,

segunda-feira, 31 de julho de 2006

A primeira sapequice!

Aconteceu na sexta.
Liguei pra minha mãe e fiquei toda feliz ao ouvir que o Arthur já estava se virando sozinho, "pra lá e pra cá", segundo ela. Falamos sobre a atenção com ele, que a partir dali deveria ser redobrada e chegamos a conclusão de que dali a pouquinho ele já estará engatinhando. Trabalhei contando as horas para chegar em casa e presenciar o acontecimento do mês, meu bebê se movimentando na minha cama. Porém, qual não foi minha surpresa em encontrar minha mãe com a cara mais abatida/preocupante do mundo. O que aconteceu? O meu pequeno Arthur-arteiro mal começou a se virar e já caiu da cama! Não sabia se corria para vê-lo ou se consolava minha mãe. Tadinha, ela ficou muito mal. Depois fiquei sabendo que minha cunhada teve que dar água com açúcar para acalmá-la, e naquela noite nem dormiu se sentindo culpada. Lógico que poderia ter acontecido com qualquer um, tentei passar isso pra ela. Assim como, com certeza, não vai ser o único tombo. Graças a Deus ele não se feriu. Como diz o ditado: "Deus protege as criancinhas!" De qualquer forma, para garantir, passou o final de semana dormindo no próprio berço.
Se bem que isso não tem nada de diferente do que já prevê a fase na qual se encontra, segundo o site "Minha Vida" (que por sinal tem dicas ótimas):
O bebê já balbucia alguns sons; presta atenção à vozes; sorri em resposta a estímulos, enxerga distâncias maiores, demonstra prazer ao interagir com os pais ou a pessoa que cuida dele; tem um controle bem maior da cabeça, quando na posição de bruços, consegue erguer a cabeça (45°), pescoço e torso apoiando-se nos antebraços. Segue com os olhos objetos próximos à linha média da visão e sorri com a aproximação de uma pessoa. Emite sons (gorgeios), “respondendo” aos estímulos, abre e fecha a boca, tentando imitar a fala dos adultos. Atividades como a de conversar ou cantar para o bebê durante o banho, trocas, mamadas e passeios costumam ser bem recebidas. Massagear, “contar histórias” e ouvir músicas representam estímulos importantes. As rotinas de dormir, tomar banho e mamar devem ser estabelecidas neste momento. O bebê deve ser estimulado com brinquedos adequados para a idade dele.
.
*****
.
No sábado fomos na Expo Bebê e Gestante do Rio Centro. Fui a procura da cadeira para automóvel. Mas não achei nenhuma mais barata do que já encontrei nas lojas normais. De qualquer forma foi muito legal passear naquela confusão de carrinhos de bebês. Tinha até engarrafamento. Senti-me na cena do "Olha quem está falando!" pois a todo momento que o carrinho do Arthur passava por outro carrinho de bebê ele olhava e ria. E geralmente era correspondido. Uma gracinha. E meu Deus! Como tem mulher grávida no Rio de Janeiro! Senti saudades da barriga, mas também agradeci por estar ali com meu pequeno, sendo parte daquele cenário lindo de mães x bebês.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

06 meses


Ontem meu bebê comemorou seu 6º mesversário. Como tínhamos a festa da Julia à noite, compramos uma torta e cantamos o parabéns às quatro da tarde na casa da Tia Bina, onde fizemos um churrasco para comemorar nosso tradicional "Arraiá du Carvalho" que aconteceu na noite de sábado.

.

Arraiá du Carvalho!

Embora não tenha sido a primeira festa junina do Arthur (ele já tinha participado do aniversário da Ágatha em junho e já tinha ido à festa na casa de um grande amigo na semana passada), foi a primeira participação no "Arraiá du Carvalho", nossa tradicional festa familiar. Não se esbaldou tanto como eu gostaria, já que dormiu pouco durante o dia e como consequência estava cansado à noite. Dormiu no meio da festa e depois acordou sério. Não chorou, mas também não ficou alegre como ja é de costume. Eu também não curti como nos anos anteriores. Acho que fiquei muito preocupada com o bem-estar do pequeno. Como já disse anteriormente ele está um reloginho. Deu 21 horas e ele pede pelo bercinho. Imagina o que se passa na cabecinha de um bebê que ainda não entende nada de festas estarmos ali ao ar livre, com um monte de gente em volta, aquele barulho, sem conforto, e o principal, sem o bercinho dele. E não adianta, ele não dorme bem no carrinho. Então, por volta de meia noite, o coração de mãe falou mais alto e fomos embora. Com certeza no próximo ano ele vai se divertir mais. E eu também.


Hoje é aniversário do Zé Luis. Ele é primo/amigo/companheiro e por estes motivos, padrinho do Arthur. Parabéns "Doudou"!!!!

