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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Só mais um pouco sobre isso

Noooossa!
Estou impressionada com a quantidade de cometários no último post. Só me dá a certeza de que minha meia dúzia de leitoras estam sempre por aqui mesmo. Não cometam sempre, mas estão por aqui. Bom saber disso, viu?
E então relendo as últimas postangens, vi um cometário que ainda não tinha visto.
Foi da Eva, uma leitora nova cujo blog também gostaria de acompanhar (me manda seu e-mail, Eva?)
E então. Na tentativa de ajudar, ela levantou uma hipótese que em nenhum momento eu sequer havia cogitado.
Leiam:

"Oi Sandra, desde que descobri o seu blog tenho passado sempre por aqui. Não lembro bem como cheguei, mas simpatizei muito com vocês. Tenho acompanhado essa tua luta de um consultório a outro, procurando o melhor para o Arthur. Recentemente passei por processo semelhante por razões diferentes, mas sei bem como é os médicos não darem atenção ao coração de mãe. Afinal quem passa o dia com eles e sabe de todos os detalhes da vidinha dele somos nós, as mães.
Eu tenho um blog que se você quiser acompanhar basta enviar um e-mail para mim que vou adorar ter sua visita.
Por tudo que você comenta dá para perceber que o Arthur não é surdo nem tem problemas nessa área.
Estou escrevendo tudo isso para perguntar se vocês já pensaram na possibilidade de autismo. Algumas atitudes do Arthur me pareceram compatíveis. Claro que só tenho uma pequena janela do que você relata. Então é uma mera suposição minha. Como o encaminhamento e a estimulação fazem toda a diferença, se esse for o caso dele, eu achei que deveria comentar. Desculpe se de alguma forma estou me intrometendo.
Um abraço"

De forma alguma você está se intromentendo, Eva. Muito pelo contrário. Eu acho que o que eu espero realmente do blog é isso, trocar informações com outras mães. E tanto é que corri no google para saber as características de uma criança autista para ver se reconhecia ali as caracterísiticas do Arthur. E vou falar: fiquei mesmo com a pulga atrás da orelha. Principalmente quando cita o fato de um autista preferir ficar isolado e em determinados momentos parecer surdo, apesar de não ser. E lendo isso num dia em que a gente escuta do otorrino que ele não tem nada de surdo, já viu né? Fui para casa pensando numa forma de levantar essa questão com Adriano e ouvir a opinião de minhas cunhadas (pedagogas) e antes de eu falar com o Dri, ele mesmo foi relatando o papo com o otorrino, que disse para ele: "pela minha experiência eu sei reconhecer cada criança que entra aqui: se é autista, se é surdo, se é hiperativo... e seu filho não tem caracterísitica de nenhum deles... seu filho não tem nada além da timidez! Eu só pedi o bera para realmente descartar qualquer possibilidade" E então ouvir isso foi como um banho de água morna, sabe? Um novo alívio num dia já tão cheio de emoção! Porque mãe é bicho esquisito. Eu sei que ele não é autista. E ponto. Mas a gente gosta de procurar problemas até onde não existem! Se existisse essa hipótese, remota que fosse, já teria sido levantada por algum dos tantos profissionais que já o acompanharam até aqui.
De qualquer forma eu te agradeço, Eva. Por ter se preocupado e tentado ajudar da forma que pôde, como você mesma disse: com a uma pequena janela do que eu relato.
De qualquer forma, como esse blog também tem o intuito de informar, seguem as características comuns do autista:
- Tem dificuldade em estabelecer contacto com os olhos,
- Parece surdo, apesar de não o ser,
- Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente ela é completamente interrompida.
- Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros,
- Por vezes ataca e fere outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso,
- Costuma estar inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas,
- Não explora o ambiente e as novidades e costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas,
- Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se,
- Cheira, morde ou lambe os brinquedos e ou roupas,
- Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente
Etc.

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