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quarta-feira, 4 de maio de 2016

10 anos, a festa!

E aí que ele, só para variar, aos 47 minutos do segundo tempo, me disse que queria uma festa com futebol.
"Mas como você quer uma festa, se não gosta de "parabéns"?
"A gente faz uma festa SEM parabéns, ué!"
Então tá. Decidimos ir à caça de um sítio bom, bonito e barato, com piscina, churrasqueira, campo de futebol e que tivesse a disponibilidade de data para dali a duas semanas. O moleque é tão sortudo que conseguimos na segunda tentativa!
Optamos por um almoço com churrasco por ser mais prático. Contratamos uma pessoa para fazer as guarnições e voilá!
A única preocupação era com a previsão do tempo que indicava chuva... Se chovesse o campo de futebol não seria tão bem aproveitado e a piscina seria deixada de lado. Deus foi tão bom que o tempo até abriu! :)
Foi um dia P-E-R-F-E-I-T-O!
As crianças curtiram, os adultos curtiram. Teve futebol para todas as idades, para todos os times. Teve piscina. Teve pula-pula. Teve bate-papo. Teve comida. Teve bebida. Teve um dia curtido inteirinho, do início ao fim, até a última gota!
E teve o principal, Arthur feliz! Participou de cada momento. Recebeu os amigos da escola, fez questão de tirar foto com todos os convidados. Jogou bola, tomou banho de piscina, terminou o dia exausto e imundo! E feliz!
Na hora que todos esperavam os "parabéns" eu peguei o microfone e expliquei o que muitos lá já sabiam, que ele não curte e que por isso não faríamos, e ao invés de cantarmos, preferiríamos que todos elevassem seus pensamentos e pedissem em oração pela vida do magrelo. E assim foi feito. E foi lindo da mesma forma. Toda a família e todos os amigos oraram por ele e eu pude sentir a força do pensamento positivo.
Não há muitas palavras para traduzir o quão feliz foi o dia 23/01/16. Nada do que eu diga há de traduzir! Só posso dizer que teve a mão do nosso bom Deus por trás disso, com certeza!  E por isso eu não me cansarei nunca de agradecê-Lo!    

Só para registrar: Em JAN/16 ele fez 10 ANOS!

