Quinta-feira, Novembro 05, 2009
O Bera - decifrando o laudo
E então hoje o Adriano madrugou no consultório do otorrino para que ele decifrasse o laudo do Dr. Simpatia da José Kós.
E ele não poderia me trazer notícias melhores do consultório do Dr. Marcelo Sessim:
"Arthur está escutando melhor do que a gente, se bobear."
O que se lê no 2º parágrafo da conclusão - presença de distúrbio da condutibilidade dos potenciais auditivos ao nível do tronco cerebral, à estimulação do ouvido esquerdo - foi traduzido pelo médico por: "cera e/ou catarro" o que se resolverá com cerumim e cefaclor.
Quanto às sugestões ele acatou as 3 primeiras:
1 - Indicou uma neuropediatra;
2 - Pediu maior contato com crianças da mesma idade, inclusive finais de semana;
3 - Indicou tratamento fonoaudiológico.
Disse que pela experiência dele, esse atraso de fala nada mais é do que timidez e pelo que viu e ouviu (já que na sala dele Arthur danou a conversar naquela linguagem que ninguém entende) ele está prestes a soltar a língua.
E, para finalizar, contrariando o que ele próprio havia afirmado algumas semanas atrás, a cirurgia está DESCARTADA! Pelo menos por enquanto.
Disse que tudo indica que esse aumento da adenóide possa regredir e que prefere aguardar maaaaaais lá pra frente para reavaliar a real necessidade de operá-lo. Assim evita-se um eventual trauma na criança (e na mãe que vos fala também, claro! rs)
Se por um lado eu já estava até torcendo para que essa cirurgia fosse logo feita e esse assunto encerrado de uma vez por todas, por outro é óbvio que meu coração de mãe pedia que não fosse necessário encarar um centro cirúrgico e um pós operatório que com certeza não deve ser fácil para uma criança na idade dele.
Sendo assim, só tenho a agradecer a Deus que nos 47 minutos do 2º tempo fez o médico repensar sua decisão e a todos os que nos acompanharam e torceram junto com a gente para que o melhor fosse feito.
E é isso!
Alívio - esse é meu nome hoje!
Marcadores: adenóide, bera, cirurgia
postado pela mamãe Sandra Lima @ 11:01 AM | |
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
O Bera
E não adiantou ficar com medo, reclamar com a pediatra, ligar para médico, nada disso. O Bera foi feito!
Como solicitado pela pediatra, ligamos pro otorrino para saber a real necessidade do exame. Ele, daquele jeito que todo médico adora: nem que sim, nem que não, talvez, porém, quem sabe.
E só em pensar na possibilidade de começar um "tudodenovooutravez" com outra médica, já que corria o risco de chegar lá e ela querer começar tudo do zero, já me sentia cansada. Porque cansa sabe? E só em ter que explicar todo o passo-a-passo que já demos até aqui....
Desisti.
E então acordei na segunda feira já contando os dias que faltavam até a sexta feira chegar... dia em que o exame estava marcado na José Kos.
Chegamos lá atrasados e fomos logo atendidos.
Primeiro um papo com a anestesista. Muitas perguntas sobre alergias, doenças, medicamentos...
Depois outro papo com o médico que realiza o Bera.
Dr. Aziz Lasmar.
Tô para conhecer no mundo sujeito mais arrogante, mais soberbo, mais... aff!
Primeiro que sequer deu bom-dia, e quer saber? Se fosse só isso dava até pra relevar.
Vou colocar abaixo o pouco do que me lembro de um diálogo frio e traumatizante. Acrescente apenas um tom arrogante nas falas do doutor que Deus há de me fazer esquecer até o nome.
- O que te traz aqui?
- Foi indicação do otorrino...
- Não foi isso que perguntei... qual é o problema do seu filho?
- Bem, ele tem o aumento da adenóide e...
(antes de eu terminar a frase)
- Não é isso que quero saber! Ele tem o que? Não fala, não escuta...
(se já estava nervosa com o exame, a essa altura já estava apavorada, mas engoli a vontade de mandá-lo para a ponte que o partiu!)
- Ele está com atraso na fala. Até fala, mas fala pouco...
(ele soltou uma respiração como que querendo dizer: - Ô gente chata que quer ficar dando detalhes!)
- Tem problemas de relacionamento? Tem contato com outras crianças?
- Está na creche.
(me limitei a dar a resposta seca)
- Com quantos meses firmou a cabeça?
- Não sei. Não me lembro.
- Não se lembra com quanto tempo ele ficou com a cabeça firme?
(fazendo cara de espanto. Como se eu fosse obrigada a ter anotado a data exata em que isso aconteceu)
- Com quantos meses engatinhou?
- Acho que com seis, sete meses talvez... não tenho certeza.
