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segunda-feira, 9 de julho de 2007

No quintal

Na trilha dos Backyardigans ("Temos o mundo inteiro no nosso quintal...") Arthur descobriu o quintal de casa.
Na verdade nós não temos um quintal... sabe aquele quintal enorme, com árvores, e bastante espaço para correr? Pois é... esse é o quintal dos meus sonhos que gostaria para meu filho. Um quintal como o que eu cresci, onde a gente catava a manga no pé e torcia para que a jaca ficasse logo madura. Hoje em dia aquele quintal tá feio, descuidado... não tem mais árvores... parece que meu pai morreu e o verde do quintal morreu junto... Agora é um quintal sombrio com as árvores secas e totalmente abandonado. Eu vou na minha mãe mas me recuso a olhar lá no fundo, onde está o quintal. Embora esteja nos meus planos derrubar a casa abandonada que tem lá e replantar tudo novamente, sei que o Arthur não vai ter a felicidade que eu e meu irmão tivemos ali... mas quem sabe meus netos?
Mas voltando ao quintal de hoje, na minha casa de casada (é que eu ainda falo que vou “lá em casa” quando me refiro a ir na casa de minha mãe... rs). Como você sabem eu moro embaixo da casa de minha sogra. São duas entradas: a de baixo (a minha) e a de cima (da minha sogra). Na minha, temos uma garagem (que é o meu quintal). Passamos pela minha área de serviço e damos de cara com a escada que dá acesso ao quintal de minha sogra (separado por aquele portãozinho de madeira que o Adriano fez, lembram?). No quintal de minha sogra tem um pequeno jardim (minha sogra ama plantas) que é onde mora a Dona Cacilda (a tartaruga de meu sobrinho Bernardo), um pé de manga (que a gente colhe no pé), a piscina e outra garagem (acoplada à churrasqueira). Tudo no piso, sem terra (como era o quintal de minha infância). Aí tem outra escada que dá acesso à casa de minha sogra. Ou seja, um quintal cheio de obstáculos. Sejam os lances de escada, seja a piscina, seja a falta de espaço aberto. E Arthur, só para contrariar, só quer estar nas áreas perigosas, rodeando a piscina ou subindo e descendo as escadarias, e como não há quem tenha coluna para isso, esse é o motivo para que ele esteja quase sempre preso dentro de casa.
Mas no sábado foi diferente. Eu fechei o portãozinho, espalhei na garagem (que estava imunda!) o balde de praia junto com as pás, sentei ele lá, e o incrível aconteceu! A criança se esbaldou de um lado para o outro. Rodava o balde pra cima e pra baixo. Pegava a areia imaginária e colocava e tirava do balde... Pegou a tampa do cesto de roupa e fez a festa! Peguei um banco e entrei na farra com ele... E que felicidade! A dele e a minha... Ele ficou totalmente livre! Sentou onde quis. Ficou com as mãos e os joelhos imundos, e a roupa (meu Deus!) acho que serão necessários alguns dias de molho no Omo, mas como já diz a própria propaganda “... porque se sujar faz bem...” eu acho que descobri a fórmula para dar um pedacinho daquela liberdade de minha infância para ele também...
Óbvio que saiu dali direto para o chuveiro e vou dizer... foi difícil pra caramba me livrar daquela sujeirada toda!
Na mesma tarde coloquei o velotrol no quintal também. Embora ele ainda esteja na fase de andar de ré, aproveitou ao máximo! Como não alcança os pedais, ele levanta os pés e espera que a gente o empurre.

O chuveiro
Até a semana passada ele estava tomando banho na banheira de bebê, com pé. Só que faz muuuuito tempo que ele não quer saber de ficar sentado... até aí tudo bem... Só que chegou num ponto em que ele não pára mais quieto um segundo e ainda descobriu que é muuuuito legal ficar abrindo e fechando o registro. Como minha altura também não é das mais privilegiadas, ele estava mais alto que eu, aí já viu né? Não há braço que agüente segurar a criança, passar o sabonete, tirar o shampoo e ainda ficar controlando o que ele está mexendo! Acho até que demorou muito! Tudo bem que o banho no chão continua sendo tão cansativo quanto, e eu sempre saio do banheiro também de banho tomado (kkkk) mas pelo menos o banho está mais completo...

Zoboomafoo
Tantas coisas para a criança aprender a falar e o que ela aprende?
Culpa da Beth que passou a manhã de sexta feira com ele, aí no sábado veio com a novidade: “Fala, Arthur: Zoboomafoo!” E ele, obediente: ...foooooo! Com o bico que é a coisa mais linda do mundo! Rs
E agora basta que a gente cante: “Eu, você e o Zoboomafoo” para que ele nos ajude com o seu “fooooo...”
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Dançando
Também foi no sábado que do nada ele começou a dançar ao som do Barney. Lindooooooo! E eu até registrei com o celular, mas a imagem ficou péssima! E a minha voz ao fundo... ninguém merece! Nem o Arthur! kkkk

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