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segunda-feira, 28 de maio de 2007

Colocando ordem na casa

Parece que uma semana afastada fez com que esse cantinho aqui virasse uma zona total.
Primeiro esqueci de citar a última consulta do Arthur, porque a dito cuja aconteceu no meio da internação da Quinha. Não falei do meu niver. E também esqueci de citar a 1ª consulta que a Quinha teve com seu simpático Cardiologista. Também esqueci de falar dos dias de aula do pequeno, que já incluiu o seu 1º evento socilal. Vixe... vamos por parte! Por ordem de data!

Em 16 de maio Arthur teve pediatra. Tudo bem que falamos mais da escolinha e do caso de minha mãe do que qualquer outra coisa, mas no meio de todo aquele turbilhão de preocupações é muito bom ouvir elogios de seu pimpolho e saber que todo esse "meu melhor" que estou dando pra ele tem valido a pena. Ela disse que é muito difícil entrar uma criança tão alegre no consultório. Arthur é literalmente uma criança "dada"! E com todo mundo! Com a pediatra não seria diferente. Não cresceu, e só aumentou 295 gramas (Ainda não chegou aos 10 kg), mas sem motivo para preocupações. "Ele está numa fase de liberar muita energia! Como vai engordar se não pára quieto um minuto?!" Ela sempre me tranquiliza e eu realmente não me estresso com isso. Como está ingressando na escola, passou o asmax para tomar por uns três meses. E foi ela a maior incentivadora para esse ingresso (precoce que seja!). Disse o que eu já ouvi de várias pessoas: "Você vai ver o desenvolvimento dele como vai dar um pulo!".

Em 17 de maio foi meu niver. Nunca passei um aniversário tão apático como o desse ano. Adriano não foi trabalhar porque tínhamos que visitar as outras escolinhas da lista. E eram 06! E entre uma escolinha e outra, visita rápida ao hospital para ver minha mãe e tentar falar com o médico (o que não conseguimos!). Íamos almoçar fora, mas quando finalizamos a última visita escolar, já eram quase 15 horas, e Arthur não tinha tirado ainda uma soneca decente. E fora de hora de almoço, eu já estava era sem fome. Fomos para casa e dormimos por 01 hora. No início da noite voltamos ao Hospital e ficamos por lá até às 20 horas (e nada do médico!). Saímos de lá com tudo marcado com alguns amigos mais próximos, para comer alguma coisa fora. Eis que o carro ferveu! "Não, não era o meu dia!" e lá ficamos por mais quase uma hora. Depois de "socorridos" deixamos o carro em casa e seguimos de carona. Chegamos no restaurante às 21:30h: cansados, famintos e com um Arthur sonolento a tira colo. Só comemos. Minha comemoração só aconteceria mesmo no dia da alta hospitalar de minha mãe. Porque o presente que pedi foi justamente ter minha mãe ao meu lado, em casa, e isso só aconteceu na semana seguinte.

Em 18 de maio depois de achar que tinha conseguido fazer a escolha da escola, tivemos a surpresa de que eles não tinham a estrutura para um aluno da idade do Arthur. O mundo caiu de novo, e sem tempo para pensar (já que ele TINHA que começar na segunda, pois eu PRECISAVA voltar ao trabalho) tive que recorrer àquela primeira escolinha, que o Arthur chorou para sair. Graças a Deus deu tudo certo, e acho realmente que essa foi a melhor escolha! A adaptação foi um sucesso e sequer aconteceu, pois ele simplesmente ficou a vontade desde o primeiro dia de aula.
Em 21 de maio minha mãe teve alta, e em 23 de maio teve consulta com o Cardiologista. Ele se chama Marcelo Nogueira e na verdade é o Chefe da Cardiologia do hospital em que ela ficou internada. Tive ótimas referências dele, e pude comprovar que realmente ele é "o cara"! Não tem toda a humildade do mundo, se acha mesmo o bam-bam-bam, mas para mim a personalidade dele pouco importa. Foi muito atencioso e me explicou direitinho o que aconteceu com minha mãe, e isso sim, valeu muito mais. Bem, minha mãe pode sair da redoma e ter vida normal. Cortando, claro, os excessos! De sal, de gordura, e seguir todo os procedimentos que já havia falado aqui. Pediu que ela faça caminhadas leves e que retorne depois de 15 dias para acompanhamento. O resultado do exame de Doença de Chagas ainda não saiu, mas como para ele era novidade o fato de que minha mãe fumou até o dia em que foi internada (essa informação não constava no boletim médico dela!) ele já adiantou que o resultado será negativo, pois o fumo se tornou a causa mais provável. "Isso muda tudo!" foi o que ele disse. "Antes eu não tinha a causa da doença, por isso a investigação. Mas a causa existe sim, e é o FUMO!" Oh Quinha! Eu te pedi tanto para parar de fumar.... Menina travessa!