- Com quanto tempo andou? Disso você se lembra?
(Sim! Falou desse jeito!)
- 1 ano e 3 meses.
(Disso eu lembrava!)
- Se andou nessa idade com certeza não engatinhou com 7 meses...
(e minha vontade de falar: -Então pra que me perguntou?!)
- Se está num cômodo, e em outro tem tv ligada em que passa anúncio de brinquedos, ele se interessa em ir até lá?
- Ah sim! Inclusive corre para assistir abertura de novela...
- Não foi isso que perguntei, mas tudo bem... Na família alguém teve o mesmo problema de atraso de fala?
- Nem eu, nem meu marido...
- Tô perguntado da família...
(como se eu e Adriano não fossemos da família...)
- Que eu saiba, não.
Deve ter feito outras perguntas que meu inconsciente bloqueou e após alguns segundos olhando para o prontuário em silêncio, ele me liberou do martírio.
- Só isso.
Ódio. Esse era meu nome ao sair da sala dele. Saí totalmente abalada e desestruturada. E chorando, claro.
Que direito uma pessoa tem de tratar as outras como lixo?
Expliquei pro Adriano porque eu estava nervosa e perguntei para a enfermeira que nos encaminhava para o quarto (e que havia presenciado a sessão de tortura) se ele era assim com todo mundo. Ela sem querer se comprometer se limitou a dizer: "É o jeito dele..."
Não posso negar que o atendimento da clínica em um todo é excelente. Atendentes, assistente social, enfermeiras, maqueiros, todos muito atenciosos. Então foi nisso que me apeguei para não catar meu filho e sair correndo de lá.
Arthur a todo momento era chamado pelo nome o que faz com que a gente se sinta gente e não apenas mais um paciente.
Ainda no quarto deram um xaropinho que, segundo a enfermeira, poderia fazê-lo dormir, ou deixá-lo grogue ou nenhum dos dois. Demorou a surtir efeito, mas depois de uns trinta minutos a gente já percebia Arthur sonolento.
Quando a enfermeira veio buscá-lo com o maqueiro ele ainda estava acordado e por isso foi no meu colo até a porta do centro cirúrgico. Lá dentro, um enfermeiro grande de braços fortes que o chamou: "Vamos lá, Arthur?" E ele foi. Sem olhar para trás.
Ele entrava e ao mesmo tempo saía de lá uma menininha menor que ele, que também fez o Bera, totalmente apagada na maca. Sensação horrível. Ela respirava forte e babava também.
E nesse cenário, a enfermeira (que parecia estar sabendo da minha ira com o médico) tentou me tranquilizar: "Mãe, não precisa se preocupar. O Dr. Lasmar tem esse jeito mas é um excelente profissional. É um dos mais requisitados no Brasil. É chamado no exterior para realizar esse exame. É assim porque está velho. Não leva em consideração a forma como lhe tratou não. E blá-blá-blá." Me limitei a dizer: "Tomara que ele seja bom mesmo! Porque o fato de ser velho não lhe dá o direito de tratar as pessoas como me tratou."
A mãe da menininha disse que ele lhe tratou da mesma forma.
Será que a clínica sabe disso? Ou será que por ele ser tão bom, a clínica acaba relevando? Porque esse filho da mãe é o único a realizar esse exame naquele lugar?
Voltei para o quarto, chorei um bocado e depois de 30 minutos voltei para a porta do Centro Cirúrgico para esperar meu pequeno sair.
E exatos 40 minutos depois dele ter entrado, a porta do centro cirúrgico se abria e no colo de uma médica vinha meu menino, meio grogue, mas acordado. "De quem é esse lindo aqui?" perguntou ela. Trouxe para o meu colo e perguntei se havia chorado. Ela disse que não.
Alívio para o coração materno e a confirmação de que cada organismo realmente reage de uma forma...
Voltamos para o quarto e ele dormiu por uns 30 minutos. Tempo que levou para sair o resultado do exame. Quando acordou já estava bem. E teve alta.
Segue o resultado:
Conclusões:
O quadro é sugestivo de audição nos limites da normalidade, em ambos os lados, para clicks;
Observa-se a presença de distúrbio da condutibilidade dos potenciais auditivos ao nível do tronco cerebral, à estimulação do ouvido esquerdo.
Sugestões:
1. Avaliação e orientação com neuropediatra;
2. Manter estimulação global (creche, parquinhos);
3. Terapia fonoaudiológica, se julgada necessária pelo médico assistente;
4. Peavaliação dentro de 01 ano, a critério do médico assistente.
Amanhã, 05/11, levaremos o resultado no otorrino para que ele nos decifre exatamente o que diz o laudo. E para sabermos qual o próximo passo a ser dado.
