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terça-feira, 31 de outubro de 2006

Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe!

Já diria o slogan de uma famosa marca...
Na postagem anterior eu disse que falaria sobre o meu desenvolvimento como mãe. Na verdade acho que nem é preciso falar muito, já que vocês me escutam falar o tempo inteiro o quanto sou loucamente apaixonada pelo meu filhotinho. Por todos os motivos do mundo. Porque desde que me conheço por gente, sonho com a chegada dele na minha vida, e quer saber? Acho que já nem me lembro direito como era a minha vida antes dele... Eu ia correndo pra casa? Eu me preocupava com as frutas na geladeira? O clima muito quente (ou muito frio) me incomodava? Não sei...
O que sei é que depois dele, todas essas respostas passaram a ser positivas, e se antes eu não tinha certeza, hoje posso afirmar: sou uma pessoa feliz e já me sinto realizada!
Sei que meu filho não é o mais amado do mundo, nem melhor do que o filho de ninguém... mas é o meu! E eu vou repetir que ele é o mais lindo, o mais amado, porque tenho certeza de que qualquer mãe sensata vai retrucar aí do outro lado: "Só não é mais lindo ou mais amado do que o meu!" Porque quando somos mães, o mundo se abre aos nossos olhos. E não é à toa que dizem: "Depois que você se tornou mãe ficou mais bonita..." Ficamos sim. Bonitas e em estado de graça... Porque nos tornamos mãe... Não aquela que colocou no mundo apenas, para isso (infelizmente) existe a palavra genitora. Mas ser mãe... nascer como o próprio bebê. Saber que a você está sendo destinado uma nova vida e que cabe a você cuidar, ensinar, proteger e que você vai ter que estar disposta a também aprender a cada dia. E algumas vezes abrir mão de sua própria vida, de seus próprios prazeres, para viver a vida daquele pequeno ser. Que pode ser muito pequenino aos olhos físicos, mas capaz de depertar esse amor incondicional, que chega a doer. Que nos causa medo só em pensar que algo de ruim possa acontecer-lhe ou nos acontecer. Que passa a nos deixar mais atentos à violência, à política...
Sendo assim, eu não entendo... e nem quero entender! Eu me recuso a ouvir, mas infelizmente é o tipo de notícia que sempre está na primeira página dos jornais, e se torna comentário onde quer que eu esteja. Alguém (pelamordedeus!) me explica o que se passa na cabeça de uma mãe (ou melhor, genitora - porque não se pode chamá-las de mãe) que dá mamadeira de cocaína para um ser indefeso e o mata de overdose, ou deixa trancado em carro para ir ao pagode, ou o tranca num cubículo junto a gatos e galinhas, ou atira no rio dentro de um saco, ou... ou... Meu Pai! É muita maldade! Tanta gente querendo "ser mãe" e nosso sistema de adoção tão burocrático... Não quer ser mãe, deixa para quem queira... mas infelizmente não é tão fácil assim... Tem fila para adoção, sabiam? Absurdo! O motivo da fila deveria ser por indisponibilidade de criança, mas infelizmente não é o caso... são muitos papéis... Nessa vida de blogueira conheço caso de muitas "mães" que conseguiram após anos de espera e outras que continuam aguardando... Aguardam para pôr em prática esse amor do qual falo. Amor para recomeçar a sua vida do zero. Amor para renascer... Enfim! Após ouvir mais uma crueldade com criança no nosso país, tinha que vir aqui desabafar, desculpem-me!

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