Domingo evacuou 02 vezes. Ontem evacuou 03. Hoje, até o momento, apenas 01. Acho que normalizou...
Então foi isso. Tivemos dias felizes, de muita risada e descontração, mas também tivemos esses contratempos que administramos dentro do possível.
Ano que vem tem de novo e acho que até lá já comprei a prancha do Arthur para que ele entre sozinho no mar para surfar. Já pensou? Loiro, lindo e ainda por cima surfista?!
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As aulas já começaram. Volto depois para contar dos primeiros dias, da nova adaptação e da minha aventura comprando material escolar junto com TODA a cidade.