Marcadores: bera
postado pela mamãe Sandra Lima @ 8:00 AM | |
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
3º Encontro de Pais e Mestres
Na quarta-feira foi dia de Encontro e Pais e Mestres. Mais uma vez não pude comparecer. Adriano foi no meu lugar.
Nada de muito diferente das outras reuniões: piolhos na cabecinha da galera, festa de final de ano, construção da quadra de esportes e assuntos diversos.
Sobre Arthur a tia foi só elogios. Tem interagido mais com os amigos. Tem comido como um leão. E continua muito carinhoso com as tias.
Segue a avaliação bimestral (deixei as anteriores para servir como parâmetro):
ASPECTOS AVALIADOS:
.Linguagem Oral
Organização de idéias e pensamentos
Relata fatos já acontecidos: N - N - N
Repete palavras e sons emitidos anteriormente: ED - ED - S
Pronuncia corretamente as palavras: ED - ED - ED
Reconhece e nomeia pessoas de seu convívio: N - ED - ED
.Linguagem Escrita
Coordenação motora
Segue movimentos direcionados: ED - S - S
.Iniciação à Matemática
Noções de números
Interessa-se por atividades com números: ED - ED - S
Cores
Identifica objetos quanto à cor: ED - S - S
Associa objetos quanto à cor: ED - S -S
Formas geométricas
Identifica objetos quanto à forma: ED - ED - S
Associa objetos quanto à forma: ED - ED - S
Noções de tamanho
Identifica objetos quanto ao tamanho: ED - S - S
Associa objetos quanto ao tamanho: ED - S - S
. Natureza e Sociedade
Temperaturas
Reconhece temperaturas distintas: NT - S - S
Estímulos odoríferos
Reconhece odores distintos: NT - NT - S
Percepção Gustativa
Identifica alimentos doces e salgados: NT - NT - S
Corpo Humano
Reconhece partes do corpo: ED - S - S
Datas Comemorativas
Participa ativamente das datas comemorativas: ED - ED - ED
.Artes Visuais
Criatividade
É capaz de criar objetos com materiais recicláveis: ED - ED - ED
Percepção Visual/Coord. Motora
Amassa, bate e fura a massa de modelar: ED - S - S
Amassa e rasga papéis: ED - S - S
.Iniciação Musical
Executa movimentos próprios de acordo com a pulsação da música: ED - ED - S
Respeita o momento de iniciar e parar de tocar os instrumentos: ED - ED - ED
Identifica alguns instrumentos de percussão: ED - ED - ED
.Educação Física
Executa os movimentos de coordenação motora ampla
Lança, arremessa objetos: NT - ED - ED
Corre: ED - S - S
Vira o corpo: ED - ED - ED
Salta para cima: ED - ED - ED
Salta para baixo: ED -ED - ED
Percorre trilhas simples: ED - S - S
.Atitudes Gerais
Entra na escola com tranquilidade: ED - S - S
Relaciona-se bem com a professora: ED - S - S
Aceita os limites da rotina escolar: ED - ED - ED
Participa das atividades livres: ED - ED - ED
Participa das atividades dirigidas: ED - ED - ED
Aceita, com facilidade, as situações novas: ED - ED - ED
Apresenta reações de medo: S - S - S
Relaciona-se bem com os amigos: ED - ED - ED
Divide seu material ou objetos pessoais: ED - ED - ED
Apresenta reações de medo diante de determinadas situações: S - S - S
Atende às solicitações da professora: ED - ED - ED
Encontra, sozinho, soluções para dificuldades na rotina escolar: ED - ED - ED
Segura objetos de uso diário: S - S - S
.E, além da avaliação, o relatório de observações:
"Nosso gatinho participa de algumas atividades em grupo sendo estimulado continuamente pelas professoras. Suas habilidades cognitivas e psicomotora estão em pleno desenvolvimento.
Arthur é uma criança carinhosa com todas as professoras. Seu relacionamento com a turminha ainda está sendo trabalhado pelas professoras através de intervenções e atividades direcionadas.
Neste bimestre percebemos que ao modificarmos a rotina nosso príncipe apresenta insatisfação, mas através de intervenções das professoras temos conseguido contornar as situações.
Arthur, somos felizes com sua presença em nossas vidas!"
É isso. Daqui a pouquinho venho falar do Bera - buscando inspiração!
Marcadores: avaliação bimestral
postado pela mamãe Sandra Lima @ 1:37 PM | |
Quinta-feira, Outubro 22, 2009
Semana de consultas
Na segunda levamos Arthur para a consulta que deveria fazer com o profissional da Clínica José Kós antes da realização do Bera.
A meu ver, consulta desnecessária, uma vez que ele só fez olhar os exames (que já foram vistos por outros médicos) e solicitar o Bera. Só.
Como ganham dinheiro fácil, meu Deus...
