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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sobre a escola e sobre a fono.

Ainda na festa do dia das mães, eu perguntei Tia Adriana como andava a interação do menino.
Ela disse que vê melhoras, de forma tímida mas vê.
Que ele ainda não chama o amigo pra brincadeira, mas sempre que ela intervém, a interação acontece.
Que algumas coisas ela não entende:
- que quando a música está envolvida ele interage melhor.
- que ele às vezes ri do nada.
- que ele não tem obedecido a nova auxiliar.
- que ele tem essa "inteligência" acima do normal.
E na festa da escola eu pude presenciar que de fato o relacionamento dele com as crianças da escola é totalmente diferente do que eu vejo em casa.
É como se ele não se interessasse por aquelas crianças... como se todos eles já tenham seus próprios grupinhos e ele fique excluído, me entendem? Óbvio que não é proposital, eles são muito pequeninos para isso. E de repente nem são eles que excluem o Arthur. Pode ser o inverso também e eu não saiba identificar... Enfim... É algo que de fato eu não entendo. Porque chega na minha mãe e ele corre atrás do primo Cauã. Se ele não está, Arthur pergunta por ele. E brincam com o avião que o primo faz para os dois. E pintam desenhos juntos. E constroem cabana na beliche do quarto do meu irmão. E se escondem dos adultos e morrem de rir quando a gente os acha. E brincam os dois de pique esconde. De pique pega.
Com a prima menor, Hellen, a mesma coisa. Dia desses estavam se agarrando, brincando de dar susto um no outro. Ambos morrendo de rir. E eu rindo e chorando também. De alívio. Por achar linda a amizade deles. Por outro lado confusa. Não deveria ser assim também com os amigos da escola que ele tem até mais contato? Vai entender...
Ano que vem ele vai para o 1º ano, ano de alfabetização. Sinceramente tenho pensado seriamente se já não é a hora de experimentar novos ares. Novos amigos. Sei lá! De repente começando do zero com uma turminha nova aumenta a chance dele de fazer amigos. Alguém uma vez me falou dele já estar num círculo vicioso. Dele já ter sido rotulado pelos próprios amiguinhos: "aquele ali é o Arthur, o menino que não gosta de brincar com a gente..." mais uma vez repetindo: é óbvio que eu sei que não é de propósito. Que uma criança de 5 anos não vai criar esse tipo de estereótipo... 
Mas aí vem o medo. Medo de tirá-lo de um lugar que ele já tem segurança, onde ele já é conhecido para um lugar novo. E pior, que nada mude. Ou pior, que tudo piore. Aff! Muitos questionamentos....     
E então na última consulta a fono perguntou para o Adriano como andavam as coisas na escola. Como é muito complicado para a gente explicar o que a gente não presencia ou não consegue entender, eu acho que ela optou por ela mesma ligar, pois na terça feira a secretária dela me ligou pedindo o número da escola. Por enquanto ninguém falou nada.
Hoje tem consulta e Adriano está levando a última avaliação bimestral e alguns vídeos para ela dar uma olhada. Provavelmente ela deve falar se ligou (ou vai ligar) para a escola e o desmembramento do assunto.
E eu de antemão já vou pedir Adriano que agende um papo com ela, porque eu acho que só ela mesmo vai me dar as respostas que preciso. 

Um comentário:

Simoni disse...

Sandra as vezes nós mães enxergamos pêlo em ovo sabe. Olha eu estou de fora, mas vou palpitar mesmo assim, eu acho que ele mudar de ambiente escolar só vai fazer bem a ele, fazer sim novas amizades, muitas vezes a própria escola já fez um "rótulo" pra criança e isso eu acho péssimo, tenho certeza que mudar de ares só vai acrescentar coisas boas.
Beijos!!