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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Festa Junina na escola

Tô um cadinho atrasada, como sempre, pois a festa aconteceu na semana retrasada.
Mas ainda vale registrar aqui o quanto meu filho entra no clima em se tratando de eventos escolares.
Ele já vinha ensaiando conosco (eu, pai, avós, tias) a coreografia que iria dançar:
"Anarriê, anarriê
Tem rojão pra todo lado e eu no escurinho com você
Anarriê, anarriê
Morena tome cuidado que seu pai não pode ver..."
e pelo que eu entendia nos ensaios dessa vez ele dançaria com um par, o que já achei fofo.
Aí na última semana antes da festa ele começou a ensaiar outra música:
"Alô galera bate a mão e bate o pé,
e bate o pé
e bate o pé..."
E eu achei estranho mudarem a coreografia de um dia para outro, mas enfim... algo deve ter acontecido, pensei.
Minha mãe fez a camisa nova na quinta feira e no sábado pela manhã eu remendei as calças e fiz uma gravata, imaginando qté que ele não fosse querer usar, porque ele não gosta de acessórios, inclusive chapéu.
Na hora de arrumá-lo eu toda no disfarce para colocar a gravata e quando ele percebeu, ao invés de encrencar até se posicionou melhor e bastou o pai perguntar pelo chapéu (que eu nem tinha tirado do armário) que ele imediatamente colocou na cabeça. #vaientender  
Só não quis deixar pintar, mas aí também já é querer demais né?
Chegamos lá e, como sempre, ele super bem recebido por toda a equipe. Alguns que eu nem conhecia ainda.
Na primeira parada vem uma profesora de outra turma: "Arthur! Você chegou!" e se virou pra mim: "Mãe, vou pegar ele emprestado hoje, tá?"
E aí me explicaram. Além de dançar na turma dele, ele também foi "escalado" para dançar com o Jardim I, por falta de menino na turma de lá. Estava explicado o ensaio de última hora. rs
Esse ano a escola caprichou na escolha do local da festa, então tinha muito espaço e até parquinho pra eles curtirem antes das apresentações. Além disso, ele brincou de tudo que havia disponível: pescaria, boca do palhaço, desafio e ganhou muitos brindes.
[Na pescaria]
 [Na boca do palhaço]
 [No desafio]
 [Brincando]
 [Fazendo pose para foto]
 [Óia Nóis!]
 [Com as amigas de turma]
Todas as fotos aqui.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Soltando pipa

No último final de semana Arthur aprendeu a curtir pipa.
Influenciado pelo primo Cauã, a onda do momento é ficar no quintal da Vó Quinha procurando pipas presas nas árvores.
O primo achou uma pipa. Velha. Rasgada. Sem rabiola. E ele veio me pedir uma também.
Sem saber o que responder, o máximo que fiz: "Liga pro seu pai e pede pra ele comprar".
Ele pegou meu celular como quem diz: "Liga aí que eu falo". Acatei.
O pai atendeu e ele falou: "Papai... pipa Cauã... compra pra mim?"
E então o pai trouxe uma pipa para Arthur e outra igual para o Cauã, com linha e rabiola. Completinhas.
Tá... e vai soltar aonde? A pipa ficou lá o resto do sábado, enfeitando a mesa da sala de jantar.
No domingo o pai saiu pra fazer um trabalho e lá fui eu, improvisar um "soltar pipa" no minúsculo quintal que temos, entre a piscina e a garagem da sogra.
E deu certo.
Os poucos centímetros de linha que soltei foram suficientes para a pipar voar sobre sua cabeça e ele morrer de rir. Ele corria e a a pipa voava...
Foi revigorante curtir com ele mais essa emoção...
É molequinho virando menino grande.
E o pai já prometeu que vai soltar pipa de verdade com ele no próximo final de semana.  

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Curtinhas

Ontem estávamos deitados, curtindo a preguiça de quem acaba de chegar do trabalho/natação.
E então ele me mostrou um ralado minúsculo na perna que aconteceu no último final de semana e já está até seco... "machucado mamãe... colocar "baneide"!"  
Baneide... Baneide... levei alguns segundos para entender que na verdade ele queria dizer: band-aid.
E então incentivei o diálogo e continuei: "Puxa... é mesmo, tá machucado... mas onde tem band-aid pra gente colocar?"
E ele: "Está lá! Do outro lado!" apontando para o quarto dele, que é onde fica o band-aid, no seu armário.
Levantei e fui com ele, pegamos o band-aid e colocamos no "enorme" ferimento.
Ele todo orgulhoso e cheio de cuidado com o joelho (passou até a mancar... rs) foi direto mostrar pro pai: "Machucô, pai... botô baneide pra ficar bom..." 
Só para registro, até ontem ele tinha total aversão à band-aid. Quando precisa tomar sangue não é da injeção que ele chora, é do band-aid...
Enfim... vá entender...
***
E também ontem, eu perguntei (como sempre pergunto e nunca tenho resposta) o que ele fez na escola.
Ele continou sem dar a resposta.
Mudei a pergunta: "Mas o que a tia Adriana ensinou? Qual foi a letrinha que ela ensinou?"
E então como que num estalo ele me respondeu:
"G! G de gelatina!" 
***
É meu menino se desenvolvendo de forma galopante.
Cada dia uma pequena novidade. 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Toddynho

Desde o início do tratamento com a Kenia, quando ela sugeriu que tirássemos a mamadeira pois isso era um fator que influenciava no atraso da fala, Arthur deixou de tomar leite.
Ele simplesmente não associava que leite poderia ser bebido em copo. Não aceitava e pronto.
Tentei canudo, copo com válvula, sem válvula e nada. Sem sucesso.
Tentei mingau de cremogema, de farinha láctea, leite com nescau, com nesquick, com mucilon, puro... e nada.
E então veio o desespero, porque na idade dele o leite é importante e ele simplesmente não queria tomar.
Também não podia voltar com a mamadeira, seria retroceder nas etapas e ela já tinha sido condenada pela fonoaudióloga.
Então a pediatra sugeriu que usássemos suplementos alimentares no suco de soja, a única coisa que ele passou a aceitar em substituição à mamadeira e que substituíssemos o leite pelos seus derivados: iogurtes, queijos etc.
Mas aí veio o problema com as taxas de triglicerídeos e os iogurtes foram limitados, os bolos idem. Tudo que levava leite naquele momento parecia ser prejudicial às taxas.
Enfim.
As taxas se normalizaram, ele voltou a comer os derivados do leite, mas ainda assim o fato de "não tomar o leite" me incomodava. Até que fomos no aniversário do Gabriel e a Tati deu de brinde uma lancheira que entre outras coisas vinha uma caixinha de toddynho. Tudo o que é diferente atrai, né? E óbvio que ele quis experimentar. E gostou. E chegou no mercado na semana seguinte e despejou algumas caixinhas no carrinho. O estoque acabou e eu resolvi arriscar em comprar o pó ao invés de comprar a caixinha pronta, e na manhã seguinte ofereci no lugar do suco. O copo de leite + o toddynho + o suplemento e então fez-se o milagre! Ele aceitou! E tomou tudo! E agora faz festa toda manhã porque "tá na hora do toddynho"! 
Vai entender cabeça de criança, né? Eu havia oferecido no passado, cheguei a brigar para ele aceitar e era como se eu estivesse oferecendo um copo de boldo...
Agora só resta saber da pediatra se também posso dar a noite, antes dele domir.