Em 24 de maio Arthur já ficou sozinho na escola em período integral. Eu, com o coração apertadinho durante o dia inteiro. Ele, feliz da vida! Nem aí...

Ontem, 27 de maio, já participamos do seu primeiro evento como estudante. Uma exposição de trabalhinhos artísticos em parceria da escola com a Barsa (aquela das enciclopédias, lembram?). E lá fomos nós ver seu desenho. Lindo! Como se tivesse sido ele mesmo a fazer sem ajuda de ninguém! rs

Encontramos três das cinco tias que ele tem: tias Adriana, Andrezza e Samira, e Arthur logo foi se jogando para a tia Adriana, como se já fosse íntimo dela! E ela, com toda a paciência do mundo, deu-lhe a mão e foram passear pelo salão. "Tá bom, tia Adriana! Devolve meu filho que hoje é meu dia de ficar com ele!" tive vontade de dizer... Por outro lado fiquei ainda mais satisfeita em ver o quanto ele fica tranquilo com elas...

quinta-feira, 24 de maio de 2007

16 meses

Segundo o site Minha Vida:
Nesta idade pode imitar atividades, escova os dentes com ajuda, atira a bola de volta, corre e pula. Gosta de brincar sentada no chão, vira as páginas de um livro, presta atenção a uma história que está sendo contada e empilha pelo menos três blocos. Escolhe um brinquedo (bichinho de pelúcia) ou objeto, que a acompanha a todo lado. Aprende o uso correto de um objeto (por exemplo, telefone). Consegue tirar peças de roupa. Quando está frustrada, pode ter crises de birra ou chiliques. Nesta idade inicia-se a fase de estabelecer limites. A criança aprecia uma platéia e aplausos. Passa a tirar menos cochilos durante o dia e torna-se mais seletiva com a alimentação.
A única coisa que precisei "omitir" foi: Nesta idade usa mais palavras (cerca de oito). Meu filhote ainda tem dois meses de prazo, e tenho certeza que agora que foi para a escola ele vai dar uma volta no site, e vai correr atrás do "prejuízo" direitinho... rs
Está fazendo exatamente o que diz aí: toda vez que escovo seus dentes, tenho que dar a escova para ele no final, para que ele também escove-os sozinho. O mesmo para pentear seus cabelos. Também foi nesse mês que ele aprendeu a "falar" ao telefone, e basta pegá-lo para encaminhar logo para o pescoço (ele ainda não descobriu que o órgão que escuta é o ouvido... rs). Sabe que chinelo, sandália, sapatos foram feitos para colocar no pé, e até se esforça para colocá-los. Está numa fase de abrir e fechar portas e gavetas, principalmente as do armário da cozinha. O que me deixa louca, pois ele abre e fecha infinitas vezes e o barulho é simplesmente chaaaato. E ai de quem o afasta... pois ele aprendeu mesmo a fazer essa birra aí de cima! Com relação à alimentação, ele vinha comendo arroz e feijão (com uma mistura) no almoço, e na janta estávamos mantendo a sopa de legumes amassados (com frango ou carne). De repente ele deixou de ter vontade de jantar, e bastou que experimentássemos tirar a sopa e substituir pelo arroz e feijão (ou massinha, ou angu, etc) e ele voltou a ter apetite! Quer comida de gente grande e acabou sendo ótimo, pois na escolinha o cardápio é todo variado: tem hamburguinho, almôndega, filezinho de peixe, carne assada, salada de tomate e por aí vai... posso?! Meu bebê está deixando de ser meu bebê... Daqui a pouco vai pedir picanha para o almoço! rs
Está muito independente, e esse desapego a mim tem me deixado meio frustrada. Tô brincado, claro! Está sendo muito mais fácil para todos nós essa liberdade dele. Se na segunda feira ele entrou na escola e sequer olhou para mim durante as duas horas que ficamos lá, hoje ele já chegou se jogando para a dona da escola, que carinhosamente o chama "meu lindo!". Segundo o Adriano, se eu visse o sorriso que ele lança para ela, eu o tiraria de lá na mesma hora... Acho melhor nem ver! É um volúvel esse meu filho!
Na terça veio recado na agenda: "Essa semana o príncipe Arthur está em adaptação!" Como assim, "príncipe Arthur"?????? Acho que tá existindo um complô naquela escolinha para arrancarem meu filhote de mim... rs - E ele amando!!!!
A adaptação só durou até ontem. Hoje ele já foi em período integral. Claro que já liguei, e que frustração ouvir da secretária: "Ele está ótimo! Já dormiu... almoçou tudinho... brincou..." Como assim???? Acho que o certo seria ela dizer: "Está triste, não dormiu, não comeu... achamos que está com saudades da mãe..." Aff! Mãe sofre, viu????
:)
E mãe também é um bicho confuso...
Meu coração tá apertado com toda essa independência, e egoistamente gostaria sim que ele sentisse mais a minha falta. Mas por outro lado, me mataria por dentro saber que ele estaria lá, chorando, sem que eu pudesse consolá-lo. Que bom que ele está feliz... Que bom que se adaptou... Que bom que ele é tão carismático... E que bom que ele é meu!!!!
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Créditos:

