Lilypie 4th Birthday Ticker

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Fonoaudióloga - a primeira sessão

O nome dela é Ana Paula. Ou Paulinha, para a gente lá de casa. Ela é filha de uma prima de minha sogra e só para se ter ideia, nos seus quinze anos eu estava lá (abafa que eu estou mesmo ficando velha! rsrsrs) ainda como namorada do Dri.
E então ela cresceu e fez fonoaudiologia. E desde que começou essa lenga lenga de fono eu já tinha o nome dela como minha primeira opção.
E na comodidade dela estar pertinho, e melhor, ir em casa, nem pensei em procurar outra.
Na semana passada ela foi lá em casa só para preencher a ficha de anamnese (identificação e questionário sobre o estado de saúde) e estabelecer um primeiro contato com arthur. E marcou a primeira sessão para ontem.
Sinceramente não achei que o primeiro dia fosse ser tão fácil como foi.
Ela chegou com desenhos e tinta gouache e no momento que ele viu tratou de largar a bolinha de sabão e foi se sentar com ela na sua mesinha.
Iniciaram a sessão perto de mim, que estava com a Rô trabalhando na área de serviço. Depois ela achou melhor continuar no quarto dele, mais calmo e confortável.
Não fiquei bisbilhotando (até porque não tinha tempo), mas em nenhum momento ele "pediu pra sair" - rs. Ele adorou tudo o que ela trouxe e nem quis saber do seu próprio material (que eu havia separado antes do inicio da sessão - livros e brinquedos didáticos), quis mesmo foi fuçar o que ela tinha. Rs
No final ela me passou a primeira impressão:
1. Disse que ontem trabalhou apenas com os animais e que ele reconheceu todos;
2. Achou interessante o fato dele ter se referido a vários jacarés no plural: jacaréS;
3. Disse que percebe nele a dificuldade em dizer as palavras com bilabiais (As consoantes que têm o som formado pelo encontro dos lábios: /p/, /b/, /m/.);
4. Pediu que eu cole os desenhos que ele pintou em um caderno de desenhos.
E foi isso. Semana que vem tem mais!

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postado pela mamãe Sandra Lima @ 7:32 AM | |

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Mudando de assunto

E voltamos à programação normal desse blog!
Enquanto estamos a volta com agendamento de neuropediatra e entrevista com a fonoaudióloga já marcada para amanhã lá em casa mesmo, deixa eu registrar aqui as ultimas novidades.
De bolinhas para ser mais rápido, tá?

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postado pela mamãe Sandra Lima @ 11:52 AM | |

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Só mais um pouco sobre isso

Noooossa!
Estou impressionada com a quantidade de cometários no último post. Só me dá a certeza de que minha meia dúzia de leitoras estam sempre por aqui mesmo. Não cometam sempre, mas estão por aqui. Bom saber disso, viu?
E então relendo as últimas postangens, vi um cometário que ainda não tinha visto.
Foi da Eva, uma leitora nova cujo blog também gostaria de acompanhar (me manda seu e-mail, Eva?)
E então. Na tentativa de ajudar, ela levantou uma hipótese que em nenhum momento eu sequer havia cogitado.
Leiam:

"Oi Sandra, desde que descobri o seu blog tenho passado sempre por aqui. Não lembro bem como cheguei, mas simpatizei muito com vocês. Tenho acompanhado essa tua luta de um consultório a outro, procurando o melhor para o Arthur. Recentemente passei por processo semelhante por razões diferentes, mas sei bem como é os médicos não darem atenção ao coração de mãe. Afinal quem passa o dia com eles e sabe de todos os detalhes da vidinha dele somos nós, as mães.
Eu tenho um blog que se você quiser acompanhar basta enviar um e-mail para mim que vou adorar ter sua visita.
Por tudo que você comenta dá para perceber que o Arthur não é surdo nem tem problemas nessa área.
Estou escrevendo tudo isso para perguntar se vocês já pensaram na possibilidade de autismo. Algumas atitudes do Arthur me pareceram compatíveis. Claro que só tenho uma pequena janela do que você relata. Então é uma mera suposição minha. Como o encaminhamento e a estimulação fazem toda a diferença, se esse for o caso dele, eu achei que deveria comentar. Desculpe se de alguma forma estou me intrometendo.
Um abraço"