Saímos da sala e fomos atendidos pela assistente social da clínica que agenda o procedimento, nos entrega a guia de internação e dá as informações burocráticas do procedimento. Senha a ser passada com antecedência, cheque para anestesia, o que levar de exames, etc.
E eu saí de lá assustada em como pode a ausência de um exame tão simples (audiometria) se transformar em algo tão complicado... É quase a cirurgia propriamente dita. Ele será internado às 7 da manhã em jejum total. Será anestesiado e irá para o centro cirúrgico realizar o procedimento. Sozinho. Sem o pai e sem a mãe. E só terá alta na parte da tarde.
E na guia de internação (não é guia de exame simplesmente) vem a indicação: má audição aparente.
Como?????
O otorrino dele em nenhum momento levantou essa hipótese. Como um médico que nunca o viu antes pode levantar essa possibilidade?
Tô apavorada, devo confessar. Só quem passa o dia aqui comigo no trabalho percebe.
Então ontem ele teve consulta com Dra. Mônica, a pediatra.
E foi com ela que desabafei.
Arthur não é surdo. Disso eu sei. Tenho certeza. Não preciso de exame nenhum para provar. Mas quem sou eu para ir contra o que diz um médico? Desconhecido que seja...
A Dra. Mônica me ouviu atentamente e me deu toda a razão com meus questionamentos sobre a realização desse exame, uma vez que também ela concorda que é muito desgastante (e perigoso, e etc) submeter uma criança tão pequena a uma sedação. E disse o seguinte, nessas palavras e nessa ordem:
1- Volta no Marcelo (otorrino oficial) e pergunta se o bera é obrigatório para a realização da cirurgia.
* Se não, diga que eu (Mônica) orientei que deixasse mais para frente. Quem sabe até tentar fazer a audiometria em outra oportunidade;
* Se sim, uma vez que pode ser que ele detecte algo nesse exame e já queira aproveitar a cirurgia para resolver, você tem o direito, como mãe, de recorrer a outro profissional para ouvir uma segunda opinião. E então me indicou outro otorrino.
De qualquer forma, já pedi autorização para a internação e somente amanhã o otorrino estará no consultório. De antemão, ao explicar para a secretária dele do que se tratava, ela já adiantou que é de praxe ele solicitar esse exame (ou a Audiometria) antes da cirurgia. Vamos esperar então até amanhã e ouvir da boca de quem sabe de verdade.
Fora isso, restante da consulta seguiu normal.
Aumentou quase 300 gramas e cresceu 2 cm. Tá com 97 cm agora. Um magrelo super alto! Será que completa os 4 anos com 1 metro? rs
Com relação ao colesterol que está em 195 mg/dl (200 mg/dl é o limite da normalidade) ela somente pediu para trocar o leite para o semidesnatado. Ou seja, ele vai sair do Ninho (em pó) e passará para o leite de caixinha, de adulto que faz dieta. Chega a ser estranho.
Fora isso não passou dieta. Pediu apenas que fiquemos atentos com a quantidade de gordura que ele tem consumido. Só.
Pediu para permanecermos com o beneroc e a vitamina c+própolis e passou uma pomada para picadas de inseto, já que o bichinho foi devorado noite dessas por um infeliz de um mosquito e de tanto coçar virou machucado. Pior que isso é a criança que não deixa o machucado cicatrizar, de tanto que futuca com as unhas que a gente faz questão de cortar dia sim e outro também.
Enfim. É seguir o mantra: "um dia após o outro" e ver o que o otorrino dirá amanhã...
Marcadores: adenóide, bera, cirurgia, consulta
postado pela mamãe Sandra Lima @ 1:08 PM | |
Sexta-feira, Outubro 16, 2009
O dia das professoras
Confesso que esse ano eu não estava lá muito inspirada para criar qualquer coisa que fosse.
A única que eu já sabia o que daria era a tia Adriana, pois há tempos havia feito um scrap para ela e já tinha decidido que lhe daria de presente.

Mas para as outras eu não fazia ideia... Até que passei numa feirinha de artesanato e vi umas necessaires lindas, feitas de retalho com um coração aplicado. Achei perfeito! E sem pensar muito encomendei as 10 que precisaria. Sim! Meu filho tem 10 professoras! rs
Comprei fita de cetim e sacos celofanes e criei um cartão personalizado para cada uma.
Aí veio na agenda uns dois dias antes um papel lacrado, onde a coordenadora informava e convidava para uma festa surpresa para as professoras. Adorei! Assim poderia ver a carinha de cada uma delas ao receber o presente.


E então na quarta feira, 14 de outubro, lá estava eu comemorando com elas e agradecendo uma a uma pelo carinho com que tratam meu filho.


