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segunda-feira, 18 de junho de 2007

O final de semana

Na quarta-feira após eu ter postado, Adriano ligou dizendo que a febre havia voltado, e já que para a gente febre é sinônimo de algo está errado, ele preferiu ligar para a pediatra, e essa o orientou a levá-lo à emergência, já que por telefone, sem ver o Arthur, seria complicado dar um diagnóstico.
Depois de três horas de espera pelo atendimento (segundo minha cunhada, pior que de hospital público) Arthur foi atendido e após RX de tórax foi detectado que o pulmão está limpo. Por ser bebê, não pode fazer RX de seios da face para comprovar alguma rinite, sinusite, ou qualquer outro ite da vida. De qualquer forma, trata-se de uma gripe, e para combater de forma mais rápida passou o antibiótico Astro 600 para tomar por 06 dias. Fiquei meio assim em dar, já que ele nunca havia tomado antibiótico antes, e pensei seriamente em ligar para a pediatra. Depois repensei e desisti de ligar, pois se ela disse que sem vê-lo não poderia dar um diagnóstico, por que iria desautorizar o uso do antibiótico? Não liguei.
Na quinta-feira Adriano novamente não foi trabalhar para ficar com ele, e a febre ainda deu o ar da graça por duas vezes. Na sexta-feira quem ficou fui eu, e a febre voltou. Uma febre que nunca passava dos 38º, já que a gente logo administrava com a novalgina e dava um banho quase frio, e isso a fazia ceder como que por um passe de mágica. Embora aceitasse muito bem tomar sucos e vitaminas, passou a rejeitar o almoço/janta. Por isso eu reforço que os dentes estão influenciando sim. Já consegui ver o 13º nascendo. É o canino superior do lado direito. E com certeza isso deve estar incomodando também. Fora isso, estava enjoado, molinho e manhoso, me dando a impressão de que devia estar sentindo dores no corpo. Voltamos a dar o decongex plus.
Ainda na quinta-feira foi o 1º aniversário da Gabriela, filha de uma grande amiga e o levamos para ver se ele ficava mais animadinho no salão de festas. Que nada! A única coisa que o animou era o DVD da Xuxa (Circo) que passava no telão. Nem piscava os olhos. Quando acabou o DVD começou a ficar enjoado de novo e dormiu, indiferente à piscina de bolinhas e os demais brinquedos disponíveis para a faixa etária dele. Paciência! Fomos embora e nem cantamos o “Parabéns” para a aniversariante.
No sábado pela manhã foi a última vez que teve febre, de 38,2º (se não me engano). Dei novalgina, banho, e a feiosa foi embora de vez (e espero que para sempre!).
À tarde o levei para tomar as gotinhas. Fez cara feia, mas o importante é que não cuspiu.
À noite foi aniversário da outra Gabriela (essa de 11 anos) e ele deve ter dormido 01 hora após termos chegado lá, também indiferente ao som alto dos Rebeldes que tocava no Videoke. Também não pensei duas vezes e fui embora. Não vejo sentido em sacrificar uma criança. Se ele prefere dormir, não vou colocá-lo no carrinho ou na cama da dona da casa, para ele dormir no meio do barulho. Nem ele dorme direito, muito menos eu curto a festa. Pedi desculpas para a Rose e me despedi.
Ontem ele passou o dia bem. Está expelindo catarro, mas a tosse foi embora, e eu acho que a nebulização todas as noites tem ajudado nesse processo. Ele também não voltou a ter febre, almoçou bem e dormiu de 11:40 às 13:30h.
À tarde fomos no churrasco de um amigo e ele andou de um lado para o outro.
À noite foi a festa da escola. Chegou lá dormindo e acordou super enjoado, chorando por nada, não querendo saber de ninguém. Na hora da apresentação da turminha dele, ele preferiu ficar conosco, para minha decepção. As tias vinham falar com ele e ele virava a cara. Totalmente mal humorado! Conforme o salão foi se esvaziando, ele foi se soltando, e somente no final da festa conseguimos tirar fotos dele. Aí sim, ele foi no colo das tias Adriana (que ele ama), Andrezza, Samira e Tati (que acabou “perdendo” para ele a canjica que estava comendo - rs). Também brincou na pescaria, morreu de rir com o estouro dos estalinhos, e após “descobrir” os amiguinhos se esbaldou de correr de um lado para o outro. Pena tudo ter acontecido já no final da festa.
A tia Andrezza me disse que outras crianças da turminha dele não foram a aula alguns dias dessa semana (com os mesmos sintomas dele) e isso só reforça a tese de vocês, de que na escola isso vai ser muito freqüente. De certa forma fiquei até aliviada.