De forma alguma você está se intromentendo, Eva. Muito pelo contrário. Eu acho que o que eu espero realmente do blog é isso, trocar informações com outras mães. E tanto é que corri no google para saber as características de uma criança autista para ver se reconhecia ali as caracterísiticas do Arthur. E vou falar: fiquei mesmo com a pulga atrás da orelha. Principalmente quando cita o fato de um autista preferir ficar isolado e em determinados momentos parecer surdo, apesar de não ser. E lendo isso num dia em que a gente escuta do otorrino que ele não tem nada de surdo, já viu né? Fui para casa pensando numa forma de levantar essa questão com Adriano e ouvir a opinião de minhas cunhadas (pedagogas) e antes de eu falar com o Dri, ele mesmo foi relatando o papo com o otorrino, que disse para ele: "pela minha experiência eu sei reconhecer cada criança que entra aqui: se é autista, se é surdo, se é hiperativo... e seu filho não tem caracterísitica de nenhum deles... seu filho não tem nada além da timidez! Eu só pedi o bera para realmente descartar qualquer possibilidade" E então ouvir isso foi como um banho de água morna, sabe? Um novo alívio num dia já tão cheio de emoção! Porque mãe é bicho esquisito. Eu sei que ele não é autista. E ponto. Mas a gente gosta de procurar problemas até onde não existem! Se existisse essa hipótese, remota que fosse, já teria sido levantada por algum dos tantos profissionais que já o acompanharam até aqui.
De qualquer forma eu te agradeço, Eva. Por ter se preocupado e tentado ajudar da forma que pôde, como você mesma disse: com a uma pequena janela do que eu relato.
De qualquer forma, como esse blog também tem o intuito de informar, seguem as características comuns do autista:
- Tem dificuldade em estabelecer contacto com os olhos,
- Parece surdo, apesar de não o ser,
- Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente ela é completamente interrompida.
- Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros,
- Por vezes ataca e fere outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso,
- Costuma estar inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas,
- Não explora o ambiente e as novidades e costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas,
- Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se,
- Cheira, morde ou lambe os brinquedos e ou roupas,
- Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente
Etc.

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postado pela mamãe Sandra Lima @ 12:26 PM | |

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

O Bera - decifrando o laudo

E então hoje o Adriano madrugou no consultório do otorrino para que ele decifrasse o laudo do Dr. Simpatia da José Kós.
E ele não poderia me trazer notícias melhores do consultório do Dr. Marcelo Sessim:
"Arthur está escutando melhor do que a gente, se bobear."
O que se lê no 2º parágrafo da conclusão - presença de distúrbio da condutibilidade dos potenciais auditivos ao nível do tronco cerebral, à estimulação do ouvido esquerdo - foi traduzido pelo médico por: "cera e/ou catarro" o que se resolverá com cerumim e cefaclor.
Quanto às sugestões ele acatou as 3 primeiras:
1 - Indicou uma neuropediatra;
2 - Pediu maior contato com crianças da mesma idade, inclusive finais de semana;
3 - Indicou tratamento fonoaudiológico.
Disse que pela experiência dele, esse atraso de fala nada mais é do que timidez e pelo que viu e ouviu (já que na sala dele Arthur danou a conversar naquela linguagem que ninguém entende) ele está prestes a soltar a língua.
E, para finalizar, contrariando o que ele próprio havia afirmado algumas semanas atrás, a cirurgia está DESCARTADA! Pelo menos por enquanto.
Disse que tudo indica que esse aumento da adenóide possa regredir e que prefere aguardar maaaaaais lá pra frente para reavaliar a real necessidade de operá-lo. Assim evita-se um eventual trauma na criança (e na mãe que vos fala também, claro! rs)
Se por um lado eu já estava até torcendo para que essa cirurgia fosse logo feita e esse assunto encerrado de uma vez por todas, por outro é óbvio que meu coração de mãe pedia que não fosse necessário encarar um centro cirúrgico e um pós operatório que com certeza não deve ser fácil para uma criança na idade dele.
Sendo assim, só tenho a agradecer a Deus que nos 47 minutos do 2º tempo fez o médico repensar sua decisão e a todos os que nos acompanharam e torceram junto com a gente para que o melhor fosse feito.
E é isso!
Alívio - esse é meu nome hoje!