Marcadores: dia das professoras
postado pela mamãe Sandra Lima @ 1:07 PM | |
Dia das crianças
Não adianta falar que esse é um daqueles dias criados no único intuito de comercialização, o fato é que eu curto esperar pela chegada dele, sim. E fiquei louca tentando acertar no presente do Arthur e das outras crianças da família.
Para ele, a princípio, pensei em dar a 1ª bicicleta, mas aí analisei o quanto de meios de transporte ele já tem - velotrol, um outro carro que se locomove com os pés dele, a moto motorizada - e achei que a bicicleta seria apenas mais uma.
E então vi na TV a propaganda do Super Massa - brincando de escola, que facilmente achei na loja que fui.
Acho que nunca dei um brinquedo tão acertado para ele... que ficou da hora que ganhou até o final da tarde agarrado com a massinha e seus componentes!

Ganhou vários outros brinquedos. Ainda na sexta ganhou carro de fricção iluminado e mais um dinossauro que anda e mexe partes do corpo de meus chefes Nauri e Orlando, que ele amou e ficou o sábado inteiro brincando. No domingo ganhou do padrinho um balde lotado de lego, que imediatamente nos fez sentar com ele para montar.
Da Deidei Beth ganhou um quebra-cabeças de números também super educativo que só não fez maior sucesso porque veio seguido da Super Massa - concorrência desleal! hahaha.
Ganhou ainda brinquedos da Tia Belina, do Tio Roger, e além de brinquedos ganhou um moletom belíssimo da Tia Berna e mais meias e cuecas de Ziza e Tia Belina, que eu amei, claro!
A intençao do dia 12 era sair com ele para algum lugar que tivesse atividades voltadas para ele. A princípio pensamos no Sesc que haviam me falado que teria o dia inteiro de programação. Entrei no site e não vi nada de ais. O que seria interessandte aconteceu muito cedo - o show de mágica.
Depois a Ziza falou da festa que teria na rua vizinha com pula-pula e brinquedos para a criançada. Mas acho que a desorganização não deixou a festa acontecer como no ano passado.
Então optamos por ficar em casa mesmo. Meu alívio estava em saber que na quinta feira passada ele curtiu uma tarde inteira numa casa de festas contratada pela escola e que o gatinho foi super independente com os amigos, de van.

Marcadores: dia das crianças
postado pela mamãe Sandra Lima @ 1:05 PM | |
Sexta-feira, Outubro 09, 2009
O risco cirúrgico
Estava marcado para a segunda, 05/10.
Sabe aquele dia em que tudo tá indo errado e você insiste em não ler os sinais?
Começou de véspera. Adriano amanheceu com um pêlo encravado no joelho que no final do dia já tinha virado um abscesso. Na segunda feira o joelho dele estava enorme mas por ser a perna direita ele disse que dava para dirigir.
Saí cedo do trabalho, nos encontramos no caminho, buscamos Arthur na escola e de lá partimos para Madureira - clínica CARPE, segundo indicação da pediatra.
No meio do caminho Adriano começou a sentir mal, com ânsia de vômito e cólica intestinal. O mal estar foi tamanho que ele não aguentou e parou para vomitar. Parou 01 vez. Parou de novo. E de novo. E mais uma vez. Foram 4 paradas. E eu sem muito como ajudar. O que eu podia fazer, fiz: comprar remédio em uma das paradas e insistir para que voltássemos para casa, o que ele não quis. Já era um dia perdido de trabalho de ambos. E fora o lugar que demorava a ter data disponível para a consulta. Tanto que esperamos 03 semanas por essa. Então ele dizia a cada parada que já estava melhor e seguia adiante.
Por fim, já em Madureira, paramos em frente ao Corpo de Bombeiro. Depois de alguns minutos parados ali, um homem parou ao ver o Dri passando mal. Eu falei que estávamos com criança no carro e por isso eu não podia sair para pedir ajuda. E então ele se identificou como sargento da corporação (ele estava à paisana) e indicou o quartel para dar atendimento médico adequada. Adriano levou o carro para frente do quartel e de lá já saiu amparado pelos soldados. O tempo que levei para tirar Arthur do carro, trancar tudo e chegar no interior do quartel já tinha sido suficiente para Adriano tomar plasil na veia e já estar bem melhor.
Só para simplificar: eu nunca vi atendimento tããããããão bom, gente tão humana e atenciosa.
Dos soldados aos paramédicos.
Foi Deus quem nos fez parar ali, tenho certeza!
Café, água, cadeira na sala com ar-condiconado para aguardar, balão feito com luva descartável para Arthur e até oferecimento para tirar foto do pequeno (que estava com a corda toooooooda!) no caminhão dos bombeiros - que eu realmente não tirei porque estava sem cabeça para amenidades (e depois me arrependi! rs).