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Ah! Aconteceu um fato muito engraçado lá. Segue o diálogo:
- Oi. Você é a mãe do Arthur?
- Sou...
- Ai... me desculpa.... é que eu precisava conhecer o Arthur que minha filha tanto fala. Ela sempre rejeitou a idéia de ter um irmãozinho, mas desde que o Arthur entrou para a escola, ela está me pedindo um. Ela diz: “Puxa, mamãe, eu fecho os olhos para tentar sonhar com o Arthurzinho, mas não consigo... Pede a mãe dele para deixar ele aqui em casa comigo só um pouquinho...”
- Que lindo! (Pronto! Eu também fiquei apaixonada pela menina! Ana Carolina o nome dela)
- Pois é, menina! Agora ela quer porque quer um irmãozinho igual ao Arthur... E eu agora não quero mais filhos, pois a ela já está com 05 anos... e blá-blá-blá...
Nisso, se aproximou uma outra moça, e a mãe da menina continuou:
- Fulana, essa é a mãe do Arthur!
E a outra moça (tia da menina):
- Caramba, a Carol tá apaixonada pelo seu filho! Só fala nele o tempo inteiro!
E eu fiquei lá... Com cara de boba, achando muito engraçado a popularidade do meu pequeno!
A Ana Carolina também é de período integral, e está lá desde os 02 anos. Eu imagino que por eles ficarem juntos o dia inteiro se torna muito natural essa troca de afeto. É como se eles fossem irmãos, e isso me deixa mais aliviada com relação àquela culpa de deixá-lo lá o dia inteiro. Nas ocasiões em que estive com as tias, percebi muito carinho delas com todas as crianças, e ontem eu aproveitei para comprovar isso com a mãe da Carol. Ela se mostrou muito satisfeita com a escola, em todos os sentidos.
Tenho consciência de que minhas dúvidas virão, meus sentimentos de culpa aparecerão algumas vezes, mas tenho certeza que ele está em ótimas mãos.
Quero agradecer muitíssimo aos cometários de cada uma de vocês, as dicas, os conselhos, e tenham certeza que cada uma me fez pensar um pouquinho. Até o final do ano eu decido o que vou fazer para que Arthur fique apenas meio período na escola. Na verdade a minha decisão depende mais de fazer contas do que de pensar na melhor alternativa, já que essa eu já descobri qual é, com ajuda de vocês: Arthur fica meio período na escola e o outro período com alguém que fique na minha mãe, e aí eu mato dois coelhos com uma cajadada só, pois como a minha xará Sandra parece ter adivinhado (pois eu ainda nem tinha citado isso aqui) minha mãe anda muito triste com o fato de não poder mais ficar com o pequeno, reclamando que agora está sozinha, que era ele que fazia companhia para ela, e fala o tempo todo que eu o “tirei” dos cuidados dela... Enfim... Eu só preciso ter dinheiro para bancar além da escola, mais o transporte escolar, mais a minha diarista e mais uma acompanhante (ou sei lá qual o nome que se daria) para ficar ajudando minha mãe a tomar conta do Arthur. É isso! Vamos às contas!

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