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postado pela mamãe Sandra Lima @ 11:01 AM | |

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

O Bera

E não adiantou ficar com medo, reclamar com a pediatra, ligar para médico, nada disso. O Bera foi feito!
Como solicitado pela pediatra, ligamos pro otorrino para saber a real necessidade do exame. Ele, daquele jeito que todo médico adora: nem que sim, nem que não, talvez, porém, quem sabe.
E só em pensar na possibilidade de começar um "tudodenovooutravez" com outra médica, já que corria o risco de chegar lá e ela querer começar tudo do zero, já me sentia cansada. Porque cansa sabe? E só em ter que explicar todo o passo-a-passo que já demos até aqui....
Desisti.
E então acordei na segunda feira já contando os dias que faltavam até a sexta feira chegar... dia em que o exame estava marcado na José Kos.
Chegamos lá atrasados e fomos logo atendidos.
Primeiro um papo com a anestesista. Muitas perguntas sobre alergias, doenças, medicamentos...
Depois outro papo com o médico que realiza o Bera.
Dr. Aziz Lasmar.
Tô para conhecer no mundo sujeito mais arrogante, mais soberbo, mais... aff!
Primeiro que sequer deu bom-dia, e quer saber? Se fosse só isso dava até pra relevar.
Vou colocar abaixo o pouco do que me lembro de um diálogo frio e traumatizante. Acrescente apenas um tom arrogante nas falas do doutor que Deus há de me fazer esquecer até o nome.
- O que te traz aqui?
- Foi indicação do otorrino...
- Não foi isso que perguntei... qual é o problema do seu filho?
- Bem, ele tem o aumento da adenóide e...
(antes de eu terminar a frase)
- Não é isso que quero saber! Ele tem o que? Não fala, não escuta...
(se já estava nervosa com o exame, a essa altura já estava apavorada, mas engoli a vontade de mandá-lo para a ponte que o partiu!)
- Ele está com atraso na fala. Até fala, mas fala pouco...
(ele soltou uma respiração como que querendo dizer: - Ô gente chata que quer ficar dando detalhes!)
- Tem problemas de relacionamento? Tem contato com outras crianças?
- Está na creche.
(me limitei a dar a resposta seca)
- Com quantos meses firmou a cabeça?
- Não sei. Não me lembro.
- Não se lembra com quanto tempo ele ficou com a cabeça firme?
(fazendo cara de espanto. Como se eu fosse obrigada a ter anotado a data exata em que isso aconteceu)
- Com quantos meses engatinhou?
- Acho que com seis, sete meses talvez... não tenho certeza.
- Com quanto tempo andou? Disso você se lembra?
(Sim! Falou desse jeito!)
- 1 ano e 3 meses.
(Disso eu lembrava!)
- Se andou nessa idade com certeza não engatinhou com 7 meses...
(e minha vontade de falar: -Então pra que me perguntou?!)
- Se está num cômodo, e em outro tem tv ligada em que passa anúncio de brinquedos, ele se interessa em ir até lá?
- Ah sim! Inclusive corre para assistir abertura de novela...
- Não foi isso que perguntei, mas tudo bem... Na família alguém teve o mesmo problema de atraso de fala?
- Nem eu, nem meu marido...
- Tô perguntado da família...
(como se eu e Adriano não fossemos da família...)
- Que eu saiba, não.
Deve ter feito outras perguntas que meu inconsciente bloqueou e após alguns segundos olhando para o prontuário em silêncio, ele me liberou do martírio.
- Só isso.
Ódio. Esse era meu nome ao sair da sala dele. Saí totalmente abalada e desestruturada. E chorando, claro.
