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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Neuropediatra

Semana passada consegui marcar para sexta feira (27/11) a consulta com a neuropediatra, Dra. Claudia Miranda.
Muito boa, enquanto ouvia o que nos levava até ali, já pestava atenção em todos os movimentos do Arthur.
Perguntou como era nosso relacionamento como casal. Se brigávamos. Se ao chegar em casa dávamos atenção para ele ou íamos pra computador, TV, cozinha, etc. Se tinha alguém na família que o mimava além da conta. Se tinha alguém na família que tenha falado tarde. Se ele é atento. Se é disperso. Se tem contato com outras crianças, etc, etc, etc.
Fez testes com Arthur. Fez perguntas do tipo "onde está seu nariz, sua cabeça, sua boca, seu pé..." e ele mostrou tudinho. Perguntou se poderia comer um de seus biscoitos e ele prontamente respondeu: "nãão". O chamou diversas vezes pelo nome e com a falta de resposta dele eu falei: "Arthur... a tia tá falando com você" e ela me censurou: "Deixa ele falar, mãe... ele tá me ouvindo..."
E então, depois de fazer os testes e de ouvir nossas respostas, explicações  e nosso "desabafo" de não entender, até aquele momento, o que estávamos fazendo ali, ela começou a falar:
Disse que de fato não via nenhuma indicação para tratamento neurológico. Nenhuma!
Disse que de cara via ali uma criança tímida, mas que nada tem de surdo. Inclusive disse que era desnecessário até ter feito o bera.
Que a adenóide nunca, jamais, em tempo algum, seria motivo para atraso de fala.
Disse que nossa ansiedade em ouví-lo, acaba sendo maior que a dele em falar.
Que chegou a hora de o tratarmos como um menino de quase quatro anos e não como o bebê da casa. Só porque ele não fala, não significa que tenha a mentalidade de bebê.
Que talvez seja a hora de dividirmos a atenção com outro bebê. (oi?)
Que precisamos deixar que ele se vire sozinho. Que corra riscos. Que leve castigo, se necessário.
Que precisamos tampar ouvidos para opiniões alheias. Que muita gente falando o que fazer acaba atrapalhando. Principalmente as opiniões dos não profissionais. Leia-se: família.
Que ele vai falar, mais cedo ou mais tarde. Mas que a ajuda da fono é altamente necessária.
E então assim. Algumas das coisa que ela falou eu simplesmente ignorei, como ter outro filho, por exemplo. Também não acho que o trate como bebê, ainda que o vigie enquanto está no quintal - não vou deixá-lo solto em um quintal cheio de escadas e piscina. A atenção extra que dou não vejo como mimo, e sim como compensação de passar o dia inteiro fora. E nem é sempre, já que em tempos em que nem empregada eu tenho, os afazeres de casa são feitos por mim, at night.
Agora concordo sim, que muita opinião alheia acabou me deixando ansiosa.
Até os três anos eu segui o mantra de que era normal o atraso por causa da adenoide. Os três anos vieram e a fala não. E com isso todo mundo falando: vai ver isso... fulaninho é menor que ele e já fala tudo... tem que levar pra fono... tem que fazer isso... e aquilo...
E nisso eu concordei com ela: a partir de agora meus ouvidos estão tampados.
Minha parte eu fiz - levei em TODOS os médicos solicitados.
E minha parte continua - ele vai continuar com a fono e os estímulos em casa continuarão como antes. Embora não pareça, ele é muito estimulado sim.
Mais do que isso, eu não posso fazer...
Para finalizar ela pediu que retornemos com ele daqui a seis meses, quando, segundo ela, ele já estará falando e conversando de um tudo.
Tomara!

Um comentário:

keka disse...

ola sou mãe da Sophia ela tem 2 anos e 5 meses e não fala quase nada vi seu blog e gostaria de saber como ta a fala do Arthur agora??também tenho levado a sophia a varios especialistas e todos dizem que ta normal aguardo a resposta

Ass mamãe Erika ansiosa pra te longas trocas de conversa com a Sophia.