Kit: Welcome back by Retrodiva @ Digital Freebies/Frame by Aninha Amorim/Fontes: Whackadoo, thickhead e blackjack

terça-feira, 22 de maio de 2007

De volta

Voltei! E graças a Deus com tudo mais ou menos organizado!
Óbvio que não da forma como gostaria de voltar, com tudo como era antes, mas a vida não é assim mesmo, cheia de altos e baixos? Então... a gente prova para a vida que a gente consegue contornar as adversidades, já que quem está no controle é Ele, e só Ele sabe exatamente a hora certa para tudo!
Vamos aos fatos...
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Sobre a Quinha:
No dia das mães carreguei a Quinha lá pra casa, exatamente para que ela não tivesse que fazer almoço, para descansar da tal dor no nervo ciático (lembram?) que seria causado por uma hernia de disco (que ainda seria estudada através de ressonância magnética). Senti minha mãe meio cansada, meio triste, sei lá, diferente. Eu perguntava e ela dizia que não era nada. Não sei porque motivo eu estava muito apegada a minha mãe. Fiz aquele post do dia das mães totalmente emocionada, e nem percebi que era meio que um aviso de que tinha que cuidar mais ainda dela. A cada comentário que vocês colocavam, eu me sentia orgulhosa de ser eu a privilegiada de ter a Quinha, e sequer imaginei a possibilidade de não tê-la mais comigo. Não consigo visualizar minha vida sem a minha mãe por aqui, e tenho certeza que todos vocês vão me entender, seja porque ainda tem sua mãe por perto, seja porque já não a tem mais por perto. Minha mãe sempre foi minha companheira. Como tive um pai muuuuuuito rígido, ciumento aos extremos, era ela quem segurava a minha onda. Mentia para meu pai se preciso fosse, só para que eu tivesse momentos "normais" com minhas amigas. Tive muitos conflitos com meu pai, mas hoje consigo entender que na verdade ele tinha muito mais razão do que eu imaginava, mas enfim! Eu era uma adolescente, e por mais que ele dissesse que um dia eu o entenderia, eu não aceitava seus argumentos, e foi assim que minha mãe se tornou minha melhor amiga... porque sempre me entendeu, sempre me deu razão e sempre confiou em mim.
Eis que na terça pela manhã o Dri me liga dizendo que meu irmão havia ligado, pedindo que não levasse o Arthur, pois minha mãe estava com falta de ar e ânsia de vômito, e que estaria indo pra emergência do hospital. Saí daqui como uma flecha e em menos de uma hora estava chegando no hospital. Chegando lá, minha mãe tinha acabado de ter nova crise de falta de ar, e sua pressão arterial tinha ido a 24x10, motivo pelo qual precisaram encaminhá-la ao CTI. Meu mundo desabou, ficou tudo preto, e acho que só não desmaiei porque precisava ouvir da médica que a atendeu o que realmente havia acontecido. Então depois de longos 30 minutos fui atendida pela médica do PS que me disse que no estado da minha mãe o melhor para ela naquele momento era estar sendo socorrida e tendo aquele atendimento personalizado da CTI. Não poderia vê-la e isso me fez sentir impotente, pois sou eu quem estou SEMPRE com ela. De 10:00 às 13:30 tive de esperar para vê-la (e por apenas 15 minutos). E lá estava ela, tão frágil... mais preocupada com todo mundo do que com ela mesma, e dizendo que já estava bem. Conversei com a médica do CTI que não tinha muito a me dizer pois ainda faria os exames cardíacos, mas que de cara adiantava que a glicose de minha mãe estava em 400! Quando a três meses atrás estava 102 (totalmente dentro do normal, que vai até 110 se não me engano...)
Na visita da noite, a bomba. Minha mãe "tem um coração enoooorme!!!!" nas palavras da médica. Bem, seria cômico se não fosse trágico, e tive vontade de dizer: "Disso eu já sei dona doutora! Só não sabia que ter um coração grande implicava em ter que parar no hospital!" Tinha que ser coisa de Quinha! Eu até riria, se não fosse a gravidade da situação. Ela explicou que as medidas do coração de minha mãe são bem acima do normal, e que não é caso cirúrgico, mas que estranhava ela nunca ter tido qualquer sintoma: Tem certeza que ela nunca teve falta de ar? Nunca se sentiu muuuuito cansada por simplesmente pentear o cabelo? etc, etc, etc. E as respostas para mim eram negativas, pois tirando eu tê-la achado desanimada nos últimos dias, ela não reclamava de nada. Muito pelo contrário, sempre foi muito ativa!