Que direito uma pessoa tem de tratar as outras como lixo?
Expliquei pro Adriano porque eu estava nervosa e perguntei para a enfermeira que nos encaminhava para o quarto (e que havia presenciado a sessão de tortura) se ele era assim com todo mundo. Ela sem querer se comprometer se limitou a dizer: "É o jeito dele..."
Não posso negar que o atendimento da clínica em um todo é excelente. Atendentes, assistente social, enfermeiras, maqueiros, todos muito atenciosos. Então foi nisso que me apeguei para não catar meu filho e sair correndo de lá.
Arthur a todo momento era chamado pelo nome o que faz com que a gente se sinta gente e não apenas mais um paciente.
Ainda no quarto deram um xaropinho que, segundo a enfermeira, poderia fazê-lo dormir, ou deixá-lo grogue ou nenhum dos dois. Demorou a surtir efeito, mas depois de uns trinta minutos a gente já percebia Arthur sonolento.
Quando a enfermeira veio buscá-lo com o maqueiro ele ainda estava acordado e por isso foi no meu colo até a porta do centro cirúrgico. Lá dentro, um enfermeiro grande de braços fortes que o chamou: "Vamos lá, Arthur?" E ele foi. Sem olhar para trás.
Ele entrava e ao mesmo tempo saía de lá uma menininha menor que ele, que também fez o Bera, totalmente apagada na maca. Sensação horrível. Ela respirava forte e babava também.
E nesse cenário, a enfermeira (que parecia estar sabendo da minha ira com o médico) tentou me tranquilizar: "Mãe, não precisa se preocupar. O Dr. Lasmar tem esse jeito mas é um excelente profissional. É um dos mais requisitados no Brasil. É chamado no exterior para realizar esse exame. É assim porque está velho. Não leva em consideração a forma como lhe tratou não. E blá-blá-blá." Me limitei a dizer: "Tomara que ele seja bom mesmo! Porque o fato de ser velho não lhe dá o direito de tratar as pessoas como me tratou."
A mãe da menininha disse que ele lhe tratou da mesma forma.
Será que a clínica sabe disso? Ou será que por ele ser tão bom, a clínica acaba relevando? Porque esse filho da mãe é o único a realizar esse exame naquele lugar?
Voltei para o quarto, chorei um bocado e depois de 30 minutos voltei para a porta do Centro Cirúrgico para esperar meu pequeno sair.
E exatos 40 minutos depois dele ter entrado, a porta do centro cirúrgico se abria e no colo de uma médica vinha meu menino, meio grogue, mas acordado. "De quem é esse lindo aqui?" perguntou ela. Trouxe para o meu colo e perguntei se havia chorado. Ela disse que não.
Alívio para o coração materno e a confirmação de que cada organismo realmente reage de uma forma...
Voltamos para o quarto e ele dormiu por uns 30 minutos. Tempo que levou para sair o resultado do exame. Quando acordou já estava bem. E teve alta.
Segue o resultado:
Conclusões:
O quadro é sugestivo de audição nos limites da normalidade, em ambos os lados, para clicks;
Observa-se a presença de distúrbio da condutibilidade dos potenciais auditivos ao nível do tronco cerebral, à estimulação do ouvido esquerdo.
Sugestões:
1. Avaliação e orientação com neuropediatra;
2. Manter estimulação global (creche, parquinhos);
3. Terapia fonoaudiológica, se julgada necessária pelo médico assistente;
4. Peavaliação dentro de 01 ano, a critério do médico assistente.
Amanhã, 05/11, levaremos o resultado no otorrino para que ele nos decifre exatamente o que diz o laudo. E para sabermos qual o próximo passo a ser dado.