Arthur ficou louco naquele espaço todo e queria correr de um lado para outro, quase me fazendo arrancar meus cabelos. Eu não sabia se corria atrás dele, se acompanhava o atendimento do Dri, se ligava para as pessoas da família para avisar, para a clínica que Arthur tinha hora marcada, uma confusão danada!
A médica colocou Adriano no soro para evitar removê-lo para um hospital (oi?) o que só não fazia porque estávamos com o Arthur. Mas disse que depois do soro ele estaria novinho em folha.
Com isso, liguei para a clínica para avisar do imprevisto e perguntar se poderíamos chegar com um pouco de atraso. E foi aí que eu vi a diferença tããããão grande entre um atendimento e outro.
A atendente, em tom seco, frio e calculista: "Senhora, se seu marido está passando mal é melhor a senhora ir pra casa e me ligar durante a semana para marcar a consulta outro dia". Expliquei que já havíamos esperado por essa consulta por três semanas. Que vínhamos de longe. Que dali a meia hora estaríamos lá. E ela foi taxativa: "Mas a médica não pode esperar!" Então tá, né! A gente pode esperar 2, 3 4 horas por um atendimento. O médico não pode esperar 30 minutos por um paciente. E é pago, hein!
Tão diferentes do Corpo de Bombeiros!
É claro, óbvio e evidente que nunca mais ligaria para aquele lugar.
No dia seguinte tive a brilhante ideia de ligar para o cardiologista da minha mãe para pedir uma indicação. A atendente: "3 anos que a criança tem? Acho que ele mesmo faz!" e confirmou com o Dr. Marcelo. E então no dia seguinte levamos Arthur lá.
Não levamos meia hora na sala de espera e menos ainda com o próprio Dr. Marcelo. Ele viu os exames que já foram feitos e nos explicou no que consistia o risco cirúrgico e como funcionava a sedação tanto para o Bera quanto para a cirurgia. Auscultou o peito do Arthur. Não precisou fazer eletrocardiograma por ele ser muito pequeno e não ter nenhum histórico de doenças cardíacas. E pronto. Menos de 01 hora e já tínhamos em mãos o risco cirúrgico assinado por ele.
E eu estou até agora me perguntando o que eu fui fazer lá em Madureira...
Próximo passo: Bera!
Mas vou deixar para ligar para a Clínica José Kós semana que vem, depois dos Dias das Crianças.
Agora deixa eu ir ali curtir 03 dias com meu filhote. Feriadinho é bom, né não?
Feliz Dia das Crianças para as que você tem em casa tá!
A minha há de ter um dia bem feliz tb!
Marcadores: risco cirúrgico
postado pela mamãe Sandra Lima @ 2:07 PM | |
Terça-feira, Setembro 29, 2009
Mudando de assunto (ou não)
Eu ia fazer um post diferente do tema que tenho usado ultimamente - saúde - mas tô achando que vou falar dela dinovoemaisumavez!
Para quebrar esse clima tenso, vou falar do quanto meu pequeno tem esbanjado a dita cuja. Graças a Deus, óbvio!
Tem dias que ele chega da escola com a pilha tão carregada que eu desconfio se não deram algum energético junto com o lachinho...
E pula de um lado para outro. E dança. E requebra. E é um tal de contar como foi o dia numa linguagem única que eu fico minutos tentando entender (e na maioria das vezes não entendo, o que é pior! rs)
Está numa fase in love com os Super Fofos - desenho do Nick Jr que só tem na minha mãe. Aí eu caí na asneira de encontrar um vídeo no You Tube e mostrar para ele. Para quê? A cada vez que chego perto do micro agora sou obrigada a colocar no bendito: "Super fofos, super fofos, em harmonia..."

Também está encantado com o Bob Esponja, que lá em casa é mais conhecido como "poli pontas".
Picoca (pipoca) também virou vício e eu preciso ter pulso firme para ele não consumir todos os dias, uma vez que ele já conhece e sabe onde ficam panela, milho e potinho. Chegou a acordar um belo dia de sábado e ir direto pra cozinha de onde voltou com o potinho nas mãos e foi para o nosso quarto: "picoca quer..." Isso às 7:30h de uma manhã sonolenta!
E fazer pipoca agora também é um barato. Bastou eu fazer movimentos circulares uma única vez ao som de "mexe, mexe, mexe..." e agora tenho que rebolar junto ao movimento de mexer a panela. E ele mexe comigo, tão engraçado...
Outro dia ele ganhou um kit jardinagem em um aniversário que fomos. Sentei com ele e juntos plantamos as sementes e regamos com água suficiente. Ele adorou! Nos dias que seguiram a plantinha cresceu de forma absurda e ainda que eu tenha tentado explicar que tinha que dar pouca água para ela (já que ele queria regar a cada vez que passasse ao lado dela) ele tanto regou que a bichinha morreu afogada...