Enfim... para resumir: No dia seguinte minha mãe já estava no quarto e teve somente outra falta de ar que foi rapidamente controlada, e depois disso, ficou no hospital como se fica num spa: comendo, descansando e dormindo...
O 3º médico (agora o chefe de cardiologia do hospital) a questionou se na infância ela morou em casa de... ah! sei lá o nome! É que no Nordeste é comum esse tipo de habitação e é onde se esconde o barbeiro, trasmissor da Doença de Chagas e como a resposta dela foi positiva, ela fez um exame (de resultado demorado) para saber se ela é portadora da tal da doença, cuja uma das características é o aumento do coração.
Ontem, depois de quase 01 semana internada, ela teve alta. O 4º médico (clínico geral de plantão) disse claramente que o prognóstico não é bom. Que o resultado do exame sendo positivo ou não não vai fazer muita diferença para o tratamento: visita mensal ao cardiologista, dieta total com a ajuda de um nutricionista, nenhum esforço, cigarro zero e 06 medicamentos diários para controle da evolução da doença. Que seguindo o tratamento ela pode viver por 20, 30 anos, sem precisar voltar ao hospital... mas que não devemos estranhar se mesmo seguindo todas as recomendações, ainda assim ela tenha algumas crises e precise voltar...
Enfim... A vida de minha mãe (que até então era uma fortaleza) se tornou muito frágil. É como se a Quinha agora fosse meu bibelô de cristal, e precise estar na minha estante, num lugar seguro, às minhas vistas de preferência, mas que ainda assim, com todos os meus cuidados, um vento pode bater, e ela cair... mas pode cair e voltar ilesa, e isso é o mais importante!
Graças a Deus por isso! Pela vida de minha mãe...
Agradeço tanto, tanto, tanto... porque com todas as restrições para a vida de minha mãe, ela está aqui conosco, e assim vai ficar por muito mais tempo, porque é assim que Ele quer!
Ah! Muitíssimo obrigada pelo apoio que tive... por aqui, por telefone, pessoalmente, vocês não sabem o quanto isso foi importante para mim...
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Sobre o Arthur
Com tudo isso, meu pimpolho precisa sair das asas da vovó já que está muito espoleta para o frágil coração da mesma... rs
Está terrível. Mal aprendeu a andar e já quer correr de um lado para outro. Já sabe que para ir pro quintal precisa calçar a sandália, e já conhece a função da escova de dente. Está lindo! mas isso vocês já estão carecas de saber...
Com a tempestade da internação de minha mãe, tive que correr para providenciar uma escola que trabalhasse com o sistema de período integral. Para quem nunca sequer pensou nessa possibilidade foi como caminhar às cegas num corredor de informações que eu precisava ter e não tinha. Que escola? Que método de ensino? Quanto custa? É confiável?
Na quarta, após a visita para minha mãe, partimos para uma escolinha que eu não conhecia, mas que tinha pego um cartão de visita em algum lugar e deixei na pastinha de documentos do Arthur. Fui sem conhecer, e de cara Arthur se enfiou no meio de outras crianças. A coordenadora me deu uma aula sobre o "método construtivista" que é o utilizado por eles. O preço não era tão alto como eu achava, mas ainda assim fora de minha atual realidade, pois não estava preparada para despesas extras até o final do ano, pelo menos. No caso, não é mais questão de ser despesa extra. É uma necessidade. E vou ter que dar um jeito, sei lá qual! Gostei da escola, mas achei distante. O acesso só é fácil se for de carro. De ônibus