Cazuza foi perfeito quando escreveu que “nossos caminhos foram traçados na maternidade!"
Lá se vão 10 anos desde que nosso encontro aconteceu... DEZ ANOS!
Como faz para colocar em palavras o que o coração sente de forma tão absurdamente profunda? Acho que a mamãe tem perdido o dom das palavras ultimamente, sabe?
Só consigo pensar no tanto que aconteceu ao longo desse tempo...
Dez anos que realizo o sonho de uma vida inteira!
Dez anos e você já está quase do meu tamanho, se transformando no “menino grande” que você não vê a hora de ser...
Enquanto você pede aos céus que cresça logo e me questiona se ainda falta muito tempo, eu faço uma oração bem escondidinha, longe de todos, para que Deus cumpra seu desejo, mas que “não tenha tanta pressa, meu bom Deus... não precisa ser para ontem... ele ainda precisa muito de mim...”
Peço que Ele me ajude nessa tão importante missão que me confiou. Que Ele me permita estar ao seu lado para te apoiar e não para atrapalhar a sua caminhada. Que detenha o meu ímpeto de te super proteger desse mundo que te espera, tão grande e algumas vezes tão cruel.
Eu não sou perfeita, filho. Por favor, me desculpe por isso.
Trabalho para ser uma boa mãe, mas sei que estou longe de ser a mãe do comercial de margarina... tenho um longo caminho pela frente e preciso aceitar que nem sempre tudo será como eu quero que seja e que eu não sou a dona da razão, embora seja teimosa e não aceite com facilidade a opinião dos outros.
Já fechei meus olhos para o que dizem os sites de maternidade e para o que a sociedade tanto nos cobra.
Já te dei muito miojo no almoço e pizza no jantar. Talvez até sorvete de sobremesa no mesmo dia.
Já teve dias de você não querer tomar banho e nem escovar os dentes. E já teve dias de eu perder a paciência e gritar com você por conta disso.
Já teve dias de eu querer que você desligasse a TV pra ir estudar. E também teve dias que eu fingi não ver que você ignorou meu pedido.
Já teve dia que você sambou para a minha saudade e pediu pra dormir com a sua avó. E já teve dia que eu não deixei você ir por puro egoísmo.
Ao longo desses dez anos muitos erros estiveram caminhando ao lado dos acertos, e só em me cobrar a perfeição (ou até mesmo a sua), eu sei que já estou errando.
Não somos perfeitos. E somos tão diferentes.
TODOS NÓS!
Imagina se fôssemos todos iguais que coisa chata seria? É a diferença que dá graça ao mundo.
E pouco importa se você não gosta de cantar parabéns, estaremos todos juntos para celebrar seus dez anos de vida! Isso sim é muito importante!
Importa que tem um monte de gente muito diferente de você, que te ama do jeito que você é!
À você, “amor da minha vida, daqui até a eternidade...”, que é o dono do meu sorriso mais bobo, das minhas lágrimas mais emocionadas, das minhas rugas mais recentes, do meu cabelo branco pelas preocupações que já foram e das que certamente ainda estão por vir...
Que me leva da candura à loucura em questão de minutos.
Que me deu o diploma de "mãe" nessa carreira tão doce e tão árdua, onde os sobressaltos e as tomadas de decisões são atividades diárias e a remuneração não tem preço no mundo que há de pagar.
À você que me trouxe tanta certeza, mesmo quando as incertezas teimam em fazer morada.
À você meu filho, magrelo mais lindo desse mundo, que Deus tão maravilhosamente me deu de presente.
Que Ele te abençoe.
Que você vire esse menino grande (tenha calma, tá? Já tá chegando... rs). E que você se torne um homem de bem!
E que Ele também me abençoe. Para que eu possa ser tudo o que você precisar: apoio, refúgio, força.
Você é, sem dúvida, o meu melhor projeto, em constante execução...
Feliz aniversário, meu pequeno príncipe!
Te amo numa profundidade que eu não sei nomear. Só sei que é intenso. Que é imenso. Que braços abertos não conseguem medir...
Daqui até a lua, ida e volta.
Para sempre,
Mamãe.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Como perpetuei meu amor


Faz tempo que penso em perpetuar na pele meu amor por algumas pessoas. Bastava ver uma tatoo bacana que já salvava a imagem no cel.
Um dia, juntamente com outras amigas, decidimos homenagear o Téo, filho de nossa amiga Pretinha, que havia virado anjo em dez/13. Cada uma faria a sua no tamanho e lugar que julgasse melhor.
Eis a tattoo que inspirou:
A minha seria feita no ombro e ficou assim:
E então que ainda a caminho do estúdio me bateu a coragem de fazer não apenas a do filho de nossa grande amiga, mas também a do meu próprio filho, mas precisava decidir como e onde seria.
Ainda no carro corri pro google e pesquisei imagens de “Arthur tatoo nome”, mas nenhuma me empolgou. Não queria grande, não queria letras desenhadas demais... queria o mais simples, delicado e menor possível.  
E então vi essa da Angélica, com o nome da Eva... bingo! Era mais ou menos isso que eu queria...
Passa pro tatuador a ideia, rabisca daqui, rabisca dali, decide tamanho e pronto! Ficou assim:
Enquanto aguardava a minha vez (éramos 6!), achei no celular a imagem que havia salvo meses atrás de uma máquina de costura que seria a homenagem para minha mãe no futuro. Futuro? Quando será que voltaria lá de novo? E se perdesse a coragem? O futuro seria aquele dia mesmo, não ia protelar o que já estava decidido.
Olha que linda a inspiração!

Por outro lado, como homenagear a Quinha e não homenagear o Sr. Elizeu? Aquilo me soava meio ingrato, já que minha gratidão pela vida era devida aos dois... E então na própria imagem inspiração me veio a solução do impasse... Louco por passarinho, era só pousá-lo no alto da máquina... e pronto!
 