Na semana passada ele trouxe da escola aquela experiência que todo mundo já fez do feijão no algodão. Passamos para um vasinho com terra e a cada dia tem crescido um pouco mais. Por enquanto tenho mantido o pé de feijão a salvos... rs
Outra coisa marcante nessa fase é o quanto ele gosta de conversar com plantas. Na minha mãe ele passa horas conversando com a mesma planta e o mesmo na casa da minha sogra... me faz pensar seriamente em comprar umas plantas para a nossa casa...

Ah sim! Tem a cama! Ele curtiu muito sair do berço. Tem curtido à bessa seu quarto de menino. Chega da escola e vai direto pra lá, onde pode espalhar brinquedos, brincar de massinha e ver seus desenhos favoritos, esse último geralmente debruçado na cama ou dançando numa coreografia ímpar de balançar os braços de um lado para outro, lindo de doer. Agora, para dormir... não rola a caminha dele, ainda que a gente esteja junto. Só dorme se estiver na nossa cama. E aí sim, depois que ele apaga a gente o leva para a cama dele. Mas o pior nem é isso. Se acordar na dele, foge para a nossa. Qualquer que seja o horário. Tantas vezes for. A gente tira a parte engraçada de vê-lo vindo como um sonâmbulo e se encaixando exatamente no meio da gente, para manter a parte sensata de que eli não é o lugar dele, e por isso a gente sempre o devolve. Mas já aconteceu de o cansaço falar mais alto e ele permanecer na nossa até a manhã seguinte. E eu assino embaixo quando dizem: "Falar é fácil... quero ver na prática" E é por isso que eu aceito dicas de como corrigir isso.
Assim como aceito dicas de como tirá-lo da mamadeira. Já tentei copo com canudo, com válvula, copo puro e ele não aceita nada. Por outro lado também nem tem curtido muito a própria mamadeira, mas quem tira o vício de dormir agarrado com ela? Ou acordar?
A pediatra insiste que ele precisa tomar leite pelo menos 2 vezes ao dia mas ele não aceita tomar nescau, por exemplo.
Enfim, dicas por favor.
Dicas também de como fazê-lo me chamar para fazer o nº 2 (antes de já ter feito! rs).
Para fechar esse post vou contar as novas de ontem. Deliciosas.
Faltou luz e fomos pra minha sogra munidos de velas. Acendemos umas três e ele cantou "parabéns pra você" umas vinte vezes. Dali a pouco papai tb subiu munido de violão e começou a tocar no escuro. Ficamos tanto tempo sem luz que por fim já estávamos cantando músicas infantis. De Xuxa à Cantiga de Rodas. E Arthur curtiu tanto! Tanto!
Juntos, eu e ele, cantamos e rodamos ao som de "atirei o pau no gato" e que delícia me jogar com ele no chão e ouvir aquela voz linda a gritar: "miauuuuuuuuuuuuu"
Uma hora e meia depois a luz voltou e ele continuava com a pilha carregada.
Descemos e ele descobriu (acho até que demorou) como é legal pular na cama! E eu me vi a trinta anos atrás, pulando na cama de meus pais. Imaginando se minha mãe também ficava tãããão feliz ao ver um filho curtindo um momento tão corriqueiro da infância...
Marcadores: diversas
postado pela mamãe Sandra Lima @ 1:11 PM | |
Terça-feira, Setembro 22, 2009
Um dia após o outro
E então que existe uma lista do passo-a-passo até a realização da cirurgia.
E a cada passo um procedimento a ser feito, que em se tratando de uma criança sempre é problemático.
A impressão que tenho é que o trajeto é muito longo até que o final chegue (com a cirurgia) e a cada item resolvido eu respiro aliviada com "menos essa preocupação".
Na semana passada Adriano esteve no consultório da pediatra e ela pediu hemograma completo e raio-x de tórax e indicou o cardiologista para o risco cirúrgico.
Ontem o levamos para fazer os dois primeiros itens. Saímos de casa embaixo de chuva com uma criança em jejum de 12 horas e para tirar sangue vocês bem podem imaginar né? Sofre ele, sofre o pai, sofre eu.
Três tubos de sangue e mais uma espetada no dedo.
Meu menino até que foi forte. Olhava para o sangue que saía sem entender o que era e para quê... e chorou, claro! Mas não esperneou...
E eu dou crédito a quem merece... a profissional foi excelente! Demos muita sorte com ela. Achou a veia do Arthur em questão de segundos e foi muito rápida para fazer todo o resto.
Ele ficou puto mesmo foi com o band-aid que disseram para deixar por meia hora mais ou menos - ele arrancou bem antes disso.
Depois de dar um lanchinho para ele, partimos para a clínica que faz o Raio-x.