é contra-mão. Saí dali e parti para o pediatra, pois o pequeno tinha consulta marcada. Consultório lotado, e depois de 04 horas de espera fomos atendidos. Valeu cada minuto de espera, pois a Dra. Mônica tirou todas as minhas dúvidas sobre creche, e indicou a que visitamos como sua preferencial, mas nos orientou a visitar outras 05 só para que eu me sinta mais segura. Além disso, conversamos bastante sobre o caso de minha mãe, e ela me tranquilizou de que esses casos de "aumento de coração" é muito mais comum do que a gente pensa. Que a vó dela, inclusive, já tem noventa anos e também tem o coração grande (E depois disso já descobri que até meu sogro tem). Saí de lá bem mais tranquila com tudo o que ouvi: sobre a minha mãe e sobre o desenvolvimento de uma criança numa creche.
No dia seguinte lá fomos nós visitar as outras: uma perto de casa e as outras indicadas pela pediatra. Optamos pela mais próxima, pois a estrutura física nos pareceu melhor, o preço era menor, a prima do Adriano também trabalha lá e ficaria meio que de olho, e a dona da escola (que foi quem nos atendeu) colocaria uma das tias meio que como babá dele, já que não existe outra criança tão pequena quanto ele. Só que no dia seguinte, ao voltarmos prontos para matriculá-lo, quem nos atendeu foi a pedagoga (Graças a Deus!) e nos alertou que não tinham estrutura do ponto de vista pedagógico para aceitá-lo. Que ele até poderia ficar lá, com a babá, mas que seria muito tempo sem atividades voltadas para a idade dele, já que na verdade eles não trabalham com o sistema de creche. Se sensibilizava com nosso caso, mas que não podia nos omitir que o Arthur ia ser um caso "especial" caso insistíssemos em matriculá-lo (pois a dona da escola já tinha dado o aval). Óbvio que agradeci a sinceridade e fui sensata, saindo de lá e correndo para a primeira creche que visitamos, e que por acaso foi a única que o Arthur fez guerra para sair. Tirando o incoveniente da distância, é perfeita. As crianças alegres, receptivas, de cara chamando Arthur para brincar. O tempo que levei na secretaria fazendo a matrícula, questionando sobre tudo, preenchendo um questionário de toda a vida do Arthur, etc, lá ficou ele, na salinha que seria a dele, brincando, nem aí para a mãe que estava lá fora, como se já estivesse estudando.
E assim foi ontem, no primeiro dia de aula. Para iniciar a "minha" adaptação, apenas duas horinhas, que voaram. Arthur brincou no parquinho de areia, brincou de lego, lanchou (comeu bolo com as próprias mãos) e me foi entregue de roupinha trocada. Hoje quem foi na adaptação foi a Deidei Beth, e ele seria liberado às 12h, após o almoço. Na hora que liguei para ela, por volta de 11h ela tinha saído para dar uma volta, e disse que em determinado momento o Arthur a viu, e saiu correndo, acho que por medo dela levá-lo dali.
Acho que antes do previsto a "nossa" adaptação acaba, e ele já vai ficar no período integral, participando de todas as atividades que a escolinha propõe. Sua turma se chama Ninho, e dentre as atividades estão iniciação musical, educação física, horta e banho de borracha. O cardápio é de dar água na boca: massinha ao sugo, strogonofe, panqueca, carne assada, suflê de sei lá o quê, batatinhas coradas, etc. Ou seja, tudo voltado para a idade dele. Ele vai ter um dia inteiro de atividades e vai estar em contato com crianças na mesma faixa etária, o que vai fazer seu desenvolvimento galopar em questão de dias.
Na verdade, se eu pudesse optar, ele continuaria com minha mãe, claro. Mas me baseando pelo que presenciei ontem, e no que ouvi de minha cunhada hoje, acho que ele está muito bem. Meu bebê cresceu mesmo! E se mostra ser uma criança totalmente independente de mim. Isso me dá um alívio danado, em saber que quem precisa da adaptação sou eu, e não ele!
Amanhã volto com fotos.
Aff! Como escrevi!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Notícias