E então foi assim, que numa manhã de sábado eu carimbei no meu corpo o amor infinito pelo pequeno Téo e meu amor incondicional por quem me deu a vida de presente e por quem eu dou a minha própria vida... 
Para quem acha que não ganhou tattoo de presente eu digo que está enganado... Sabe a música que o passarinho está cantando? Então! #souesperta?
A pergunta que mais ouço desde então: E aí, dói?
Não, não dói! Ou melhor... dá um pequeno incômodo... como uma lâmina te cortando, mas nada insuportável como eu achei que fosse...
Se você pensa em fazer uma, corre logo e faça! Eu estou in love com as minhas...        

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

9 anos

Filho,
Lá se vão 9 anos!
9 anos em que nossos olhares se cruzaram pela primeira vez...
9 anos que eu entendi tudo... Que a vida ganhou um novo sentido: O sentido!
Aquele pacotinho tão pequeno e que me causava um medo tão grande, há 9 anos preenche minha vida de um sentimento que eu nunca na vida vou ter como definir...
É amor. Na sua forma mais genuína.
Que não tem tamanho. Que transborda. Que mora no seu olhar.
Seu olhar, filho!
Ele tem um poder que você nem deve imaginar, mas é ele que me salva muitas vezes. É ele que me cura. É nele que encontro minha paz.
É nele que encontro as respostas que preciso para seguir nesse caminhar louco, exuberante e feliz que é ser mãe.
Passamos por perrengues também, muitos! E como mãe, tenho e sempre terei muitos questionamentos a fazer...
Estou sendo uma boa mãe? Estou participando do seu crescimento como gostaria? Como deveria? Estou te mostrando as coisas que de fato são importantes na vida?
Mas basta olhar para você e descobrir todas as respostas do mundo!
Parece clichê né? E é... rs
Mamãe te ama de uma forma que nem sabe como é.
Um amor que não cabe aqui dentro.
Que não tem legenda. Que não tem definição. Que não tem justificativa.
Parabéns, meu amor!
São 9 anos agradecendo a Deus pela sua vida.
Pelo seu sorriso.
Pelo seu olhar.
Pelo capricho que Ele teve na sua criação.
Pela bondade em mandar você de presente para mim.
Há 9 anos!
Esses 9 anos em que sou a pessoa mais feliz do mundo!
E mundo, eu hoje grito para você inteiro ouvir: Arthur, te amo infinito!
Daqui até a lua, ida e volta...
Para sempre,
Mamãe

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O que tivemos em 2014?

Hoje divulguei o blog para umas novas (e já queridas) amigas. Aí vim aqui e me deu vontade de contar como foi nosso último ano (vai que daqui há alguns anos a equipe do Arquivo Confidencial vem aqui e acha uma lacuna inteira de 12 meses em branco? cof, cof, cof ... kkkk).
Já pedi ajuda ao Facebook e ele prometeu me ajudar a lembrar de tudo! :)
Vamos lá!
Em JANEIRO, ao me ver trabalhando na festa de outra criança, veio o inesperado questionamento:  
- Mamãe, e a minha festa do Angry Bird? Você não vai imprimir?
Ele não disse, mas imaginei o balão imaginário: "acho um absurdo você fazer festa pra Deus e o mundo e não se mexer para a fazer a minha...." 
E já que era a primeira vez de fato que ele me pedia a festa, não tinha como dizer não... E lá fui eu, aos 47 do segundo tempo, correr atrás de tudo... junto a minhas fiéis escudeiras de sempre! rs
Ele curtiu do início ao fim, tirou foto com todo mundo, reunimos todos ao redor da mesa, fizemos uma oração de agradecimento à sua vida, mas na hora do parabéns ele educadamente: "Não, não quero!" e respeitamos.
Em FEVEREIRO, fizemos um passeio maravilhoso à Ilha Grande, e foi ali que ele definitivamente perdeu o medo de entrar no mar para nadar.
Também foi quando ele ingressou na escola nova, e tivemos muitos desafios: escola grande, metodologia diferente, amigos novos... muita informação para ele e muito medo para mim... Passei o primeiro dia de aula tensa no trabalho e então ele chegou em casa cheio de novidades:
Teve aula de português com tia Fabiana, de matemática com a tia Elaine e música com o tio Wagner...
Aprendeu sobre ritmos e já tinha decorado uma música que o tio ensinou...
Comprou sozinho, pela primeira vez na vida, o próprio lanche e devolveu para o pai o troco que guardou no bolso... direitinho...
A foto foi tirada assim que chegou, e acho que ela respondeu a pergunta que eu havia feito a mim mesma o dia inteiro: Será que ele gostou da escola nova?

