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segunda-feira, 30 de abril de 2007

A mensagem do 1º aniversário

No post anterior minha nova amiga virtual, a Lú, foi muito gentil dizendo que me acompanha desde o ano passado e que tenta se inspirar em mim... :)
Claro que fiquei muito envaidecida e é óbvio que meu sorriso foi de orelha a orelha, pois é muito bom ouvir que de uma forma ou outra esse lugar se torna espelho para outras pessoas. Na verdade nunca tive a pretenção de ter tantos leitores, mas fico muito feliz em perceber que algumas pessoas são fiéis e realmente se preocupam com o que vem acontecendo na vida de meu pequeno, que na verdade é o dono desse blog, motivo pelo qual esse espaço foi criado.
Pois bem, ela citou a homenagem que prestei aos amigos no aniversário do Arthur (que sei lá por que motivo eu não postei aqui), e pediu dicas de como elaborar uma para os amigos dela também.

Lú, a mensagem é realmente algo muito pessoal, não sei que tipo de ajuda poderia te dar, mas estou postando a minha homenagem na íntegra, para você ter uma idéia. E, se achar necessário, sinta-se a vontade em reproduzir trechos dela para a sua.

Boa sorte e um dia muitíssimo feliz para sua pequena Luma! Que ela seja abençoada por Papai do Céu para sempre!
Ah! E muito obrigada pelo carinho, viu?

AGRADECIMENTO
Desde que me entendo por gente ansiava o dia em que estaria preparando o clip de aniversário do meu filho. Já imaginava as fotos, sabia que ao fundo tocaria Cristina Mel com o "Vou guardá-lo em meu coração..." E esse dia chegou!
Daqui alguns anos, ao rever esse DVD, certamente Arthur vai dizer: “Pó mãe, que mico!”.
O que eu quero que ele saiba, e isso eu vou fazer questão de eternizar, é do que vem acontecendo comigo nos últimos 603 dias de minha vida, desde a descoberta do Beta HCG positivo, em 30 de maio de 2005.
Não houve surpresa, houve emoção.
Emoção da realização de um sonho que já durava anos.
Emoção de sentir a emoção alheia, com a notícia de uma felicidade que até então nos pertencia.
A emoção não era só nossa, era de todos, e isso foi muito emocionante!
Passar logo pela manhã um e-mail contando a novidade e imediatamente receber tantas respostas, tantos telefonemas de pessoas que choravam mais do que eu, não é Jacque?
Ter que explicar direitinho para a Sheila que aquele 11.980 no Beta HCG, significava um resultado positivo de gravidez!
Enfim…. Perceber a corrente positiva que estava em torno de nós, naquele momento, não teve preço.
A partir dali só mimos por todos os lados. Não podia beber isso, não podia comer aquilo, não era apropriado fazer aquilo outro. Comidinha da mamãe. Sopinha da sogra. Os desejos suspeitos de comer chocolate, sorvete e milk shake em todas as tardes de sábado. Só desejo bom!
Quando se está grávida a sensação é de que você se torna um patrimônio nacional, despertando curiosidade, cumplicidade, simpatia e solidariedade.... Todos, sem exceção, se preocupam com seu conforto e o seu bem estar. Até o motorista do ônibus se sente no direito de te “convidar” a entrar pela porta da frente . É tão gentil que você acaba obedecendo e nem questiona o fato da barriga ainda ser pequena.
A barriga já fazia tanto parte de mim, quanto os demais membros, e eu já não conseguia me ver longe dela. Sentimento confuso porque eu queria muito vê-lo, tocá-lo, conhecer seu rostinho, sua cabeleira negra e enrolada (?), porque era óbvio que ele seria a minha cópia! Rs – Ainda mais depois de descobrir que se tratava de um menino e não da menininha que todos apostavam. Aliás Arthur foi contra TODOS até nas simpatias infalíveis da Vó Mariquinha. Nas primeiras semanas era um tal de Mariana pra cá e pra lá que o danadinho se revoltou e mexeu a 1ª vez justo no dia que a Tia Rosana ensaiava comprar um tecido estampado para fazer-lhe um vestido. Menino de personalidade. Se defendeu muitíssimo bem!
Não era menina, não tinha minha vasta cabeleira negra encaracolada, aliás, de mim mesmo, somente a cor muito branca. De resto, cabelo das tias, carinha do pai e narizinho do Vô.
Por falar em avós, Arthur é um privilegiado. Fora os de sangue, Beraldo,Olympia, Maria (e Elizeu que do céu olha por nós) ainda foi adotado por outros:
Vó Belina e Vô/Dindo Paulo (porque não basta ser avô, também tem que batizar).
E os tios? Os de sangue são Beth, Berna e Sergio, mas têm ainda aqueles 347 “parentes” que Deus nos permitiu escolher através de nossos amigos, e que Arthur certamente reconhecerá e chamará de forma apropriada.
Alguém me disse certa vez que a personalidade doce e alegre do Arthur é reflexo do meio em que ele vive. É sim! Se Arthur é a criança encantadora que é, o mérito não é só meu e do Adriano, é de todos vocês também: queridos avós, tios, primos, amigos, todos que nos cercam. A vocês agradecemos pelas orações, pela ajuda e pela presença. E pedimos que nos ajudem a agradecer a Deus:
Pela sua vida!
Pela sua saúde!
Pelo seu encanto!
Pelo seu sorriso diário!
Por ter nos dado o privilégio de trazer ao mundo uma criança tão amada.
Porque Ele é o maior responsável por estarmos aqui hoje, celebrando a vida de nosso pequeno.
Obrigada!

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