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segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Seis meses

Chegamos ao sexto mês de gestação!
Nossa, está voando...
Esse calendário eu consegui num programinha que se chama gravidômetro.exe.
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Aniversários da barriguinha:
1 mês :25/5/2005 - 4 semanas e 2 dias.
2 meses :25/6/2005 - 8 semanas e 4 dias.
3 meses :25/7/2005 - 13 semanas
4 meses :25/8/2005 - 17 semanas e 2 dias.
5 meses :24/9/2005 - 21 semanas e 5 dias.
6 meses :24/10/2005 - 26 semanas
7 meses :24/11/2005 - 30 semanas e 2 dias.
8 meses :24/12/2005 - 34 semanas e 5 dias.
9 meses :24/1/2006 - 39 semanas
Data Provável do Nascimento :30/1/2006

Eu mesma me impressiono em como a barriga tem crescido ultimamente. No início da gravidez pedi minha mãe que fizesse algumas calças de cadarço e vendo o exagero de minha mãe, fiz com que ela reduzisse pela metade a largura das mesmas. Bem, as referidas calças já voltaram para a minha mãe pela terceira vez... para aumentar! Agora desisti das calças. Minha mãe já providenciou novos vestidos... bem franzidos para caberem até o final da gestação. Algumas vezes me sinto como uma capinha de bujão de gás, mas no fundo sinto o maior orgulho em ver como o Arthur cresce a cada dia.
Fico encantada em saber que ele está aqui. Ás vezes me pego admirada frente ao espelho. Admirada pelo tamanho dele, pelo amor que já tenho por ele. Admirada em poder provar pro mundo o quão perfeita é a natureza humana. Estou gerando uma vida dentro de mim. Isso não é a prova da Perfeição Divina? Admirada em saber que sonhos podem ser realizados. E nesses momentos de admiração agradeço a Deus. Só agradeço. Agradeço por tudo. Pela minha felicidade. Pela felicidade do Dri. Daqueles que nos cercam e que também esperam ansiosos pela chegada do nosso bebê. Por outro lado me sinto assustada. Eu, somente eu, sou responsável por ele. A vida dele depende da minha, mas a minha também já depende da dele. Porque eu já não consigo me ver sem ele. Eu já sou dele também. Parece confuso né? Quando me falavam desse amor incondicional de mãe, eu imaginava o que poderia ser... mas estava enganada. É muito maior do que eu imaginei. É sublime. É eterno. É único.
Tem uma música, do Vander Lee, que se chama "Iluminado" e retrata bem esse amor.

Iluminado – Vander Lee
Vi o meu sentido confundido, iluminado
vi o sol enluarar, quando viu você.
Vi a tarde inteira, a sexta-feira, o feriado
esperando o amor chegar e trazer você.
Você chegou querendo
tudo que o tempo não te deu
e que levou de você
sem saber que você já sou eu.
Agora não entendo
o meu relógio o amor tirou
mas sei que o meu coração
tá batendo mais forte
porque você chegou...

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Eu não conheço sua carinha, não conheço seu cheiro, ainda não ouvi sua respiração, ainda não conheço o toque de suas mãos. Não sei se é careca ou cabeludinho. Não sei do que ele vai gostar. Ainda não conheço suas manias. Mas amo esse pequenino ser de forma tãããão profunda, tão intensa, tão sublime.
Céus! Que bebê poderoso! Tira o fôlego da mamãe!
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Mudando de assunto...
Ontem iniciou-se a obra na nossa casa. Na verdade, ontem foi o dia da quebração.
A preocupação do dia foi com minha permanência na casa.
Como o nosso problema foi iniciado com a umidade do chão, já prevíamos que com o quebra-quebra o cheiro de mofo fosse evidenciado. Só que foi muito mais forte do que prevíamos. O piso retirado abrigava um mofo insuportável. E com isso tive de passar o dia "sem teto".
Devo dizer que minha casa deixou de ser casa. Virou um puxadinho de quarto e banheiro (os únicos lugares ainda transitáveis). O problema é que para chegar ao meu quarto tenho que passar pela cozinha (que embora não tenha sido mexida está revirada por ter acomodado a sala de jantar). Os demais cômodos (lavabo, sala de jantar e sala de estar) deixaram de existir (são apenas paredes levantadas). E todos os móveis foram amontodados no quarto do Arthur. Pobrezinho, nem nasceu e já está desabrigado... rs. Mas ele há de perdoar papai e mamãe... tudo está acontecendo para que sua chegada seja digna de rei.
Ainda não senti necessidade de "me mudar" pra casa de minha sogra. Pelo menos nessa primeira fase. Não sei se vou conseguir dormir numa cama que não seja a minha. E depois, eu saio muito cedo diariamente, e não seria confortável ficar incomodando a minha sogra com movimentos pelas cinco da manhã, embora ela diga que não seria incômodo algum. Enfim, vamos ver os próximos movimentos (cheiro de cimento, tinta, etc). Por enquanto meu quarto continua isolado. Ao fechar a porta não há quem diga que uma obra acontece no cômodo ao lado!
Enquanto isso, sigo cantando:
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Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada!
Ninguém podia entrar nela não
Porque na casa não tinha chão!
rs
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E tudo isso vai durar por pelo menos quinze dias!

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