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postado pela mamãe Sandra Lima @ 8:00 AM | |

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

3º Encontro de Pais e Mestres

Na quarta-feira foi dia de Encontro e Pais e Mestres. Mais uma vez não pude comparecer. Adriano foi no meu lugar.
Nada de muito diferente das outras reuniões: piolhos na cabecinha da galera, festa de final de ano, construção da quadra de esportes e assuntos diversos.
Sobre Arthur a tia foi só elogios. Tem interagido mais com os amigos. Tem comido como um leão. E continua muito carinhoso com as tias.
Segue a avaliação bimestral (deixei as anteriores para servir como parâmetro):

ASPECTOS AVALIADOS:
.
Linguagem Oral
Organização de idéias e pensamentos
Relata fatos já acontecidos: N - N - N
Repete palavras e sons emitidos anteriormente: ED - ED - S
Pronuncia corretamente as palavras: ED - ED - ED
Reconhece e nomeia pessoas de seu convívio: N - ED - ED
.
Linguagem Escrita
Coordenação motora
Segue movimentos direcionados: ED - S - S
.
Iniciação à Matemática
Noções de números
Interessa-se por atividades com números: ED - ED - S
Cores
Identifica objetos quanto à cor: ED - S - S
Associa objetos quanto à cor: ED - S -S
Formas geométricas
Identifica objetos quanto à forma: ED - ED - S
Associa objetos quanto à forma: ED - ED - S
Noções de tamanho
Identifica objetos quanto ao tamanho: ED - S - S
Associa objetos quanto ao tamanho: ED - S - S
.
Natureza e Sociedade
Temperaturas
Reconhece temperaturas distintas: NT - S - S
Estímulos odoríferos
Reconhece odores distintos: NT - NT - S
Percepção Gustativa
Identifica alimentos doces e salgados: NT - NT - S
Corpo Humano
Reconhece partes do corpo: ED - S - S
Datas Comemorativas
Participa ativamente das datas comemorativas: ED - ED - ED
.
Artes Visuais
Criatividade
É capaz de criar objetos com materiais recicláveis: ED - ED - ED
Percepção Visual/Coord. Motora
Amassa, bate e fura a massa de modelar: ED - S - S
Amassa e rasga papéis: ED - S - S
.
Iniciação Musical
Executa movimentos próprios de acordo com a pulsação da música: ED - ED - S
Respeita o momento de iniciar e parar de tocar os instrumentos: ED - ED - ED
Identifica alguns instrumentos de percussão: ED - ED - ED
.
Educação Física
Executa os movimentos de coordenação motora ampla
Lança, arremessa objetos: NT - ED - ED
Corre: ED - S - S
Vira o corpo: ED - ED - ED
Salta para cima: ED - ED - ED
Salta para baixo: ED -ED - ED
Percorre trilhas simples: ED - S - S
.
Atitudes Gerais
Entra na escola com tranquilidade: ED - S - S
Relaciona-se bem com a professora: ED - S - S
Aceita os limites da rotina escolar: ED - ED - ED
Participa das atividades livres: ED - ED - ED
Participa das atividades dirigidas: ED - ED - ED
Aceita, com facilidade, as situações novas: ED - ED - ED
Apresenta reações de medo: S - S - S
Relaciona-se bem com os amigos: ED - ED - ED
Divide seu material ou objetos pessoais: ED - ED - ED
Apresenta reações de medo diante de determinadas situações: S - S - S
Atende às solicitações da professora: ED - ED - ED
Encontra, sozinho, soluções para dificuldades na rotina escolar: ED - ED - ED
Segura objetos de uso diário: S - S - S
.
E, além da avaliação, o relatório de observações:

"Nosso gatinho participa de algumas atividades em grupo sendo estimulado continuamente pelas professoras. Suas habilidades cognitivas e psicomotora estão em pleno desenvolvimento.
Arthur é uma criança carinhosa com todas as professoras. Seu relacionamento com a turminha ainda está sendo trabalhado pelas professoras através de intervenções e atividades direcionadas.
Neste bimestre percebemos que ao modificarmos a rotina nosso príncipe apresenta insatisfação, mas através de intervenções das professoras temos conseguido contornar as situações.
Arthur, somos felizes com sua presença em nossas vidas!"
É isso. Daqui a pouquinho venho falar do Bera - buscando inspiração!