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Anseios de mãe

Quando criei o blog a intenção era realmente registrar as emoções de uma gestante.
Funcionava meio que como uma terapia, uma válvula de escape para a minha ansiedade.
Hoje a ansiedade não é a mesma, mas ainda existe. Anseio agora pelo primeiro dente (olho todos os dias para ver se chegou algum), o primeiro mergulho de piscina (cadê o sol que não vem bem forte?), as primeiras palavrinhas (ou a primeira - mamãe), o primeiro movimento de engatinhar, os primeiros passos...
E eu sei que tudo isso tá muito próximo, mas... por outro lado... ele tá numa fase tão gostosa... e eu anseio para que o tempo pare por aqui mesmo. Estranho né? Eu quero muito que ele cresça e faça aquelas gracinhas de criança, mas sei que quando isso acontecer tudo o que vou querer é que o tempo volte.
Meu bebê tá a coisa mais gostosa do mundo (acho que já falei isso!)
Quando chego em casa abre um sorrisão que me obriga a apertá-lo até (quase) sufocá-lo!
Imediatamente o coloco para mamar. Para "nos" satisfazer. Sinto muita falta do contato com ele. E parece que a recíproca é mais do que verdadeira... basta prestar atenção ao olhar de agradecimento que ele me lança. Brinca com minhas mãos. Acaricia a sua fonte de alimento. E sorri. Entre uma sugada e outra ele pára... e sorri...
Quase morro!!!!

O tempo deveria mesmo parar por aqui.
Não existe nada, nada, nada no mundo de mais emocionante do que saber que alguém tem esse amor por você. Amor de mãe e filho. Eu podia até imaginar, mas nem nos meus melhores sonhos eu teria a certeza do que realmente é.
O amor não vai mudar, eu sei. Mas daqui a pouquinho ele vai estar disponível para o mundo, vai entrar na escola, com vontades próprias e o que vou fazer?
Tem uma música da Cristina Mel - Para sempre em meu coração - que sempre me emocionou nas festas em que ela foi usada como tema. Dia desses ela tocou na rádio do ônibus e me peguei chorando sozinha.
Como esse blog vai servir como recordação para mim mesma e para o Arthur quando já estiver crescido, vou colocá-la aqui para que ele saiba que toda vez que a mãe ouviu essa música chorou como criança.
.
Para sempre em meu coração
.
Eu queria o tempo parar
de novo te fazer ninar
crecer e mudar
não dá pra evitar
é o caminho que Deus lhe traçou
Brinquedos, gibs, violão
espalhados por todo lugar
um dia poeira eu irei tirar
do silêncio de não te encontrar
Vou gardá-lo em meu coração
As lembranças jamais mudarão
Pois quando partir e saudades sentir
Estará sempre em meu caração
Os dentinhos você vai trocar
e roupas maiores usar
e o teu caminhar vai onde o levar
pois não posso impedir seu querer
os dedinhos que agarram minha mão
coisas grandes eu sei que farão
você não é meu
é um presente de Deus
e o destino está em suas mãos
Vou guardá-lo em meu coração...

quarta-feira, 12 de julho de 2006

As super novas II

Arthur está crescendo. De todas as formas. De corpo e de mente.
Repito para ele o tempo todo: “Bebê, você já é um rapaz!”
Na última semana tive muitas provas desse desenvolvimento. A cada dia ele descobre coisas novas. Ele vai descobrindo e a gente se surpreendendo... e babando!!!!

AO ACORDAR:
É um príncipe! Como ele dorme de bruços, sempre acorda e fica lá, quietinho, com a cabeça erguida procurando por alguém. E quando acha... nossa! Que felicidade! Sorri batendo as perninhas. Eu sempre me emociono com essa alegria ao acordar. E isso em qualquer horário, seja de manhã no berço, seja durante o dia na minha cama. Só que nessa última semana estamos mais atentos, já que ele passou a se impulsionar mais e dá sinais de que vai engatinhar a qualquer momento.

AO TOMAR BANHO:
Ama! Já reconhece a banheira. Basta vê-la para bater braços e pernas na tentativa de se jogar lá dentro. E sorri! Olha para a gente e sorri, como se estivesse agradecendo pelo banho.
E lá dentro é uma festa. A água é literalmente expulsa. Como ele está crescido já não cabe totalmente, então ele fica mais sentado do que deitado.
Algumas semanas atrás o Adriano passou a dar o banho da noite. Dá gosto ver a felicidade dos dois.
Ontem tomamos banho no chuveiro, os três. A princípio ele estranhou. Olhava desconfiado para a água... muito engraçado - :)

REFEIÇÕES:
Continua amando tudo o que é dado para ele.
Só fica chateado quando percebe que os brinquedos de borracha não são comestíveis. Kkkkk
Ainda estou relutando quanto ao jiló e a rã, mas devo confessar que já coloquei um miolinho de pão de forma na boquinha dele e ele não rejeitou (que a Tia Mônica não me ouça...).
Também já reconhece a chuquinha de água, e se a colocamos em suas mãos, ele leva direto para a boca.