Olá, pessoal!
Aqui é a Jacqueline mais conhecida como Dindinha Jacque. Venho trazer notícias da Sandra. Como muitos já sabem hoje é aniversário dela, mas o dia não será de festa. A Quinha (mãe da Sandra) sentiu-se mal na terça-feira e precisou ser internada. Ela ficou no CTI até ontem e agora já está na enfermaria. Foi detectado que ela tem um problema cardíaco, não é um caso cirúrgico, mas exigirá cuidados. Acabei de falar com ela que estava saindo do hospital e as últimas notícias são boas! A Quinha está melhorando cada dia mais embora ainda não tenha previsão de alta. Essa situação fez a vida da Sandra virar de pernas por ar, pois a Quinha era quem ficava com o Arhtur pra ela trabalhar. Então ela está sem trabalhar há 3 dias, se dividindo entre idas ao hospital, cuidados com o Arthur e a tarefa de encontrar uma creche pra ontem! Então é isso! Vamos pedir a Deus que cuide da Quinha, que ela vá logo pra casa e que a vida volte ao normal.

Beijos,

Jacqueline


Barbie, no dia em que você nasceu, os anjos tristes por sua partida
entoaram hinos harmoniosos e angelicais,
era uma despedida entre irmãos.
Anjos de asas transparentes, anjos sorridentes, que juntos
brincavam no céu. A separação doía, não queriam
ficar longe de você, anjo travesso e feliz,
foi então que tiveram uma idéia:
Em cada ano de vida terrestre, um desceria e ficaria ao seu lado,
assim a cada ano um deles lhe faria companhia,
aproveitando para matar a saudade.
A idéia foi aceita e festejada por todos,
depois daquele dia você nunca ficou só.
A cada novo aniversário, um anjo desce e fica a seu lado.
Sua proteção sempre foi muito grande,
porque nada é mais forte que a pureza dos anjos.
Hoje é o seu aniversário, dia da troca da guarda.
Por isso, envio-lhe a minha prece para que o seu anjo
da guarda seja tão iluminado quanto você.
QUE DEUS LHE ACOMPANHE, HOJE E SEMPRE.
FELIZ ANIVERSÁRIO!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Feliz Dia das Mães!