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postado pela mamãe Sandra Lima @ 1:37 PM | |

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Semana de consultas

Na segunda levamos Arthur para a consulta que deveria fazer com o profissional da Clínica José Kós antes da realização do Bera.
A meu ver, consulta desnecessária, uma vez que ele só fez olhar os exames (que já foram vistos por outros médicos) e solicitar o Bera. Só.
Como ganham dinheiro fácil, meu Deus...
Saímos da sala e fomos atendidos pela assistente social da clínica que agenda o procedimento, nos entrega a guia de internação e dá as informações burocráticas do procedimento. Senha a ser passada com antecedência, cheque para anestesia, o que levar de exames, etc.
E eu saí de lá assustada em como pode a ausência de um exame tão simples (audiometria) se transformar em algo tão complicado... É quase a cirurgia propriamente dita. Ele será internado às 7 da manhã em jejum total. Será anestesiado e irá para o centro cirúrgico realizar o procedimento. Sozinho. Sem o pai e sem a mãe. E só terá alta na parte da tarde.
E na guia de internação (não é guia de exame simplesmente) vem a indicação: má audição aparente.
Como?????
O otorrino dele em nenhum momento levantou essa hipótese. Como um médico que nunca o viu antes pode levantar essa possibilidade?
Tô apavorada, devo confessar. Só quem passa o dia aqui comigo no trabalho percebe.
Então ontem ele teve consulta com Dra. Mônica, a pediatra.
E foi com ela que desabafei.
Arthur não é surdo. Disso eu sei. Tenho certeza. Não preciso de exame nenhum para provar. Mas quem sou eu para ir contra o que diz um médico? Desconhecido que seja...
A Dra. Mônica me ouviu atentamente e me deu toda a razão com meus questionamentos sobre a realização desse exame, uma vez que também ela concorda que é muito desgastante (e perigoso, e etc) submeter uma criança tão pequena a uma sedação. E disse o seguinte, nessas palavras e nessa ordem:
1- Volta no Marcelo (otorrino oficial) e pergunta se o bera é obrigatório para a realização da cirurgia.
* Se não, diga que eu (Mônica) orientei que deixasse mais para frente. Quem sabe até tentar fazer a audiometria em outra oportunidade;
* Se sim, uma vez que pode ser que ele detecte algo nesse exame e já queira aproveitar a cirurgia para resolver, você tem o direito, como mãe, de recorrer a outro profissional para ouvir uma segunda opinião. E então me indicou outro otorrino.
De qualquer forma, já pedi autorização para a internação e somente amanhã o otorrino estará no consultório. De antemão, ao explicar para a secretária dele do que se tratava, ela já adiantou que é de praxe ele solicitar esse exame (ou a Audiometria) antes da cirurgia. Vamos esperar então até amanhã e ouvir da boca de quem sabe de verdade.
Fora isso, restante da consulta seguiu normal.
Aumentou quase 300 gramas e cresceu 2 cm. Tá com 97 cm agora. Um magrelo super alto! Será que completa os 4 anos com 1 metro? rs
Com relação ao colesterol que está em 195 mg/dl (200 mg/dl é o limite da normalidade) ela somente pediu para trocar o leite para o semidesnatado. Ou seja, ele vai sair do Ninho (em pó) e passará para o leite de caixinha, de adulto que faz dieta. Chega a ser estranho.
Fora isso não passou dieta. Pediu apenas que fiquemos atentos com a quantidade de gordura que ele tem consumido. Só.
Pediu para permanecermos com o beneroc e a vitamina c+própolis e passou uma pomada para picadas de inseto, já que o bichinho foi devorado noite dessas por um infeliz de um mosquito e de tanto coçar virou machucado. Pior que isso é a criança que não deixa o machucado cicatrizar, de tanto que futuca com as unhas que a gente faz questão de cortar dia sim e outro também.
Enfim. É seguir o mantra: "um dia após o outro" e ver o que o otorrino dirá amanhã...

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postado pela mamãe Sandra Lima @ 1:08 PM | |

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

O dia das professoras

Confesso que esse ano eu não estava lá muito inspirada para criar qualquer coisa que fosse.
A única que eu já sabia o que daria era a tia Adriana, pois há tempos havia feito um scrap para ela e já tinha decidido que lhe daria de presente.