AO DORMIR:
Está um reloginho. Tem dormido todos os dias às 21 horas. Geralmente eu o acordo às 5:30 da manhã para mamar, embora algumas vezes ele acorde às 4:30 (para me sacanear, já que levanto 5:30 para trabalhar... rs). Já não dorme deitado no colo. Só dorme em pé no ombro. A propósito, antes de dormir sempre tenta me escalar. E já sabe fazer pirraça. Está craque em se jogar para trás.
O trocador também está um perigo. As coisas que ficam ao seu alcance já não têm a menor graça. Bonequinho pendurado, brinquedos de borracha, e a própria roupa suja que antes o distraiam agora são desprezados. Legal mesmo é pegar as coisas que estão atrás de sua cabeça. De preferência a hipoglós, a tesourinha ou qualquer outra coisa que represente perigo. Se vira como parafuso na vã tentativa de pegar. Trocar a fralda já não é tarefa fácil.

DIVERSAS:
Involuntariamente bate palminhas. Para que ele relacione esse ato ao “parabéns” eu sempre canto e bato palmas junto com ele.
Adora o colorido dos desenhos animados. Presta atenção por longos minutos.
Também percebemos um gosto por sons. Não pode ouvir um batuque que fica prestando atenção. Segundo o Adriano ele vai ser percursionista. E pode estar em qualquer lugar, fazendo qualquer coisa, que pára tudo para prestar atenção na abertura da novela Sinhá Moça. Geralmente nesse horário está mamando, e vixe! Falta arrancar meu seio virando a cabeça em direção a televisão.
.
Ia relatar aqui a constante felicidade dele, que é de dar inveja, mas concluí que este é um assunto merecedor de outro post!

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Dra. Mônica - a pediatra

Posso dizer que demos sorte. Eu e principalmente o Arthur.
Levando-se em consideração que nos últimos dias eu a indiquei para duas mães/amigas, embora não saiba se alguma delas tenha conseguido horário, me sinto aliviada em saber que estou bem amparada.
Tia Mônica caiu do céu.
Ela já era pediatra de meu sobrinho, Bernardo, e sempre ouvi muito bem a seu respeito.
Quando o Arthur nasceu ela já era a escolhida.
Quando ele completou 10 dias teve aquele probleminha nas fezes (uma pequena rajada de sangue) e corri para marcar consulta. Então levei um susto ao ouvir da atendente que ela só poderia atender dali a dois meses pois sua agenda estava lotada. Como assim???? "Ela ainda não sabe, mas já é a pediatra do Arthur", pensei em dizer. Expliquei para a atendente que se tratava de um recém nascido, falei do problema, implorei por um encaixe, deixei transparecer meu desespero de mãe de primeira viagem e ela, atenciosa, explicou que eram muitas crianças e que seria difícil conseguir consultá-lo assim, de um dia para outro, mas de qualquer forma anotou tudo o que falei, meu telefone e disse que passaria o problema para ela. No dia seguinte, 7:30 da manhã eis que me liga a atendente: "D. Sandra, a senhora conseguiria trazer o seu bebê agora?" Fiquei surpresa pelo atendimento. Da atendente que passou o caso, e da pediatra que se interessou pelo caso. Não pensei duas vezes. E embora tenha tomado um chá de cadeira (só saímos de lá por volta de 12:00) não me arrependo.
Adoro a tia Mônica. É atenciosa, segura, doce e está sempre de bom humor. Ama o que faz. Entra criança, sai criança e ela está sorrindo. Recebe o Arthur como se ele fosse o primeiro do dia, e é claro que é assim com todos. Assim como estão sempre sorrindo as crianças que saem de sua sala, mesmo após terem tomado vacina.
Além disso tudo, fica DISPONÍVEL em tempo integral.
Quando ouço casos de pediatras que apertam o bebê, não aparecem não consultório após horas de espera (o caso do Renan, uma das indicações) ou que dizem que não é preciso tomar remédio num caso de verme (o caso do Matheus, outro indicado) chego a conclusão de que dei muita sorte mesmo.
O Renan é um amiguinho do Arthur. São quase gêmeos. A mãe, Simone, também é paciente da Dra. Laura (minha obstetra), e nosso parto foi no mesmo dia. Arthur nasceu 9:00 h. Renan nasceu em seguida. No berçário, foram vizinhos. Nossos quartos também. Os dois pais curujas (Adriano e Alexandre) fizeram companhia um ao outro babando as crias no berçário, e acabaram fazendo amizade. Trocaram telefones e a partir dali passamos a nos comunicar e trocar experências com nossos bebês. Só que eles não conseguiram acertar com pediatra nenhum. Já passaram por dois. Cada um com um problema diferente. Aff!
Quando eu falo do atendimento que o Arthur recebe na Dra. Mônica, a Simone fica inconsolável por vir tentando agendar com ela, e não conseguir.
Enfim! Por essas e outras, só tenho que, mais uma vez, agradecer ao bom Papai do Céu!