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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Não tem preço

Parabéns, meu menininho!
Amor maior da minha vida!
Parabéns, Arthur!
Que Deus te abençoe para sempre...

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Kit festa usado tanto na escola como em casa = R$66,00
Todos os outros itens que complementaram o kit = Uns R$130,00
O lanche servido = Uns R$150,00
Arthur, o maior presente que a vida poderia me dar = Não tem preço!!
Num mês de janeiro, mais precisamente há 3 anos, eu ganhei o meu maior presente: meu filho Arthur.
Foi, sem dúvida, o mais emocionante momento da minha vida, momento em que (quase) tudo se explica e a gente entende aqueles chavões que ouviu desde sempre, como “só sabe o que é filho quem tem um”.
De repente, de um segundo para o outro, a gente vê brotar não só uma nova vida, mas junto com ela o maior amor capaz de se sentir por alguém. Um amor incomensurável, maior do que qualquer tipo de amor já sentido antes, seja por pai, irmão ou qualquer namorado. Maior e diferente. Um amor que não se explica, que não se descreve, um amor maior, que talvez até nem exista e seja um folclore nosso, como que um acerto entre o cérebro e o nosso coração, coisa entre eles. A nós cabe e resta sentir. E passar adiante.
Como pode uma pessoinha daquele tamanho, que a gente acabou de conhecer, cujo caráter e personalidade desconhecemos, despertar um sentimento tão forte, que mal cabe dentro do peito? O maior amor do mundo todo para um mini humano, um projeto de gente... Coisa estranha...
No Arthur eu me vi desde o primeiro segundo que nossos olhos se cruzaram. No Arthur eu me vejo diariamente, a cada gargalhada, a cada lágrima, a cada cosquinha, a cada vez que ele gira qualquer coisa como se fosse um peão, a cada chute de bola ou brincadeira com seus carrinhos, a cada saída de manhã cedinho para o colégio... No Arthur vejo um complemento de mim e não consigo compreender como vivi quase 30 anos sem a presença dele.
Hoje tenho 32 e ele três. E muitas vezes ainda me pego olhando-o dormindo, velando seu sono, um sono tranqüilo, pacífico, sem preocupações com contas que vencem no dia seguinte ou com o eletrodoméstico que tem que ser consertado.
Arthur não tem que ficar horas em casa esperando o rapaz da NET, que vem entre 10 e 18h. E usa o uniforme do Flamengo sem nem saber da existência de seus jogadores. E isso me faz voltar a outro chavão, outro que ouvi diversas vezes de minha mãe antes d´eu completar a maioridade: aproveita esta fase da vida, que é a melhor de todas. Eu ignorava, achava “papo de velho”, “caretice”, queria era fazer logo 18 anos pra poder ter minha independência, meu carro, entrar em todas as boates, não dar satisfação a ninguém. Tudo bem, desde que eu virei mãe meus problemas passaram a ter outra dimensão. Eu os seleciono. Claro, sou humana, e ficar esperando o rapaz da NET ou ter que encarar uma blitz da PM de madrugada, quando apenas quero voltar pra casa, me incomodam, sempre vão incomodar. Mas já sei que existem coisas mais graves. Ou menos graves. Ou – simplesmente – que nada é tão grave quanto parece.
Quando chego em casa, ainda mais num momento de muito trabalho, é fundamental um pit stop no quarto do meu pequeno, onde ele muitas vezes já se encontra nos braços de Morfeu, dormindo o sono dos justos, sonhando com o dia seguinte e sua agenda lotada de compromissos: ter que ir pra escola ou para a casa da vovó; correr pela casa “voando”; pilotar o seu velotrol do cebolinha; ver o DVD do “Patati Patatá”; jogar bola no quintal...
São dois sentimentos. O que justifica tudo, toda correria, tanto trabalho em busca de um lugar ao sol e os respectivos benefícios que isso traz. E o oposto, de não esquentar a cabeça com nada, que não se deve estressar à toa, tentar resolver problemas insolúveis, abraçar o mundo com as pernas.
Nos dois sentimentos, uma coisa os une: Arthur.
Nos dois sentimentos, a mesma sensação: nenhum deles tem preço.
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(Texto original: Bruno Mazzeo (pai apaixonado do lindo João).)

Um comentário:

julia disse...

Amei seu blog...seu filho eh meismo muitoo lindoo...parabéns!!!