Do dia da matrícula até a primeira prova, foram dias de corrida contra o tempo para que ele se nivelasse ao mínimo exigido pela nova escola, principalmente com a bendita tabuada... Colocamos ele numa explicadora e em casa ajudamos também. Foi tempo de usar a criatividade!
Em MARÇO participou do Baile de Carnaval e embora tenha feito o maior sucesso (como sempre!rs) como Woody, acho que chegou a hora de dar adeus à minha amada fantasia:
"O tempo vai passar, os anos vão confirmar as três palavras que eu proferi: Amigo estou aqui!"

Há, nesse mundo de meu Deus, um Woody mais lindo?????
 Assim que começaram as aulas fizemos sua matrícula na Natação da escola e em ABRIL já teve a primeira apresentação, com medalha e tudo!
Em MAIO foi a apresentação do Dia das Mães. Momento de muita baba e corujice, como não poderia deixar de ser...
Ó meu cartão que coisa mais linda!
E foi também quando ele completou pela segunda vez (porém dessa vez muito mais envolvido e entendendo o que aquilo significava) o seu álbum de figurinhas da Copa do Mundo.
Em JUNHO tivemos a Festa Junina na escola, e segundo as tias o bendito ESTALINHO foi vilão apenas no final da festa!
E também tivemos a esperada  Copa do Mundo. A final não foi como planejamos, mas valeu pela reunião familiar e nossa torcida. E entre a dúvida se fugia dos fogos assustadores ou se torcia pela seleção, no final salvaram-se todos!
Há 8 anos o meu camisa 10!
Em JULHO, a escola promoveu um Sarau Literário, cujo tema esse ano foi "O Pequeno Príncipe". Filhote arrasou nas apresentações.
Em AGOSTO houve a comemoração do Dia dos Pais, com uma manhã cheinha de atividade para os dois.
Já chegando em SETEMBRO teve a Mostra Folclórica. Sua turma representou a região sudeste com uma dança mineira e outra carioca, e nem preciso dizer que babei do início ao fim...
 
 Muito amor por esse malandro cheio de samba no pé!
 Em OUTUBRO teve Dia das Crianças:
E foi quando finalmente ingressou no Judô, também pela escola.
Em NOVEMBRO chegou aqui a febre das pulseirinhas de elástico. Ele ganhou um bocado na escola e lá fui eu baixar vídeos no youtube pra ele aprender tb...
Em DEZEMBRO o esperado resultado das provas finais:
Só vai entender a emoção de pegar essas provas e ver tantos "ótimos" quem tiver nos acompanhado no início do ano... A troca de escola, ares novos, rotina e metodologia diferentes, amigos novos, professores aos montes, enfim: perrengue!
Foram noites insones e muitos questionamentos se estávamos ou não tomando a melhor decisão...
Ao longo do ano eu fui me acalmando ao descobrir que "amor de tia" pode existir em escola grande também (obrigada às tias Fabi e Elaine por isso!).

Mas a mudança não envolvia só o emocional, tinha o ensino puxado que tivemos de pagar pra ver se ele se adaptaria ou não... Com as provas tivemos a resposta!
E aí foi só relaxar e partir para as comemorações de Final de Ano.
Ele mesmo entrou no site da Hi Happy e fez sua listinha de presentes para o Papai Noel. 
E comparando com a cartinha do ano passado a gente vê que o moleque vai ficando cada vez mais espertinho... rs
Natal de 2013
Natal de 2014
E é claro que Papai Noel não decepcionaria e traria quase todos os presentes da lista...
E assim finalizamos 2014!
Foi um ano intenso e ainda tenho coisas a contar, mas que precisarei de mais tempo e inspiração.
Eu juro que volto... um dia! :)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

8 anos!