Atendimento rápido. Profissional também especializado. Nem foi preciso repetir.
De lá fomos pra casa. Muito paparico para meu bebê que ontem só me deu orgulho.
Menos dois itens da lista.
Próximo passo: cardiologista - já marcado para 05/10.
Marcadores: cirurgia, exames
postado pela mamãe Sandra Lima @ 8:51 AM | |
Quinta-feira, Setembro 10, 2009
A audiometria, o bera e as fonoaudiólogas
E aí que na terça feira eu nem fui trabalhar.
Já comecei a me estressar antes mesmo de sair de casa. Já no carro, ainda na garagem, o telefone tocou. E eu saí do carro para atender.
"É a mãe do Arthur?"
"Sim"
"Bom dia, aqui é do consultório onde ele tem o exame marcado. É que a fonoaudióloga acabou de ligar dizendo que não vai poder vir... ela está grávida e vai pro médico, e blá blá bla"
É de rir né? Não da gravidez da fono, claro! (Eu também não ia trabalhar quando tinha consulta marcada com a obstetra), mas da desorganização. Não tem outra que a substitua? Qualquer um pode ter problemas, até aceito. Agora um exame que estava marcado para 11h ser adiado às 09:40h... não daria mesmo para aceitar. E é claro que eu tive que chutar o balde.
Ainda bem que bati pé, porque rapidinho deram um jeito e a fono disse que nos atenderia às 13h. Beleza! Meu dia de trabalho já estava perdido mesmo...
"Ah sim! Tragam ele dormindo..."
(Oi?) Como é que se convence uma criança a dormir para realizar um exame? Eu, pelo menos, ainda não sei.
Menininho obediente que só, realmente dormiu no caminho. Balanço do carro, ar ligado e ele apagou. Mas acordou, óbvio, ao ser retirado do carro.
E como eu já previa, ele não deixou o exame ser realizado. E eu nem o teria levado se soubesse que ele deveria ficar imóvel e não emitir qualquer som, já que o exame consiste em eletrodos colocados na cabeça e a criança não pode nem engoli saliva enquanto ele é realizado. Ora bolas, isso é difícil até para adultos!
Não posso negar, a fonoaudióloga foi muito atenciosa (retirem o que pensaram a respeito dela pelo fato de tentar adiar o exame) e eu saí de lá com uma outra visão do problema.
O que eu entendi foi que eles não estão desconfiados de uma possível surdez... é que para realizar a cirurgia a audiometria é realmente indipensável.
Ela também disse que a fonoaudióloga não precisa entrar em cena somente após a cirurgia. Ela pode inclusive ajudar na realização da audiometria com algumas sessões de adaptação ao fone de ouvido.
Mas que se o médico realmente batesse na tecla da realização do Bera (e aí nesse caso deveria ser feito com a anestesia) que não deveríamos nos preocupar, uma vez que a anestesia não é intravenosa e sim com inalação, aquele famoso cheirinho.
Que mesmo sendo por inalação, é necessário passar pelo risco cirúrgico. Mas o mesmo risco serve tanto para o exame quanto para a cirurgia, já que ele tem validade de 2 a 3 meses.
Para não perdermos viagem (e eu já nem considerava como viagem perdida) ela perguntou se não queríamos tentar fazer a audiometria. "De repente num outro ambiente, com outra profissional... quem sabe..." e resolvemos arriscar.
A sala já era outra e a fonoaudióloga também. Inclusive essa trabalha também no consultório do Dr. Marcelo, o otorrino.
Tão atenciosa quanto a primeira, quis saber detalhes do que estava acontecendo e também nos acalmou de igual forma com relação a tudo: Bera, anestesia, cirurgia, etc.
Tentou realizar a audiometria e teve muito tato com Arthur. Emprestou um microfone para ele e ele até permaneceu com o fone no ouvido, o que já foi a meu ver um grande avanço. Mas na hora de responder aos comandos dela... cadê que ele respondia? rs
Ô menino, viu?!
Ficou tão distraído com o microfone que não conseguia se concentrar...
So...
Ela disse que conversaria com Dr. Marcelo no dia seguinte e explicaria a dificuldade na realização do exame e pediu que o levássemos na próxima consulta.
Foi hoje pela manhã e o Adriano o levou.
E então ficou decidido:
Risco cirúrgico;
Bera;
Cirurgia.
Tudo para ontem!
Tô aqui agora tentando entrar em contato com a pediatra para ouvir a opinião dela e a indicação de cardiologista para o risco cirúrgico.
E é isso...
Rezar para que dê tudo certo. E vai dar, tenho fé!
Marcadores: adenóide, audiometria, bera, cirurgia, fonoaudióloga, otorrino
postado pela mamãe Sandra Lima @ 12:58 PM | |