Mas para as outras eu não fazia ideia... Até que passei numa feirinha de artesanato e vi umas necessaires lindas, feitas de retalho com um coração aplicado. Achei perfeito! E sem pensar muito encomendei as 10 que precisaria. Sim! Meu filho tem 10 professoras! rs
Comprei fita de cetim e sacos celofanes e criei um cartão personalizado para cada uma.
Aí veio na agenda uns dois dias antes um papel lacrado, onde a coordenadora informava e convidava para uma festa surpresa para as professoras. Adorei! Assim poderia ver a carinha de cada uma delas ao receber o presente.



E então na quarta feira, 14 de outubro, lá estava eu comemorando com elas e agradecendo uma a uma pelo carinho com que tratam meu filho.


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postado pela mamãe Sandra Lima @ 1:07 PM | |

Dia das crianças

Não adianta falar que esse é um daqueles dias criados no único intuito de comercialização, o fato é que eu curto esperar pela chegada dele, sim. E fiquei louca tentando acertar no presente do Arthur e das outras crianças da família.
Para ele, a princípio, pensei em dar a 1ª bicicleta, mas aí analisei o quanto de meios de transporte ele já tem - velotrol, um outro carro que se locomove com os pés dele, a moto motorizada - e achei que a bicicleta seria apenas mais uma.
E então vi na TV a propaganda do Super Massa - brincando de escola, que facilmente achei na loja que fui.
Acho que nunca dei um brinquedo tão acertado para ele... que ficou da hora que ganhou até o final da tarde agarrado com a massinha e seus componentes!

Ganhou vários outros brinquedos. Ainda na sexta ganhou carro de fricção iluminado e mais um dinossauro que anda e mexe partes do corpo de meus chefes Nauri e Orlando, que ele amou e ficou o sábado inteiro brincando. No domingo ganhou do padrinho um balde lotado de lego, que imediatamente nos fez sentar com ele para montar.
Da Deidei Beth ganhou um quebra-cabeças de números também super educativo que só não fez maior sucesso porque veio seguido da Super Massa - concorrência desleal! hahaha.
Ganhou ainda brinquedos da Tia Belina, do Tio Roger, e além de brinquedos ganhou um moletom belíssimo da Tia Berna e mais meias e cuecas de Ziza e Tia Belina, que eu amei, claro!
A intençao do dia 12 era sair com ele para algum lugar que tivesse atividades voltadas para ele. A princípio pensamos no Sesc que haviam me falado que teria o dia inteiro de programação. Entrei no site e não vi nada de ais. O que seria interessandte aconteceu muito cedo - o show de mágica.
Depois a Ziza falou da festa que teria na rua vizinha com pula-pula e brinquedos para a criançada. Mas acho que a desorganização não deixou a festa acontecer como no ano passado.
Então optamos por ficar em casa mesmo. Meu alívio estava em saber que na quinta feira passada ele curtiu uma tarde inteira numa casa de festas contratada pela escola e que o gatinho foi super independente com os amigos, de van.

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postado pela mamãe Sandra Lima @ 1:05 PM | |