Eu dei muita sorte!
Ele mamou no peito, nas primeiras semanas já dormia a noite toda, aceitou sucos e papinhas, desde os 6 meses andou na cadeirinha de carro sem reclamar!
Ele FOI um bebê maravilhoso...
Hoje É uma criança linda!
Ele é carinhoso, estudioso, inteligente......
Ele curte coreografias e adora me ajudar nas receitas culinárias.
Já nada, mergulha no fundo da piscina e já passa sozinho o protetor solar: no rosto, no corpo e no pé!
E é cheio de personalidade também!
Sua frase preferida atualmente é: "Mas mamãe... Eu não sei!"
Para tudo o que realmente não sabe, ou para aquilo que não quer responder...
Sim! Para ele eu ainda sou "mamãe" e isso me dá um conforto imenso, ainda que as pernas compridas teimem em denunciar que meu bebê há tempos deu lugar ao meu menino...
Como ele mesmo diz, ele é um menino grande!
E sendo grande, precisa de desafios maiores do que os que já têm...
E então ele vai pra escola grande...
Vai fazer teatro, vai ter aula de xadrez.
Na mesma escola vai fazer natação, atletismo e finalmente o bendito futsal.
Vai ter regras, vai ter novos amigos, vai ter grandes desafios! Vai crescer mais ainda!
E eu vou ter medo...
Vou ter medo das pessoas, do que vai ser (ou não ser), do que possa vir...
Minha asa está ficando pequena pra ele...
O colo está dando lugar ao ombro...
E eu preciso jogá-lo no mundo para que ele aprenda a se virar, para que ele saiba para onde voltar...
Porque é assim que tem que ser!
E quer saber? Eu sei que ele vai conseguir!
Sim, eu sei!
Eu sei que o bebê de ontem, que se transformou nesse menino de hoje, será, um dia, um grande homem! Um homem de bem!
Eu sei!
Há 8 anos eu simplesmente sei!
***️
Filho! Mamãe continua agradecendo a Deus por ter me dado a honra de ter sido a escolhida para te cuidar, te guiar, te proteger...
Que seus primeiros 8 anos tenham sido tão felizes sendo "o filho da Sandra" como foram os meus últimos 8 anos sendo "a mãe do Arthur"
Perdoa a mamãe se algo não sai como planejado ou foge um pouco do controle, viu? Se erro, é na tentativa de acertar...
Você cresce de um lado, tanto quanto cresce a mamãe do outro!
Você é, sem dúvida, a minha melhor parte, o meu melhor projeto, o meu melhor sorriso!
Eu te amo daqui até o infinito, na ida e na volta, para sempre!
Desde o dia do seu nascimento...
Há 8 anos!

Feliz aniversário, meu amor!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sobre o medo