Tá bom, tá bom... TODOS OS DIAS são Dias das Mães!
Mas se criaram um dia especial para que não tenhamos que ir pra cozinha (tá bom, tá bom! Aos domingo eu NUNCA vou pra cozinha) então vamos aproveitar e fazer desse domingo um dia especial... Para mim e para você!
Aproveitando o gancho, quero dedicar aqui meu amor todinho para uma pequena criatura.
Ela se chama Maria José.
Para mim, ela é simplesmente a Quinha. A minha Quinha. Minha amiga, companheira, a quem devo minha vida.
Se perde no meio do povo (porque é pequenina mesmo!), mas eu a acho porque para mim é única!
Pronta para ajudar, sempre! Mas não gosta de ser ajudada. Prefere esconder dores para não ter que incomodar os outros (a mim principalmente). Ontem por exemplo, só no fim da tarde descobri (pelo tom de sua voz) que estava com fortes dores causadas pelo nervo ciático, e é óbvio que saí daqui correndo para levá-la ao hospital.
Cuido dela como cuido de meu filho. E ela nem sabe que se sou assim, é porque ela mesma me ensinou...
É isso! A Quinha é meu maior e melhor exemplo de mãe...
Meu maior tesouro. Meu amor verdadeiro. Me amou desde o início de minha vida, e nem sabia se eu ia prestar ou não.
Quinha, eu amo você para sempre!
Obrigada por tudo o que você representa de bom e construtivo na minha vida!
(Ah! E pára de esconder doenças de mim, senão te pego e te ponho de castigo mesmo, hein! rs)

terça-feira, 8 de maio de 2007

Domingo no Sítio

Sexta-feira passada ganhei folga no trabalho e passei três curtindo filhote. Tá certo que no final de cada dia eu estou sempre muuuuito mais cansada do que se estivesse aqui no escritório, mas em compensação a experiência é sempre muuuuito gratificante. A cada dia tem uma pequena novidade que ele aprendeu. Nesse final de semana, por exemplo, ele descobriu que telefone é para colocar no ouvido, e é muito engraçado vê-lo se “comunicando” com sei lá quem. Na verdade é meio que um monte de reclamação que ele faz no telefone (rs). Também já sabe que lugar de chinelo é no pé. E basta vê-lo em algum lugar da casa, para tentar calçá-lo. Não consegue. Ainda.
No domingo foi aniversário do Matheus (filho de minha amiga Ana) que por já ser um rapaz (de 04 anos) “escolheu” fazer a festa em um sítio. E lá fomos nós para a doce aventura de preparar uma bolsa, onde coubesse o necessário para se passar um dia inteiro, num lugar em que não tínhamos certeza de temperatura, ou seja, com roupa de calor, roupa de frio, e kit banho de piscina e, além disso, a lancheira com frutas, biscoitos e o almoço que o pequeno fez o favor de comer menos da metade. O carro foi carregado. E no final, o dia estava tão lindo, que mal mexi na bolsa. Arthur passou mais da metade do dia de fraldinha mesmo... rsrsrsrs
O sítio, em Tinguá/NI, é bem legal. E o espaço para Arthur andar de um lado para o outro era enorme. Pena estar invadido pelas formigas vermelhas. Sim, aquelas que mordem. E ele só não curtiu mais, porque ficou de 11h às 13h tentando dormir. E quando conseguiu tirar uma sonequinha que só durou meia hora, a minha coluna já estava aos frangalhos, e meus pés atacados pelas dito cujas.
Em contra partida amou o parquinho, e pela primeira vez brincou no balanço e na gangorra (Ops! Brincamos. Eu, ele e papai. E amamos!).
Só não entrou na piscina porque a água era muito fria, mas ainda assim precisou tomar banho (no chuveiro) porque fez a caca mais fedida que poderia ter feito.
No final descobriu que podia se divertir com as estátuas da Branca de Neve e dos sete anões. E tentava puxar o nariz da Branca... e tentava morder o anão... kkkk... Uma figurinha!
É isso! Foi um domingão bem família!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Rapidinhas