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

O risco cirúrgico

Estava marcado para a segunda, 05/10.
Sabe aquele dia em que tudo tá indo errado e você insiste em não ler os sinais?
Começou de véspera. Adriano amanheceu com um pêlo encravado no joelho que no final do dia já tinha virado um abscesso. Na segunda feira o joelho dele estava enorme mas por ser a perna direita ele disse que dava para dirigir.
Saí cedo do trabalho, nos encontramos no caminho, buscamos Arthur na escola e de lá partimos para Madureira - clínica CARPE, segundo indicação da pediatra.
No meio do caminho Adriano começou a sentir mal, com ânsia de vômito e cólica intestinal. O mal estar foi tamanho que ele não aguentou e parou para vomitar. Parou 01 vez. Parou de novo. E de novo. E mais uma vez. Foram 4 paradas. E eu sem muito como ajudar. O que eu podia fazer, fiz: comprar remédio em uma das paradas e insistir para que voltássemos para casa, o que ele não quis. Já era um dia perdido de trabalho de ambos. E fora o lugar que demorava a ter data disponível para a consulta. Tanto que esperamos 03 semanas por essa. Então ele dizia a cada parada que já estava melhor e seguia adiante.
Por fim, já em Madureira, paramos em frente ao Corpo de Bombeiro. Depois de alguns minutos parados ali, um homem parou ao ver o Dri passando mal. Eu falei que estávamos com criança no carro e por isso eu não podia sair para pedir ajuda. E então ele se identificou como sargento da corporação (ele estava à paisana) e indicou o quartel para dar atendimento médico adequada. Adriano levou o carro para frente do quartel e de lá já saiu amparado pelos soldados. O tempo que levei para tirar Arthur do carro, trancar tudo e chegar no interior do quartel já tinha sido suficiente para Adriano tomar plasil na veia e já estar bem melhor.
Só para simplificar: eu nunca vi atendimento tããããããão bom, gente tão humana e atenciosa.
Dos soldados aos paramédicos.
Foi Deus quem nos fez parar ali, tenho certeza!
Café, água, cadeira na sala com ar-condiconado para aguardar, balão feito com luva descartável para Arthur e até oferecimento para tirar foto do pequeno (que estava com a corda toooooooda!) no caminhão dos bombeiros - que eu realmente não tirei porque estava sem cabeça para amenidades (e depois me arrependi! rs).
Arthur ficou louco naquele espaço todo e queria correr de um lado para outro, quase me fazendo arrancar meus cabelos. Eu não sabia se corria atrás dele, se acompanhava o atendimento do Dri, se ligava para as pessoas da família para avisar, para a clínica que Arthur tinha hora marcada, uma confusão danada!
A médica colocou Adriano no soro para evitar removê-lo para um hospital (oi?) o que só não fazia porque estávamos com o Arthur. Mas disse que depois do soro ele estaria novinho em folha.
Com isso, liguei para a clínica para avisar do imprevisto e perguntar se poderíamos chegar com um pouco de atraso. E foi aí que eu vi a diferença tããããão grande entre um atendimento e outro.
A atendente, em tom seco, frio e calculista: "Senhora, se seu marido está passando mal é melhor a senhora ir pra casa e me ligar durante a semana para marcar a consulta outro dia". Expliquei que já havíamos esperado por essa consulta por três semanas. Que vínhamos de longe. Que dali a meia hora estaríamos lá. E ela foi taxativa: "Mas a médica não pode esperar!" Então tá, né! A gente pode esperar 2, 3 4 horas por um atendimento. O médico não pode esperar 30 minutos por um paciente. E é pago, hein!
Tão diferentes do Corpo de Bombeiros!
É claro, óbvio e evidente que nunca mais ligaria para aquele lugar.
No dia seguinte tive a brilhante ideia de ligar para o cardiologista da minha mãe para pedir uma indicação. A atendente: "3 anos que a criança tem? Acho que ele mesmo faz!" e confirmou com o Dr. Marcelo. E então no dia seguinte levamos Arthur lá.
Não levamos meia hora na sala de espera e menos ainda com o próprio Dr. Marcelo. Ele viu os exames que já foram feitos e nos explicou no que consistia o risco cirúrgico e como funcionava a sedação tanto para o Bera quanto para a cirurgia. Auscultou o peito do Arthur. Não precisou fazer eletrocardiograma por ele ser muito pequeno e não ter nenhum histórico de doenças cardíacas. E pronto. Menos de 01 hora e já tínhamos em mãos o risco cirúrgico assinado por ele.
E eu estou até agora me perguntando o que eu fui fazer lá em Madureira...
Próximo passo: Bera!
Mas vou deixar para ligar para a Clínica José Kós semana que vem, depois dos Dias das Crianças.
Agora deixa eu ir ali curtir 03 dias com meu filhote. Feriadinho é bom, né não?
Feliz Dia das Crianças para as que você tem em casa tá!
A minha há de ter um dia bem feliz tb!

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postado pela mamãe Sandra Lima @ 2:07 PM | |