Arthur tem medo.
Medo de barulho. Medo de parabéns.
Na verdade eu não sei se é um medo só. Nâo sei se ele associa algo na hora do parabéns que cause muito barulho. Aqueles fogos de papel, por exemplo. A gritaria das pessoas, não sei...
Tento puxar da memória mas não me lembro muito bem quando tudo começou.
A lembrança mais próxima vem do seu próprio aniversário, em JAN/11, que tirei-o contra a vontade do pula-pula para que cantasse parabéns e ele fez um baita escândalo. Algo nunca visto antes, mas que achei justificativa pois ele tinha acabado de entrar no pula-pula, sua brincadeira preferida em qualquer festa que vá, e eu fui lá tirá-lo.
No mesmo ano, mais precisamente em JUL/11 passamos a comemorar o mesversário do Téo. Um ambiente pequeno, muita gente em volta e na hora do parabéns ele correu para o quarto mais próximo e começou a chorar. O que seguiu nos mesversários seguintes.
A justificativa na ocasião era o sono. Como ele sempre foi reloginho para dormir, era bem mais "fácil" colocar a culpa no horário.
Os aniversários seguintes passaram a ser um tormento. Começamos então a tirá-lo do ambiente na hora do parabéns, pois se ficava era choro alto na certa.
No mesmo ano passamos a ter problemas com os fogos de final de ano. Foi muito, muito choro.
Em JAN/12, no seu próprio aniversário, em que fizemos uma festinha íntima para os mais próximos no quintal da casa de minha cunhada, não tivemos problema com o seu próprio parabéns. Foi a festa do Super Mario, ele participou de tudo e dividiu a hora do parabéns com o Renan, que nasceu no mesmo dia que ele. Cantou parabéns, sorriu, tirou fotos... como entender?????
Na semana seguinte foi a comemoração do Renan, em um game do shopping que disponibiliza um pequeno salão de festa para a hora do parabéns. Ele se esbaldou de brincar, mas na hora do parabéns, em que os games são fechados, novo "ataque".
Ele não tem medo de barulhos corriqueiros, esses não o incomodam. O que incomoda mesmo são estouros em geral como fogos, estalinho e bola de gás estourada, esses são seus maiores inimigos.
Como explicar uma criança que sempre brincou de estalinho, de uma hora para outra passar a ter pavor?
Conversamos então com a pediatra e a fonoterapeuta.
A pediatra indicou psicólogo.
Nas palavras dela: "Pode ser que passe de repente, da forma como surgiu. Mas vai que isso siga com ele e cause um problema lá na frente?"
A fono disse que parecia sinal de pirraça. "Se fosse algum problema ele não cantaria parabéns no próprio aniversário." E orientou: "Que tal dizer que se não cantar parabéns, não vai poder ir à festa, e sem ir à festa não poderá usufruir do que ele gosta: brinquedos e pula-pula?"
E a gente passou a usar esse diálogo a cada festa, na expectativa de que o choro fosse embora.
Em algumas festas, ele realmente não chora. Eu acho quer tem a ver com o fato de estar entertido com alguma coisa, geralmente brincando.
Em outras festas, se fecham a parte de brinquedos e ele é "obrigado" a participar do parabéns, aí ele pede pra sair.
Se não tem pra onde sair, se o parabéns é daqueles rápidos e simples ele só tampa os ouvidos. Agora, se é daquele parabéns "estrondoso", não tem jeito... choro na certa!  
E então no meio desse comportamento alternado (ora chora, ora não), e para não correr o risco de lá na frente me arrepender, lá fomos nós conversar com a psicóloga indicada pela pediatra.
Duas horas para falar da vida dele desde que nasceu. Relembrar todo o histórico do atraso de fala, da falta de interação, do "quase" autismo, do santo relatório final da fono, enfim... tudo que eu queria que ficasse no passado... Não que não goste de falar do meu filho, mas tem uma hora que cansa, sabe? Cansa repetir as mesmas coisas para pessoas diferentes. Mas lá estava eu, tentando convencer a psicóloga a atender meu filho para SOMENTE tirar o medo de barulho/parabéns. O resto já estava resolvido. Para que futucar?  
Depois disso, ela tinha que avaliar o Arthur sozinho para saber o tratamento a ser seguido. Seriam 4 consultas. À noite. Único horário na sua agenda.
As duas primeiras semanas foram tranquilas. Arthur adorou a sala dela, com muitos jogos, ambiente lúdico, ela atendeu na hora combinada, tudo certo.
Na semana seguinte ela não tinha horário logo após a saída da escola. Ele saía às 17h da escola e ela tinha horário tipo 20h. Como o consultório fica próximo da escola, Adriano o levou direto pra lá na esperança de desistência de algum paciente, o que não aconteceu. Arthur ficou cansado da espera e quando entrou na sala a consulta não rendeu. Ela me ligou na semana seguinte explicando que não havia sido proveitosa aquela consulta, ela mesma entendeu os motivos, mas disse que a última consulta seria crucial e que para isso o atenderia no horário de outra criança, logo após a aula, para não correr o risco dele estar cansado.
