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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Pintando o sete

Arthur está na fase de pintar. Há algumas semanas atrás ele ganhou em uma festinha de aniversário uma caixinha de giz de cera (pequeno) e eu imprimi para ele diversos desenhos para colorir. Percebi que ele prefere o lado limpo da folha então passei a dar a folha em branco e ele adora. Pinta TODOS os espaços disponíveis, frente e verso. Muito bonitinho de se ver. É capaz de ficar horas pintando...

Como sou a favor de incentivar aquilo que acho ser importante para o desenvolvimento dele, comprei uma caixa grande com 12 cores. Ele amou, óbvio!
Coloquei todos num porta-lápis e já deixei na estante, prontinho para que ele tenha acesso sempre que quiser.
Algumas vezes tenta nos levar pro chão junto a ele, para desenhar. Deidei Beth então é vítima, ele não pode vê-la que já a puxa para o chão... Mas bem que a culpa é dela que tem a maior paciência para desenhar flores, matinho, árvores, pintinho, e até arco-íris ela já pintou para ele. Ela vai desenhando e ele pintando por cima...
No dia da festa das mães da escola, a mãe de um amiguinho estava conversando comigo e falou que o filho rabiscava as paredes de casa e ela já precisou lavar por umas três vezes. Quando eu disse que Arthur só pintava mesmo a folha, e que muito dificilmente acidentes no chão aconteciam, ela parecia me olhar incrédula, como se não fosse normal uma criança de dois anos conhecer o espaço que pudesse ser usado. Papo indo e vindo ela precisou sair do meu lado e então a coodenadora que pegou a estória já no finalzinho me explicou como o fato dele ter entrado tão pequenino na escola o ajudava com essa maturidade. No caso do outro menininho que já entrou na escola com dois anos completos, e com irmãos maiores em casa, esse limite não existia, e que inclusive, a salinha da escola já precisou ser retocada, já que a criancinha em questão também já andou pintando as paredes de lá.
Perguntei se não havia o risco das outras crianças serem influenciadas por ele e a resposta foi a seguinte: Se tivesse sido, você já teria visto na sua casa. Ela esclareceu que no caso em questão as outras crianças é que influenciam o "único errado" a pintar no lugar certo.
"Ufa!" pensei. Por que embora minha casa seja pintada com aquela tinta lavável, não deve ser nada agradável ficar esfregando as paredes para limpar as artes dos pequenos.
Mas pronto, foi só eu elogiar... A partir dali, era só acabar o espaço do papel para Arthur passar a pintar também o chão da sala.
Aff! Só no feriado eu tive que passar veja por duas vezes!
Pego papel e giz e explico que a combinação só pode ser aquela... a criancinha me olha como quem diz: "entendi tudinho, mamãe!" e basta não ter mais espaço na folha para o "acidente" acontecer e ao me ver é como se tentasse dizer: "foi acidente, mamãe... a folha acabou..."
Vou fazer o quê? Nada muito diferente, já que não posso proibí-lo de pintar e de exercitar seu desenvolvimento. Mas também não vou deixá-lo livre para fazer o que quiser.
Então enquanto ele não entende que "no chão não pode!", a caixinha de giz fica no alto e sempre que ele quer pintar eu (ou qualquer outra alma bondosa) se senta ao lado para fazer companhia, do jeitinho que ele ama!
(Acho inclusive que essa foi a forma que ele encontrou para pintar sempre na companhia de alguém... menininho mal caráter! rs)

Esse filminho foi feito há mais ou menos 01 mês atrás. Ainda é da fase "lugar de pintar é somente no papel" (aproveitem para ver a cor do meu piso - é ou não é de fiscalizar os "acidentes"??? rsrs) e a paixão ainda era Aline Barros.
Reparem que eu peço para ele escrever o nome dele e (coincidência ou não) ele faz a letra "a". Não é lindo?

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