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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O retorno às aulas

Ai gente, ando tão preguiçosa...
Estou há dias tentando fazer esse post, mas não sai... Pura preguiça! Acho que são as férias...
Na verdade a semana que passou foi um agito só... Adaptação escolar, compra de material, compra mensal para o lar-doce-lar, escolha de roupas para casamento da Rô e Alê (o qual seremos padrinhos), enfim, tudo que devia ter feito antes do Carnaval e não fiz... e com o horário da adaptação totalmente reduzido, a semana passou voando...
Na segunda, preguiçosos que só para sair da cama, só conseguimos chegar na escola às 10:30h. Arthur olhou, desconfiou, mas assim que viu o parque correu pra lá. Eu aproveitei para ir à secretaria pagar mensalidade, comprar novos uniformes e a agenda. E ele continuou na boa. Então aproveitamos para sair para resolver nossa vida: enquanto Dri foi resolver assuntos diversos, eu fui toda boba comprar, pela primeira vez, o material escolar. No ano passado embora tenha recebido a lista, a Ziza conseguiu praticamente tudo no 0800, e o que faltou Tia Belina deu de presente. Esse ano não, eu fiz questão de ir lá comprar tudo e lá fui eu pra loja, totalmente empolgada! Vixe... Eu só não contava que a loja fosse estar completamente l-o-t-a-d-a! E eu com aquela lista quilométrica, sem ajuda de ninguém, totalmente perdida no meio das tintas, papéis, trinchas, brochas, TNTs, emborrachados, penas coloridas, lastex, fitilhos e até lantejoulas... sem saber o que significava uma fita durex média larga, aff! Durex não é tudo igual? rs Passei umas duas horas mais enrolada que o novelo de lã que constava na lista e eis que uma funcionária de alma santa resolveu me ajudar (às escondidas, pois com a loja estava cheia eles não podiam pegar a lista e sair pegando as coisas, mas a santinha fez - acho que percebeu que eu passaria o dia inteiro na loja, rs) Enfim! Lição aprendida! Nunca mais esquecerei que brasileiro deixa sim tudo para a última hora, e no final desse ano já comprarei o material do ano que vem...
Depois da grande aventura que foi encarar a loja e o pagamento dos itens (a fila dava voltas dentro da loja), Adriano me buscou, fomos almoçar e por volta das 14h fomos buscar Arthur que já estava de banho tomado no colo da tia Andrezza e segundo ela ficou super bem. Alívio...
Chegou em casa dormindo e só acordou quase na hora do jantar. Enquanto isso identifiquei todo o material (que modéstia a parte ficou lindo com as etiquetas personalizadas que fiz!)
No dia seguinte chegamos na escola por volta das 09h. Diferente do dia anterior Arthur grudou em mim, não quis saber de ficar com as tias. Se não me via abria o berreiro. Eu aparecia e ele acalmava. Puxava minha mão para sentar com ele no chão. Não queria brincar com mais ninguém... Aff! Doloroso demais pra mim imaginar o sofrimento dele ao notar minha ausência. Imaginar na cabecinha dele como funcionaria o "Mamãe me deixou aqui". Eu sei que ele fica muito bem lá, mas é inevitável ter que contar até três para não ceder naquela sequência de chororô. Por outro lado eu tenho consciência de que não existe outra forma de fazer isso sem que seja doloroso. Tanto para ele, quanto para mim. Eu sei que poderia ficar ali o dia inteiro com ele (as próprias tias dizem para ficarmos o tempo que a gente achar necessário), mas se eu não resistir aos seus apelos, se eu sempre aparecer para ele a cada choro, ele não vai parar de chorar nunca, então eu tive que engolir meu sofrimento e o deixei chorar. Saí do pátio na primeira distração dele e passei a vê-lo através de um portão que tem na lateral. Como previsto meu bebê chorou muito quando percebeu que eu não estava lá... deve ter chorado por uns 10 minutos (infinitos no meu ponto de vista) mas bastou a tia levá-lo para o parque de areia para ficar bem, e segundo a própria tia, assim ficou até o final da aula, às 15h.
Nos dias que se seguiram foi a mesma coisa. Entrava com ele, brincava um pouquinho, tentava deixá-lo seguro. Não saía correndo logo no início... sentava com ele, participava da rodinha entre amigos (eles fazem uma roda linda e cantam várias musiquinhas), mas dali a 40 minutos + ou - eu começava a me afastar, deixava que me visse a distância, até que ele se distraisse e eu saísse para a lateral da escola (lá onde eu tenho a visão dele e ele não consegue me ver).
Sempre saía com a promessa de que me ligassem caso ele chorasse muuuito, mas isso não aconteceu em nenhum dia. Pelo contrário. Na saída as tias sempre falavam: "Viu só mãe, ficou super bem depois que vc saiu..." Arg! E o danadinho ainda saía sorrindo... Como se eu que fosse o estrago! rsrsrs
Acho grude mais do que natural já que ele passou os últimos dois meses em casa e a própria escola também se mudou, ou seja, o ambiente lá também é novidade para ele.
A partir de hoje já encara o horário normal, até às 17h. Chegamos às 08h, entramos com ele, fiquei com ele um pouquinho. Ele mesmo já correu para o parque de areia (santo parquinho!) e eu saí... Da lateral, durante os 20 minutos em que fiquei, não houve um pio sequer... Acho que já está totalmente adaptado.
Ai ai... o grude nem era tanto assim...
Agora estou aqui, sozinha. Incrível eu poder assistir o DVD que quiser, navegar na net o tempo que quiser sem ter aquela mãozinha me puxando o tempo todo, não ter que me preocupar com almoço de ninguém (exceto o meu, claro), e ainda assim sentir a maior falta daquele menininho espalhando todos os brinquedos pela sala...
É... quem estraga as crianças somos nós! rs

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