O mês de maio chegou! Amo o mês de maio, sempre amei! Nem sei por que.... :)
Deve ser porque em maio comemora-se o Dia das Mães. Mas, ops! Eu não fui SEMPRE mãe. Tirando o que algumas pessoas dizem a meu respeito, que eu nasci para ser mãe, eu só me tornei verdadeiramente mãe no ano passado (pois no ano retrasado embora já estivesse grávida, ainda não sabia).
Hum.... Maio é o mês das noivas... Mês romântico... Ah tá! É verdade... Eu já me casei!
Chega de mistérios né? Maio é um dos meses mais importantes do ano, porque tá marcado lá no calendário o dia em que nasci. Isso aí... meu niver!
Contagem regressiva para o dia 17 então!
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Mas vamos ao Arthur:
Tem tantas coisinhas acontecendo e eu fico para postar mas acabo esquecendo. Tem algumas que são marcantes. A maior delas é essa fase linda de andar de um lado para o outro. Ainda não me acostumei em ter um menininho em casa. Cadê meu bebê engatinhando? Ainda existe, mas já dá sinais claros de que está indo embora. Meu bebê está desaparecendo. E no lugar dele surge um molequinho rueiro, que mal me vê chegar para procurar minha mão e me puxar para ir pra rua. Isso é todo dia! E eu sei que isso é só o começo. Ainda não corre, mas cisma em andar na ponta dos pés, como bailarino. Também aprendeu a dar impulso no velotrol. Fica para frente e para trás o tempo todo.
Continua sofrendo com os dentes que estão nascendo. Os pré-molares já saíram por completo, enormes! Agora os caninos apontam. Por conta disso ele voltou a ter 37,8º de febre no sábado. Bastou dar a novalgina para a feiosa ir embora. E eu acho que também por causa dos dentes ele anda sem apetite. Anda fazendo luta para comer. Só está comendo bem, se for comida que ele não precise mastigar. Estou dando crédito, a princípio, ao incômodo dos dentes. Espero realmente que seja passageiro.
Descobri que ele não gosta de laranja lima, nem pura e muito menos no suco de mamão. Tinha que puxar isso de mim?!
Agora, lindo mesmo é "penteando" o cabelo. A gente penteia e tem que dar o pente para ele. Aí ele se despenteia e fica mais lindo ainda...
Não aprendeu a cantar e bater os parabéns, mas já conhece o ritmo do “É big, é big!”, e aí sim, ele bate as palminhas e "canta" junto, direitinho...
Continua mostrando que tem a personalidade forte. Dia desses minha mãe deu iogurte para meus sobrinhos que estavam na casa dela, e bastou que ele visse, para "exigir" o dele também. Não adiantou ponderar se ele podia ou não tomar, ele simplesmente fez guerra e antes que ele tomasse o dos primos, minha mãe deu. E ele raspou o pote. E eu torci para que não tivesse qualquer alergia. E não teve. Graças a Deus. Aí minha mãe aproveita para dizer: "Toda criança que eu criei tomou danone e gelatina e cresceram saudáveis! Essas pediatras gostam é de inventar doença!" Só rindo dessa minha Quinha... Tá bom mãe! Eu deixo a senhora dar de vez em quando tá?
É isso! Já anotaram o dia 17 no calendário de vocês? rs
Esse scrap abaixo é com as fotos oficiais dos primeiros passos. Reparem na felicidade desse bebêmaislindodomundo!

Créditos: QP - Kit: In memory of Miles @ Eclectic Team - Font: Ziggy Zoe