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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Adenóide: a saga

E aí que após o pedido de comparecimento, na última quinta-feira fomos à escola para conversar com a Odenise (orientadora) e a tia Ju.
Bate papo tranquilo, amenidades ditas e entramos no motivo da reunião: a socialização do Arthur (exatamente como eu havia previsto).
Antes que elas falassem, eu entrei em defesa: Disse para elas que eu não tinha muito como resolver o problema, uma vez que ele não tinha acesso a outras crianças da idade dele. Que na minha opinião ele já melhorou e muito no convívio com crianças menores que ele. Que a fala também já estava em avanço visível. Que o tratamento com o otorrino havia reiniciado e que nos próximos dias teríamos a posição em relação à cirurgia (que no meu ver, sendo realizada, vai melhorar ainda mais o desenvolvimento dele) e/ou o auxílio de fonoaudiólogo.
E depois que eu falei tudo isso a Odenise meio que aliviada falou: "Acho que você já falou tudo o que eu precisava ouvir"
Seguinte: a escola trabalha em parceria com a família. Nas palavras da Odenise: "Chamamos vocês aqui porque somos parceiros e sabemos da confiança que vocês depositam na gente". Sendo assim, se alguma coisa não está bem, a escola se vê na obrigação de chamar a família e comunicar. No nosso caso ela não precisou falar nada, pois o propósito do convite era que encaminhássemos Arthur a um tratamento otorrino/fono, o que já havíamos providenciado.
E o "meio que aliviada" foi pela explicação que ela me deu: alguns pais não aceitam que seus filhos estejam com problemas, mas faz parte da obrigação da escola orientar e, se for o caso, até indicar o profissional. Não foi o nosso caso.
E então saímos de lá e fomos fazer o raio-x que o Dr. Marcelo pediu.
Arthur surpreendeu e o raio-x saiu de primeira. Diferente da outra vez que deve ter saído lá pela quarta tentativa.
Ontem, terça-feira buscamos o resultado e partimos rumo ao consultório do Dr. Marcelo onde também seria feita a audiometria.
A fonoaudióloga que realiza o exame foi muito atenciosa. Perguntou o motivo da audiometria e perguntou se ele falava. Falei que estávamos em tratamento da adenóide e que um dos problemas causados por ela era justamente o atraso da fala. Que ele já está falando, mas só quando quer. E então ela pediu que eu entrasse com ele na cabine e que colocasse o fone no ouvido dele. Como imaginei, Arthur se recusou a ficar com o dito cujo. E muito menos quis repetir o que o pai falava do lado de fora, tão preocupado estava com aquele treco no ouvido. Invertemos então os papéis: Adriano entrou na cabine para ficar com ele e eu saí, o que foi pior, pois aí ele acabou ficando mais irritado com a falta do meu colo.
Experiente, a fono disse que não ia insistir para evitar trauma, uma vez que ele provavelmente precisará entrar lá outras vezes (não entendi, mas tudo bem).
De lá, fomos chamados pelo Dr. Marcelo. E então eu falei inclusive da escola, que também já está preocupada com o desenvolvimento dele. Então ele viu o raio-x e disse: "Para mim está clara a necessidade de cirurgia, mas a adenoide sozinha não pode ser a causa do atraso da fala. Pode ter causa genética ou emocional envolvida. De qualquer forma preciso descartar qualquer problema auditivo (ainda que tenha quase certeza de que não há) e após isso indicar fonoaudiólogo, psicólogo ou até neuropsiquiatra, se for o caso"
Confesso que só isso já me deixou assustada, mas além disso, ele indicou outro exame (em substituição à audiometria simples) que se chama BERA, e pelo que pesquisei, a maioria das clínicas só fazem com anestésico geral (e para tomar anestesia até risco cirúrgico tem que ser feito), porém o Dr. Marcelo pediu que eu catasse alguma clínica que fizesse sem anestesia (o que me deixou mais aliviada) e eu só achei 01 lugar que faz.
Exame marcado para 08/09/2009.

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