A última consulta aconteceu e então fomos chamados para o "veredicto".
Ela falou das duas primeiras excelentes semanas. De como ele interagiu com ela. De como respondeu ao que foi solicitado. Que foi tudo ótimo, e blá, blá, blá. Mas... (sempre tem um "mas" e isso me irrita profundamente) as duas últimas semanas foram de um Arthur que não respondia ao seu chamado, que ele só respondia quando queria, como se fosse surdo ( ...e tudo aquilo que eu já ouvi antes, como se quisesse achar um outro problema que na minha opinião não existia... ).
E lá fui eu dizer que o pai era da mesma forma quando criança, que o pai brincava horas com um barquinho no ar, ou mesmo com um jornal amassado, e que não adiantava ninguém chamar, ele não atendia... e que o pai é assim até hoje...
Não adiantou. Era como se a genética não tivesse peso algum. Como se as duas primeiras semanas - tão excelentes - não tivessem peso algum.
E ela continuou: para seguir um tratamento, precisava descartar o "déficit de atenção". E para descartar, era necessário que ele passasse por uma junta médica, com um encaminhamento dela, mas que dentre os médicos da junta tinha de ter um médico específico que ela super indicava, mas que somente atendia na Santa Casa de Misericórdia (espera na fila por um ano ou mais) ou no CNA - Centro de Neuropsicologia Aplicada, que é uma clínica particular com valores acima do que podemos pagar.
E eu pagaria. Eu juro que pagaria. Venderia carro, faria empréstimo, faria qualquer coisa que fosse desde que me dissessem que dessa vez seria a última palavra.
Mas e o risco de inventarem o déficit de atenção?
Quem sou eu para discutir com um médico que meu filho é tão desligado quanto o pai? E que mesmo assim o pai é normal?
Quem sou eu para discutir com um médico que meu irmão também sempre teve poucos amigos? E é normal...
Quem sou eu para dizer para um médico que barulhos muito altos também me assustam, me perturbam? E eu sou normal...
E então criança hoje em dia não pode ser muito espoleta que é hiperativo. E se é calmo demais, tem déficit de atenção...
E isso cansa...
Só em pensar em ter que explicar tudo de novo me dá um desânimo tão, tão, tão grande...
Custava a psicóloga ajudá-lo com esse problema específico?
Eu tenho consciência que posso estar privando Arthur de um tratamento contra esse inimigo que ele tem, o bendito barulho. Sei que pode piorar. Sei que isso pode prejudicá-lo no futuro.
Mas é o que tenho para hoje.
Outro dia liguei pra psicóloga, sei lá, me bateu o peso na consciência. "Vamos agendar na Santa Casa e ver o bicho que vai dar!"
Mas só a dificuldade em falar com ela já torna o processo cansativo.   
Aí alguém deve me perguntar: "Procura outro psicólogo e acaba logo com isso, ora bolas!"
Então... tô esperando bater o peso na consciência de novo.
Por enquanto, ficamos assim:
Quando ouve fogos ele pergunta: "Que barulho é esse, mamãe?" e eu respondo: "São fogos de festa, filho!" "Foi gol do Flamengo!" e acabou-se o assunto.
No desfile cívico da escola em que ele desfila desde bebê (que tem banda de música no meio das crianças e soltam fogos de artifícios durante todo o percurso), no ano passado ele desfilou de ouvidos tampados e a gente viu o quanto ele sofreu com aquilo. Esse ano optamos por não levá-lo. E descobrimos que como ele, algumas crianças da escola também não curtem aquele barulho todo, e já não vão desde anos anteriores.
Em festas em que o barulho é muito forte e ele não tem nada para desviar a atenção, tiramos ele do ambiente. Se tem pula-pula ele nem se incomoda, no máximo tampa os ouvidos.
Outro dia fomos numa festa em que o som estava muito alto e o animador gritava demais (incomodando até a mim) e não tinha nenhum atrativo para ele... o pai o levou pro carro e ele dormiu. Simples assim.
O sono pode ser uma fuga? Sim, pode. Mas quem não tem uma fuga para as adversidades da vida?
O que me mantem confiante é ouvir relatos de várias pessoas que também se incomodavam quando crianças (tem algumas que até hoje...) e nem por isso viraram adultos problemáticos.
E então é isso...
Eu sei que o post ficou enorme, mas eu precisava colocar tudo que me vinha na memória aos poucos para que o assunto fizesse sentido. Foram cerca de 10 dias para conseguir finalizar.
Engraçado que relembrando todo o processo fui fazendo uma análise dos fatos e cheguei a conclusão de que nesses dois anos e tal (em que o problema passou a acontecer) ele melhorou bastante. Acho que entender o tempo dele é o principal. Sem forçá-lo a fazer o que não quer.
Não é uma questão de concordar com uma pirraça, ou de contribuir para piorar um eventual problema. Hoje, eu acho que é questão de respeitá-lo. E só.
Pelo menos por enquanto. Até sentir necessidade de procurar a psicóloga de novo, se for o caso.
Último aniversário que fomos, do Oliver.
Ele não chorou, mas não saiu de onde estava, no portão de saída da casa.   

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Pintando o 7 - a festa!

E aí o aniversário dele foi se aproximando e a gente já tinha decidido que o levaríamos a um restaurante pertinho de casa onde tem playground e ele se divertiria da forma que ele prefere... brincando! Convidaríamos os amigos mais próximos e pronto!
Sem bagunça, sem barulho, sem parabéns... sem forçá-lo a fazer o que para ele tem sido um tormento...
Como fazer festa para a criança que não gosta de parabéns?
E como o aniversário dele cairía numa quarta feira, seria mais que perfeito.
Avisamos a todos e estava decidido...
E assim foi a comemoração do dia:
[ele brincando com os primos/amigos...] 
[e os adultos comendo!]
Só que no final de semana anterior, alguém, que sinceramente não me lembro quem, sabiamente me disse que eu deveria sim fazer uma festa, simples que fosse, para sentir a reação dele com seu próprio "parabéns"... e se ele não quisesse o "parabéns" era só não cantar, afinal a festa seria dele, faríamos nas condições DELE, no tempo dele, para ele!     
E foi assim que pintou a festa "Pintando o 7", no quintal de casa, com os primos e alguns amiguinhos, no final de semana seguinte.
O recorde de montagem de festa... rs
Festa que não aconteceria sem o apoio de sempre de pessoas queridas para a gente. Em especial da minha cunhada Berna que além de me ajudar com a parte prática, foi fundamental no processo de preparo psicológico para a hora "H".
Durante a semana inteira ela "ensaiou" com Arthur a música que seria cantada na hora do "parabéns":
"Passei os olhos pelo calendário
e vi que hoje é o seu aniversário,
Arthuuur ehhhh!
Parabéns pra você!".
Ele adora essa música e cantava repetidamente com ela, enquanto preparávamos tudo. Aliás, ele participou de tudo! Deu pitaco em todas as artes que foram feitas.
E então num determinado momento da festa colocamos a música do momento: Gangnan Style, que ele não só ama, como faz a coreografia. Então ele começou a dançar, depois dançou de novo, depois levamos ele para a mesa para tentar tirar as fotos - ele aceitou! E então Tia Berna emendou no parabéns citado acima. Ele cantou, curtiu, enfim! Ele estava radiante!!!!!
Por fim, puxamos o "Parabéns" oficial. Poderíamos estragar o que já estava perfeito, mas resolvemos arriscar. E que bom que arriscamos! Ele cantou, bateu palmas, soprou vela imaginária (que com tanto medo que eu estava, acabei nem comprando! rs).
E fez questão de entregar as lembranças e o ímã para todos os convidados. Inclusive posando para fotos com cada um deles.
Foi um dia muito feliz para ele, com certeza!
Para mim foi como um tapa na cara! No melhor dos sentidos! Olha o que eu deixaria de proporcionar a ele por um medo imbecil de arriscar?       
Vejam as fotos, elas falam por si!
[a mesa montada] 
[comprei tinta, pincel e papéis para a diversão ser garantida] 
[acho que deu certo!]
[reparem nos braços...]
[princesas]
[momento lúdico]
[resultado]
[lava, lava, lava...]
[teve até coreografia!]
[Oppan Gangnam style!]
[Ehh sexy lady, oh, oh]
[sensação da festa!]
[Vamos tirar foto?]
[venham os amiguinhos também!]
[Opa! Vamos cantar prabéns?]
[Sim! Ele quis!]
[Se me contassem, não acreditaria!]
[muito, muito, muito feliz!]
[e de quebra soprou a vela, ainda que imaginária! rs]
[será que ele curtiu a festa?]
[preciso responder?]
E foi assim que meu gatinho completou seus 7 anos! De forma única, como ele!
Todas as fotos estão aqui.